A ANTIGLOBALIZAÇÃO NO MUNDO ATUAL

O que são os movimentos antiglobalização?

Maria Eduarda Nascimento

Primeiramente, globalização é um processo de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global, ou seja, ela interliga o mundo em relaçao aos aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos, porém a mesma estimula a competição, e por isso os países não se ajudam, é cada um por se, consequentemente o mais forte consegue vantagens sobre os outros. Além disso, esta, tem acabado com os recursos naturais e impoem o capitalismo como uma única visão de mundo correto. E por causa desses pontos negativos da globalizaçao, surge o movimento antiglobalização, o qual afirma que: “O capitalismo é autodestrutivo! O culto ao dinheiro, ao individualismo, caminha rumo à própria destruição”. O mesmo abriga: sindicatos, intelectuais, ecologistas e grupos desfavorecidos pelo capitalismo. Os seus integrantes vem estudando há anos os malefícios da globalização, assim   mostrando as face desta, e alegando que a mesma é o fator principal da exclusão social existente, também se reúnem continuamente para organizar campanhas e para debater e discutir sobre um mundo novo que tem como base a solidariedade, o respeito às culturas, e principalmente a justiça e igualdade social. Além de tudo esse movimento uni várias pessoas diferentes, assim estimulando a interação entre os povos e interligando culturas distintas, fazendo com que haja respeito mútuo.
.         Esse movimento engloba diversos grupos antiglobalização, dentre eles se destacam os “Black Bloc “ (tática utilizada por grupos anarquista que tem como objetivo protestar contra o capitalismo, por meio de manifestações antiglobalização) e a “Ação Global dos Povos (criada em Genebra em 1998 para coordenar a resistência contra a Organização Mundial do Comércio e o livre comércio), ambos atualmente vem causando bastante repercussão, principalmente os Black Bloc, por serem violentos.

O movimento antiglobalização não possui líderes, porem pode-se destacar os integrantes mais conhecidos, cuja atitudes são referências para o movimento: Susane George (norte-americana naturalizada francesa, diretora associada do Instituto  Transnacional de Amsterdã e vice-presidenta  da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos); Hazel Henderson (especialista em desenvolvimento humano, brilhante escritora que possui livros traduzidos para vários idiomas); Subcomandante Marcos (líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional e do movimento indígena de Chiapas no México); Aminata Traoré (pesquisadora e escritora); Oder Grajev (Coordenador da Associação Brasileira de Empresários pela cidadania); Trevor Wanek (de Soweto, Johannesburgo, é membro do Centro de desenvolvimento e informação alternativa pelo perdão da dívida); Sandra Cabral (diretora da Central Única dos Trabalhadores no Brasil); Hebe de Bonafini (presidenta das Madres de Plaza de Mayo); Fred Azcárate (diretor executivo de Trabalho com Justiça nos EUA), entre outros.

Certamente, ao longo do texto, observamos que o movimento antiglobalização luta por um mundo mais justo, com o respeito às culturas, justiça e igualdade social, ou seja, por um mundo ideal, porém, alguns manifestantes desse movimento se utilizam da violência para conseguir conquistar esse mundo, assim podemos perceber que qualquer sistema político tem seus pontos negativos e positivos, por isso devemos sempre analisar criticamente todas as faces de cada sugestão proposta.

 

Tática antiglobalização

Por Amanda Machado

O Black Bloc é uma tática utilizada por grupos anarquista que tem como objetivo protestar contra o capitalismo, por meio de manifestações antiglobalização. A tática se refere à utilização de roupas e máscaras pretas por integrantes de grupos anarquistas distintos, para dificultar a indentificaçao de algum membro destes pelas autoridades.

Apesar de surgir em 1980, após a violenta repressão do governo alemão contra os squats (jovens que participavam de movimentos populares de transformação social e contracultura) e se espalhar pela Europa na mesma década, os Black Blocs vem ganhando popularidade recentemente, pois atualmente estão provocando muita repercussão, estando nos últimos anos, principalmente em: Seattle, Praga, Quebec, e Gênova. Em Seattle, os Black Blocs bloquearam o acesso as ruas nos arredores do centro de convenções e tomaram o controle dos principais entroncamentos durante uma grande parte do dia, assim desencadeando grandes perturbações, e recebendo uma significativa cobertura jornalística e a partir de então o nível de segurança em relação aos protestos aumentou. Já em Praga, por causa das linhas de policia que estavam em volta do congresso, os manifestantes se dividiram em zonas de protesto, sendo elas: o grupo rosa, que marchou em volta do centro de conferências; o grupo dos amarelos, que tomaram medidas simbólicas e o grupo azul que optou por tentar atravessar as linhas da polícia para chegar ao congresso. Em In Quebec, the level of security increased again, and again the situation changed.Quebec, além dos manifestantes se dividirem em zonas de protesto, também enfrentaram a policia para chegar ao congresso. E em Genova, que teve uma grande presença policial, cada grupo de manifestante utilizou táticas distintas em diferentes áreas, porem, por causa da atuação policial, os manifestantes que objetivavam invadir o congresso, acabaram destruindo bancas e lojas das ruas de Genova.

Apesar de tudo o Black Bloc ficou marcado pela morte de um de seus integrantes, Carlo Giuliani, um genoviano de vinte e tres anos, que morreu em 2001 com um tiro na cabeça e artropelado, pois ao retirar da rua um isntintor de incendio, para ajudar um amigo, os policiais pensaram que o mesmo estava com um instintor na mão para dar continuidade ao protesto e por esse motivo atiraram nele, cuja bala ultrapassou a sua cabeça e em seguida foi atropelado.

As pessoas pertencentes ao Black Bloc possuem um único objetivo: mostrar para o mundo que o capitalismo é algo ruim, que não proporciona igualdade entre as pessoas e que as mesmas são “controladas” por alguém que é “superior” a elas, além disso, também são unidos e possuem coragem para enfrentar as autoridades, assim demonstrando que pelo seu objetivo vale à pena lutar, como evidencia a frase a seguir, elaborada por um dos Black Bloc:

“Aqueles que possuem autoridade, temem a máscara pelo seu poder em identificar, rotular e catalogar comprometido: em saber quem você é… nossas máscaras não servem para esconder ou ocultar a nossa identidade, mas para revelá-la… hoje nós devemos dar um rosto a essa resistência; colocando nossas máscaras mostramos a nossa união; e levantando as nossas vozes nas ruas, nós botamos pra fora toda a raiva contra os poderosos sem rosto…”

 

 

AGP, importante movimento antiglobalização

Por Monique Fernandes

Ação global dos povos (AGP), é um dos principais movimentos antiglobalização, também considerada como um movimnto radical e social. Promove campanhas populares e ações diretas em resistência ao capitalismo.    Surgiu em fevereiro de 1998, quando, em Genebra, diversos movimentos mundiais se encontraram, desencadeando a origem de uma cordenação mundial de resistência contra a globalização, a AGP, caracterizada por ser um novo grupo de ajuda mútua, com o objetivo de resistir ao capitalismo. Isso representou uma nova forma de instrumento de comunicação de todos que são contra os malefícios causados pelo capitalismo, e que lutam contra o mesmo.

Em maio de 1998, ocorreu a primeira reunião da AGP, também em Genebra e ao mesmo tempo, ocorria uma coferência ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio). Essa reunião foi um sucesso, pois aconteceram várias manifestações distintas, nos cinco continentes. A segunda Conferência Internacional da AGP foi realizada em 1999, na Índia, onde foram analisados os cinco princípios que definem a AGP, e também foi inserido um segundo princípio novo. Em setembro de 2001, na Bolívia, foi realizada a terceira Coferência Internacional da AGP, na qual todos os documentos da mesma foram revistos e ficaram de acordo com a realidade da época e a quarta Conferência Internacional da AGP, ocorreu em 2005. Essas conferências são convocadas pelo “Comitê de Convocadores” formado por movimentos e organizações representativas, e a cada conferência da AGP, outro comitê é eleito, sendo o antigo trocado totalmente, além disso este escolhe um pequeno grupo de assessores do novo comitê, que se encarrega das seguintes funções:

  • Determinar o programa da conferência;
  • Decidir quais organizações podem enviar delegados para a conferência;
  • Decidir sobre o uso de recursos, especialmente decidir quais organizações receberão ajuda para pagar despesas de viajem para participar da conferência;
  • Assessorar os organizadores locais em questões técnicas e organizacionais;
  • Interpretar o manifesto se for necessário, decidindo quais publicações podem ser impressas sob o nome da AGP;
  • O comitê não pode falar em nome da AGP.

Os princípios que definem a AGP, são os seguintes:

  • rejeição a todo acordo comercial, instituições e governos que promovem uma globalização destrutiva;
  • Rejeição a todas as formas e sistemas de dominação e de discriminação. Pois abraçamos a plena dignidade de todos os seres humanos;
  • atitude de confronto, pois não acreditamos que o diálogo possa ter algum efeito em organizações tão profundamente antidemocráticas e tendenciosas;
  • Um chamado à ação direta, à desobediência civil e ao apoio às lutas dos movimentos sociais, propondo formas de resistência que maximizem o respeito à vida e os direitos dos povos oprimidos, assim como, a construção de alternativas locais ao capitalismo global;
  • filosofia organizacional baseada na descentralização e na autonomia.

Os principais objetivos desse grupo antiglobalização são:

  • Convencer a população e as organizações a serem contra ao domínio corporativo. Através de ações construtivas e negligências não-violentas.
  • Resgatar os meios de produção do capital nacional e internacional para criar um novo modo de vida: vidas livres, sustentáveis e com o controle da comunidade solidária, não na cobiça e exploração.

 

 

Referências

http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2009/11/30/pequeno-manual-do-movimento-anti-globalizacao/

http://geografiaetal.blogspot.com/2009/08/carlo-guiliani-uma-vitima-da.html#uds-search-results

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o

http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_Global_dos_Povos

http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/363853

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-br&sl=en&u=http://flag.blackened.net/revolt/rbr/rbr6/black.html&ei=sibsTPKSAsfJnAfM4bzaAQ&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=18&ved=0CJgBEO4BMBE&prev=/search%3Fq%3Dblack%2Bbloc%26hl%3Dpt-br%26biw%3D1003%26bih%3D567%26prmd%3Dniv

http://www.midiaindependente.org/en/red/2001/07/3247.shtml

http://www.nadir.org/nadir/initiativ/agp/pt/manifesto.htm

http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/agp/02manifestoagp.htm

http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/agp/03principiosagp.htm

http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/agp/04orgagp.htm

http://ww.youtube.com/watch?v=9t3VJKuyeSA&feature=fvst

 

 

 

 

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