O NOVO LIBERAL PELO MUNDO

Mas o que é esse novo liberal, e onde você o vê?

Por Ricarth Ruan

O neoliberalismo é uma política econômica que tem o objetivo de tirar a participação do Estado da economia. Isso garantiria liberdade total de comércio, o livre comércio do capitalismo, o que estimula a competitividade e assim fazendo a economia crescer.  Essa idéia surgiu na década de 1970, na Escola Monetarista do economista Milton Friedman. Surgiu quando ele estava tentando encontrar uma solução para a crise mundial que teve no ano de 1973, que foi a crise ocasionada pelo aumento do preço do petróleo.

 

Seguinte, as idéias eram tirar o estado da economia, sendo assim o estado não influenciava no mercado de trabalho, começava uma onda de privatização das estatais (Serra dançou). No caso tinha livre circulação de capital estrangeiro, tentação para a globalização. Abertura para a entrada das multinacionais e transnacionais, ou seja, as empresas de outras nações vinham se instalar aqui. Conseqüência? As medidas protecionistas (as políticas econômicas que defendiam as empresas nacionais) iam por água abaixo. Mas tecnicamente tinha o aumento constante da produção, o que era bom para a economia nacional.  Resumindo, a base da economia se torna de empresas privatizadas, fortificando as idéias capitalistas.

Quem critica o neoliberalismo, afirma que é uma política que só favorece as potencias econômicas e as multinacionais poderosas (o que é verdade). Isso faz com que o neoliberalismo prejudique os países pobres e em desenvolvimentos, como nós (O Brasil teve o FHC, que foi um grande neoliberalista). Foi visto que aqui, o neoliberalismo causou desempregos em massa, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional, as instituições ficaram de pior qualidade e o valor ficou muito mais caras, um exemplo bem próximo é a Celpe.

Mas tem quem defenda, dizendo que o neoliberalismo dizendo que ele faz da economia mais competitiva, além de proporcionar o desenvolvimento econômico. Mas a pura verdade é que a idéia do neoliberalismo é foi uma falha idéia já teoria (assim como o socialismo), mas mesmo na sua estrutura básica é possível achar lacunas que delas já podemos prever o que não vai dar certo na prática. Essas políticas podiam ser menos devastadoras nos países já desenvolvidos, mas seria lógico que ao aplicar uma política que volta a comprometer as idéias de democracia (visivelmente se você tira uma empresa pública, que teoricamente é de todos, e põe uma empresa privada que pertence a “um só”, você esta concentrando o poder nas mãos poucos, o que é uma afronta grave a democracia),  o que vem a ser péssimo para o país e tão quão e principalmente aqueles eu vive e dependem dele (o povo). Outro fator é o risco de monopolização. Pegarei exemplos básicos daqui do Brasil (mas não ache que isso só aconteceu aqui, lembre-se é mais fácil você compreender se estiver próximo), se você pega uma empresa de telefonia móvel, e privatiza chamando várias multis e transnacionais você vai criar a concorrência e isso vai ficar acessível ao povo (Depois que a Oi, TIM, Vivo, Claro entraram no ramo como concorrentes a telefonia móvel ficou extremamente mais acessível, antes celular era artigo de luxo, agora já existe mais celulares que habitantes em uso aqui no Brasil). Mas caso você pegue um serviço público que todos precisam e privatiza para só um dono, você cria a monopolização e o preço vai lá pra cima, veja a Celpe, depois de sua privatização os preços subiram muito, apesar da qualidade dos serviços tenha melhorado.

Os meus dois primeiros vídeos auxiliares são aulas do Telecurso, e são extremamente produtivos e explicam o assunto perfeitamente, e por isso esse vídeo não se aplica somente a mim, mas também aos meus colegas de reportagem. Já meu segundo  vídeo auxiliar pode não parecer muito sério,  e tudo mais, mas ele me ajudou um pouco a entender um pouco mais sobre o neoliberalismo, ele é muito crítico, mas produtivo.

Vídeo auxiliar:

 

Fonte:

 

Quando essa política econômica chegou ao Brasil e como foi o processo de privatização empresaria.

Por Nícolas Roberto

O neoliberalismo chegou ao Brasil por volta da década de 90, no governo de Collor. Logo começou a reduzir as taxas alfandegárias, ou seja os impostos de importação. Conseqüência disso foi os produtos estrangeiros começarem a invadir o mercado brasileiro e começaram a competir com nossos produtos trazendo mais competitividade. A inserção de produtos estrangeiros ao mercado brasileiro fez a oferta de produtos aumentar e conseqüentemente fez os  preços diminuírem e a competitividade faz a qualidade dos produtos aumentassem, e tudo isto fez a atual inflação (que estava alta) diminuir.

Porém o processo de inserção do neoliberalismo no Brasil não acabou em Collor; Fernando Henrique Cardoso continuou com essa política econômica, mas o processo acelerado de inserção fez com que empresas não adaptada com as regras de mercado neoliberais acabassem falindo.

É nesse momento que várias multinacionais começaram a comprar essas empresas ou trazer as suas filias para aqui.

O processo de privatização das empresas estatais no Brasil foi diferente de outros países como Índia e China (países que estai tendo um grande sucesso econômico nas ultimas décadas, com destaque para essa ultima década) que fizeram, principalmente, parcerias com empresas estrangeiras, e não privatizações e eles também fizeram isso de forma gradual e restrita; Já o Brasil foi justamente o contrário, foram feitas mais privatizações do que negociações e parcerias, e ainda por cima este processo foi feito de forma muito rápida.

Alguns exemplos são a liberação para empresas estrangeiras participarem da exploração do sistema de transporte público e privado, o fim da proibição da participação estrangeira nos setores de comunicação e telecomunicação, terminar com o monopólio da Petrobrás na exploração de petróleo (ou seja, deixar outras empresas explorarem também) e privatizar alguns setores ligados a energia e mineração. Todas essas medidas foram feitas em pouco tempo.

Um dos argumentos usados para incentivar essas privatizações é que as empresas estatais não eram produtivas, davam prejuízo, que elas estavam endividadas,  eram um canal propício a corrupção e que tais empresas apenas continuavam existindo porque o governo dava dinheiro (subsídios) para elas continuassem trabalhando. E empresas privatizadas como a companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) e da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) eram empresas que davam lucro e eram bem competitivas.

Uma das funções da privatização empresarial é arrecadar dinheiro para o pagamento de dívidas, e normalmente a privatização é feita com o preço dos juros um pouco elevado para que se obtenha mais dinheiro ainda. Porém acabou que as privatizações das empresas brasileiras foram feitas com juros baixos e por isso o dinheiro arrecadado com a privatização das empresas foi bem menor do que a dívida que o Brasil acumulava, então acabou que as privatizações das empresas brasileiras não foram muito bem sucedidas.

O neoliberalismo não foi só adotado onde seria as sedes dessas filiais (Brasil e etc), mas também nos países das matrizes das empresas (superpotências). O neoliberalismo começou a ser adotado nos países industrializados em 1979 na Inglaterra (Margaret Thatcher), em 1980 nos EUA (Ronald Reagan), em 1982 na Alemanha (H. Kohl) e em 1983 na Dinamarca (Schluter). Foi introduzido no Chile e na Bolívia, em meados da década de 1990. Vários países também adotaram nessa onda, como a Argentina e o Brasil, impulsionados pelo chamado Consenso de Washington.

Fonte:

 

O real neoliberalismo.

Por Gilmar Júnior

Para entendermos o que foi o Neoliberalismo, que ocorreu dos anos 80 aos 90, é necessário que primeiro saibamos o que é o Liberalismo Econômico, cujo é bem participante na Segunda Fase do Capitalismo Industrial (Séc. XVIII a XIX). O Instituto Liberal se originou na Inglaterra, a partir do Séc. XVII.

No Liberalismo, o homem é livre para produzir e negociar, onde o estado não deve interferir em seus interesses econômicos. Ele também possui três princípios básicos, sendo eles:

 

1º Existe, na vida econômica, uma ordem natural que se estabelece na sociedade de forma espontânea, desde que os homens sejam livres para agir e defender seus interesses.

2º A ordem natural é a mais favorável para a prosperidade dos homens e das nações; está acima de qualquer intervenção que o Estado possa realizar na vida econômica.

3º Não há antagonismo, mas harmonia entre os interesses individuais e o interesse geral da sociedade. A harmonia econômica é a própria essência da ordem natural.

(Adaptado de Henri Guittonn, Economia política, Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1959, v.1, p.47).

 

Como mostrado, na teoria, o Liberalismo é uma grande idéia que realmente tem grandes contribuições para a melhoração da economia. Contudo, na prática, ele não funcionara e não funciona como esses três princípios básicos abordam. Com base no 3º princípio, analisemos: O que se vê é uma real desarmonia entre os interesses gerais referentes à sociedade e aos interesses individuais, dando prioridade às empresas e não a trabalhadores. O que cria miséria e fome, resultando em mortes e tragédias.

Neoliberalismo

 

Tem mais de dez anos que a humanidade viveu mais uma tragédia: a hegemonia ideológica e política do Neoliberalismo. Atualmente, algumas poucas regiões no mundo estão se vendo livres das conseqüências desastrosas do Neoliberalismo. No Mundo Desenvolvido, dois são os objetivos básicos do moderno Liberalismo. O primeiro deles é a fragilização do Estado Econômico, e o segundo é a desinclusão dos sindicatos.

Nos países desenvolvidos, os objetivos são praticamente os mesmos, contudo, são bem distintas as conseqüências e as possibilidades de implementação do projeto Neoliberal: com uma classe trabalhadora com certo nível de organização, e proteção por um efetivo Estado de Bem-Estar, os limites do Liberalismo aparecem mais rapidamente. De todas as formas, seja no campo das idéias, seja no das políticas econômicas, as políticas neoliberais constituem a tragédia do nosso tempo. Onde for que elas se instaurem, surge ou cresce a miséria, a degradação econômica, a desesperança, a apatia e o desespero. E não podemos deixar de marcar o que chamamos de consequências: o individualismo e o egoísmo exacerbados. Fenômenos perversos que dominam pessoas de todas as idades, se espalhando e se reproduzindo por um tipo de mecanismo automático um tipo de inércia geracional. Mas de que jeito complementa as políticas liberais?

Resposta: “Através da indução a passividade, à segurança dos lares e à indiferença. Na medida em que assim procede, este problema de caráter colabora na manutenção do fosso social que separam integrados e marginais, os que lucram e os que perdem e os que perdem com as atuais regras do jogo. Assim fazendo, torna mais fácil subjugar os rebeldes, conter as manifestações conscientes de repúdio, enfraquecer a sociedade civil e o tecido social, privatizar o público (que é ou era de todos) etc. no mais, o individualismo liberal (egoísta) já teve a sua chance.”

Contudo, esquecemos tanto as suas conseqüências tradicionais quanto o fato de que a aplicação liberal nos conduziu às duas guerras mundiais e à maior crise estrutural da história do Capitalismo (1929).

Fonte:

 

 

 

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