Bem vindos!

Queridos alunos e interessados,

Este blog tem por objetivo trazer informações, vídeos, textos, músicas e etc sobre temas históricos e outras coisas mais. Espero que gostem e aproveitem as informações que encontrarão aqui.

Aproveitem!

Luiz Paulo Ferraz

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Conhecendo as maravilhas do Egito Antigo e outros lugares pelo Google Earth

Viramos o mundo e encontramos, para os usuários do Google Earth, lugares importantes na história do mundo. São locais que foram ícones de civilizações antigas, palco de terríveis guerras, lar de povos extintos e muitas outras cenas da nossa história. Se você não tem o programa instalado na sua máquina, pode visualizar as imagens em uma galeria:

» Veja fotos dos lugares

Se você tem o Google Earth instalado no seu computador, também pode visualizar os lugares no próprio programa. Basta buscar os locais desejados. Vejam, por exemplo:

» Coliseu de Roma
» Praça da Bastilha
» Cemitério Romano
» Grande Incêndio de Londres
» Local de fundação de SP
» Igreja de Hagia Sofia
» Jardins da Babilônia
» Hipódromo de Constantinopla
» Mausoléu de Augusto
» Centro Metapontum
» Monastério de Hovedøya
» Pirâmide de Giza
» Torre de Pisa
» Teatros romanos em Lyon

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI760986-EI5473,00-Veja+lugares+historicos+no+Google+Earth.html

A História de Galdino

Em 20 de abril de 97, cinco jovens de classe média _um menor de idade_ atearam fogo ao índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, que dormia em um ponto de ônibus em Brasília. O índio morreu. Quatro dos rapazes estão sendo julgados em tribunal do júri, em Brasília, sob acusação de prática de homicídio doloso.

O julgamento deverá demorar três dias. A pena será estabelecida por sete jurados, que serão sorteados no início dos trabalhos. Para o crime de homicídio doloso, a legislação prevê a pena máxima de 30 anos e só permite a obtenção da condicional após o cumprimento de dois terços dela.

Se o júri entender que não houve crime hediondo e decidir enquadrá-los, por exemplo, no delito de lesão corporal seguida de morte, a condenação representará na prática um passo importante para a absolvição. A partir daí, eles poderão passar a pleitear benefícios como a prisão domiciliar ou a liberdade condicional.

A pena máxima para esse crime é de 12 anos e a legislação permite o cumprimento de um sexto, ou seja, dois anos, para a obtenção de benefícios. Eles estão presos há quatro anos e meio.

Os garotos foram presos minutos após o crime e confessaram. Os maiores _Max Rogério Alves, Antônio Novely Cardoso de Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves de Oliveira, na época com 19 anos_ aguardaram o julgamento presos. Vilanova é filho de juiz federal em Brasília, que semanalmente o visita.

O menor G.N.A.J., que inicialmente havia sido condenado a três anos de reclusão em centro de recuperação, foi liberado por decisão do Tribunal de Justiça. Ele pôde usufruir de ‘liberdade assistida’ após 144 dias de internação.

Os maiores foram indiciados acusados de homicídio triplamente quadriplicado, mas a juíza do Tribunal do Júri de Brasília, Sandra de Santis Mello, mulher do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio de Mello, em decisão polêmica em agosto de 1997, desqualificou o crime como homicídio doloso e sinalizou o julgamento por lesão corporal seguida de morte. A decisão foi cassada.

O pataxó morreu às 2h do dia 21 de abril de 97. Segundo o IML, ele teve 95% do corpo queimado.

Durante interrogatório, três dos quatro acusados disseram ter tirado a idéia da ‘brincadeira’ de uma pegadinha exibida pela TV.

Ao ser interrogados pela juíza Leila Cury, em 21 de maio, eles contaram basicamente a mesma história, com algumas contradições. Na noite de sábado, 19 de abril, disseram ter ido à lanchonete Sky’s e depois resolveram dar uma volta. Todos disseram que foram a um posto de gasolina, compraram dois litros de álcool combustível e se dirigiram ao ponto de ônibus onde o pataxó dormia.

Eles afirmaram que G.N.A.J. não os tinha acompanhado até o ponto. Em depoimento, depois, o menor admitiu que a morte de Galdino havia sido premeditada e que tinha ajudado a jogar álcool no índio e a riscar os fósforos.

Os acusados se disseram arrependidos de terem feito a ‘brincadeira” e que não tinham a intenção de matar ou ferir.

Em 20 de abril, Galdino havia saído de uma manifestação do Dia do Índio, na sede da Funai e se perdido no caminho para a pensão onde estava hospedado. Um dos líderes da tribo Hã-Hã-Hãe, da área indígena Caramuru-Catarina-Paraguassu, em Pau Brasil (BA), defendia a demarcação de terras para os pataxós.

A morte de Galdino deflagrou uma onda de invasões de fazendas por índios da etnia em Pau Brasil. Os pataxós exigiam a demarcação imediata de suas terras e a condenação dos assassinos do líder.

Desde o fim do inquérito policial, o procurador da República Luís Wanderley Gazoto requereu a transferência do caso para a Justiça Federal, alegando que o índio está sob tutela da União.

Em 14 de maio, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a Justiça comum é a competente para o julgamento. Em 12 de agosto, a juíza Sandra classificou o crime como lesão corporal seguida de morte, o que permite o julgamento por juiz criminal

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u40033.shtml

 

 

 

 

Não é correto

A              E
Ah, eu já cansei de ouvi dizer
 F#m                       D
Índio não tem nada, índio é tudo atrasado
A                 E
Ah, mas você pode perceber
 F#m                         D
Que foram despejados, o branco levou seu espaço

Pré-refrão:

  Bm                    F#m
Os brancos em suas caravelas 
   A             E
E o General Varíola sem querer
  Bm                  F#m
A morte foi uma grande a verdade
         A                    E
Mas restaram alguns guerreiros, que felicidade!

              A                E
Se eles não tem carro, não tem teto
        F#m                 D
,não tem comida, viver assim quem gosta?
        A           E              F#m
Isso nã nã nã nã nã nã não é correto.
D
  Não é tão bom assim, pois 
 A           E                F#m  D

nã nã nã nã nã nã não é correto.

A E Ah, agora eu quero lhes dizer F#m D Que esse cenário ainda é muito complicado A E Ah, mas o que podemos fazer F#m D Aluno estudado, vai entender esse recado
Pré-refrão: Bm F#m Com Galdino foi acesa uma vela A E Será que ainda teremos que acender? Bm F#m Macuxi, xukuru, ikpeng A E Guarani-Kaiowá, truká, yanomami A E Se eles não tem carro, não tem teto F#m D ,não tem comida, viver assim quem gosta? A E F#m Isso nã nã nã nã nã nã não é correto. D Não é tão bom assim, pois
nã nã nã nã nã nã não é correto.

Por que estudar História?

Por que estudar História? – Laura de Mello e Souza

 

Laura de Mello e Souza é professora titular de História Moderna da Universidade de São Paulo. É autora de O Diabo e A Terra de Santa Cruz (1986) e O Sol e a Sombra (2006), entre outros livros. Organizou e foi co-autora do primeiro volume de A História da Vida Privada no Brasil.

Para responder esta pergunta, a primeira frase que me ocorre é a resposta clássica dada pelo grande Marc Bloch a seu neto, quando o menino lhe perguntou para que servia a História e ele disse que, pelo menos, servia para divertir. Após 35 anos de vida profissional efetiva, como pesquisadora durante seis anos e, desde então – 29 anos – também como docente na Universidade de São Paulo, considero que a diversão é essencial, entendida no sentido de prazer pessoal: a melhor coisa do mundo é fazer algo que gostamos de fato, e eu sempre adorei História, sempre foi minha matéria preferida na escola, junto com as línguas em geral, sobretudo italiano e português, e sempre mais a literatura que a gramática.

Mas a História é, tenho certeza disso, uma forma de conhecimento essencial para o entendimento de tudo quanto diz respeito ao que somos, aos homens. Os humanistas do renascimento diziam que tudo o que era humano lhes interessava. A História é a essência de um conhecimento secularizado, toda reflexão sobre o destino humano passa, de uma forma ou de outra, pela História. Sociologia, Antropologia, Psicologia, Política, todas essas disciplinas têm de se reportar à História incessantemente, e com tal intensidade que o historiador francês Paul Veyne afirmou, com boa dose de provocação, que como tudo era História, a História não existia (em Como escrever a História). Quando os homens da primeira Época Moderna começaram a enfrentar para valer a questão de uma história secular, que pudesse reconstruir o passado humano independente da história da criação – dos livros sagrados, sobretudo da Bíblia – eles desenvolveram a erudição e a preocupação com os detalhes, os fatos, os vestígios humanos – as escavações arqueológicas, por exemplo – e criaram as bases dos procedimentos que até hoje norteiam os historiadores. Mesmo que hoje os historiadores sejam descrentes quanto à possibilidade de reconstruir o passado tal como ele foi, qualquer historiador responsável procura compreender o passado do modo mais cuidadoso e acurado possível, prestando atenção aos filtros que se interpõem entre ele, historiador, e o passado. Qualquer historiador digno do nome busca, como aprendi com meu mestre Fernando Novais, compreender, mesmo se por meio de aproximações. Compreender importa muito mais do que arquitetar explicações engenhosas ou espetaculares, e que podem ser datadas, pois cada geração almeja se afirmar com relação às anteriores ancorando-se numa pseudo-originalidade.

Sem querer provocar meus companheiros das outras humanidades, eu diria que a Antropologia nasce a partir da História, e porque os homens dos séculos XVI, XVII e XVIII começaram a perceber que os povos tinham costumes diferentes uns dos outros, e que esses costumes deviam ser entendidos nas suas peculiaridades sem serem julgados aprioristicamente. É justamente a partir desse conhecimento específico que os observadores podem estabelecer relações gerais comparativas e tecer considerações, enveredar por reflexões mais abstratas. Portanto, a História permite lidar com as duas pontas do fio que possibilita a compreensão do que é humano: o particular e o geral.

A História é fundamental para o pleno exercício da cidadania. Se conhecermos nosso passado, remoto e recente, teremos melhores condições de refletir sobre nosso destino coletivo e de tomar decisões. Quando dizemos que tal povo não tem memória – dizemos isso frequentemente de nós mesmos, brasileiros – estamos, a meu ver, querendo dizer que não nos lembramos da nossa história, do que aconteceu, por que aconteceu, e daí escolhermos nossos representantes de modo um tanto irrefletido – na história recente do país, o caso de meu estado e de minha cidade são patéticos – de nos sentirmos livres para demolirmos monumentos significativos, fazermos uma avenida suspensa que atravessa um dos trechos mais eloquentes, em termos históricos, da cidade do Rio de Janeiro, o coração da administração colonial a partir de 1763, o palácio dos vice-reis. Quando olho para a cidade onde nasci, onde vivo e que amo profundamente fico perplexa com a destruição sistemática do passado histórico dela, que foi fundada em 1554 e é dos mais antigos centros urbanos da América: refiro-me a São Paulo. Se administradores e elites econômicas tivessem maior consciência histórica talvez São Paulo pudesse ter um centro antigo como o de cidades mais recentes que ela – Boston, Quebec, até Washington, para falar das cidades grandes, que são mais difíceis de preservar.

Não acho que se toda a humanidade fosse alimentada desde o berço com doses maciças de conhecimento histórico o mundo poderia estar muito melhor do que está. Mas a falta do conhecimento histórico é, a meu ver, uma limitação grave e, no limite, desumanizadora. Acho interessante o fato de muitas pesquisas indicarem que, excluindo os historiadores, obviamente, o segmento profissional mais interessado em História é o dos médicos. Justamente os médicos, que lidam com pessoas doentes, frágeis e amedrontadas diante da falibilidade de seu corpo e da inexorabilidade do destino humano. E que têm que reconstituir a história da vida daquelas pessoas, com base na anamnese, para poder ajudá-las a enfrentar seus percalços. Carlo Ginzburg escreveu um ensaio verdadeiramente genial, sobre as afinidades do conhecimento médico e do conhecimento histórico, ambos assentados num paradigma indiciário (refiro-me ao ensaio “Sinais – raízes de um paradigma indiciário”, que faz parte do livro Mitos – emblemas – sinais). Portanto, volto ao início, à diversão, e acrescento: o conhecimento histórico humaniza no sentido mais amplo, porque ajuda a enxergar os outros homens, a enfrentar a própria condição humana.

http://afolhadogragoata.blogspot.com.br/2012/04/por-que-estudar-historia-laura-de-mello_09.html

O dia de hoje na História – 5 de fevereiro

Aconteceu em 5 de Fevereiro:

 

 146 a.C. – Término da Terceira Guerra Púnica, culminando com a destruição de Cartago

Para conhecer mais sobre o conflito:

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/terceira-guerra-punica—fim-dos-conflitos-roma-destroi-cartago.htm

1936  — Lançamento de Tempos Modernos, filme de Charles Chaplin.

Nasceram em 5 de Fevereiro:

 

1944 – Henfil, cartunista brasileiro.

         

 

 

 

 

 

                                 

    

1985 – Cristiano Ronaldo, jogador de futebol português.

 

                          

 

                                               1988 – Neymar Jr., jogador de futebol brasileiro.

 

 

Faleceram em 5 de Fevereiro:

1927 – Osório Duque Estrada, poeta, crítico, professor, ensaísta e teatrólogo brasileiro – autor da letra do Hino Nacional Brasileiro Captura de Tela 2014-02-04 às 21.48.26

1937 – Lou Andreas-Salomé, escritora russa

Ouse, ouse… ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda… a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!” Lou-Salomé

12 anos na escravidão (12 years slave)

O grande vencedor do Globo de Ouro foi 12 years slave, um filme de Steve McQueen, o primeiro diretor negro a receber a honraria de melhor filme na premiação. A história fala de um negro livre, Solomon Northup, que vivia em Saratoga, Nova York, e que foi sequestrado e vendido como escravo no sul dos Estados Unidos, onde passou 12 anos como escravo. Tal prática foi bastante comum no século XIX e Solomon foi um dos poucos que ficou vivo para contar sua história. O filme é baseado no livro escrito por ele e que vale a pena ser lido. Algumas passagens foram modificadas, mas no geral é mostrada toda sua trajetória. Quem quiser lê-lo, segue link.

http://docsouth.unc.edu/fpn/northup/northup.html

https://archive.org/details/twelveyearsasla01nortgoog

http://www.historyvshollywood.com/reelfaces/12-years-a-slave.php

http://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-25589598

QUESTÕES: Etnocentrismo, Indigenismo e História do Brasil

1. (Unesp 2013)  Hoje, a melhor ciência informa que as etnias são variações cosméticas do núcleo genético humano, incapazes sozinhas de determinar a superioridade de um indivíduo ou grupo sobre outros. Segundo o médico Sérgio Pena, não somos todos iguais, somos igualmente diferentes. É uma beleza, do ponto de vista da antropologia genética, esperar que, um dia, ela ajude a desvendar o enigma clássico da condição humana que é a eterna desconfiança do outro, do diferente, do estrangeiro. O DNA nada sabe desse sentimento. No seu coração genético, a espécie humana é tão mais forte e sadia quanto mais variações apresenta.
(Fábio Altman. Unidos pelo futebol … e pelo DNA. Veja, 09.06.2010. Adaptado.)
Esta reportagem aborda o tema das diferenças entre as etnias humanas sob um ponto de vista contrastante em relação a outras abordagens vigentes ao longo da história. Em termos éticos, trata-se de uma abordagem promissora, pois
a) opõe-se às teorias antropológicas que criticaram o etnocentrismo ocidental em seu papel de justificação ideológica do colonialismo.
b) apresenta argumentos científicos que provam o caráter prejudicial da miscigenação para o progresso da humanidade.
c) fornece uma fundamentação científica para justificar estereótipos racistas presentes no pensamento cotidiano e no senso comum.
d) permite um questionamento radical dos ideais universalistas inspiradores de políticas de preservação dos direitos humanos.
e) estabelece uma ruptura com teorias eugenistas que defenderam a purificação racial como meio de aperfeiçoamento da humanidade.
2. (Unicentro 2012)  A suposição de que havia um consenso absoluto sobre a organização social e a vida cultural de cada tribo só era possível através da ideia que os administradores e cientistas europeus tinham da “tradição”. As sociedades “tribais” (ou “primitivas”) seriam, para eles, “sociedades tradicionais” — não só as regras de conduta eram pautadas rigidamente pelo costume, como esse costume era transmitido, oralmente e de forma imutável, de geração a geração, desde o princípio dos tempos. Os europeus não admitiam que os africanos pudessem refletir criticamente sobre a sua própria cultura”.
FIGUEIREDO, Fábio Baqueiro. História da África. Brasília: Ministério da Educação/Secretária de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais, 2010. 144. Disponível em: <http://www.ceao.ufba.br/2007/livrosvideos.php&gt;. Acesso em: 2 jul. 2011.
O texto pontua a construção do olhar europeu sobre a África, no período colonial.
A partir dos debates atuais sobre as relações étnicas no Brasil, identifique com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre o texto.
( ) O resultado sociopolítico dessa visão estereotipada ainda hoje pode ser observado em relação à população afro-brasileira.
( ) Os conflitos raciais resultam de estereótipos sociais, e não de fatos científicos.
(  ) Um indivíduo etnocêntrico não tem capacidade de observar outras culturas nas próprias condições em que elas se mostram.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
a) V V V
b) F V V
c) V F F
d) F V F

e) V V F

3. (Unisc 2012)  “Em um contexto nacional em que o desenvolvimento econômico é institucionalmente defendido como a solução para todos os males sociais, se faz necessário refletir sobre a forma como os indígenas são representados nos meios de mídia de massa na atualidade. A evidente emergência de discursos anti-indigenistas nestes meios tem consequência direta na vida destas coletividades, na forma como são tratadas cotidianamente pelas populações não índias, com as quais, inevitavelmente, convivem e compartilham espaços.
Assim como nos séculos passados, não são poucos os episódios de perseguição a minorias autóctones e quilombolas no Brasil do século XXI. Há uma recorrência de manifestações anti-indigenistas, estas não se dão de forma regular, estável, mas oscilam, surgem entre extremos situados entre o esquecimento/apagamento e o revisionismo/memória de uma construção de nação que destina um lugar aos indígenas apenas e tão somente no seu passado.”
Fonte: PRADELLA, L. G.; ELTZ, D. Mídia de massa e anti-indigenismo no sul do Brasil do século XXI. In: RIO GRANDE DO SUL. Coletivos guaranis no Rio Grande do Sul. Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul/Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, 2010, p. 50).
I. O texto defende o fenômeno da aculturação para resolução e integração dos povos indígenas na sociedade nacional.
II. Segundo os autores, os meios de comunicação de massa são responsáveis pela fiscalização de políticas indigenistas, representando todos os pontos de vista em seus discursos midiáticos.
III. Conforme o texto, a mídia, de forma recorrente, nega a atualidade dos direitos indígenas na nação brasileira.
IV. Para os autores, discursos anti-indigenistas baseiam-se na defesa do valor histórico das populações indígenas.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) Somente a afirmativa III está correta.
c) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas III e IV estão corretas.

e) Somente as afirmativas I e II estão corretas.

4. (Unioeste 2011)  Quanto aos índios brasileiros, a partir dos estudos sociológicos já feitos e existentes hoje, está correto dizer que
a) estão em via de extinção posto serem culturas primitivas e atrasadas com relação à sociedade brasileira, daí se inviabilizarem como grupo social.
b) não há mais índios no país, posto que só existiriam índios quando da descoberta do Brasil e no período Colonial, quando pelas guerras, doenças e outros fatores advindo do contato com os colonizadores, vieram a se extinguir.
c) apesar das desigualdades sociais imensas que sofreram e sofrem, marginalizando-os, eles continuam presentes marcando, atualmente, muito melhor suas identidades e pertencimentos culturais específicos, abrindo e conquistando espaços políticos dentro da sociedade brasileira.
d) não mais existem índios no Brasil, pois que todos eles já entraram na sociedade brasileira, adquirindo os bens e serviços desta, daí não haver mais nenhuma cultura indígena pura, verdadeira, a qual possamos nos referir como legitimamente indígena.
5. (Fuvest 2012)

Os indígenas foram também utilizados em determinados momentos, e sobretudo na fase inicial [da colonização do Brasil]; nem se podia colocar problema nenhum de maior ou melhor “aptidão” ao trabalho escravo (…). O que talvez tenha importado é a rarefação demográfica dos aborígines, e as dificuldades de seu apresamento, transporte, etc. Mas na “preferência” pelo africano revela-se, mais uma vez, a engrenagem do sistema mercantilista de colonização; esta se processa num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva de capitais na metrópole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abastecimento das colônias com escravos, abria um novo e importante setor do comércio colonial, enquanto o apresamento dos indígenas era um negócio interno da colônia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preação dos aborígines mantinham-se na colônia, com os colonos empenhados nesse “gênero de vida”; a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto, fluía para a metrópole; realizavam-na os mercadores metropolitanos, engajados no abastecimento dessa “mercadoria”. Esse talvez seja o segredo da melhor “adaptação” do negro à lavoura … escravista. Paradoxalmente, é a partir do tráfico negreiro que se pode entender a escravidão africana colonial, e não o contrário.

Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1979, p. 105. Adaptado.
Nesse trecho, o autor afirma que, na América portuguesa, 
a) os escravos indígenas eram de mais fácil obtenção do que os de origem africana, e por isso a metrópole optou pelo uso dos primeiros, já que eram mais produtivos e mais rentáveis.
b) os escravos africanos aceitavam melhor o trabalho duro dos canaviais do que os indígenas, o que justificava o empenho de comerciantes metropolitanos em gastar mais para a obtenção, na África, daqueles trabalhadores.
c) o comércio negreiro só pôde prosperar porque alguns mercadores metropolitanos preocupavam-se com as condições de vida dos trabalhadores africanos, enquanto que outros os consideravam uma “mercadoria”.
d) a rentabilidade propiciada pelo emprego da mão de obra indígena contribuiu decisivamente para que, a partir de certo momento, também escravos africanos fossem empregados na lavoura, o que resultou em um lucrativo comércio de pessoas.
e) o principal motivo da adoção da mão de obra de origem africana era o fato de que esta precisava ser transportada de outro continente, o que implicava a abertura de um rentável comércio para a metrópole, que se articulava perfeitamente às estruturas do sistema de colonização.