Conhecendo as maravilhas do Egito Antigo e outros lugares pelo Google Earth

Viramos o mundo e encontramos, para os usuários do Google Earth, lugares importantes na história do mundo. São locais que foram ícones de civilizações antigas, palco de terríveis guerras, lar de povos extintos e muitas outras cenas da nossa história. Se você não tem o programa instalado na sua máquina, pode visualizar as imagens em uma galeria:

» Veja fotos dos lugares

Se você tem o Google Earth instalado no seu computador, também pode visualizar os lugares no próprio programa. Basta buscar os locais desejados. Vejam, por exemplo:

» Coliseu de Roma
» Praça da Bastilha
» Cemitério Romano
» Grande Incêndio de Londres
» Local de fundação de SP
» Igreja de Hagia Sofia
» Jardins da Babilônia
» Hipódromo de Constantinopla
» Mausoléu de Augusto
» Centro Metapontum
» Monastério de Hovedøya
» Pirâmide de Giza
» Torre de Pisa
» Teatros romanos em Lyon

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI760986-EI5473,00-Veja+lugares+historicos+no+Google+Earth.html

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A História de Galdino

Em 20 de abril de 97, cinco jovens de classe média _um menor de idade_ atearam fogo ao índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, que dormia em um ponto de ônibus em Brasília. O índio morreu. Quatro dos rapazes estão sendo julgados em tribunal do júri, em Brasília, sob acusação de prática de homicídio doloso.

O julgamento deverá demorar três dias. A pena será estabelecida por sete jurados, que serão sorteados no início dos trabalhos. Para o crime de homicídio doloso, a legislação prevê a pena máxima de 30 anos e só permite a obtenção da condicional após o cumprimento de dois terços dela.

Se o júri entender que não houve crime hediondo e decidir enquadrá-los, por exemplo, no delito de lesão corporal seguida de morte, a condenação representará na prática um passo importante para a absolvição. A partir daí, eles poderão passar a pleitear benefícios como a prisão domiciliar ou a liberdade condicional.

A pena máxima para esse crime é de 12 anos e a legislação permite o cumprimento de um sexto, ou seja, dois anos, para a obtenção de benefícios. Eles estão presos há quatro anos e meio.

Os garotos foram presos minutos após o crime e confessaram. Os maiores _Max Rogério Alves, Antônio Novely Cardoso de Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves de Oliveira, na época com 19 anos_ aguardaram o julgamento presos. Vilanova é filho de juiz federal em Brasília, que semanalmente o visita.

O menor G.N.A.J., que inicialmente havia sido condenado a três anos de reclusão em centro de recuperação, foi liberado por decisão do Tribunal de Justiça. Ele pôde usufruir de ‘liberdade assistida’ após 144 dias de internação.

Os maiores foram indiciados acusados de homicídio triplamente quadriplicado, mas a juíza do Tribunal do Júri de Brasília, Sandra de Santis Mello, mulher do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio de Mello, em decisão polêmica em agosto de 1997, desqualificou o crime como homicídio doloso e sinalizou o julgamento por lesão corporal seguida de morte. A decisão foi cassada.

O pataxó morreu às 2h do dia 21 de abril de 97. Segundo o IML, ele teve 95% do corpo queimado.

Durante interrogatório, três dos quatro acusados disseram ter tirado a idéia da ‘brincadeira’ de uma pegadinha exibida pela TV.

Ao ser interrogados pela juíza Leila Cury, em 21 de maio, eles contaram basicamente a mesma história, com algumas contradições. Na noite de sábado, 19 de abril, disseram ter ido à lanchonete Sky’s e depois resolveram dar uma volta. Todos disseram que foram a um posto de gasolina, compraram dois litros de álcool combustível e se dirigiram ao ponto de ônibus onde o pataxó dormia.

Eles afirmaram que G.N.A.J. não os tinha acompanhado até o ponto. Em depoimento, depois, o menor admitiu que a morte de Galdino havia sido premeditada e que tinha ajudado a jogar álcool no índio e a riscar os fósforos.

Os acusados se disseram arrependidos de terem feito a ‘brincadeira” e que não tinham a intenção de matar ou ferir.

Em 20 de abril, Galdino havia saído de uma manifestação do Dia do Índio, na sede da Funai e se perdido no caminho para a pensão onde estava hospedado. Um dos líderes da tribo Hã-Hã-Hãe, da área indígena Caramuru-Catarina-Paraguassu, em Pau Brasil (BA), defendia a demarcação de terras para os pataxós.

A morte de Galdino deflagrou uma onda de invasões de fazendas por índios da etnia em Pau Brasil. Os pataxós exigiam a demarcação imediata de suas terras e a condenação dos assassinos do líder.

Desde o fim do inquérito policial, o procurador da República Luís Wanderley Gazoto requereu a transferência do caso para a Justiça Federal, alegando que o índio está sob tutela da União.

Em 14 de maio, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a Justiça comum é a competente para o julgamento. Em 12 de agosto, a juíza Sandra classificou o crime como lesão corporal seguida de morte, o que permite o julgamento por juiz criminal

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u40033.shtml

 

 

 

 

Não é correto

A              E
Ah, eu já cansei de ouvi dizer
 F#m                       D
Índio não tem nada, índio é tudo atrasado
A                 E
Ah, mas você pode perceber
 F#m                         D
Que foram despejados, o branco levou seu espaço

Pré-refrão:

  Bm                    F#m
Os brancos em suas caravelas 
   A             E
E o General Varíola sem querer
  Bm                  F#m
A morte foi uma grande a verdade
         A                    E
Mas restaram alguns guerreiros, que felicidade!

              A                E
Se eles não tem carro, não tem teto
        F#m                 D
,não tem comida, viver assim quem gosta?
        A           E              F#m
Isso nã nã nã nã nã nã não é correto.
D
  Não é tão bom assim, pois 
 A           E                F#m  D

nã nã nã nã nã nã não é correto.

A E Ah, agora eu quero lhes dizer F#m D Que esse cenário ainda é muito complicado A E Ah, mas o que podemos fazer F#m D Aluno estudado, vai entender esse recado
Pré-refrão: Bm F#m Com Galdino foi acesa uma vela A E Será que ainda teremos que acender? Bm F#m Macuxi, xukuru, ikpeng A E Guarani-Kaiowá, truká, yanomami A E Se eles não tem carro, não tem teto F#m D ,não tem comida, viver assim quem gosta? A E F#m Isso nã nã nã nã nã nã não é correto. D Não é tão bom assim, pois
nã nã nã nã nã nã não é correto.

Por que estudar História?

Por que estudar História? – Laura de Mello e Souza

 

Laura de Mello e Souza é professora titular de História Moderna da Universidade de São Paulo. É autora de O Diabo e A Terra de Santa Cruz (1986) e O Sol e a Sombra (2006), entre outros livros. Organizou e foi co-autora do primeiro volume de A História da Vida Privada no Brasil.

Para responder esta pergunta, a primeira frase que me ocorre é a resposta clássica dada pelo grande Marc Bloch a seu neto, quando o menino lhe perguntou para que servia a História e ele disse que, pelo menos, servia para divertir. Após 35 anos de vida profissional efetiva, como pesquisadora durante seis anos e, desde então – 29 anos – também como docente na Universidade de São Paulo, considero que a diversão é essencial, entendida no sentido de prazer pessoal: a melhor coisa do mundo é fazer algo que gostamos de fato, e eu sempre adorei História, sempre foi minha matéria preferida na escola, junto com as línguas em geral, sobretudo italiano e português, e sempre mais a literatura que a gramática.

Mas a História é, tenho certeza disso, uma forma de conhecimento essencial para o entendimento de tudo quanto diz respeito ao que somos, aos homens. Os humanistas do renascimento diziam que tudo o que era humano lhes interessava. A História é a essência de um conhecimento secularizado, toda reflexão sobre o destino humano passa, de uma forma ou de outra, pela História. Sociologia, Antropologia, Psicologia, Política, todas essas disciplinas têm de se reportar à História incessantemente, e com tal intensidade que o historiador francês Paul Veyne afirmou, com boa dose de provocação, que como tudo era História, a História não existia (em Como escrever a História). Quando os homens da primeira Época Moderna começaram a enfrentar para valer a questão de uma história secular, que pudesse reconstruir o passado humano independente da história da criação – dos livros sagrados, sobretudo da Bíblia – eles desenvolveram a erudição e a preocupação com os detalhes, os fatos, os vestígios humanos – as escavações arqueológicas, por exemplo – e criaram as bases dos procedimentos que até hoje norteiam os historiadores. Mesmo que hoje os historiadores sejam descrentes quanto à possibilidade de reconstruir o passado tal como ele foi, qualquer historiador responsável procura compreender o passado do modo mais cuidadoso e acurado possível, prestando atenção aos filtros que se interpõem entre ele, historiador, e o passado. Qualquer historiador digno do nome busca, como aprendi com meu mestre Fernando Novais, compreender, mesmo se por meio de aproximações. Compreender importa muito mais do que arquitetar explicações engenhosas ou espetaculares, e que podem ser datadas, pois cada geração almeja se afirmar com relação às anteriores ancorando-se numa pseudo-originalidade.

Sem querer provocar meus companheiros das outras humanidades, eu diria que a Antropologia nasce a partir da História, e porque os homens dos séculos XVI, XVII e XVIII começaram a perceber que os povos tinham costumes diferentes uns dos outros, e que esses costumes deviam ser entendidos nas suas peculiaridades sem serem julgados aprioristicamente. É justamente a partir desse conhecimento específico que os observadores podem estabelecer relações gerais comparativas e tecer considerações, enveredar por reflexões mais abstratas. Portanto, a História permite lidar com as duas pontas do fio que possibilita a compreensão do que é humano: o particular e o geral.

A História é fundamental para o pleno exercício da cidadania. Se conhecermos nosso passado, remoto e recente, teremos melhores condições de refletir sobre nosso destino coletivo e de tomar decisões. Quando dizemos que tal povo não tem memória – dizemos isso frequentemente de nós mesmos, brasileiros – estamos, a meu ver, querendo dizer que não nos lembramos da nossa história, do que aconteceu, por que aconteceu, e daí escolhermos nossos representantes de modo um tanto irrefletido – na história recente do país, o caso de meu estado e de minha cidade são patéticos – de nos sentirmos livres para demolirmos monumentos significativos, fazermos uma avenida suspensa que atravessa um dos trechos mais eloquentes, em termos históricos, da cidade do Rio de Janeiro, o coração da administração colonial a partir de 1763, o palácio dos vice-reis. Quando olho para a cidade onde nasci, onde vivo e que amo profundamente fico perplexa com a destruição sistemática do passado histórico dela, que foi fundada em 1554 e é dos mais antigos centros urbanos da América: refiro-me a São Paulo. Se administradores e elites econômicas tivessem maior consciência histórica talvez São Paulo pudesse ter um centro antigo como o de cidades mais recentes que ela – Boston, Quebec, até Washington, para falar das cidades grandes, que são mais difíceis de preservar.

Não acho que se toda a humanidade fosse alimentada desde o berço com doses maciças de conhecimento histórico o mundo poderia estar muito melhor do que está. Mas a falta do conhecimento histórico é, a meu ver, uma limitação grave e, no limite, desumanizadora. Acho interessante o fato de muitas pesquisas indicarem que, excluindo os historiadores, obviamente, o segmento profissional mais interessado em História é o dos médicos. Justamente os médicos, que lidam com pessoas doentes, frágeis e amedrontadas diante da falibilidade de seu corpo e da inexorabilidade do destino humano. E que têm que reconstituir a história da vida daquelas pessoas, com base na anamnese, para poder ajudá-las a enfrentar seus percalços. Carlo Ginzburg escreveu um ensaio verdadeiramente genial, sobre as afinidades do conhecimento médico e do conhecimento histórico, ambos assentados num paradigma indiciário (refiro-me ao ensaio “Sinais – raízes de um paradigma indiciário”, que faz parte do livro Mitos – emblemas – sinais). Portanto, volto ao início, à diversão, e acrescento: o conhecimento histórico humaniza no sentido mais amplo, porque ajuda a enxergar os outros homens, a enfrentar a própria condição humana.

http://afolhadogragoata.blogspot.com.br/2012/04/por-que-estudar-historia-laura-de-mello_09.html

O dia de hoje na História – 5 de fevereiro

Aconteceu em 5 de Fevereiro:

 

 146 a.C. – Término da Terceira Guerra Púnica, culminando com a destruição de Cartago

Para conhecer mais sobre o conflito:

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/terceira-guerra-punica—fim-dos-conflitos-roma-destroi-cartago.htm

1936  — Lançamento de Tempos Modernos, filme de Charles Chaplin.

Nasceram em 5 de Fevereiro:

 

1944 – Henfil, cartunista brasileiro.

         

 

 

 

 

 

                                 

    

1985 – Cristiano Ronaldo, jogador de futebol português.

 

                          

 

                                               1988 – Neymar Jr., jogador de futebol brasileiro.

 

 

Faleceram em 5 de Fevereiro:

1927 – Osório Duque Estrada, poeta, crítico, professor, ensaísta e teatrólogo brasileiro – autor da letra do Hino Nacional Brasileiro Captura de Tela 2014-02-04 às 21.48.26

1937 – Lou Andreas-Salomé, escritora russa

Ouse, ouse… ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda… a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!” Lou-Salomé

12 anos na escravidão (12 years slave)

O grande vencedor do Globo de Ouro foi 12 years slave, um filme de Steve McQueen, o primeiro diretor negro a receber a honraria de melhor filme na premiação. A história fala de um negro livre, Solomon Northup, que vivia em Saratoga, Nova York, e que foi sequestrado e vendido como escravo no sul dos Estados Unidos, onde passou 12 anos como escravo. Tal prática foi bastante comum no século XIX e Solomon foi um dos poucos que ficou vivo para contar sua história. O filme é baseado no livro escrito por ele e que vale a pena ser lido. Algumas passagens foram modificadas, mas no geral é mostrada toda sua trajetória. Quem quiser lê-lo, segue link.

http://docsouth.unc.edu/fpn/northup/northup.html

https://archive.org/details/twelveyearsasla01nortgoog

http://www.historyvshollywood.com/reelfaces/12-years-a-slave.php

http://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-25589598

O dia de hoje na História – 17 de dezembro

Aconteceu em 17 de Dezembro:

1819 – Simon Bolívar declara a independência da República da Grã Colômbia em Angostura.

Ficheiro:Mapa Gran Colombia (1819-1824).svg

1928 – Criação do município de Aparecida (São Paulo).

1989 – Fernando Collor de Mello é eleito presidente do Brasil, derrotando Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno. Foi o primeiro presidente eleito pelo povo, após o Regime Militar de 1964.

2010 – Autoimolação do tunisino Mohamed Bouazizi, que deu início à Primavera Árabe.

Nasceram em 17 de Dezembro:

1493 – Paracelso, alquimista e médico suíço

1734 – Maria I, a Pia, Rainha de Portugal

1936 – Jorge Mario Bergoglio, eleito Papa Francisco.

Faleceram em 17 de Dezembro:

1830 – Simon Bolívar, militar venezuelano, considerado um dos “Libertadores da América”.

2011 –  Joãosinho Trinta, carnavalesco brasileiro.