ANTI-GLOBALIZAÇÃO!

Antiglobalização: uma luta sem fim

Por Mariana Seidel

 

A globalização é de caráter altamente excluente, de forma que a desigualdade social, econômica e política só fazem crescer dia após dia. O processo ocorrido no globo gerou diversas problemáticas para, principalmente, os países desenvolvidos. O surgimento de novas questões socioeconômicas, a formação de blocos como o NAFTA, os novos acordos comercias e outras questões ligadas à política, geraram um descontentamento de parte da população mundial, os antiglobalistas. Isso acabou resultando em diferentes organizações da sociedade civil, como movimentos ambientalistas, ONGs e sindicatos.

O livro “Flat World, Big Gaps” (“Um Mundo Plano, Grandes Disparidades”), que foi editado por Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e por Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização, analisa essas questões, e diz o seguinte: “A ‘globalização’ e ‘liberalização’, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas”. É justamente isso que a maioria desses movimentos articula, a intenção é impedir a desigualdade mundial e a submissão dos países do terceiro mundo em relação às potências mundiais. Há uma grande insatisfação com o comércio global e com a falta de igualdade, já que as transnacionais estão deixando o mundo de acordo com suas necessidades econômicas e seus interesses. É uma “denúncia” da globalização.

A primeira grande manifestação antiglobalização ocorreu em 1999, durante um evento organizado pela Organização Mundial do Comércio, que reuniu representantes de mais de 100 países, nos EUA, com o objetivo de discutir as perspectivas do comércio internacional para o século XXI. Em Portugal também houve algo parecido: uma manifestação de Lisboa do Dia Global da Ação contra o Sistema Capitalista. A partir daí, portanto, os movimentos só se intensificaram, com uma grande capacidade de organização e mobilização.

Outro evento de extrema importância é o Fórum Social Mundial, que tem como objetivo unir pessoas que são contra as políticas neoliberais do Fórum Econômico Mundial. Para se ter idéia, na primeira edição do Fórum, mais de 20 mil pessoas compareceram ao evento, ocorrido em Porto Alegre. Atualmente é considerado o principal movimento antiglobalização, como será mostrado adiante.

O Banco Mundial, a União Européia, o FMI, a Organização Mundial do Comércio e o G-8 têm encontrado dificuldades em suas reuniões, devido às ações dos revolucionários, que batem de frente. Em pouco tempo, esse movimento conseguiu se espalhar e transmitir suas mensagens ao mundo, sendo considerado o primeiro movimento revolucionário do século XXI.

Um aspecto interessante dessas manifestações é que a internet é bastante utilizada como meio de divulgação e organização do movimento. Isso acaba também se tornando algo irônico, já que essa ferramenta é o principal símbolo do processo de globalização, pois proporciona a comunicação entre pessoas de todo o mundo.

Os grandes países, como os Estados Unidos, por exemplo, têm grande controle e poder sobre nós, menos desenvolvidos. Eles ditam o que devemos fazer, ouvir, vestir. O que esse movimento propõe é a igualdade de todos, um mundo justo, com liberdade, com menos ganância e egoísmo; um mundo solidário, com respeito às culturas.

 

Fontes:

http://www.brasilescola.com/geografia/movimentos-antiglobalizacao.html

http://geografiaetal.blogspot.com/2009/07/movimento-antiglobalizacao.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.fflch.usp.br/dh/lemad/?p=443

 

 

Seattle: um manifesto mais que explosivo

Por Marcela Souza

Depois de abordado o assunto Antiglobalização de forma detalhada, abordarei agora o manifesto que foi uma explosão e que ocorreu em 1999. Esse manifesto aconteceu no dia 30 de Novembro, na cidade de Seattle, situada nos Estados Unidos.  Isso não aconteceu do nada, mas já que era nessa cidade estadunidense que estava a ocorrer à reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC), aproveitando-se dessa oportunidade, milhares de pessoas, na maioria jovens, estavam ali, reunidos, dispostos a colocar pressão sobre os representantes dos governos que estavam ali se reunindo, para que estes, aprovassem certas mudanças que trariam um maior equilíbrio entre os países e os manifestantes também queriam que alguns pontos fossem revistos, pontos que tornam a economia um mar de desigualdades entre as tantas classes sociais. Unidos em torno desse protesto estavam pessoas diversificadas, que reconheciam em sua estrutura de onde todos os problemas que surgiam, ali, diante de seus olhos, mas que muitos fingiam não ver, para não terem que se esforçar para mudar o que estava a ocorrer.

A repressão ao movimento foi imediata. Todos tentavam oprimir o movimento que em pouco tempo já impressionava pela sua grandiosidade, da mesma maneira que a repressão policial impressionava pela quantidade de oficiais ali presentes e pela grande violência na qual esses se utilizavam.

A resistência foi um ponto muito importante nesse manifesto.Existiram nesse protesto, os “Black Blocs” que eram pessoas que passaram dias lutando contra a polícia local, mesmo que muitos já tenham desistido, eles continuavam ali, firmes e fortes, na luta contra a globalização. A diversidade desses protestos é lembrado pelo uso de diversas táticas que tiveram por objetivo enfrentar os policiais “furiosos”.

Os manifestantes conseguiram se organizar de tal forma que impressionou tanto que fez com que muitos abaixassem o chapéu para eles. Os manifestantes já estavam se organizando a meses, por via dos meios de comunicação. Sendo assim, os protestantes agiram de forma coletiva, onde nenhum sobressaia diante os outros. Mesmo diante da rede de cobertura dizer que essa era uma manifestação violenta, essa nova forma de organização em manifestos fez com que o mundo todo parasse. Mesmo com toda segurança que os EUA possuem, não foi o bastante para fazer com que o manifesto fosse oprimido de forma rápida, tanto que se pode perceber que essa “explosão” foi tanta, que fez com que muitos países pudessem parar e pensar no movimento de globalização.

Nos anos que se seguiram ocorreram diversas manifestações em cidades européias que se assemelhavam a esta. Foi deste manifesto que o Centro de Mídia Independente (Indymedia) nasceu, centro que tem o objetivo de repassar total cobertura de notícias sobre movimentos sociais e denúncias contra os abusos e agressões que aqueles que são desfavorecidos em todo mundo.

Foi também deste manifesto que foi criado o Fórum Social Mundial na cidade de Porto Alegre, Brasil. O fórum acontece anualmente e objetiva mostrar os problemas de desigualdade no mundo. Pretende-se então, a partir da mostra das notícias, que os integrantes do fórum possam debate sobre o assunto de forma ampliada e sem serem julgados ou oprimidos. Graças a isso, ocorreram, em diversas cidades, manifestações contra os efeitos da economia capitalista e da lógica do mercado na vida das pessoas.

Nestes movimentos, os jovens se jogam mesmo e tentam, com todas as suas forças, recriar o mundo para que o este se torne um lugar em que todos possam conviver plenamente, sem serem ofendidos pelo resto da população que se diz “diferente” e superior a estes, que só por não serem iguais ao resto sofrem exclusão e etc. Mesmo com toda segurança que os EUA possuem, não foi o bastante para fazer com que o manifesto fosse oprimido de forma ligeira, tanto que pode-se perceber que essa explosão foi tanta, que fez com que muitos países pudessem parar e pensar no movimento de globalização.

O manifesto foi tão intenso, que fizeram até um filme que se passa no dia 30 de novembro de 1999, e mostra tudo o que aconteceu nesse dia, quando a cidade se torna um campo de batalha.


Fontes:

http://www.fflch.usp.br/dh/lemad/?p=443

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.brasilescola.com/geografia/movimentos-antiglobalizacao.htm

 

Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=JbPufXnFOh8

 

 

FSM: uma luta democrática

Por Ygor Leonardo

Já que o assunto é sobre os movimentos de antiglobalização, não se poderia deixar de falar no Fórum Social Mundial (FSM), que é um evento antiglobalização de muita importância, onde seu principal objetivo é fazer um encontro mundial de pessoas e movimentos sociais contrários às políticas neoliberais do FEM (Fórum Econômico Mundial). Eles lutam principalmente contra o FEM, pelo simples fato de desde 1971, ter cumprido um papel estratégico na formulação do pensamento dos que promovem e defendem as políticas neoliberais no mundo todo.

Sua base organizacional é uma fundação suíça que funciona como consultora da ONU e é financiada por mais de 1.000 empresas multinacionais. Logo, se manifestando contra esse fórum, ela também estará mexendo com todos os envolvidos do mesmo. O Fórum Social Mundial ganhou força e representatividade e, atualmente, é o principal movimento antiglobalização. Onde eles não têm vergonha de mostrar sua insatisfação em relação ao mundo. Acredito que as pessoas que participam do fórum, tenham realmente coragem, pois é um ato de responsabilidade e coragem, pra que você enfrente órgãos mundiais e multinacionais que tem grande poder pelo mundo, além de pessoas ignorantes que são totalmente contra a qualquer tipo de manifestação. O FSM luta pelos direitos dos cidadãos.

O FSM se reuniu pela primeira vez na cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, entre 25 e 30 de janeiro de 2001. Para se ter uma idéia de como já existia pessoas integradas ao fórum, 20.000 pessoas, das quais cerca de 4.700 eram delegadas de diversas entidades abrangendo 117 diferentes países. A imprensa também esteve bastante presente com 1.870 credenciados.

Em 2001 o Comitê Organizador contou com a participação de oito entidades brasileiras: Abong, Attac, CBJP, Cives, CUT, Ibase, MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Logo foi criado um escritório, para melhor acessibilidade, em São Paulo, e que até os dias de hoje, apóia e dá suporte ao processo FSM, ao Conselho Internacional (CI) do FSM e suas comissões aos comitês organizadores dos eventos anuais do FSM. Os quatros temas abordados no fórum em sua primeira edição foram: A Produção de Riquezas e a Reprodução Social; – O acesso às Riquezas e a Sustentabilidade; – A Afirmação da Sociedade Civil e dos Espaços Públicos; – Poder Político e Ética na Nova Sociedade.

Em 2002 aconteceu em Porto Alegre, entre os dias 31 de janeiro e 05 de fevereiro, onde já se percebe o aumento das pessoas que estão participando do fórum. Em 2003 também aconteceu em Porto Alegre, e já se tinha muitos estrangeiros participando. Em 2004, foi realizado pela primeira vez fora do Brasil O local escolhido foi Mumbai, na Índia e a data: de 16 a 21 de janeiro de 2004. Em 2005 voltou pra Porto Alegre. A edição do FSM em 2006 foi policêntrica, ou seja, ocorreu de forma descentralizada, em diferentes lugares do mundo. Três cidades sediaram o FSM 2006: Bamako (Mali – África), Caracas (Venezuela – América) e Karachi (Paquistão – Ásia). O primeiro FSM mundial no continente africano foi realizado entre os dias 20 e 25 de janeiro de 2007, em Nairóbi, Quênia. Em 2008, não aconteceu o fórum, por motivos não claramente estabelecidos, o evento não aconteceu, mas se acredita que tenha sido pela desorganização e pela força que o evento estaria a perder. Em 2009, durante seis dias no final de janeiro, cidadãos, movimentos e organizações de 142 países se encontraram na cidade de Belém.

Não se pode falar de forma ampla cada edição do FSM, só se pode dizer que cada um teve sua devida importância, onde eles procuram mostrar suas insatisfações em relação ao mundo, sem medo e se unindo, pois a união faz a força. Onde indígenas, negros, brancos, homossexuais, todos unidos por um só objetivo, querer mudar o mundo onde se encontram e querendo que aceitem eles como são, e não sendo comandados por quaisquer.

 

Fontes:

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=338
http://www.brasilescola.com/geografia/movimentos-antiglobalizacao.htm
http://depositomaia.blogspot.com/2008/01/crise-do-frum-social-mundial-igncio.html

Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=QuDde6TQORQ


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