ECOS DA GUERRA FRIA

A guerra Fria não esfriou

Por Amanda Soares – 9º ano A

Mais de quarenta anos foram marcados pela disputa entre a Ex- União Soviética e Estados Unidos pelo domínio do mundo. Esta frase nos lembra desenhos animados bobos, mas revela uma realidade que para nós jovens parece distante ou, talvez, queiramos que pareça. É comum que sempre queremos atribuir as coisas ruins ao passado, o mais longe de nós possível.  Infelizmente o século XX, apesar de ser marcado por grandes avanços terá uma história manchada de sangue.  Faz apenas 20 anos que a Guerra Fria acabou, espera aí, será que acabou mesmo? Repartir o mundo e dominá-lo não é tão fácil como em desenhos animados, claro que não. Quem poderá salvar aqueles que não queiram se envolver com isso? Sem se preocupar com a história do povo, com as vidas envolvidas, capitalismo e socialismo disputavam utilizando guerreiros que lutavam sem escolha. Mas, lutar pra que?  Os vietnamitas e vietcongues ganharam alguma coisa com a Guerra que tiveram em sua casa? Apenas danos, uma guerra de mais de dez anos com certeza deixa raízes profundas.

O que leva outros países a se acharem no direito de dominar e decidir de acordo com suas vontades, como será dividido o mundo? Ficamos pensando onde isso vai parar e até onde eles são capazes de ir para conseguir cada vez mais.

Capitalistas e socialistas impuseram seu modelo econômico para muitas sociedades do globo e para se livrar deles não é nada fácil. Com o “fim” da era da Guerra Fria, a União Soviética viu seus países conquistados reivindicando por liberdade, o que não é nada mais do que justo. Porém, a Rússia não poderia perder seu império e deixar o capitalismo reinar, eles iriam até o fim nem que isso custasse a morte de milhares de pessoas. A história da Chechênia é uma de muitas que servem de exemplo para demonstrar esta resistência e ambição russa. A Chechênia foi a primeira nação conquistada pelas forças do czar russo, em 1859 e a primeira a tentar abandonar a Rússia com o fim da União Soviética. A reação chechênia veio em 1994, em uma guerra de dois anos. O problema é que estamos falando de apenas 1 milhão de habitantes lutando contra um estado de 150 milhões. O resultado para a Chechênia foi de 300 mil mortes e pelo menos 25 mil órfãos. Além de mortes, os chechenos continuam sob o domínio russo pois se cansaram de guerra e destruição. Nessa história de violência, o ponto mais cruel foi o Massacre de Beslan que aconteceu há pouco tempo (2004), quando o resgate de 1200 vítimas tomadas reféns em uma escola na Ossétia do Norte terminou com 339 vítimas fatais. E o pior: Destas, 186 eram inocentes crianças.

Bom, quando comparadas com a história da Chechênia, a de outros países que pelo menos conseguiram independência parece melhor. Mas isso não quer dizer que não tenha havido muita guerra e sofrimento para que esses povos consigam o que era por direito seus: a liberdade.

Bom, onde quero chegar?  Quero que você saiba que dizer que a Guerra Fria acabou nos anos 90 é fácil para aqueles que não vivem as conseqüências dela, porém é um equívoco pois até hoje ecoam conseqüências dela.


Como nos tempos da Guerra Fria

Por Ana Karolina – 9º ano A.

Durante o período Guerra Fria a União Soviética dispunha de uma polícia política secreta muito poderosa, que constituía-se como um ministério. Contava com aproximadamente trezentos mil soldados que se espalhavam ao redor do mundo, a denominada KGB.

A KGB ligava-se diretamente ao estado para quem trabalhava. Por meio de investigações ao descobrir pessoas contrarias ao regime imposto pelo governo, as mesmas, dentro e fora do estado, eram eliminadas, principalmente através de técnicas de envenenamento, uma vez que estas não deixam rastros, garantindo um assassinato discreto.

Mesmo após mais de vinte anos do fim da Guerra Fria, algumas atitudes permaneceram iguais. Na Rússia do presidente Vladimir Putin os inimigos de seu regime, continuam morrendo um a um.

Atualmente, a antiga KGB deu lugar a chamada FSB (Serviço Federal de Segurança Rússia) serviço que permanece infiltrado na Rússia.

Em novembro de 2006, ganhou bastante destaque na imprensa internacional o caso da morte do ex-agente secreto da FSB, Alexander Litvinenko, que morreu em um hospital londrino, através de envenenamento por uma concentração anormal do material radioativo polônio 210, altamente cancerígeno. Uma morte lenta e dolorosa, que durou certa de três semanas.

As suspeitas do envenenamento foram atribuídas a FSB. O ex-agente levou a pior, quando em 1998 acusou seus chefes de ter ordenado-o para matar o bilionário russo Boris Berezovshy, outra pessoa contraria as ideologias do presidente.

Litvinenko negou-se a comprimir a missão. Após isso, declarado inimigo de seu presidente Vladimir Putin, exilou-se durante seis anos no reino unido.

A idéia de Litvinenko ter sido morto pela FSB ganhou ainda mais credibilidade pelo modo bastante semelhante aos métodos usados pela KGB no passado. Uma das principais pistas que indicam uma ação feita pelo governo seria por conta da dificuldade de um cidadão comum conseguir obter uma quantidade tão grande do polônio-210, uma vez que esta é uma substância química de difícil acesso, por conta de ser radioativa e bastante tóxica.

Na mesma época de sua morte, Alexander Litvinenko investigava o assassinato da jornalista Anna Politkovskaia, outra dissidente do governo de Vladimir Putin, que por meio de reportagens denunciava crimes de guerras cometidos pela Rússia. Em 2004 Anna quase morreu envenenada, porém, em 2006, pouco antes de publicar uma reportagem em que denunciava crimes de guerra na Chechênia foi morta a tiros em Moscou.

No dia em que foi envenenado, Litvinenko encontrou-se em um restaurante no centro de Londres com Mario Scaramella, um especialista em segurança e espionagem italiano, que dizia ter pistas sobre pessoas que poderiam estar ligadas ao assassinato de Anna.

Mesmo assim o governo russo nega qualquer envolvimento com a morte de Litvinenko e até mesmo de Anna e considera estes fatos meras coincidência.

O caso de Litvinenko é só mais um entre os vários assassinatos de dissidentes russos ocorridos após a Guerra Fria, e assim como naquele tempo, o culpado nunca será apontado.

Outros casos:

Viktor Yushchenko, presidente da Ucrânia que teve seu rosto desconfigurado pela dioxina.

Georgi Markov, morto em 1978, por envenenamento com ricina.

 

O sofrimento ainda continua

Por Hellen Dantas, 9° ano A.

As desgraças da Guerra do Vietnã não duraram apenas entre a década de 50 e 70, elas persistem até os dias de hoje.

Como muitos das disputas ocorridos durante o período da Guerra Fria, a Guerra do Vietnã foi também um conflito indireto entre os Estados Unidos e a União Soviética.

Se formos observar praticamente toda a história do Vietnã é marcada por guerras. Porém, iremos enfatizar apenas o conflito entre a 1959 e 1975, que podemos dizer que está também ligado ao passado histórico do país e foi o mais violento desde a Segunda Guerra.

Vietnã, Camboja e Laos formavam um só país que era chamado de Indochina. Essa região estava sob o controle da França e ansiavam pela suas respectivas independências.

No período da Segunda Guerra Mundial o Japão dominou a região de Indochina, invadindo-a.

Para reverter a situação, os vietnamitas sob o comando de Ho Chi Minh se uniram para formar um grupo revolucionário com o objetivo de ter a tão sonhada independência do país. O líder Ho Chi Minh estava altamente ligado ao partido comunista.

O grupo revolucionário, conhecido com Liga Revolucionária, começou a atuar em 1941, ainda na época da Segunda Guerra.

Com o final da Segunda Guerra, houve o início do processo de descolonização. O que resultou em lutas entre os franceses e a Liga Revolucionária. Os franceses são derrotados, mas só apenas na Conferência de Genebra (em 1954) que é reconhecida a independência de Vietnã.

Se alguns achavam que os problemas em Vietnã estariam resolvidos, estavam bastante enganados. A independência veio acompanhada com a divisão do Vietnã em Norte (Socialista, liderado por Ho Chin Minh) e Sul (capitalista liderado por Ngo Dinh-Diem).

O líder do Vietnã do Sul, Ngo Dinh-Diem, realizou um golpe militar e cancelou também as eleições presidências que iriam acontecer no ano seguinte (em 1956), como se não bastava, ainda perseguiu os comunistas e nacionalistas. Mesmo tendo conhecimento das barbaridades do governo de Diem, os Estados Unidos acabaram o apoiando, já que estava bastante ameaçada a presidência de Ho Chin Minh (socialista) e eles temiam que o Vietnã socialista poderia desencadear o comunismo em outros países. E isso resultaria no enfraquecimento do capitalismo e consequentemente dos Estados Unidos.

Como os Estados Unidos ajudava o Vietnã do Sul? Disponibilizando armas mais qualificadas, dinheiro e estratégias militares. Ou seja, estimulando ainda mais a Guerra.

O golpe militar, as perseguições realizadas por Diem, o forte apoio dos Estados Unidos e diversos outros fatores, fizeram com que o outro lado, o Vietnã do Norte, criasse movimentos de oposição. Foi quando se surgiu a Frente Nacional de Libertação e o exército de Vietcong.

A resposta do norte de Vietnã foi bastante fraca em vista dos poderes militares que o Vietnã do Sul tinha devido ao apoio estadunidense. Essa superioridade fez com que o norte fosse atacado por cerca de 10 anos.

O apoio indireto dos Estados Unidos da região Sul de Vietnã era bastante evidente. Mas a verdadeira entrada do país na guerra aconteceu quando em 1965, as embarcações americanas foram bombardeadas e como resposta, o presidente dos EUA ordena bombardeios contra o Vietnã do Norte.

Após também muitas derrotas, os americanos se retiraram da guerra apenas em 1973. Apesar de ter um grande poder militar, eles eram prejudicados por não conhecerem bem a região.

O fim das disputas armadas podemos dizer que se terminou em 1975. E no ano seguinte, Vietnã se reunifica e passa a ser a República Socialista de Vietnã.

A Guerra do Vietnã não foi só apenas o conflito mais intenso após a Segunda Guerra, como trouxe perdas tanto para os Estados Unidos, quanto pro Vietnã.

Os estragos para os Estados Unidos, foram as mortes de seus soldados (aproximadamente 50 mil) e também, calculam-se mais de bilhões de dólares investido pelos americanos na guerra.

Para o Vietnã, a Guerra não só destruiu casas, prédios, hospitais, ruas, destruiu também vidas, famílias e sonhos inacabados.

Toda essa destruição existe até hoje, com frustrações de pessoas que ficaram órfãs, crianças e adultos que foram deformados, áreas que ainda não foram reestruturadas.

A Guerra poderia ter tido um desastre bem menor sem a intervenção dos Estados Unidos. Esse conflito foi mais uma prova do quanto eles se importam apenas com fortalecimento deles, sem pensar nas destruições que causaram em uma nação. Hoje em dia, eles são superpotências, auto-suficientes em praticamente todos os setores, enquanto isso, o Vietnã ainda sofre resquícios da Guerra.

http://www.youtube.com/watch?v=LSGjY8zk5wQ

 

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