A CRISE DO NEOLIBERALISMO

O neoliberalismo brasileiro falho

Por Amanda Lima

 

O neoliberalismo é uma doutrina surgida mais ou menos na metade do século passado, com a queda do muro de Berlim, onde o empreendedor tem liberdade de fazer seus cálculos e determinar o preço do seu produto sem a rígida intervenção do Estado. No Brasil, pode considerar que exista uma política neoliberal, já que não existe regulação eficiente para a formação de monopólios e concentração de mercado.

Quando se fala em neoliberalismo no Brasil, lembra-se logo de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, que nos seus governos, privatizaram diversas empresas que antes eram estatais. O governo passou a incentivar investimentos externos, e com a abertura para esses investimentos, muitas empresas brasileiras não se adaptaram ao mercado externo indo à falência. Muitas dessas empresas fecharam suas portas, e outras ainda foram vendidas ou associadas a multinacionais, que em apenas uma década dobraram suas participações na economia brasileira.

Quando se instalou a ideologia neoliberalista no Brasil, o país tinha acabado de passar pela Ditadura Militar, onde os trabalhadores conquistaram diversos direitos e foi um fato que marcou a história brasileira. Assim, com o governo neoliberal, as responsabilidades sociais federais foram passadas para os municípios sem o repasse de verba, trazendo a intensificação de organizações não-governamentais. Com empresas privadas, muitos trabalhadores perderam direitos que levaram anos de luta para serem conquistados. Com o neoliberalismo, países latino-americanos, nos quais o Brasil se inclui, passar por uma crise onde muitas pessoas passaram a viver na pobreza.

 

“ Nos países onde as desigualdades não apresentam um caráter estrutural,

também se verifica um distanciamento com o surgimento do que foi chamado

de “novas situações de pobreza”, levando a uma “terceiro-mundialização” do

Primeiro Mundo. Aqui (no Brasil) o impacto das políticas neoliberais se

manifesta de modo mais intenso no chamado mundo do trabalho, por

intermédio do desemprego e da precarização das condições de trabalho, o que

gera uma “exclusão” de setores antes incluídos.” (Soares, 2003, p.23).

 

Daí o aumento e a manutenção dos programas sociais de combate à pobreza. Desempregados e pobres, os trabalhadores brasileiros precisavam de assistência. E eles tinham esse direito.

Num livro chamado “Flat World, Big Gaps”, os autores dizem que  “A ‘globalização’ e ‘liberalização’, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas”. Pelo contrário: a desigualdade social aumentou durante as décadas em que se utiliza esse modelo na economia. E as desigualdades aumentaram pelo motivo do capital ficar concentrado no poder de poucos por causa da regulamentação do mercado. A idéia era que com essa liberação os países ricos ficassem extremamente mais ricos e pudessem ajudar os pobres. Mas não foi o que aconteceu. O que houve foi uma crise, não só no Brasil, mas no mundo neoliberalista inteiro, onde uma onda de pobreza atingiu vários países.

Nós ainda podemos ver que o governo brasileiro não mudou muito suas práticas em relação à economia. Sabemos que quem controla o dinheiro do Brasil, em sua maioria, são empresas privadas, muitas vezes estrangeiras, concentrando o capital do país poucas mãos e deixando milhares de pessoas dependendo do Bolsa Família.

 

Fontes:

http://www.betoveiga.com/log/index.php/2009/11/neoliberalismo-o-que-e-um-resumo-da-definicao/

 

http://educacao.uol.com.br/geografia/neoliberalismo-brasil.jhtm

 

http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0510670_07_cap_02.pdf

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u104540.shtml

 

 

Greve dos petroleiros

Por  André Filippe.

Os petroleiros e os trabalhadores de empresas estatais entraram em greve, num movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) que era contra o arrocho salarial e as reformas constitucionais neoliberais, que foram impostas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Essa insatisfação se deu início da década de 1990 quando Collor estava no poder, e ele anunciou que tinha a intenção de demitir cerca de 16 mil petroleiros e apresentou o PEC – 56, que era um projeto de lei que tinha por proposta a quebra do monopólio estatal do petróleo. Os petroleiros proveram greve e conseguiram inicialmente reverter às demissões, mas mesmo com tanta luta contra essas atitudes do governo Collor eles não evitaram mudanças no interior das Petrobrás.

Após vários debates, e pela insatisfação que os petroleiros vinham tendo decidiram iniciar uma greve e foram com a adesão dos petroleiros, eletricitários, marítimos e previdenciários, mas os eletricitários, marítimos e previdenciários retornam ao trabalho depois de uma semana de greve. Ontem ocorreu o julgamento do Tribunal Superior de Justiça (TST), que devido à saída às outras categorias dos setores públicos e estatais somente os petroleiros foram julgados, e mesmo a Petrobrás não ter assinado um acordo que tinha prometido, a greve foi considerada ilegal.

O TST determinou que além de determinar o desconto dos dias parados e fixar multa diária de R$ 100 mil reais, caso a categoria não retornasse às atividades no dia seguinte, e eles não retornaram o que deu uma nova dimensão a greve. Os petroleiros foram reprimidos, até que depois de 30 dias de greve sem o apoio do sindicalismo eles voltaram ao trabalho.

Isso só mostrou em cenário nacional que a política econômica neoliberalista do governo de Fernando Henrique foi responsável por reduzir a exploração petrolífera, desmembrar a área de refino, inibir investimentos e deixar o custo para a empresa e o lucro para o setor privado. Assim ele mostrou indiretamente que havia a possibilidade de assim como em outras empresas brasileiras, tinha a possibilidade de privatização da Petrobrás, que felizmente até hoje ainda não ocorreu.

Nos governos de Collor, Itamar e Fernando Henrique promoveram as privatizações que tinham como fundamento a política econômica do neoliberalismo, que vem se expandindo pelo mundo. A partir do governo de Collor, o neoliberalismo veio conquistando seu “espaço” na economia brasileira e com ela vieram os produtos importados passaram a invadir o mercado brasileiro e a redução dos impostos para os produtos importados.

O governo brasileiro teve a iniciativa de incentivar os investimentos externos no Brasil mediante incentivos fiscais e privatização das empresas estatais, e incentivando o país a produzir produtos para a exportação, já que as empresas nacionais eram obrigadas a competir com produtos de outras nações que tinham um preço menor, fazendo com que as empresas chegassem à falência. Com a política neoliberal o Brasil teve várias conseqüências negativas como desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais, e além dessas a dependência da capital internacional.

 

 

 

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