CONFLITOS CONTEMPORÂNEOS E A BUSCA PELA PAZ

A robotização da humanidade

Por Bárbara Santana

Conflitos: existiu algum momento na história em que não houvesse conflitos?

Nós, cidadãos contemporâneos, temos a sorte de vivermos no século XXI, onde os avanços científicos e tecnológicos tornam o mundo pequeno e as tecnologias atuais desafiam a natureza, possibilitando-nos a fazer coisas que nossos avós nem sonhavam serem possíveis. Mas será que o mundo é capaz de suportar a força da mente humana? Ou, melhor ainda, será que os humanos em si suportarão a ausência de limites em si mesmo? A tecnologia acaba atingindo nossas mentes e às vezes pensamos que tudo podemos pelo simples fato de sermos mais poderosos. Isso ocorre tanto em escala individual quanto coletiva, e acabamos nos esquecemos do fato de que somos humanos e que todas as outras pessoas também são e nos transformamos em robôs programados para a ambição desenfreada, terminando por perder o autocontrole, que deveria ser uma das nossas maiores virtudes.

O exemplo atual que melhor ilustra a situação acima é o caso dos Estados Unidos. Potência mundial tanto bélica quanto econômica, os Estados Unidos se aproveitam de sua situação privilegiada para realizar políticas externas que só procuram beneficiar o seu país e arruínam, se preciso, os obstáculos que se impuserem à sua frente. Atualmente, os Estados Unidos têm uma capacidade de intervenção militar em conflitos bem maior, pois se vê sem rivais à sua altura.

Os conflitos não são e nunca serão apenas contemporâneos. Desde que o mundo se entende por mundo, conflitos entre humanos são freqüentes. É da natureza humana lutar por justiça, mas muitas vezes esta é apenas utilizada como pretexto para interesses bem maiores que, em vez de serem de natureza humana, são de natureza selvagem, pois são capazes de destruir seus semelhantes (muitos deles inocentes) apenas para satisfazer seus interesses.

Os conflitos atuais, embora muitos tenham a mão dos Estados Unidos, não só são relacionados a esse país. Os conflitos internos aumentaram. As rivalidades étnicas e religiosas nos países ex-socialistas são um exemplo disso, como as na ex-União Soviética e na ex-Iusgolávia, que são heranças do passado.

Também houve conflitos na América do Sul. A Bolívia, desde que esteve nas mãos de Evo Morales, tem se submetido ao seu governo centralizador. Por causa disso, alguns estados de maior poder econômico reivindicaram a autonomia, e embora uma nova constituição tenha sido aprovada no país, ele continua com grandes divisões internas.

Além da Bolívia, há também o caso da Colômbia e das FARC, as Forças Armadas da Colômbia, um grupo de âmbito socialista que se utiliza da guerrilha para lutar pela implantação do socialismo na Colômbia e controla a maior parte da plantação de coca e do refino da cocaína.

Já no Oriente Médio, o conflito entre Israel e Palestina perdurou, sem prazo de término. Em 2008, após seis meses de trégua, Israel bombardeou a Faixa de Gaza como uma alternativa de acabar com a capacidade do grupo Hamas de conquistar os territórios da fronteira de Israel.

A paz, que é um dos maiores desejos da população mundial, principalmente da parcela afetada pelos conflitos, ainda é vista como uma perspectiva distante na maioria dos conflitos. Apesar disso, há alguns avanços. As duas coréias, por exemplo, aproximam-se mais da unificação, e o Timor Leste é agora um país independente de Portugal, onde a população vota para escolher seus governantes.

 

Referências:

ADAS, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. 5ª ed., São Paulo: Moderna, 2006.

 

Ruanda: Mais que um genocídio, uma catástrofe mundial

Por Davi Galindo

 

Não há dúvidas de que o fantasma do genocídio perseguirá os ruandenses por muito tempo.

Hoje em dia, em pleno século XXI, as pessoas estão cada vez mais acostumadas com as monstruosidades que ocorrem em torno delas, conflitos que muitas vezes passam ignorados. A maior parte dos conflitos é consequência de problemas do passado, como favorecimento de determinada etnia ou mesmo dominação. Não existe nenhum continente que não tenha passado por algum conflito, e em geral, ainda existem problemas nesses continentes, mas em sua maioria são abafados pela mídia, que parece focar em apenas um conflito por vez. Quem liga para as manifestações que estão ocorrendo nesse momento na Europa quando temos um prato cheio de conflitos no Oriente Médio? Quem sequer ligou para Ruanda no século XX?

O genocídio que varreu Ruanda em 1994 manchou a história da África com o recorde de quase um milhão de mortos e dois milhões de refugiados em menos de três meses. Cerca de metade da população do país da época. Os tutsis e hutus, as etnias que protagonizaram a tragédia, partilham um passado de rivalidades que vem antes da época colonial. O começo das hostilidades colide com a imigração dos tutsis à região de Ruanda, mais ou menos no século XV. Os tutsis eram um povo de tradição guerreira proveniente da Etiópia, e dominaram os hutus autóctones sob um regime monárquico, apesar de estarem em menor número. Podemos ter uma ideia da gravidade disso quando verificamos que os hutus, hoje em dia, representam 90% da população de Ruanda, enquanto os tutsis não passam de 10%.

A hegemonia tutsi continuou durante o período colonial, primeiramente com o suporte alemão e depois com um suporte belga (a Bélgica passou a controlar as possessões alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial). Porém, em 1959, os belgas acabaram apoiando a revolução hutu contra o domínio tutsi. Após três anos, em 1962, o país ficou independente sob um governo hutu. Em 1973, o general Juvenal Habyarimana impôs a ditadura e apertou cerco aos tutsis. Os tutsis ficaram marginalizados, e muitos fugiram para países fronteiriços, como Uganda.

Depois de um exílio longo, alguns tutsis reunidos na Frente Patriótica Ruandesa (FPR) invadiram o norte de Ruanda em 1990, exigindo direito de retorno e representação política. Até a assinatura dos acordos de Arusha (Tanzânia) em 1993, Ruanda vivenciou uma guerra civil intermitente, que em pouco tempo foi reacesa com a insistência de Habyarimana de não cumprir as determinações previstas no tratado de paz.

Ruanda colapsou em abril de 1994, após o ataque com mísseis ao avião do general Habyarimana, que morreu no atentado. Mesmo sem provas, indivíduos hutus atribuíram a culpa à etnia tutsi, e trataram de exterminar não só os inimigos tutsis, mas também os hutus que não partilhavam o mesmo desejo de “justiça com as próprias mãos”. A FPR, então, se lançou na contraofensiva apoiada por Uganda e então derrotou os grupos genocidas hutus.

A comunidade internacional demorou muito para enviar missões humanitárias ao país. Quando isso finalmente ocorreu, não havia muito que fazer. A Organização das Nações Unidas não foi de grande serventia no conflito, pois evitava que suas ações tivessem a mesma repercussão das ações em outros países da África.

Segundo Nelson, apesar de, tecnicamente, o conflito já ter acabado, vez ou outra surgem notícias de novos e menores atentados. É impossível apagar uma cicatriz gigantesca em alguns anos, e Ruanda sabe disso. A ferida causada pelo genocídio ainda arde no coração de ambas as etnias, tutsi e hutu.

 

Referências:

OLIC, Nelson Bacic; CANEPA, Beatriz. África: Terra, sociedades e conflitos. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2008. (Coleção Polêmica)

WIKIPÉDIA. Genocídio em Ruanda. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Genocídio_em-Ruanda&gt;. Brasil e Portugal. Acessado em: 23 de dezembro de 2010.

 

 

Chechênia: a coragem de um povo submetida a severas penas

Por Hamandda Interaminense

 

Após a Guerra Fria notou-se a multiplicação de conflitos nacionalistas armados localizados, principalmente, em países periféricos e em alguns países ex-socialistas. Esses conflitos surpreenderam o mundo pela violência gerada por eles. Um dos países ex-socialistas pertencente a este grupo é a Chechênia.

Os chechenos se opuseram muito a conquista do Cáucaso pelos russos. Essa oposição já existia a muitos anos atrás, mas foi em setembro de 1991 que ela aprofundou-se, acompanhada do fim da URSS e do surgimento de uma Chechênia  independente, graças a ajuda do seu então presidente, Djokar Dudaiev.

Os ingushes, outra etnia que como a chechena pertencia a Checheno-Inguchétia (uma ex-república da URSS) formaram sua própria república, mas aderiram à Federação Russa, ao contrário da Chechênia.

Em dezembro de 1994, tropas russas invadiram a Chechênia para controlarem-na, mas os russos foram derrotados nessa primeira guerra que durou até agosto de 1996, porém a capital da Chechênia ficou arrasada.

Depois do ano 2000 acordos de paz seriam travados entre a Chechênia e a Federação Russa, porém tropas chechenas invadiram o Daguestão, uma república russa. A Chechênia queria criar um Estado islâmico, assim essa região entrou numa guerra que contou com o apoio da opinião pública russa contra a Chechênia.

Além disso, Moscou estava sendo vítima de vários atentados que foram atribuídos a terroristas chechenos, apesar de nada ter sido comprovado. O presidente russo Vladimir Putin se aproveitou desses boatos para travar uma segunda guerra contra a Chechênia.

Em outubro de 1999, o exército russo voltou a atacar a Chechênia, que ainda se mostrou resistente. Moscou declarou que havia finalizado suas operações militares na Chechênia em 2000, mas os atentados contra as forças militares russas instaladas neste país não cessaram e o principal alvo dos militares russos passou a ser a população Chechena.

Cidades e aldeias foram bombardeadas, inúmeras pessoas foram torturadas e presas acusadas de apoiar rebeldes chechenos. A ação do governo russo na Chechênia foi tão devastadora que organizações internacionais e russas de Direitos Humanos acusaram-no de cometer crimes de guerra. Após tanta luta, a Rússia venceu e a Chechênia voltou para as suas mãos.

Dez anos após o início da Segunda Guerra da Chechênia (16 de abril de 2009, dia da Língua Chechena), foi declarada a paz na Chechênia pelo Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia (NKA). A Chechênia deve isto ao seu presidente Ramzan Kadyrov que acabou com os incentivos recebidos pelos separatistas por grupos terroristas exteriores.

A partir de hoje o combate o terrorismo na Chechênia, se for necessário, será realizado de acordo com as mesmas regras que regem e compõem a Federação da Rússia’, diz o comunicado da NKA, emitido pelo diretor Alexander Bortniko, sob ordens diretas do presidente Dimitri Medvedev.

Concordo com a citação de Milton Santos “As tentativas de construção de um mundo só sempre conduziram a conflitos, porque se tem buscado unificar e não unir”. Esta frase se aplica muito bem a Chechênia, que sofreu pela ambição da Federação Russa. A Rússia tem interesses políticos e econômicos na região do Cáucaso; ela tem medo que caso a Chechênia se torne novamente independente, outros territórios também se separem dela e isso resultaria em grandes perdas territoriais para Moscou. Nessa área a Rússia obtém recursos energéticos, como petróleo e gás natural e na Chechênia há dois óleos-dutos que são essenciais para a Rússia.

Os conflitos na Chechênia chegaram ao conhecimento do mundo todo, mas como é a vida dos chechenos hoje em dia, os que mais sofreram com a sua existência? Desemprego, falta de esperança de vida ao nascer, precariedade nos serviços públicos são estas as palavras que logo surgem na boca de quem se depara com a situação dos Chechenos. Palavras até irônicas para um país europeu.

As crianças chechenas são as pessoas que mais sofrem com a situação deplorável do país. Sem esperança de um futuro digno, com serviços públicos precários, elas ainda têm que agüentar todo o sofrimento que seus familiares descontam nelas. Alguns desses casos são: o do garoto Timur que era chicoteado com um fio de metal com ponta em brasa. Sua irmã, Liana, foi violentada aos 8 anos pelo tio, que manteve a rotina de estupros por mais de seis anos até ser preso em flagrante. Adlan, outro garoto, perdeu a fala desde que sua mãe começou a espancá-lo todos os dias.

 

Entrevista com a jornalista norueguesa Asne Seierstad

Asne mudou-se para a Chechênia com o intuito de estudar a situação atual dos chechenos e escrever livros a partir destes estudos, livros que reportarão a situação de vida dos chechenos para o resto do mundo. (esta entrevista foi retirada da revista Aventuras na História de julho de 2008).

 

História – A Chechênia tem alguma chance de se tornar independente?

Asne Seierstad – Não acredito nisso. A Chechênia foi a primeira nação conquistada pelas forças de czar, em 1859, e a primeira a tentar abandonar a Rússia depois do fim da União Soviética. Acontece que, se a Rússia não quer a independência é impossível. Estamos falando de uma nação de 1 milhão de pessoas lutando contra um estado de 150 milhões de habitantes. Além disso, a partir de 1996, a Chechênia até alcançou alguma independência, mas aí começou a tropeçar nos próprios conflitos internos. Depois do segundo conflito, em 1999, a população chechena se cansou de guerra. Hoje eles preferem uma vida estável à própria independência.

 

História – Mas, no plano religioso, a religião não tem autonomia?

Asne Seiesrstad – Sim, tem. Quando se trata de religião, Ramzan Kadyrov, o presidente checheno, faz o que bem entende. Ele chega ao ponto de colocar guardas armados em frente à universidade de Grozni, a capital, para impedir a entrada de estudantes que não estejam com o rosto inteiramente coberto por véus. Além disso, a censura à imprensa e as perseguições aos adversários do presidente são muito sérias, e o governo da Rússia faz vista grossa para o problema. Mesmo que se tornasse um estado totalmente independente, a Chechênia de hoje não seria uma democracia.

 

Referências:

FABIURY. Após 10 anos de paz na República da Chechênia. http://blogs.abril.com.br/falandorusso/2009/04/apos-10-anos-paz-na-republica-chechenia.html Acesso em: 20 de novembro de 2010.

VARSANO, Fábio. Infância roubada. Aventuras na História. Jun.2010.

ADAS, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. 5ª ed., São Paulo: Moderna, 2006.

 

Conflitos contemporâneos envolvendo o Irã

Por Pedro Melcop

O conflito Irã-Iraque é caracterizado por um grande rastro de destruição

O Irã, ou Irão, oficialmente República Islâmica do Irã, também conhecido como Pérsia, é um país localizado entre a Ásia Central e o Oriente Médio, com uma população de cerca de setenta e cinco milhões de habitantes e de área. Sua principal etnia e língua é o persa, mas outros povos também habitam o país.

Sob a influência das potências ocidentais, principalmente a Rússia czarista e do Reinol Unido, acendeu-se um desejo de modernizar o país, o que levou à Revolução Constitucional Persa de 1905-1921 e à derrubada da dinastia Qadjar, subindo ao poder o general Reza Pahlavi, que tomou o título de Xáe e começou a ocidentalização do Irã.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido e a União Soviética invadiram o Irã, para conseguir recursos petrolíferos. Os Aliados forçaram o xá a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, em quem enxergavam um governante que lhes seria mais favorável. Em 1953, após a nacionalização da Anglo-American Oil Company, um conflito entre o Xá e o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh levou à deposição e prisão deste último.

O reinado do Xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos 1970. Com apoio americano e britânico, Reza Pahlavi continuou a modernizar o país, mas insistia em esmagar a oposição do clero xiita e dos defensores da democracia. Então a população se revoltou e instalou-se um governo teocrático islâmico xiita, que tem como líder e chefe de Estrado um aiatolá.

Conflitos contemporâneos

O programa nuclear iraniano começou na década de 50, sob o domínio do Xá, com o apoio do Estados Unidos da América, no contexto do programa Átomos para a paz. Após a Revolução Iraniana de 1979 e a subsequente Revolução Islâmica, o programa foi interrompido, mas foi retomado pela década de 2000. O governo anunciou a construção de quatorze usinas nucleares, o que preocupa os Estados Unidos e principalmente Israel, já que o Irã é um de seus principais inimigos. O governo iraniano rejeita categoricamente as acusações de fabricação de bombas nucleares.

Curdos

Os Curdos são uma etnia que habita as montanhas no noroeste do Irã, sudeste da Turquia e norte do Iraque. Eles são aproximadamente trinta milhões de pessoas e querem formar um país chamado Curdistão. São perseguidos pelo governo da Turquia e do Irã, e não podem usar a língua curda. Os que se atrevem a protestar podem até ser presos e espancados, e mesmo mortos.

Busca pela Paz – Soluções

Os EUA deveriam arranjar mais provas para dizer que o Irã esteja fazendo armas nucleares, e em vez de usar tantas sanções econômicas, deveria usar meios diplomáticos para fazer negociações com o Irã.

Quanto aos Direitos Humanos e a fraude nas eleições, os habitantes poderiam se conscientizar e fazer protestos e a comunidade internacional deveria pressionar diplomaticamente o Irã.

Quanto aos Curdos, talvez se pudesse criar um Estado nacional para este povo, tal como Israel.

 

Referências:

WIKIPÉDIA. Irão. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Irão&gt;. Brasil e Portugal. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

FREITAS, Eduardo de. Irã. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/ira.htm&gt;. Brasil. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Veja Larousse. 3ª ed. São Paulo: Positivo, 2004. (Veja Larousse, vol. 1)

GOOGLE. Google Notícias. Disponível em: <http://news.google.com.br/news/search?pz=1&cf=all&ned=pt-BR_br&hl=pt-BR&q=ir%C3%A3&gt;. Brasil. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

 

 

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