O FIM DA GUERRA FRIA

Muro de Berlim – O símbolo da Guerra Fria.

Por Alan Victor

 

A partir do final da década de 1980, o socialismo implantado da União Soviética, começou a apresentar sinais de fracasso. Manifestações populares se espalharam por vários países pertencentes à União Soviética. Eram os primeiros sinais de fracasso do sistema socialista. As pessoas estavam insatisfeitas com a falta de liberdade de expressão, e com o domínio político dos Partidos Comunistas de cada país, além de vários outros fatores que levaram a protestos e, posteriormente,  a abertura econômica da União Soviética.

Na antiga Alemanha Socialista, ocorreu um dos mais famosos feitos da Guerra Fria e da quebra do sistema socialista implantado pela União Soviética. As manifestações ocorridas no lado socialista da Alemanha ajudaram a mostrar ao mundo a crise do sistema socialista, e de certa forma, ajudou a fortalecer a economia de mercado.

O muro de Berlim foi construído, durante após a Segunda Guerra Mundial, durante o período da Guerra Fria. O objetivo que levou a sua construção foi separar a então dividida Alemanha, entre os dois distintos sistemas econômicos, político, social e cultural: o socialismo idealizado pela potencia União Soviética e o capitalismo, onde os Estados Unidos da América era a maior potencia.

Logo no início da construção do muro, a população alemã não dava muita atenção ao muro.  Essa população não acreditava que o muro de fato fosse existir, acreditavam que todos os transeuntes poderiam ultrapassar livremente para o outro lado do muro. Quando a sua construção foi concluída, todos ficaram assustados, pois não poderiam mais passar para o outro lado da cidade, diferentemente do que todos imaginavam.

Inicialmente, o muro foi bastante reforçado, possuía cercas elétricas, cerca de 300 torres de vigilância, soldados armados preparados para atirar, com permissão para matar qualquer um que tentasse passar de lado. O maior símbolo da guerra fria foi o muro de Berlim. Este muro era a guerra construída: assim como Berlim estava dividida pelo muro, o mundo estava divido por ameaças. E, conseqüentemente, o fim da guerra também foi o fim do muro, que deixou de existir em oito de novembro de 1989.

O fim da guerra, como metáfora, teve dois desmoronamentos: o do muro de Berlim e o da ideologia socialista. Quando o muro foi derrubado, os cidadãos da Alemanha foram comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubá-lo.

A data que ocorreu a demolição do muro representa, ainda hoje, para os berlinenses, uma vitória, é ela é comemorada todo ano. De fato, a liberdade é algo que ninguém pode tirar das pessoas, e nenhuma barreira vai impedir que o povo lute por suas conquistas.

No ano passado, o mundo comemorou os 20 anos da queda do muro de Berlim. Houve na cidade inteira uma comoção geral vai ir as ruas celebrar o aniversário da queda do muro, que separou a Alemanha em duas partes durante vinte e oito anos.

Ainda hoje é possível notar várias diferenças entre as duas Alemanha, seja em algumas tradições culturais, na arquitetura dos edifícios ou até mesmo na economia, já que o lado que não viveu o regime socialista em mais desenvolvido do que o demais.

 

O governo de Gorbachev – o início de uma Rússia capitalista.

Por Bernardo Pereira Salazar

 

Durante as décadas de 1980 e 1990, aumentou de forma significativa, o número de manifestações pedindo a implantação de uma sociedade liberal, com direito a liberdade de expressão, à economia de mercado, e ao fim do domínio absoluto do Partido Comunista. A União Soviética passava por um período delicado de uma grande crise em sua economia.

Na Rússia, havia falta de alimento nos mercados, a produção no campo era insuficiente para abastecer o país. Alguns trabalhadores tinham condições sociais e econômicas melhores do que outros, as pessoas não tinham acesso a eletrodomésticos, os sindicatos eram subordinados ao governo central e não cumpriam mais as suas funções.

Durante o governo de Mikhail Gorbachev (1985 – 1993), foram traçados dois importantes planos políticos e econômicos visando amenizar a insatisfação popular naquele país. Um dos planos se chamava Glasnost e o outro Perestroika. De certa forma esses dois planos de governo, ajudaram a aproximar a União Soviética do sistema liberal capitalista.

A Glasnost tinha o objetivo de oferecer ao país uma maior liberdade de expressão e a realização de uma abertura política. Após a implantação da Glasnost, os meios de comunicação, os meios artísticos e toda a população soviética em geral tiveram o direito de se expressar mais livremente, com menor controle e censura do governo e do partido comunista. Embora ainda existissem restrições, o plano foi um grande feito para a liberdade de se expressar de todos, se comparado a censura que existia antes. A Glasnost também introduziu o multipartidarismo e uma maior facilidade para que as pessoas saíssem da União Soviética, já que antes do plano era proibido a sair do país sem autorização.

A Perestroika visou à melhoria da situação econômica do país. As principais mudanças na política econômica ocorridas depois da Perestroika, foi a maior autonomia à empresas estatais, introdução de alguns princípios do sistema capitalista, planejamento econômico descentralizada entre estados membros da União Soviética, aumento do quantitativo das industrias de produção de bens de consumo, diminuição dos empréstimos feitos para outros países socialistas, e diminuição dos gastos em defesa e militares.

O objetivo de diminuição de gastos militares, fez com que o governo soviético entrasse em um acordo com os Estados Unidos para que os dois países diminuíssem o arsenal de suas forças armadas. A medida foi aceita porque os Estados Unidos também estava gastando demais com suas forças armadas e queria cortar gastos no setor.

Os dois planos citados acima, implantados no governo de Mikhail Gorbachev, visavam diminuir a euforia popular que queriam a abertura da economia russa, porém com uma maior liberdade de expressão dentro do território soviético, as pessoas se sentiram mais a vontade para ir às ruas protestarem assim, a partir do final da década de 1980, através de revoltas populares, teve início a desagregação soviética e a transformação dos ex países membros em economia de mercado. Isso fez com que posteriormente não existisse sentido para a guerra fria, que fez acarretar o seu fim.

 

O fim da Guerra Fria

Por Bruna Fernandes

Em 1991, com o acordo já realizado acordo de diminuição e controle das armas nucleares entre União Soviética e Estados Unidos da América, foi dado o passo primordial para por um fim no conflito da Guerra Fria.

Com a desagregação da URSS (sigla para União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), e a transição econômica dos seus aliados da Ásia Central e Leste Europeu, onde antes foi instalada a cortina de ferro, para a economia de mercado, não fazia mais sentido a guerra, já que agora o modelo político que “imperava” era o capitalismo.

As rebeliões, como as ocorridas na Polônia e na Hungria, foram tão fortes que obrigaram aos Partidos Comunistas de seus respectivos países, realizassem a transição econômica para o mundo capitalista.

Países que ainda tinham em seus territórios armamentos de guerra, enviaram esses equipamentos para a Rússia, para a destruição desses. Como no caso do Cazaquistão, que tinha em seu um grande número de armamentos utilizados peãs forças militares soviéticas.

A transição econômica, para o capitalismo foi complicada para alguns países do leste europeu. A mudança econômica levou ao aumento do desemprego, aumento da carga horária de trabalho e, em alguns casos, à diminuição dos salários. Para tentar reverter a situação, foi criada a CEI (Comunidade dos Estados Independentes).

Como o objetivo de fortalecer a economia e as relações comerciais ex-membros da União Soviética, a CEI foi, e ainda é, um importante incentivo para os países ex-socialista ampliarem sua economia e a qualidade de vida de suas respectivas populações. Países como Letônia, Estônia e Lituânia, mesmo tendo passado pela experiência socialista, não aderiram à CEI, e sim a União Européia, como também a OTAN.

Atualmente a situação dos países da Ásia central e leste europeu (os ex-membros da União Soviética) vêm de modo geral melhorando. A maioria dos ex-membros mantém relações comerciais com países pertencentes à União Européia.

A Rússia, desde meados da década de 80, vem estreitando suas relações políticas e econômicas com os Estados Unidos, quando o Gorbatchev, realizou mudanças políticas na União Soviética. A boa relação mantida entre Gorbachev e o então presidente dos Estados Unidos, Reagan, foram essenciais para formulações de acordos entre as duas grandes potencias mundiais da época. Gorbachev chegou a viajar aos Estados Unidos para participar de eventos políticos, assim com Reagan foi à União Soviética também participar de eventos políticos. Fazia bastante tempo que líderes das duas nações não mantinham boas relações.

Hoje a Rússia, país mais importante do antigo bloco socialista soviético, é uma das economias mais importantes do mundo, e mantém uma posição de total capitalismo.

Atualmente a situação dos países da Ásia central e leste europeu (os ex-membros da União Soviética) vêm de modo geral melhorando. A maioria dos ex-membros mantém relações comerciais com países pertencentes à União Européia.

Os países ex-socialistas da Ásia Central, atualmente apresentam índices sociais ruins, mais alguns deles, como o Cazaquistão, estão com a economia prosperando. Na parte leste da Europa, a situação social é menos crítica do que na Ásia Central, mas mesmo assim a uma grande diferença nos índices sociais se comparados aos outros países europeus que nunca foram socialistas.

 

 

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