AMÉRICA LATINA RUMO À GLOBALIZAÇÃO?

O que é globalização??

Por Juliana Galvão

 

Surgido desde o início da História, a globalização é um fenômeno capitalista que começou a ganhar destaque na ‘era dos descobrimentos’ e que se desenvolveu a partir dos processos de Revoluções Industriais (entre o fim do século XX e o inicio do XXI). Impulsionada pela diminuição dos preços dos meios de transporte e da comunicação em todo o mundo, é um processo de integração política, econômica, social e cultural. Ela é gerada em função da necessidade criada pelo sistema capitalista de integrar mercados consumidores de diferentes países, de forma a criar um verdadeiro Mercado Consumidor Mundial, isso quando o mercado do país já se encontra totalmente esgotado.

É através da globalização que o sistema capitalista se expande cada vez mais. Esse fenômeno está ligado à forma como o mundo se interliga com o intuito, cada vez maior, de expandir seus mercados consumidores. Com a tecnologia tão avançada hoje em dia, não é necessariamente preciso ter-se um alto capital para se investir em algum negócio, o que de certa forma é bom. Entretanto com isso mais pessoas podem criar negócios, aumentando, assim, a concorrência.

Ou seja, basicamente, a globalização é um processo de interligação do mundo. Para Eliene Percília, “esse processo atual de globalização nada mais é do que a mais recente fase da expansão capitalista. Tal expansão visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros, que é o que de fato move os capitais […], na arena do mercado. As guerras que sempre foram de caráter bélico, na idade contemporânea é cada vez mais econômica e o campo de batalha é o mercado mundial […]. A invasão atual muitas vezes se dá instantaneamente, on-line, via redes mundiais de computadores”.

É importante ressaltar que esse fenômeno mundial não está restrito a países pobres ou ricos, desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Ele abrange a todos, seja a pessoa rica ou pobre, bonita ou feia e por isso se torna um tanto quanto exigente. Pra se estar ‘por dentro’ da globalização é preciso ser aberto(a) a diferenciada do mundo e aceitar as imposições que esse novo mundo vai lhe fazer.

Um dos maiores precursores desse processo foi a Internet, um veículo que faz com que a pessoa ‘viagem pelo mundo sem sair do lugar’.  É através da Internet que as pessoas conhecem pessoas, são apresentadas a novas culturas, a novas descobertas. Nela ainda é possível se trabalhar e ler noticia sobre coisas que estão acontecendo nesse momento.

Um exemplo dessa integração tão rápida é que, após a Segunda Guerra Mundial, o número de investimentos estrangeiros aumentou drasticamente e o seu crescimento é um dos melhores ‘símbolos’ da globalização. Atualmente, os países procuram cada vez mais atrair investimentos estrangeiros, pois isso significa uma movimentação no sistema econômica que gera riquezas.

E foram criados por todo o mundo blocos econômicos, que o resultado da integração de alguns países com o mesmo objetivo em comum: gerar riquezas. Alguns exemplos desses blocos são: o NAFTA, Tigres Asiáticos e etc.

Ao mesmo tempo em que esse processo traz benefícios, por exemplo, a pessoa pode adquirir produtos estrangeiros facilmente hoje em dia, e antigamente isso era praticamente impossível, ele também traz malefícios: com a concorrência acirrada é precisa que o seu produto seja o melhor, e que ele seja ‘construído’ da forma mais barata possível. Resultado: as empresas passam a trocar a mão-de-obra humana pela máquina, e com isso passam a produzir mais com menos gente o que gera um dos maiores problemas do processo de globalização, o desemprego.

 

Globalização e periferia: o que queremos

Por Maria Carolina Aguiar

 

Globalização e periferia, dois conceitos quase totalmente distintos. Ao falar em globalização, falamos de um só mundo, este que se tornaria cada vez mais homogêneo, é a integração das economias e das sociedades dos vários países, no que toca à produção de mercadorias e serviços, aos mercados financeiros, e à difusão de informações, ou seja, a globalização está também ligada com as políticas neoliberais, além de contar com as novas tecnologias de comunicação e de processamento de dados, que foram de grande importância. Quando tratamos da Periferia, já implicitamente reconhecemos a existência de um centro, o conjunto dos países subdesenvolvidos, em oposição aos desenvolvidos, estes vistos como o centro do sistema econômico mundial.

Para compreendermos a atual situação da América Latina, teremos que dar uma breve olhada em seu passado e no de outros países. No século XIX, a África, o Oriente Médio e a Ásia, passaram pelo processo de colonização de extrema violência, diferente da América Latina, que foi a única região periférica que conseguiu manter sua independência política.

Apesar disso, nesse período alcançamos a condição periférica. Vemos isso fazendo uma comparação pelo que se passava no centro do nosso sistema, e o Estado Brasileiro. No Brasil, ainda no século XIX, duas questões tomaram a atenção do governo: Em 1850, a atenção estava voltada para a manutenção do território do Estado recém-constituído; até 1888, se sobressaia a questão dos impasses do prolongamento da escravidão.

Os países do centro do sistema capitalista tomaram medidas diferentes, delas, três indispensáveis: a democratização das terras, através de reformas agrárias; as revoluções educacionais, o que gerou a primeira rede pública de educação em massa; e se dedicaram à industrialização pesada. Já no Brasil durante esse mesmo período, observamos que nessas medidas houve uma postura negativa: foi realizada uma contra-reforma agrária com a Lei de Terras de 1850; no reinado de Pedro II, que durou  60 anos, não foi inaugurada nenhuma escola pública; além da falta de investimento em qualquer área industrial, o que gerou um ‘atraso’ na industrialização brasileira.

Com a Revolução de 1930, o Brasil deixou de ser apenas uma ‘fazenda de café’, e criou sua própria identidade, uma identidade positiva, construída pelos grandes das ciências sociais como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, Caio Prado, e também das artes, como Villa-Lobos na música, Portinari na pintura, entre muitos outros. Em 1980 o país se tornou a oitava maior economia industrial do mundo, acompanhada por grandes mutações estruturais, na urbanização e na integração do território

No final do século XX, as forças conservadoras tiveram mais força, destacando-se para o período que teve o fim da Guerra Fria, e o vencimento do bloco capitalista no mundo. Dentro das ditaduras militares foi posto políticas neoliberais, em muitos países essa política é implantado depois, o que tornou uma herança do passado no continente.

No contexto dos países que integram a América Latina tem-se a Argentina que se desarticulou; a Venezuela que está passando por uma intensa desestabilização; a Bolívia, o Peru, o Paraguai e o Uruguai  que vivem um momento de crise; o Brasil que possui uma situação social crítica; e o Equador que  já desistiu de uma moeda própria.

Os processos passados, que envolviam o surgimento de uma identidade cultural, deram lugar a outros processos, cobertos de injustiças e deficiências. Esses novos projetos não buscam mais induzir ao desenvolvimento e organizar as sociedades; simplesmente as estruturas governamentais estão desmoralizadas.  Para isso falta a manifestação popular. A não expressão do descontentamento do povo faz com que esse nosso sistema problemático se prolongue mais e mais. Temos que discutir o que queremos para nossa América Latina, que cada vez, mais, vai deixando de nos pertencer. Iniciativas como discutir o desenvolvimento, e consequentemente soluções para o fim dessa crise e para a sustentabilidade fazem toda a diferença.

 

 

Europa e América Latina, Rumo à Globalização

Por Hannah Medeiros

O livro “Um diálogo Ibérico no Contexto Europeu e Mundial” escrito por e foi escrito, segundo os próprios autores, para que Espanha e Portugal mostrem aos seus sócios da União Européia a importância da América Latina na questão da Globalização. “portugueses e espanhóis, com longa relação com a América Latina, devem ter uma estratégia convergente para conduzir a UE a se ocupar dessa região e ser solidária com ela” afirmaram eles.

Segundo Zaragoza a Europa deveria retomar seus  princípios democráticos do passado, pois isso a ajudaria a ser um grande avalista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ou ODM, que foram adotados pela comunidade internacional em 2000 e tem o objetivo de acabar com a fome, a pobreza, a desigualdade no mundo, melhorar a saúde infantil e materna e a educação e conseguir o comprometimento mundial com o desenvolvimento sustentável e o comércio justo.

Soares afirma que instituições como o Banco Mundial e o FMI estão à favor de países mais prósperos e que paraísos fiscais dão base ao tráfico de armas, drogas e pessoas. Ele afirma também que apenas a denúncia de coisas ruins não levará a resultados, é preciso “indicar caminhos” para que esse ‘mal’ seja combatido.

Zaragoza acusa o neoliberalismo de ser o responsável pelas sociedades egoístas, tendentes à violência e que só pensam em dinheiro de hoje em dia. E afirma que a sociedade civil, que enxerga cada vez mais que a situação atual é insustentável, e um efetivo sistema das Nações Unidas estão se tornando cada vez mais as soluções mais adequadas e prováveis que se pode ter para que sejam estabelecidas “regras éticas capazes de regulamentar a globalização”. Ele afirma também que países que hoje são líderes mundiais em qualquer que seja a dimensão estarão recorrendo, muito mais cedo do que se imagina, a essa resolução.

O gasto absurdo com armas é destacado no livro e Soares diz que a prosperidade desse comércio ilegal se deve às perspectivas sobre o ‘futuro coletivo’. Soares e Zaragoza concordam que haverá uma revolução mundial para que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sejam cumpridos.Soares reforça que se deve investir no combate aos paraísos fiscais, pois estes são frutos da corrupção e apenas arrastam o desenvolvimento para trás. Ele também acrescenta que a Política Agrícola Comum da União Européia deveria ter fim, pois também atrasa a globalização, já que evita a competição de mercado com os países da América Latina. Outro ponto destacado pelos autores é o fato de que, por representar cerca de 20% da população do mundo e desfrutar de 80% dos recursos mundiais de todos os tipos, inclusive o conhecimento, significando que os restantes 80% da população desfrutam de apenas 20% dos recursos mundiais, a Europa é quem mais deve investir e incentivar para que o quadro de desigualdade mundial seja invertido.

Por fim, Zaragoza afirma que “Graças aos ibéricos foi possível o grande encontro com a América. Agora, os ibéricos devem, graças à sua relação histórica, e, sobretudo à mesma maneira de olhar para o amanhã, facilitar os encontros que levem a um mundo novo”.

 

Referências Bibliográficas

http://www.ips.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=2419

http://alainet.org/active/2975&lang=es

http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.alunosonline.com.br/geografia/globalizacao/

http://www.infoescola.com/geografia/globalizacao/

 

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