Atualizando o passado para o presente…

Fins do século XX e início do XXI

Milgram, Zimbardo e o Homem (Nazismo, Ditaduras e Guantánamo)

Pessoas comuns em atos atrozes: experimento de Milgram faz 50 anos

Um dos primeiros voluntários do experimento de obediência utilizando a máquina de choques. Foto: Yale University Library/DivulgaçãoUm dos primeiros voluntários do experimento de obediência utilizando a “máquina de choques”
Foto: Yale University Library/Divulgação

No segundo semestre de 1961, 40 pessoas aceitaram participar de uma pesquisa e aplicaram choques quase mortais em completos desconhecidos tão somente porque um professor – outro completo desconhecido para eles – deu ordens para que continuassem. A aparente sessão de tortura era, na verdade, um experimento científico, e os choques, encenação de atores. Os experimentos de obediência de Stanley Milgram completam 50 anos em 2011 e continuam relevantes no estudo da natureza humana.

Na universidade de Yale, nos Estados Unidos, Milgram conduziu testes psicológicos para investigar como pessoas comuns e sem traços violentos podiam ser capazes de atos atrozes. Sua maior inspiração era tentar entender como pessoas que, até então, pareciam decentes e de bom caráter, podiam ter colaborado com os horrores do holocausto na Alemanha nazista. Milgram acreditava que qualquer pessoa, se submetida à pressão da autoridade, tem tendência a simplesmente obedecer.

O primeiro experimento reuniu 40 voluntários homens que assumiam o papel de um “professor” que deveria fazer perguntas a um “aluno” e lhe dar choques quando ele errasse a resposta. O “aluno” era, na verdade, um ator contratado por Milgram que fingia levar choques cada vez mais potentes. Conforme o voluntário hesitava em seguir com as punições, um cientista que supostamente coordenava o estudo incentivava o “professor” a seguir com o processo.

Dos 40 participantes, 65% chegou a dar choques de 450 volts enquanto os “alunos” imploravam para que eles parassem. Em testes posteriores, a média de 65% sempre se manteve, inclusive em testes com mulheres e em outros países. Uma busca por “Experimento Milgram” no site YouTube retorna diversos vídeos de recriações da experiência.

Submissão à autoridade
Nunca houve um voluntário que tenha interrompido o experimento para ajudar o “aluno”. Uma pequena porcentagem de participantes se recusou a continuar e deixou a sala, mas sem prestar auxílio ou denunciar os pesquisadores que supostamente eletrocutavam pessoas.

De acordo com um artigo escrito pelo professor Thomas Blass, professor de psicologia da universidade de Maryland, nos EUA, Milgram recebeu fortes críticas de colegas logo após a publicação dos resultados. Eles julgavam o experimento excessivamente impactante para os voluntários, já que, mesmo sem ter dado choques verdadeiros, ele se sentiam culpados e assombrados por suas próprias atitudes.

Stanley Milgram
Apesar de reconhecido mundialmente como um dos mais notáveis psicólogos de seu tempo, Milgram se graduou em ciências políticas. Apenas após a formatura, ele quis trocar de carreira e se candidatou a uma vaga de doutorado em psicologia na universidade de Harvard. Rejeitado na primeira tentativa, ele só foi aceito após completar seis cursos de psicologia em outras instituições de Nova York.

Seu experimento de obediência quase lhe custou a licença de psicólogo. Por um ano, ele foi investigado pela Associação Americana de Psicologia devido a questionamentos éticos sobre sua pesquisa. Apenas quando seus colegas consideraram seu experimento válido, ele pôde entrar na associação. Milgram morreu em dezembro de 1984, aos 51 anos.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5321334-EI8147,00-Pessoas+comuns+em+atos+atrozes+experimento+de+Milgram+faz+anos.html

A Experiência de Stanford

Antecedentes

O experimento de aprisionamento da Universidade de Stanford foi um marco no estudo psicológico das reações humanas ao cativeiro, em particular, nas circunstâncias reais da vida na prisão. Foi conduzido em 1971, por um time de pesquisadores liderados por Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford. Voluntários faziam os papéis de guardas e prisioneiros, e viviam em uma prisão “simulada”. Contudo, o experimento rapidamente ficou fora de controle e foi abortado. Problemas éticos cercando o experimento de aprisionamento da Universidade de Stanford geram comparações com a Experiência de Milgram, que foi conduzido em 1963, na Universidade de Yale, por Stanley Milgram – amigo de Zimbardo nos tempos do ensino médio. O experimento foi patrocinado pela Marinha Americana, para explicar os conflitos no sistema prisional da Corporação. Zimbardo e seu grupo procuravam testar a hipótese que guardas prisionais e seus cativos fossem auto-seletivos, com uma certa disposição que naturalmente levaria a péssimas condições em tal situação.

A Seleção

Os participantes foram recrutados através de um anúncio de jornal e receberiam US$ 15,00 por dia (US$ 76,00 em valores atualizados – 2006), para participar de um “experimento simulado de aprisionamento”. Dos 70 inscritos, Zimbardo e seu time selecionaram 24, que foram julgados como sendo mais estáveis psicológicamente e possuindo boa saúde.

Estes participantes eram, na sua maioria, brancos, de classe média, do sexo masculino. Foram formados dois grupos de igual número de “prisioneiros” e “guardas”. Uma vez que este experimento se tomou na época da guerra do Vietnan a maioria dos jovens desejava ser prisioneiros se opondo a guerra, originando assim a necessidade da seleção. É interessante notar que o grupo dos prisioneiros, após terminado o experimento, pensavam que os “guardas” haviam sido escolhidos devido sua forma física e tamanho, mas na realidade eles foram escolhidos jogando cara-ou-coroa e não havia diferença objetiva de estatura entre os dois grupos.

A Prisão

A prisão, em si, localizava-se no subsolo do Departamento de Psicologia de Stanford, que fora convertido para esse propósito. Um estudante assistente de pesquisa era o “Diretor” e Zimbardo o “Superintendente”. Zimbardo criou uma série de condições específicas na esperança de que os participantes ficassem desorientados, despersonalizados e desindividualizados.

Os Guardas

Aos guardas eram entregues bastões de madeira e uniformes de estilo militar de cor bege, que foram escolhidos pelos próprios “guardas” em uma loja local. Eles também receberam óculos de sol espelhados para evitar o contato visual (Zimbardo teve essa idéia a partir de um filme). Diferentemente dos prisioneiros, os guardas trabalhariam em turnos e poderiam voltar para suas casas nas horas livres, porém alguns preferiam voluntariar-se para fazer horas-extras sem pagamento.

Os Prisioneiros

Os prisioneiros deveriam vestir apenas roupões ao estilo do oriente-médio, sem roupa de baixo e chinelos de borracha, tais medidas fariam com que eles adotassem posturas corporais estranhas – segundo Zimbardo – visando aumentar o desconforto e a desorientação. Eles receberam números ao invés de nomes. Estes números eram costurados aos seus uniformes e os prisioneiros tinham de usar meias-calças apertadas feitas de nylon em suas cabeças para simular que seus cabelos estivessem rapados, similarmente aos cortes utilizados na recruta militar. Além disso, eles eram obrigados a utilizar correntes amarradas em seus tornozelos como um “lembrete permanente” de seu aprisionamento e subjugação.

As Instruções

No dia anterior ao aprisionamento, os guardas foram convocados a uma reunião de orientação, mas não receberam nenhuma instrução formal. Apenas a violência física não seria permitida. Lhes foi dito que seria sua responsabilidade o funcionamento da prisão e que para tanto eles poderiam recorrer a qualquer meio que julgassem necessário. Zimbardo fez o seguinte discurso aos guardas durante a reunião: “Vocês podem gerar nos prisioneiros sentimentos de tédio, de medo até certo ponto, transmitir-lhes uma noção de arbitrariedade e de que suas vidas são totalmente controladas por nós, pelo sistema, por vocês e por mim, e não terão privacidade alguma… Nós vamos privá-los de sua individualidade de diversas maneiras. De um modo geral, isso fará com que eles se sintam impotentes. Isto é, nesta situação nós vamos ter todo o poder e eles nenhum. – do vídeo “The Stanford Prison Study“, citado em Haslam & Reicher, 2003. Aos participantes que seriam os prisioneiros, apenas foi dito para que eles esperassem em suas casas até serem “convocados” no dia que o experimento começaria. Sem qualquer outro aviso, eles foram “acusados” de roubo armado e presos pela verdadeiro departamento de polícia local de Palo Alto, que cooperou nesta parte do experimento. Os prisioneiros passaram pelo processo de identificação regular da polícia, incluindo a tomada de impressões digitais e fotografias, e foram informados de seus direitos. Depois disso foram levados até a “prisão simulada” onde foram revistados, “higienizados” e receberam suas novas identidades (números).

A Crise

O experimento ficou rapidamente fora de controle. Os prisioneiros sofriam – e aceitavam – tratamentos humilhantes e sádicos por parte dos guardas e, como resultado, começaram a apresentar severos distúrbios emocionais. Após um primeiro dia relativamente sem incidentes, no segundo dia eclodiu uma rebelião. Guardas voluntariaram-se para fazer horas extras e trabalhar em conjunto para resolver o problema, atacando os prisioneiros com extintores de incêndio e sem a supervisão do grupo de pesquisa. Seguidamente, os guardas tentaram dividir os prisioneiros e gerar inimizade entre eles, criando um bloco de celas para “bons” e um bloco de celas para”ruins”.

Dividir para reinar

Ao dividirem os prisioneiros desta forma, os guardas pretendiam que eles pensassem que havia “informadores” entre eles. Estas medidas foram altamente eficazes e motins em grande escala cessaram. De acordo com os consultores de Zimbardo, a tática é similar à utilizada, com sucesso, nas prisões americanas reais.

Humilhações como punição

A “contagem” dos prisioneiros, que havia sido inicialmente instituida para os ajudar a se acostumarem com seus números de identificação, transformaram-se em cenas de humilhação, que duravam horas. Os guardas maltratavam os prisioneiros e impunham-lhes castigos físicos, como por exemplo exercícios que obrigavam a esforços pesados. Muito rapidamente, a prisão tornou-se um local insalubre e sem condições de higiene e com um ambiente hostil e sinistro. O direito de utilizar o banheiro tornou-se um privilégio que poderia ser – e freqüêntemente era – negado. Alguns prisioneiros foram obrigados a limpar os banheiros sem qualquer proteção nas mãos. Os colchonetes foram removidos para o bloco de celas dos “bons” e os demais prisioneiros eram obrigados a dormir no concreto, sem roupa alguma. A comida era frequentemente negada, sendo usada como meio de punição. Alguns prisioneiros foram obrigados a despir-se e chegou a haver atos de humilhação sexual.

O envolvimento do pesquisador

Zimbardo descreveu que ele mesmo estava se sentindo cada vez mais envolvido na experiência, que dirigiu e na qual foi igualmente participante ativo. No quarto dia, ele e os guardas, ao ouvirem um rumor sobre um plano de fuga, tentaram, alegando necessidade de maior “segurança”, transferir o experimento inteiro para um bloco prisional verdadeiro, pertencente ao departamento da polícia local e fora de uso. Felizmente a polícia local não acatou a idéia, e Zimbardo relatou ter-se sentido irritado e revoltado pelo que ele via como “falta de cooperação” das autoridades locais. À medida que o experimento prosseguia os guardas iam dando mostras de um crescente sadismo, especialmente à noite, quando eles pensavam que as câmeras estavam desligadas. Os investigadores afirmaram que aproximadamente um terço dos guardas apresentou tendências sádicas “genuínas”. Muitos dos guardas ficaram bastante desapontados quando a experiência foi terminada antes do previsto. Um dos pontos que Zimbardo ressaltou como prova de que os participantes haviam internalizado seus papéis é que, ao ser-lhes oferecida a “liberdade condicional” em troca do pagamento dos dias que faltavam para a experiência terminar, a maioria dos “prisioneiros” aceitou o acordo. Eles receberiam apenas pelos dias em que haviam participado. Porém, ao ser-lhes comunicado que a “liberdade condicional” havia sido rejeitada e que se eles fossem embora não receberiam nada, os prisioneiros permaneceram no experimento. Zimbardo alega que eles não tinham quaisquer razões para continuarem participando se estavam dispostos a prescindir do pagamento para abandonarem a prisão.

Um prisioneiro chegou a desenvolver rash cutâneo de origem psicossomática por todo o corpo, ao descobrir que não poderia deixar o experimento ou não receberia nenhum dinheiro. Zimbardo ignorou alegando que ele apenas estava “fingindo” estar doente para poder escapar. Choro incontrolável e pensamento desorganizado também foram sintomas comuns entre os prisioneiros. Dois deles sofreram tal trauma que tiveram de ser removidos e substituídos.

O horror e a greve

Um dos prisioneiros substitutos, com o número 416, ficou tão horrorizado com o tratamento que os guardas estavam dando que resolveu iniciar uma greve de fome. Ele foi trancado em um compatimento exíguo, que servia como “solitária”, durante três horas, enquanto os guardas o obrigaram a segurar as salsichas que tinha recusado comer. Os demais prisioneiros consideravam-no um “causador de problemas”. Para explorar esse sentimento, os guardas fizeram uma oferta: os prisioneiros poderiam abrir mão das suas mantas para que o substituto fosse libertado da solitária, ou ele seria mantido lá durante a noite toda. Os prisioneiros escolheram ficar com as suas mantas. Zimbardo interveio e o substituto pôde voltar para sua cela.

O final

Quando Zimbardo resolveu abortar o experimento, foi chamada uma pesquisadora que nada sabia do que havia sido feito para conduzir as entrevistas com os participantes. A pesquisadora em questão estava tendo um “relacionamento” com Zimbardo na época do experimento, e atualmente é casada com ele. Dentre todas as 50 pessoas que visitaram a “prisão”, a única pessoa que questionou a ética de tal experimento foi ela. O experimento, que havia sido planejado para durar duas semanas durou apenas seis dias.

Ligações externas

Há dois filmes que foram baseados neste polêmico experimento de Zimbardo. O primeiro trata-se do “A Experiência”, cujo Título Original em alemão é : “Das Experiment“. Está no gênero suspense. Foi lançado em 2001 e dura 119 minutos. O diretor é Oliver Hirschbiegel. Mais informações em: http://www.interfilmes.com/filme_13312_A.Experiencia-(Das.Experiment).html O segundo é um refilmagem do primeiro e chama-se “Detenção”, cujo título original em inglês é “The Experiment”. Também é do gênero suspense e foi lançado em 2010 e dura 95 minutos. Mais informações em: http://www.interfilmes.com/filme_13312_a.experiencia.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_aprisionamento_de_Stanford

The Experiment (O Experimento) – Detenção – O Filme

 ATENÇÃO: Este post contém Spoillers.
O filme The Experiment (O Experimento), traduzido para o português como Detenção, conta a história de  um grupo de homens que se ofereceu para participar de um experimento científico, a fim de ganhar 100 mil dólares caso ficassem por 12 dias em um ambiente que, posteriormente, descobririam simular uma prisão. Lá dentro eles foram divididos em 2 subgrupos: os guardas e os presos. O dever dos guardas era fazer com que os presos cumprissem as 5 regras descritas abaixo:

1) Falar apenas quando interpelado;
2) Comer toda a comida do prato;
3) Não tocar, sob nenhuma circunstância, nenhum dos guardas;
4) Cumprir diariamente 30 minutos de recreação;
5) Ser punido de maneira equivalente à regra que deixasse de cumprir;
Para que estas regras fossem cumpridas, a equipe de guardas poderia lançar mão de qualquer recurso, e a punição para o desrespeito de qualquer uma delas deveria vir em no máximo 30 minutos; caso contrário, o experimento seria interrompido e todos perderiam a chance de ganhar a recompensa. Os presos não tinham conhecimento destas regras, de modo que foram orientados apenas a permanecer 12 dias lá dentro.
O que ninguém esperava é que, logo na primeira refeição servida aos detentos, os problemas começariam. O feijão oferecido ao grupo tinha uma aparência aversiva e alguns deles se recusaram a comê-lo, desrespeitando a regra número 2. Diante da insistência do guarda que servia a comida, um dos detentos jogou o prato no lixo e alguns outros jogaram no próprio guarda. A punição veio logo em seguida: o primeiro que se manifestou contra a comida foi punido com 10 flexões, mas recusou-se a fazê-las e por isto, esta punição foi estendida a todos os outros detentos, gerando insatisfação em todo o grupo.
No decorrer do filme, várias outras situações parecidas aconteceram: guardas tentando fazer com que os presos seguissem as regras – o que sempre produzia algum tipo de estimulação aversiva e, em função dela, respostas de contra controle – e os punindo quando não seguiam, gerando ainda mais estimulação aversiva e tentativas de contra controle. Deste modo, instalou-se o círculo vicioso que levou o experimento ao completo caos em menos da metade do tempo que deveria durar. Quem tiver interesse em conhecer o desfecho da estória, pode alugá-lo na locadora mais próxima de casa. Vale a pena.
O filme é baseado no famoso Experimento de Zimbardo e é um excelente material para ilustrar discussões a respeito das consequências da falta de clareza sobre as regras impostas a um grupo de pessoas, efeitos da punição sobre o comportamento, “construção” de líderes grupais, conflito entre valores pessoais/morais e situações adversas, entre outros temas.

Filme A Onda: pedagogia para uma autocracia ditatorial e fascista

24 de maio de 2012 | Categoria:: Cultura |
Share on TwitterinShareShare

Filme A Onda (Die Welle)“Hoje a gente não tem contra o que se revoltar. O que precisamos é de um objetivo comum para unir a geração.” Essa é a frase que resume o filme “A onda”, um longa-metragem alemão que discute a possibilidade do nascimento de um novo regime ditatorial, como ele é formado e o que é necessário para transformar um povo unido em apoiadores de um sistema opressor e fascista.

O filme – que é baseado em uma história real ocorrida em 1967 na Flórida (EUA) – conta a história do professor Rainer Wenger, um professor de formação libertária que perde a oportunidade de coordenar uma semana de projetos sobre anarquia em uma escola alemã. Devido a um atraso ele fica responsável por ensinar sobre autocracia.

Muitos alunos se inscrevem no projeto devido a presença do professor. Wenger então decide por um plano pedagógico onde estabelece uma autocracia na prática. Através das ideias dos alunos ele vai desenvolvendo os pilares de uma autocracia ditatorial e fascista: presença de um líder – personificada no professor; disciplina – todos os alunos precisam de autorização para falar, e, unidade – os estudantes criam um uniforme, um símbolo e um nome para o grupo – “A onda”.

Alguns estudantes com ideais mais justos e com visões diferentes deixam o grupo por achar a experiência pedagógica uma loucura.Outros estudantes se animam e em alguns dias “a onda” se torna um movimento que abrange a grande maioria dos jovens da cidade. Quem não adere “a onda” acaba sendo discriminado pelo grupo que toma atitudes irracionais pichando o símbolo pela cidade chegando até o prédio da prefeitura e rivalizando com outros grupos como os anarquistas, numa clara alusão ao nazi-fascismo.

Quando o professor percebe que a situação está perdendo o controle, ele convoca os alunos para o auditório da escola, onde começa um discurso em que fala da unidade do grupo. Um dos alunos – namorado de uma estudante que criticava “a onda” – tenta se opor ao plano de ampliar o grupo e é considerado traidor. O professor pede que outros alunos o levem até o palco e decidam o que fazer com ele. Nenhum deles sabe o que fazer, demonstrando que todos estavam psicologicamente controlados pela figura de liderança do professor.

Então o professor decide acabar com a experiência e pedir para os alunos refletirem sobre a ditadura que eles haviam criado, mas um aluno com problemas pessoais e psicológicos ameaça à todos com uma arma, obrigando que se continue com “a onda”. Ele acaba atirando em um aluno e se suicidando.

O filme, muito bem produzido, tem como maior destaque a capacidade de levantar um debate sobre a possibilidade de surgirem novos governos opressores na sociedade atual, inclusive em um país que muito sofreu com o nazismo. Os principais pontos para estruturação desse governo são expostos e acabam por mostrar que, mesmo com a denúncia constante dos crimes cometidos por governos autoritários como a ditadura militar brasileira e o 3° Reich alemão (nazismo), a população ainda está suscetível a uma manipulação por parte da mídia, de um líder ou de um grupo, que com ideias falsas de igualdade e determinação de um povo pode vir a organizar um novo regime de atrocidades e genocídios como muitas vezes a humanidade teve que combater.

http://averdade.org.br/2012/05/filme-a-onda-pedagogia-para-uma-autocracia-ditatorial-e-fascista/


200 países, 200 anos, 4 minutos

Esse vídeo é uma indicação da Drª Maria Idalina Pires, professora do Colégio de Aplicação da UFPE a quem eu possuo eterno respeito e admiração.

 

O médico Hans Rosling mostra a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos, transformando estatísticas em animação gráfica interactiva.


“Criminoso nazi mais procurado do mundo” começou a ser julgado na Hungria

Sandor Kepiro tem 97 anos e é acusado de crimes de guerra
“Criminoso nazi mais procurado do mundo” começou a ser julgado na Hungria
05.05.2011 – 13h25 PÚBLICO
Começou, nesta quinta-feira, o julgamento de um dos “últimos criminosos nazis ainda vivo” em Budapeste, na Hungria.
Sandor Kepiro, de 97 anos, está acusado de crimes de guerra na Sérvia em 1942, nomeadamente contra judeus, e foi considerado pelo Centro Simon Wiesenthal – organização internacional de direitos humanos, focada no tema do holocausto – o “suspeito nazi de crimes de guerra mais procurado do mundo”.O tribunal húngaro alega que Kepiro foi “cúmplice de actos de crimes de guerra” no massacre que ocorreu entre 21 e 23 de Janeiro, em Novi Sad, território actualmente sérvio. Pelo menos 1200 civis, entre os quais se contam judeus e sérvios, morreram durante esses dias e Kepiro é acusado directamente da morte de 36 dessas pessoas, podendo vir a enfrentar uma pena de prisão perpétua.

Em Janeiro de 1942, centenas de famílias foram raptadas e mortas por húngaros, aliados dos alemães nazis. Um sobrevivente dos ataques contou à BBC que as pessoas “eram atiradas para o rio em gelo” e que outras “eram retiradas de casa e mortas na rua”.

O antigo capitão da polícia diz-se inocente – apesar de admitir ter estado presente durante o massacre, assegura que não matou ninguém – e afirmou aos jornalistas que rodeavam o tribunal que todo aquele processo era um “circo”.

A idade avançada do arguido trouxe-lhe algumas complicações em tribunal, tendo-se queixado de problemas auditivos no início da audiência, eventualmente causados pelo aparelho que utilizava e que o fazia ouvir “zumbidos”. Kepiro disse nada ter compreendido da introdução que foi feita pelo Presidente do tribunal e, durante toda a audiência, a sua irmã repetiu-lhe as perguntas feitas pelo juiz ao ouvido. Ainda assim, o arguido disse sentir-se apto para participar na sessão de julgamento.

“Espero que seja finalmente condenado e punido”, declarou à AFP Efraim Zuroff, dirigente do Centro Simon Wiesenthal. “Trata-se do primeiro processo de um criminoso de guerra húngaro e como a Hungria colaborou com a Alemanha nazi, é muito importante que aconteça”, acrescentou Zuroff, responsável pela localização de Kepiro que se encontrava fugido.

Zuroff sublinhou que o “racismo e a xenofobia levam sempre à morte” e que a “melhor maneira de tratar esse fenómeno é pôr os culpados perante a justiça”. Ainda que isso aconteça “décadas depois”, acrescentou. “Não pode haver nem clemência, nem simpatia, não se pode ignorar os factos.”

À porta do tribunal, dezenas de estudantes empunhavam cartazes onde se podia ler “Como consegue dormir sr. Kapiro?” ou “O assassínio não tem idade”. Sandor Kepiro, por sua vez, levava um papel para o tribunal onde se lia: “Assassinos de um velho de 97 anos”, mas foi obrigado a guardá-lo.

Kepiro fora já condenado em 1946 a 14 anos de prisão por crimes de guerra mas nunca chegou a cumprir a pena, tendo conseguido fugir para a Argentina onde viveu durante vários anos.

Na próxima semana, deverá ser conhecido o veredicto de John Demjanjuk, também acusado de crimes de guerra relacionados com o holocausto e que começou a ser julgado em 2009.

http://static.publico.clix.pt/pesoemedida/noticia.aspx?id=1492828&idCanal=16


“Não há razão para comemorar um assassinato”, diz historiadora após morte de Bin Laden

A primeira reação de grande parte da população americana diante da notícia da morte de Osama bin Laden, o rosto mais famoso do terrorismo internacional, foi sair às ruas para comemorar a derrota de seu inimigo. No entanto, a operação contra o terrorista saudita foi um assassinato sumário e como tal não deveria ser comemorado, de acordo com a análise da historiadora Maria Aparecida de Aquino.

“Há meses vem sendo preparada, junto com o governo do Paquistão, toda uma operação para chegar à casa de Osama Bin Laden. A ordem que se tinha era metralhar, a ordem era atirar. Fica difícil pensar em motivo para comemoração”, pondera Aquino, professora em História Social da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisadora também questiona os precendentes abertos pela ação americana. “Isso não significa defender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, que foi um ato terrível e ofendeu a humanidade. Não significa negar o direito da população americana de buscar os culpados. Mas defender a forma como isso foi feito será dar aos Estados Unidos a possibilidade de amanhã entrar em qualquer uma de nossas casas e dizer: ‘olha, imaginei que aqui houvesse um terrorista e andei metralhando’. É muito grave o que aconteceu”.

Reação à morte de Osama Bin Laden

Foto 9 de 64 - Americanos comemoram em Nova York, EUA, após o presidente Barack Obama anunciar a morte do terrorista Osama bin Laden Mais Michael Appleton/The New York Times

UOL Notícias: Os americanos reagiram à notícia da morte de Bin Laden com festa e era possível ver cenas de comemoração e euforia nas ruas. Existe razão para comemorar? Essa euforia é justificável?

Maria Aparecida Aquino: Não. Se a gente admitir que existe razão para comemorações neste momento, então estaríamos admitindo que existe razão para comemorar um assassinato. Uma coisa que normalmente não se comenta é que os Estados Unidos gostam de jogar na cara de todos os outros países que eles são os guardiões da democracia do mundo, e sempre interferem nos outros países para assegurar a democracia. Entretanto, o que eles fizeram nesse caso é simplesmente um assassinato. Se houve um crime e você está atrás de uma pessoa que é teoricamente uma das responsáveis por esse crime, você tem o direito de pegar essa pessoa e submetê-la a um julgamento. Mas o que aconteceu foi simplesmente um assassinato.

Há meses vem sendo preparada, junto com o governo do Paquistão, toda uma operação para chegar à casa de Osama Bin Laden. A ordem que se tinha era metralhar, a ordem era atirar. Fica difícil pensar em motivo para comemoração.

O que podemos observar é que toda a euforia inicial nos Estados Unidos já baixou um pouco, porque eles têm um temor muito grande – e devem mesmo; pensar que a Al Qaeda se restringe a um homem só, Osama bin Laden, é uma tolice. A Al Qaeda é uma imensa organização. E é muito possível que haja retaliações. Então, em circunstância alguma teríamos motivos para comemorar, mesmo pertencendo à população americana, mesmo sendo o presidente dos Estados Unidos.

Se pessoas como nós, pessoas comuns, simplesmente coadunássemos com a ideia de comemoração, estaríamos coadunando contra todos os princípios que os próprios Estados Unidos dizem defender com tanta força.

UOL Notícias: Então é possível imaginar que os Estados Unidos poderiam ter feito uma captura sem recorrer a assassinato?

Aquino: Lógico. Eles tinham noção da localização. Planejaram a ação muito cuidadosamente. Chegaram até a casa e uma vez lá não havia condições de reação. Eles simplesmente metralharam quem estava pela frente.

UOL Notícias: Com relação ao corpo, como a senhora interpreta essa decisão dos Estados Unidos jogá-lo ao mar?

Aquino: A notícia de que eles teriam jogado o corpo ao mar é mais grave ainda, porque você não só submete o inimigo a um assassinato, como você também impede o ritual da morte.

Mesmo que não haja uma retaliação imediata, em breve essa ficha acaba caindo, mesmo entre a população, de que nem mesmo o direito à morte foi dado. Um dos maiores pilares da democracia é o habeas corpus, que em uma tradução muito simples do latim quer dizer: que se tenha direito ao corpo. Então foi negado um elemento característico do estado de Direito.

Os americanos têm direito de estar muito zangados com o que aconteceu no 11 de setembro? Sim. Têm direito de investigar quem seriam os responsáveis? Sim. Mas a forma como se faz isso pode acabar por retirar todos os direitos que nos restam.

UOL Notícias: É possível imaginar que os Estados Unidos enxerguem a morte de Bin Laden como a morte do “mal”?

Aquino: É o que eles defendem. No fundo, eles pretendem impor ao mundo inteiro uma ideia: de que estão cobertos de razão, de que a humanidade pode respirar aliviada e de que agora estamos livres do mal, já que o mal estava condensado em uma pessoa. Mas isso é uma ilusão de ótica. É como os mágicos fazem: você olha para o outro lado, não presta atenção na prestidigitação que ele está fazendo com as mãos. Não podemos cair nesta história.

Isso não significa defender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, que foi um ato terrível e ofendeu a humanidade. Não significa negar o direito da população americana de buscar os culpados. Mas defender a forma como isso foi feito será dar aos Estados Unidos a possibilidade de amanhã entrar em qualquer uma de nossas casas e dizer: ‘olha, imaginei que aqui houvesse um terrorista e andei metralhando’. É muito grave o que aconteceu. Ou seja, não há motivo para comemoração.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/05/02/nao-deveriamos-comemorar-um-assassinato-analisa-historiadora.jhtm


REPORTAGENS!!!

Pessoal,

seguem no F5 as reportagens feitas por vocês! Leiam! Comentem! E nas próximas aulas falaremos de algumas.

Um abraço,

Luiz Paulo Ferraz


A “TERCEIRA GUERRA MUNDIAL” E AS PERSPECTIVAS DA PAZ

Introdução para as reportagens

Caro leitor, tivemos disponibilidade de quatro repórteres, e cada um ficou encarregado de fazer uma reportagem, você ao ler as reportagens irá perceber que são falados de 4 conflitos diferentes e em locais também distintos, mas na realidade eles tem coisa em comum sim, como por exemplo as questões das terras, em todas as 4 reportagens existe problemáticas relacionadas com áreas, no caso dos judeus israelenses eles estão lá brigando pelas suas terras prometidas, o curdos por uma área para a sua etnia, os católicos na Irlanda lutam pela volta do território pego pelos protestantes britânicos e Kosovo é uma área que teve lutas por independência. Então é isto que nós desejamos mostrar, que há uma causa para tudo, inclusive para cada um desses quatro conflitos retratados, e também que mesmo em locais distintos, a luta por terras sempre foi algo que esteve muito forte a ponto de causar vários conflitos como alguns destes quatro e vários outros não citados aqui.

 

 

OS VERDADEIROS DONOS DA TERRA

A história do conflito árabe-israelense

Esse é um dos mais marcantes conflitos da atualidade.

É difícil escolher quem está certo e quem está errado, mas o que podemos afirmar é que esta guerra de terror não pode continuar

Por Danielle Patrícia

Em um passado remoto, os judeus deixaram o território Palestino quando os romanos apossaram-se da região, espalhando-se por distintas regiões da Europa.

Séculos depois, no ano de 635, durante a expansão Islâmica,  o povo árabe ocupa a Palestina e, no começo da idade moderna, a área foi conquistada pelos turcos e incorporada ao império Otomano.

Após a Primeira Guerra Mundial(1914-1918), o império Turco-Otomano foi separado e  a região do Oriente Médio foi repartida em regiões de influência da França e da Inglaterra.

Em paralelo, os Judeus(semitas) espalhados pela Europa, eram vítimas de perseguições  religiosas, políticas, raciais e econômicas.

O conflito árabe-israelense está extremamente ligados á disputa pelo território dessa região.

Desde meados do final do século XIX, muitos Judeus passaram á adquirir terras na região, tendo como principal objetivo o estabelecimento de um Estado judeu independente. Esta migração agrava-se ainda mais durante a Segunda guerra mundial, quando milhares de judeus vão á Palestina como modo de fuga do terror nazista.

Depois da guerra, com a opinião pública mundial afetada com a morte de mais de 5 milhões de Judeus, pelas mãos criminosas nazistas, a ONU consente a criação do  estado judeu na Palestina, em 29 de novembro de 1947(proclamada em maio de 1948). Também estabelece a criação de  um estado árabe-palestino na região- O que nunca chegou á acontecer.  Vários Judeus, vindos de todo o mundo, foram viver em Israel, provocando o atrito com a população árabe que morava na região e que discordava com a criação do estado para os  Judeus. Teve início, deste modo, os conflitos, que se estendem até os dias de hoje.

Os líderes de  Israel apoiadas pelos governos dos Estados Unidos da América, tiraram proveito desses conflitos armados para expandir o território Israelense, expulsando  os  árabes da região.  Tirados de seu território, os Palestinos distribuem-se pelos países árabes vizinhos  e passam á pedir o direito á uma pátria.

O confronto entre árabes e Israelenses teve momentos dramáticos destacados  pelo extremo ódio de organizações guerrilheiras palestinas, como o assassinato dos atletas judeus nas olimpíadas de Munique(Em 1972). Por sua vez, os israelenses também cometeram atrocidades contra seus opositores, como o massacre em campos de refugiados de Sabra e Chatila(No sul do Líbano).

No ano de  1964, os Palestinos criam a OLP(Organização para a Libertação da Palestina), que desde a criação tem Yasser Arafat como uma das suas principais lideranças.  Á partir do ano de 1974,quando foi á ONU como presidente da OLP, Arafat inicia a busca pelo apoio da comunidade  internacional para a fundação de um estado Palestino.

No dia 13 de Setembro de 1993, Arafar e o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin assinam um primeiro acordo de paz, sob a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, este representa o início das negociações entre os dois povos.

Em 4 de novembro de 1995, Yitzhak Rabin é assassinado por um extremista Judeu que era contra a firmação de acordos de paz com os Palestinos.

A partir deste momento, a luta dos Palestinos vem sendo combatida pelos Israelenses. O processo é marcado por avanços e recuos, acordos planejados e não cumpridos,massacres civis e ataques suicidas, adentrou o século XXI, persistindo até os dias atuais e sem uma perspectiva de encerramento.

Depois da morte de Arafat em novembro de 2004, Mahmoud Abbas é escolhido como presidente da Autoridade Nacional Palestina(ANP).

Alguns especialistas afirmam que foram abertas novas possibilidades de negociação de paz na localidade.

DESABAFO DA ESCRITORA….

Tentativas não são o bastante, é preciso tomar uma iniciativa já, algo que estabeleça a  paz entre os povos. Meu Deus! Existem pessoas sendo dizimadas, entre elas crianças e idosos. É uma barbaridade, um absurdo. Onde está o estabelecimento da paz que a ONU tanto prometera? Para mim esta é uma farsa, e só piorou o confronto e a rivalidade entre os povos. Que eu me lembre foi ela quem dividiu o território de maneira injusta.

São necessários protestos pela paz, mobilizações mundiais.

Olá? Nós fazemos parte do mundo, e quem está morrendo? Pessoas como nós…

Alguns países de bastante influência até financiam um dos lados(prefiro não citar nomes)… Poxa! Se não quer ajudar, tudo bem, não atrapalhe.

E se cada um fizesse a sua parte para acabar com o conflito? E se buscássemos tentativas de acordo? Viva a diplomacia! Ela existe para isso.

Matar não resolve o problema, apenas adia a sua resolução.

Vocês, árabes e Israelenses, não esperem que o mundo resolva o problema de vocês sozinhos, nada vai adiantar se vocês não consentirem com o acordo selado. A paz só existirá se vocês realmente desejarem isto.

Alguns reclamam da visão dos terroristas que nós temos de vocês, os esteriótipos, mas vocês fazem por onde… Por que não chamar a atenção do mundo com algo não violento, ei? Mostrem que vocês não são apenas ridículos terroristas que matam o adversário de maneiras tão cruéis, o JN  estava certo…

Bem, é isso.

Espero que isto que acabo de falar tenha de algum modo tocado em vocês.

Você pode estar orgulhoso por estar lendo um texto de uma garota de 13 anos de idade, estudante, mas tudo isso é verdade.

 

Fontes.:

VICENTINO, Cláudio. História Integrada  8ª série O século XX. Ano de publicação:1997.

 

IMAGENS:

Fig. 1.0

Charge que ilustra a matança de árabes pelos Israelenses.

Vemos que ao lado do soldado de israel está o Tio sam,

o símbolo dos EUA, sendo ele utilizado para relembrar da ajuda vinda

Do governo do mesmo para os soldados de Israel

 

Fonte da imagem.:

:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/05/conflito-arabe-israelense-temos-de.html

Figura 1.1

Pessoas correndo, buscando abrigo, em meio ao terror do conflito.

Fonte da imagem.:

http://www.grupoescolar.com/materia/conflito_arabe-israel.html

Figura 1.2

Várias imagens que ilustram o contexto de terror que estende-se sobre a disputa da região.

Fonte da imagem.:

http://contextopolitico.blogspot.com/2009/09/o-conflito-arabe-israelense-historia.html

 

 

Figura 1.3

“Até quando? Meu Deus.”

Fonte da imagem.:

http://blogdomensageiro.blogspot.com/2010/06/o-conflito-arabe-israelense-sob.html

 

Figura 1.4

Promessas de um novo mundo(Promises).

É um documentário exibido pela primeira vez em 2001.

Ele mostra relatos da vida de jovens em meio ao cenário

de terror em que vivem, o seu cotidiano, e o que eles pensam sobre

o assunto.

Fonte da imagem.:

http://liviamartramos.blogspot.com/2009/11/nomes-de-alguns-filmes-que-ajudam-na.html

 

Figura 1.5

Representação das duas partes do conflito.

Á direita, os Israelense e á esquerda, os Palestinos.

Fonte da imagem.:

http://antigasternuras.blogspot.com/2009/01/terra-santa.html

Figura 1.6

Conflito árabe-israelense.

Fonte da imagem.:

http://antigasternuras.blogspot.com/2009/01/terra-santa.html

 

Link de Vídeo.:

http://www.youtube.com/watch?v=foaPOycd1WE&feature=related

 


Cristãos ao invés de lutarem por Deus lutam por terras


Mesma crença, mas lados opostos. Católicos x Protestantes.

Por Danilo Luna

 

Senhoras e senhores, os cristãos ingleses, escoceses e irlandeses não parecem mais tão devotos, pois enquanto os protestantes da Inglaterra e Escócia cometeram o pecado da avareza ao tomarem 90% das terras ocupadas pelos católicos nas ilhas da Irlanda e Grã-Bretanha para si mesmos, e no caso dos irlandeses, aqueles que participaram da morte de cerca de 1800 pessoas quando estavam no grupo IRA já são pecadores ao tirarem a vida de outros seres-humanos. Para vocês leitores entenderem melhor o que eu estou a falar irei voltar alguns anos e contar o que aconteceu lá na Europa.

No século XVII o governo britânico resolveu pegar cerca de 90% das áreas ocupadas pelos católicos nas ilhas Irlandesas e da Grã-Bretanha e dar para os britânicos protestantes. É claro que e os católicos que habitavam nas áreas pegas não aceitaram isto facilmente, logo em 1921 criaram o partido Nacionalista para reivindicar a perda dessas terras. Em 1949 foi dividida a Irlanda em Irlanda do Norte e Irlanda do Sul, a parte de cima seria dos protestantes e a parte de baixo seria dos católicos, mas mesmo com essa divisão bem melhor do que a dos 90% os católicos não se contentaram com perder um parte das suas terras e por fim o partido Nacionalista acabou originando uma facção militar, o IRA (Exército Republicano Irlandês). Esta organização acabou sendo bem violenta a ponto de matar cerca de 1800 pessoas lutando pela volta das posses das terras. Os protestantes também organizarem grupos paramilitares contra o IRA,na realidade nunca passou pela cabeça deles a idéia de devolver as terras para os católicos, na realidade eles até os reprimiam enquanto simultaneamente a Inglaterra acobertava isto. Em 1994, houve um cessar-fogo entre as duas partes conflituosas, nesta época os protestantes decidiram fazer um acordo pela paz, chegando ao ponto de dizer que se o IRA não fosse mais um grupo armado aceitariam que a Irlanda tivesse um governo conjunto (ao invés de apenas católico, ou apenas protestantes com se pensava antigamente), o IRA acabou aceitando este acordo mesmo que não tenha se desarmado. Em 1998 foi feito o Acordo da Sexta-Feira Santa, ele dava mais autonomia a Irlanda do Norte e dividiu o poder desta parte para os católicos e também para os protestantes, mas o IRA não estava cumprindo seu acordo de se desarmar. Cada vez mais, os Estados Ocidentais começaram a pensar mais na problemática do terrorismo, e a organização do IRA era meio terrorista mesmo, e com a idéia de várias pessoas serem contra o que este grupo fazia, então ele disse que renunciou oficialmente suas lutas armadas. Realmente o IRA começou a desativar seus aparelhos paramilitares da organização, mas não o suficiente, a ponto de em 2006 a Comissão Internacional de Monitoramento afirmar que a organização ainda estava atuando em atividades paramilitares e criminosas.

Agora que o tema foi aprofundado você caro leitor deve ter entendido que há uma problemática na Irlanda que é religiosa e política, mas ela não é de hoje, pelo contrario, começou faz mais de um século, porém estes conflitos existem até hoje, de um lado o protestantes que já estão errados em tomar terras dos outros, do outro o IRA que é um grupo realmente agressivo que já deu fim a vida de várias pessoas, certo nenhum lado esta, mas para você, qual é o menos pior?

 

Fontes:

Adas, Melhem / Geografia – O mundo desenvolvido; comunicação cartográfica Marcello Martinelli. – 5. Ed. – São Paulo : Moderna, 2006

Imagens:

http://o7cinema.files.wordpress.com/2008/09/ira-e-menina.jpg

http://jpn.icicom.up.pt/imagens/mundo/IRA.jpg

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=vq-AshejGE4 (vídeo que mostra a atividade agressiva do IRA)

 

 

 

Minoria Curda em busca pela paz.

Por Marcelo Simões

Vítimas de preconceito e xenofobia, a minoria curda defende um Estado independente para os Curdos,

numa região que a eles já pertencia.

 

Os curdos são o maior grupo étnico sem nação do mundo, atualmente lutam por um lar. Sua história pode ser comparada à de Israel, que lutaram por uma nação, porém temos que ter em vista que a nação pela qual os Curdos lutam sempre foi deles, que estão na região há cerca de oito mil anos, ou seja, os países que delimitam esse espaço estão tomando terras Curdas.

A história desse povo começou na região da antiga Mesopotâmia, quando já abitavam a região e imigrantes vindos da Europa chegaram à essas regiões; A partir de então ouve uma miscigenação de povos, dando origem aos Curdos, que são portanto descendentes de indo-europeus.

A região habitada pelos curdos é denominada de Curdistão, e abrange a área da Turquia, Iraque, Irã, Síria, Armênia e Azerbaijão; Sendo pois o Curdistão, palco dos conflitos atuais, que tiveram inicio no começo do século XX.

Em 1919 o Xeque  Mahmoud Barzanji, ou seja, o líder Curdo se autoproclama rei do Estado Independente Curdo; E um ano depois, em 1920 é assinado o tratado de Sèvres, na França, que delimitava o Estado Curdo e o tornava independente. Mas para a infelicidade dos Curdos, esse tratado não foi posto em prática. E no começo da década de 1920 é assinado um novo acordo na Suíça, que divide o Estado Curdo entre outros países, que vão desde a Turquia à Síria. Essa divisão é um dos fatores que dificulta a situação Curda, pois o território que daria origem à um Estado independente Curdo está fragmentado, de forma que seja preciso a aceitação de todos os países que possuem uma parte desse fragmento do Curdistão, para que seja criada uma nação Curda. A partir de então os Curdos lutam por uma nação independente.

A luta dos Curdos por uma nação acabou causando outros conflitos, como por exemplo, com o Iraque, que começaram a criar medidas anti-curdas a partir de 1968, e se tornaram oficiais em 1986, quando Saddam Hussein estava no poder; Essas medidas tinham como um objetivo, impedir a criação de um Estado Curdo. Essas medidas começaram com a expulsão de Curdos das fronteiras Iraquianas e foram até prisões dessas minorias, sob o pretexto de estarem realizando atividades oposicionistas. No período em que Hussein governou, os Curdos foram perseguidos de forma muito intensa: eram alvos de armas químicas, suas cidades e vila eram destruídas e chegavam até a ser envenenados. Outros países de minorias curdas também tomaram medidas anti-curdas, porém de formas menos violentas que o Iraque, como a Turquia, que proibiu a língua Curda em seu país.

Atualmente os Curdos lutam por um Estado independente, assim como lutaram durante sua história, e a questão dos Curdos ganhou importância para o mundo em 2003, desde então procura-se melhores formas de resolver o conflito. Mas a situação se agrava ainda mais pois os Curdos são vítimas de uma especie de xenofobia, na qual países como Turquia e Iraque não aceitam as minoria étnicas, consequentemente não aceitam a criação de uma nação Curda.

 

Fontes:

 

Kosovo: um conflito em busca de paz

Por Maria Eduarda Alves

Em 1990 foi promulgada a nova constituição iugoslava, que retirou a autonomia da província de Kosovo. Isto gerou muitos protestos entre os habitantes da província, em maioria muçulmana de origem albanesa. A partir de então, a população se rebelou e começou uma luta por independência. Com o fim de 1997 as guerrilhas lideradas pelo Exército de Libertação de Kosovo entraram em ação para acirrar ainda mais a luta por independência.

Em 1998 Slobodan invadiu o Kosovo para estimular os sérvios e para conter as reivindicações de emancipação. Para garantir sucesso em Kosovo, Slobodan promoveu as mesmas barbáries que cometeu na bósnia, assassinatos em massa, estupros, espancamentos e expulsões. Em julho de 1998 milhares de pessoas já haviam saído de suas casas.

Com o agravamento das repressões sérvias, as lideranças européias e os Estados Unidos começaram a mudar lentamente de posições. Este fato se deu mesmo com a Sérvia sendo parceira no tratado de Dayton.

Os países membros do grupo de contato (com exceção da Rússia.) aplicaram sanções contra a Iugoslávia como forma de repreender a política adotada com o Kosovo. Em outubro de 1998 o Conselho da OTAN permitiu o uso da força contra a Iugoslávia e deu uma ultima chance para que Slobodan aceitasse um cessar-fogo. O acordo foi confirmado no mesmo mês junto ás forças sérvias.

O ultimato da OTAN teve duas faces, a situação humanitária em Kosovo melhorou e em contrapartida, em dezembro as hostilidades recomeçaram. Um assassinato em massa que ficou conhecido como massacre de Racak, com típicas características de limpeza étnica.

O massacre de Racak fez com que houvesse uma mudança muito expressiva no posicionamento dos países ocidentais, a partir disto o Exército de Libertação do Kosovo passou a ser o representante legal destes países, e também aumentaram as pressões, Slobodan não declarou autonomia ao Kosovo. No inicio de 1999 as forças sérvias continuaram intensificando a repressão contra o Kosovo.

Diante disto, o conflito do Kosovo deixou de ser uma guerra civil para se transformar em uma crise de caráter internacional. Por fim, a OTAN iniciou a operação “Força Aliada” em março de 1999 e escolheu por intervir em determinados alvos, utilizando bombardeios aéreos, quem comandou a operação foi o comando Supremo Aliado na Europa, sob direção dos USA e até as armas adotadas foram escolhidas pelo pentágono.

A ONU teve que fornecer força internacional de manutenção da paz.

Com esta última intervenção, as tropas sérvias se retiraram do Kosovo logo após os bombardeios da OTAN. A força internacional de paz da ONU assumiu o controle militar do Kosovo.

O que leva as pessoas a lutar tanto e no final olhar para trás e deixar um rastro de morte, refugiados e dor? Que paz é essa tanto defendida? Não vejo motivo para tanto, se tudo pode ser resolvido de um modo pacifico. Se formos analisar a história atual, todas as guerras são em busca da tão sonhada paz, e assim como a questão do Kosovo ainda em aberto até os dias de hoje, outros conflitos sucederam-na ainda na Iugoslávia.

Fontes:

Adas, Melhem / Geografia – O mundo desenvolvido; comunicação cartográfica Marcello Martinelli. – 5. Ed. – São Paulo : Moderna, 2006

 

 

 


CONFLITOS CONTEMPORÂNEOS E A BUSCA PELA PAZ

A robotização da humanidade

Por Bárbara Santana

Conflitos: existiu algum momento na história em que não houvesse conflitos?

Nós, cidadãos contemporâneos, temos a sorte de vivermos no século XXI, onde os avanços científicos e tecnológicos tornam o mundo pequeno e as tecnologias atuais desafiam a natureza, possibilitando-nos a fazer coisas que nossos avós nem sonhavam serem possíveis. Mas será que o mundo é capaz de suportar a força da mente humana? Ou, melhor ainda, será que os humanos em si suportarão a ausência de limites em si mesmo? A tecnologia acaba atingindo nossas mentes e às vezes pensamos que tudo podemos pelo simples fato de sermos mais poderosos. Isso ocorre tanto em escala individual quanto coletiva, e acabamos nos esquecemos do fato de que somos humanos e que todas as outras pessoas também são e nos transformamos em robôs programados para a ambição desenfreada, terminando por perder o autocontrole, que deveria ser uma das nossas maiores virtudes.

O exemplo atual que melhor ilustra a situação acima é o caso dos Estados Unidos. Potência mundial tanto bélica quanto econômica, os Estados Unidos se aproveitam de sua situação privilegiada para realizar políticas externas que só procuram beneficiar o seu país e arruínam, se preciso, os obstáculos que se impuserem à sua frente. Atualmente, os Estados Unidos têm uma capacidade de intervenção militar em conflitos bem maior, pois se vê sem rivais à sua altura.

Os conflitos não são e nunca serão apenas contemporâneos. Desde que o mundo se entende por mundo, conflitos entre humanos são freqüentes. É da natureza humana lutar por justiça, mas muitas vezes esta é apenas utilizada como pretexto para interesses bem maiores que, em vez de serem de natureza humana, são de natureza selvagem, pois são capazes de destruir seus semelhantes (muitos deles inocentes) apenas para satisfazer seus interesses.

Os conflitos atuais, embora muitos tenham a mão dos Estados Unidos, não só são relacionados a esse país. Os conflitos internos aumentaram. As rivalidades étnicas e religiosas nos países ex-socialistas são um exemplo disso, como as na ex-União Soviética e na ex-Iusgolávia, que são heranças do passado.

Também houve conflitos na América do Sul. A Bolívia, desde que esteve nas mãos de Evo Morales, tem se submetido ao seu governo centralizador. Por causa disso, alguns estados de maior poder econômico reivindicaram a autonomia, e embora uma nova constituição tenha sido aprovada no país, ele continua com grandes divisões internas.

Além da Bolívia, há também o caso da Colômbia e das FARC, as Forças Armadas da Colômbia, um grupo de âmbito socialista que se utiliza da guerrilha para lutar pela implantação do socialismo na Colômbia e controla a maior parte da plantação de coca e do refino da cocaína.

Já no Oriente Médio, o conflito entre Israel e Palestina perdurou, sem prazo de término. Em 2008, após seis meses de trégua, Israel bombardeou a Faixa de Gaza como uma alternativa de acabar com a capacidade do grupo Hamas de conquistar os territórios da fronteira de Israel.

A paz, que é um dos maiores desejos da população mundial, principalmente da parcela afetada pelos conflitos, ainda é vista como uma perspectiva distante na maioria dos conflitos. Apesar disso, há alguns avanços. As duas coréias, por exemplo, aproximam-se mais da unificação, e o Timor Leste é agora um país independente de Portugal, onde a população vota para escolher seus governantes.

 

Referências:

ADAS, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. 5ª ed., São Paulo: Moderna, 2006.

 

Ruanda: Mais que um genocídio, uma catástrofe mundial

Por Davi Galindo

 

Não há dúvidas de que o fantasma do genocídio perseguirá os ruandenses por muito tempo.

Hoje em dia, em pleno século XXI, as pessoas estão cada vez mais acostumadas com as monstruosidades que ocorrem em torno delas, conflitos que muitas vezes passam ignorados. A maior parte dos conflitos é consequência de problemas do passado, como favorecimento de determinada etnia ou mesmo dominação. Não existe nenhum continente que não tenha passado por algum conflito, e em geral, ainda existem problemas nesses continentes, mas em sua maioria são abafados pela mídia, que parece focar em apenas um conflito por vez. Quem liga para as manifestações que estão ocorrendo nesse momento na Europa quando temos um prato cheio de conflitos no Oriente Médio? Quem sequer ligou para Ruanda no século XX?

O genocídio que varreu Ruanda em 1994 manchou a história da África com o recorde de quase um milhão de mortos e dois milhões de refugiados em menos de três meses. Cerca de metade da população do país da época. Os tutsis e hutus, as etnias que protagonizaram a tragédia, partilham um passado de rivalidades que vem antes da época colonial. O começo das hostilidades colide com a imigração dos tutsis à região de Ruanda, mais ou menos no século XV. Os tutsis eram um povo de tradição guerreira proveniente da Etiópia, e dominaram os hutus autóctones sob um regime monárquico, apesar de estarem em menor número. Podemos ter uma ideia da gravidade disso quando verificamos que os hutus, hoje em dia, representam 90% da população de Ruanda, enquanto os tutsis não passam de 10%.

A hegemonia tutsi continuou durante o período colonial, primeiramente com o suporte alemão e depois com um suporte belga (a Bélgica passou a controlar as possessões alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial). Porém, em 1959, os belgas acabaram apoiando a revolução hutu contra o domínio tutsi. Após três anos, em 1962, o país ficou independente sob um governo hutu. Em 1973, o general Juvenal Habyarimana impôs a ditadura e apertou cerco aos tutsis. Os tutsis ficaram marginalizados, e muitos fugiram para países fronteiriços, como Uganda.

Depois de um exílio longo, alguns tutsis reunidos na Frente Patriótica Ruandesa (FPR) invadiram o norte de Ruanda em 1990, exigindo direito de retorno e representação política. Até a assinatura dos acordos de Arusha (Tanzânia) em 1993, Ruanda vivenciou uma guerra civil intermitente, que em pouco tempo foi reacesa com a insistência de Habyarimana de não cumprir as determinações previstas no tratado de paz.

Ruanda colapsou em abril de 1994, após o ataque com mísseis ao avião do general Habyarimana, que morreu no atentado. Mesmo sem provas, indivíduos hutus atribuíram a culpa à etnia tutsi, e trataram de exterminar não só os inimigos tutsis, mas também os hutus que não partilhavam o mesmo desejo de “justiça com as próprias mãos”. A FPR, então, se lançou na contraofensiva apoiada por Uganda e então derrotou os grupos genocidas hutus.

A comunidade internacional demorou muito para enviar missões humanitárias ao país. Quando isso finalmente ocorreu, não havia muito que fazer. A Organização das Nações Unidas não foi de grande serventia no conflito, pois evitava que suas ações tivessem a mesma repercussão das ações em outros países da África.

Segundo Nelson, apesar de, tecnicamente, o conflito já ter acabado, vez ou outra surgem notícias de novos e menores atentados. É impossível apagar uma cicatriz gigantesca em alguns anos, e Ruanda sabe disso. A ferida causada pelo genocídio ainda arde no coração de ambas as etnias, tutsi e hutu.

 

Referências:

OLIC, Nelson Bacic; CANEPA, Beatriz. África: Terra, sociedades e conflitos. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2008. (Coleção Polêmica)

WIKIPÉDIA. Genocídio em Ruanda. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Genocídio_em-Ruanda&gt;. Brasil e Portugal. Acessado em: 23 de dezembro de 2010.

 

 

Chechênia: a coragem de um povo submetida a severas penas

Por Hamandda Interaminense

 

Após a Guerra Fria notou-se a multiplicação de conflitos nacionalistas armados localizados, principalmente, em países periféricos e em alguns países ex-socialistas. Esses conflitos surpreenderam o mundo pela violência gerada por eles. Um dos países ex-socialistas pertencente a este grupo é a Chechênia.

Os chechenos se opuseram muito a conquista do Cáucaso pelos russos. Essa oposição já existia a muitos anos atrás, mas foi em setembro de 1991 que ela aprofundou-se, acompanhada do fim da URSS e do surgimento de uma Chechênia  independente, graças a ajuda do seu então presidente, Djokar Dudaiev.

Os ingushes, outra etnia que como a chechena pertencia a Checheno-Inguchétia (uma ex-república da URSS) formaram sua própria república, mas aderiram à Federação Russa, ao contrário da Chechênia.

Em dezembro de 1994, tropas russas invadiram a Chechênia para controlarem-na, mas os russos foram derrotados nessa primeira guerra que durou até agosto de 1996, porém a capital da Chechênia ficou arrasada.

Depois do ano 2000 acordos de paz seriam travados entre a Chechênia e a Federação Russa, porém tropas chechenas invadiram o Daguestão, uma república russa. A Chechênia queria criar um Estado islâmico, assim essa região entrou numa guerra que contou com o apoio da opinião pública russa contra a Chechênia.

Além disso, Moscou estava sendo vítima de vários atentados que foram atribuídos a terroristas chechenos, apesar de nada ter sido comprovado. O presidente russo Vladimir Putin se aproveitou desses boatos para travar uma segunda guerra contra a Chechênia.

Em outubro de 1999, o exército russo voltou a atacar a Chechênia, que ainda se mostrou resistente. Moscou declarou que havia finalizado suas operações militares na Chechênia em 2000, mas os atentados contra as forças militares russas instaladas neste país não cessaram e o principal alvo dos militares russos passou a ser a população Chechena.

Cidades e aldeias foram bombardeadas, inúmeras pessoas foram torturadas e presas acusadas de apoiar rebeldes chechenos. A ação do governo russo na Chechênia foi tão devastadora que organizações internacionais e russas de Direitos Humanos acusaram-no de cometer crimes de guerra. Após tanta luta, a Rússia venceu e a Chechênia voltou para as suas mãos.

Dez anos após o início da Segunda Guerra da Chechênia (16 de abril de 2009, dia da Língua Chechena), foi declarada a paz na Chechênia pelo Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia (NKA). A Chechênia deve isto ao seu presidente Ramzan Kadyrov que acabou com os incentivos recebidos pelos separatistas por grupos terroristas exteriores.

A partir de hoje o combate o terrorismo na Chechênia, se for necessário, será realizado de acordo com as mesmas regras que regem e compõem a Federação da Rússia’, diz o comunicado da NKA, emitido pelo diretor Alexander Bortniko, sob ordens diretas do presidente Dimitri Medvedev.

Concordo com a citação de Milton Santos “As tentativas de construção de um mundo só sempre conduziram a conflitos, porque se tem buscado unificar e não unir”. Esta frase se aplica muito bem a Chechênia, que sofreu pela ambição da Federação Russa. A Rússia tem interesses políticos e econômicos na região do Cáucaso; ela tem medo que caso a Chechênia se torne novamente independente, outros territórios também se separem dela e isso resultaria em grandes perdas territoriais para Moscou. Nessa área a Rússia obtém recursos energéticos, como petróleo e gás natural e na Chechênia há dois óleos-dutos que são essenciais para a Rússia.

Os conflitos na Chechênia chegaram ao conhecimento do mundo todo, mas como é a vida dos chechenos hoje em dia, os que mais sofreram com a sua existência? Desemprego, falta de esperança de vida ao nascer, precariedade nos serviços públicos são estas as palavras que logo surgem na boca de quem se depara com a situação dos Chechenos. Palavras até irônicas para um país europeu.

As crianças chechenas são as pessoas que mais sofrem com a situação deplorável do país. Sem esperança de um futuro digno, com serviços públicos precários, elas ainda têm que agüentar todo o sofrimento que seus familiares descontam nelas. Alguns desses casos são: o do garoto Timur que era chicoteado com um fio de metal com ponta em brasa. Sua irmã, Liana, foi violentada aos 8 anos pelo tio, que manteve a rotina de estupros por mais de seis anos até ser preso em flagrante. Adlan, outro garoto, perdeu a fala desde que sua mãe começou a espancá-lo todos os dias.

 

Entrevista com a jornalista norueguesa Asne Seierstad

Asne mudou-se para a Chechênia com o intuito de estudar a situação atual dos chechenos e escrever livros a partir destes estudos, livros que reportarão a situação de vida dos chechenos para o resto do mundo. (esta entrevista foi retirada da revista Aventuras na História de julho de 2008).

 

História – A Chechênia tem alguma chance de se tornar independente?

Asne Seierstad – Não acredito nisso. A Chechênia foi a primeira nação conquistada pelas forças de czar, em 1859, e a primeira a tentar abandonar a Rússia depois do fim da União Soviética. Acontece que, se a Rússia não quer a independência é impossível. Estamos falando de uma nação de 1 milhão de pessoas lutando contra um estado de 150 milhões de habitantes. Além disso, a partir de 1996, a Chechênia até alcançou alguma independência, mas aí começou a tropeçar nos próprios conflitos internos. Depois do segundo conflito, em 1999, a população chechena se cansou de guerra. Hoje eles preferem uma vida estável à própria independência.

 

História - Mas, no plano religioso, a religião não tem autonomia?

Asne Seiesrstad – Sim, tem. Quando se trata de religião, Ramzan Kadyrov, o presidente checheno, faz o que bem entende. Ele chega ao ponto de colocar guardas armados em frente à universidade de Grozni, a capital, para impedir a entrada de estudantes que não estejam com o rosto inteiramente coberto por véus. Além disso, a censura à imprensa e as perseguições aos adversários do presidente são muito sérias, e o governo da Rússia faz vista grossa para o problema. Mesmo que se tornasse um estado totalmente independente, a Chechênia de hoje não seria uma democracia.

 

Referências:

FABIURY. Após 10 anos de paz na República da Chechênia. http://blogs.abril.com.br/falandorusso/2009/04/apos-10-anos-paz-na-republica-chechenia.html Acesso em: 20 de novembro de 2010.

VARSANO, Fábio. Infância roubada. Aventuras na História. Jun.2010.

ADAS, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. 5ª ed., São Paulo: Moderna, 2006.

 

Conflitos contemporâneos envolvendo o Irã

Por Pedro Melcop

O conflito Irã-Iraque é caracterizado por um grande rastro de destruição

O Irã, ou Irão, oficialmente República Islâmica do Irã, também conhecido como Pérsia, é um país localizado entre a Ásia Central e o Oriente Médio, com uma população de cerca de setenta e cinco milhões de habitantes e de área. Sua principal etnia e língua é o persa, mas outros povos também habitam o país.

Sob a influência das potências ocidentais, principalmente a Rússia czarista e do Reinol Unido, acendeu-se um desejo de modernizar o país, o que levou à Revolução Constitucional Persa de 1905-1921 e à derrubada da dinastia Qadjar, subindo ao poder o general Reza Pahlavi, que tomou o título de Xáe e começou a ocidentalização do Irã.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido e a União Soviética invadiram o Irã, para conseguir recursos petrolíferos. Os Aliados forçaram o xá a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, em quem enxergavam um governante que lhes seria mais favorável. Em 1953, após a nacionalização da Anglo-American Oil Company, um conflito entre o Xá e o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh levou à deposição e prisão deste último.

O reinado do Xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos 1970. Com apoio americano e britânico, Reza Pahlavi continuou a modernizar o país, mas insistia em esmagar a oposição do clero xiita e dos defensores da democracia. Então a população se revoltou e instalou-se um governo teocrático islâmico xiita, que tem como líder e chefe de Estrado um aiatolá.

Conflitos contemporâneos

O programa nuclear iraniano começou na década de 50, sob o domínio do Xá, com o apoio do Estados Unidos da América, no contexto do programa Átomos para a paz. Após a Revolução Iraniana de 1979 e a subsequente Revolução Islâmica, o programa foi interrompido, mas foi retomado pela década de 2000. O governo anunciou a construção de quatorze usinas nucleares, o que preocupa os Estados Unidos e principalmente Israel, já que o Irã é um de seus principais inimigos. O governo iraniano rejeita categoricamente as acusações de fabricação de bombas nucleares.

Curdos

Os Curdos são uma etnia que habita as montanhas no noroeste do Irã, sudeste da Turquia e norte do Iraque. Eles são aproximadamente trinta milhões de pessoas e querem formar um país chamado Curdistão. São perseguidos pelo governo da Turquia e do Irã, e não podem usar a língua curda. Os que se atrevem a protestar podem até ser presos e espancados, e mesmo mortos.

Busca pela Paz – Soluções

Os EUA deveriam arranjar mais provas para dizer que o Irã esteja fazendo armas nucleares, e em vez de usar tantas sanções econômicas, deveria usar meios diplomáticos para fazer negociações com o Irã.

Quanto aos Direitos Humanos e a fraude nas eleições, os habitantes poderiam se conscientizar e fazer protestos e a comunidade internacional deveria pressionar diplomaticamente o Irã.

Quanto aos Curdos, talvez se pudesse criar um Estado nacional para este povo, tal como Israel.

 

Referências:

WIKIPÉDIA. Irão. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Irão&gt;. Brasil e Portugal. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

FREITAS, Eduardo de. Irã. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/ira.htm&gt;. Brasil. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Veja Larousse. 3ª ed. São Paulo: Positivo, 2004. (Veja Larousse, vol. 1)

GOOGLE. Google Notícias. Disponível em: <http://news.google.com.br/news/search?pz=1&cf=all&ned=pt-BR_br&hl=pt-BR&q=ir%C3%A3&gt;. Brasil. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

 

 


TERRORISMO: UMA PRAGA ATUAL E MUNDIAL

O TERRORISMO NA HISTÓRIA

Por Amanda Vitória Cerqueira Vieira

 

Crimes e guerras sempre existiram no mundo, mas o terrorismo é uma “praga” que surgiu no século passado, quando os dicionários ainda traziam para o termo “terrorismo” uma definição “boa”: “Pessoa que espalha boatos assustadores; que prendiz catástrofes ou acontecimentos funestos, pessimista”. Atualmente, a definição desse termo está um pouco diferente: “Terrorismo é o uso sistemático do terror ou da violência imprevisível contra regimes políticos, povos ou pessoas para alcançar um fim político, ideológico ou religioso”, segundo o site www.brasilescola.com/historia/terrorismo.htm.

O termo “terrorismo” apareceu pela primeira vez em 1798, no Suplemento do Dicionário da Academia Francesa e referia-se ao período de 1973 e 1974, quando a França passou por um regime de terror. Já o primeiro ato terrorista com características semelhantes aos atuais ocorreu em 1912, quando um grupo de macedônios, hostis à Turquia, começou a colocar bombas em trens internacionais. Na década de 1960 o financiamento estrangeiro ao terrorismo aumentou bastante, enquanto que na década seguinte ocorreu o apogeu das grandes organizações terroristas que tratavam de assuntos relacionados com a política e que tinham como marca registrada grandes atentados à bomba e seqüestros. Nas décadas de 1980 e 1990 o terrorismo se disseminou em inúmeras organizações espalhadas pelo mundo, que passaram a usar, principalmente, os carros-bombas e os suicidas, que tinham como objetivo o maior número possível de mortes e destruição, por isso eles escolhiam locais com muito movimento como a saída de escolas, ônibus lotados, grandes lojas, etc. Para tentar amenizar a situação em que o mundo estava por causa dos ataques terroristas, ocorreu em 1996 no Egito a “Conferência Internacional dos Pacificadores”, que reuniu 27 países. O resultado dessa conferência foram algumas “normas” que os países teriam que seguir, como “apoio às iniciativas de paz”, “repúdio ao terrorismo”, e “criação de uma comissão para preparar recomendações sobre a melhor maneira de por em prática as decisões tomadas”. Mas essas resoluções não deram muito resultado, pois continuaram a acontecer e até se intensificaram atos terroristas por todo o mundo. Atualmente ainda ocorrem muitos ataques terroristas, a maioria praticados por fanáticos religiosos, que chegam a matar centenas de pessoas de uma só vez. Mas o maior problema que enfrentamos hoje é que as pessoas estão começando a se acostumar com esses atos. Acham que dezenas de pessoas morreram por causa de um terremoto é a mesma de coisa de dezenas morreram por causa de um ataque suicida, e não é. Precisamos mudar essa ideia agora, porque senão mais tarde o mundo pode sofrer graves problemas. Outro problema é que as pessoas dão mais “valor” a um atentado dependendo de onde ele ocorreu, e não de quantas pessoas morreram por sua causa. Um exemplo disso é que a desativação de três bombas colocadas por terroristas argelinos em Paris teve muito mais espaço na mídia do que a notícia do que a explosão de um caminhão-bomba que matou 500 pessoas no Sri Lanka.

O terrorismo pode ser classificado em dois grupos: o terrorismo aleatório e o terrorismo seletivo. O aleatório está relacionado aos atentados que acontecem sem um alvo definido e sem nenhuma ligação com grupos terroristas, enquanto que o seletivo tem alvos estabelecidos, é ligado a facções terroristas e visa fins específicos. Cada grupo terrorista tem uma causa diferente para cometer atos terroristas, entre elas está a xenofobia e o racismo, desagrado com um governo, questões religiosas e conflitos por território. Atualmente, a causa que mais leva grupos terroristas a praticar ataques são as questões religiosas, que os levam a acreditar que eles estão participando de uma “guerra santa” e que precisam matar todos os que não acreditam na mesma religião que eles.

Nessa reportagem iremos observar três exemplos de grupos terroristas que atuam hoje em algumas partes do mundo.

 

 

Imagens:

http://becosertanejo.blogspot.com/2010/09/11-de-setembro-de-2001-o-dia-em-que-o.html – 11 de setembro

http://umteconaideia.blogspot.com/2010/09/11-de-setembro.html – 11 de setembro

http://noti.hebreos.net/enlinea/2006/09/11/1083/ – Munique 1972

http://blogs.chron.com/bajolalupa/2008/02/ – Munique 1972

 

 

ETA E IRA: Quando esses horrores vão terminar?

Por Alice Arruda de Almeida

 

Dois dos maiores grupos terroristas existentes são o ETA e o IRA. Ambos são localizados na Europa, mas lutam por coisas diferentes. Ambas as organizações causaram muito terror e destruição. Quando será que isso irá parar?

Na Espanha há uma região denominada Pais Basco, perto da fronteira com a França. Os bascos têm origem desconhecida, língua e cultura própria. Em 1959, foi fundada a organização ETA (Euzkadi Ta Askatasuna, que significa Pátria Basca e Liberdade) que luta pela independência do País Basco. O grupo é liderado por Gilmar Antonio, e seu símbolo é uma cobra enrolada num machado. Seus principais alvos são os membros da guerra civil e do governo espanhol.

Em 1952 um grupo chamado Ekin (empreender euskera) de universitários foi criado, e através do Partido Nacionalista Basco, ou PNB, se fundiu com o grupo de jovens PNB. Mas dois anos mais tarde esses dois grupos se separam, e o Ekin formou o grupo terrorista ETA. O primeiro atentado assumido desse grupo foi a morte de um guarda civil em 1968, embora possa ter tido outros atentados antes, só que não assumidos.

Nos últimos anos, o governo espanhol tentou fazer vários acordos com o ETA, para que possa atender parcialmente seus pedidos, sem comprometer a unidade territorial, e até a população basca é favorável a esses acordos e preferem não ter uma luta armada, mas mesmo assim o ETA não aceita negociações, só aceita a independência do País Basco.

Em março de 2006 houve um cessar-fogo permanente declarado pela organização, mas foi rompido em dezembro do mesmo ano, com a explosão de um carro bomba no Terminal 4 do Aeroporto de Madrid-Barajas, provocando desmoronamento do prédio, várias pessoas feridas e duas mortes. Em setembro de 2010 foi anunciado outro cessar-fogo, dizendo também que a organização agora irá assumir um processo democrático.

Nas ilhas britânicas (Grã-Bretanha e da Irlanda), antes habitavam católicos, mas no século XVII, o governo inglês pegou 90% das terras e deu aos protestantes da Inglaterra e da Escócia. Foi daí que surgiu a rivalidade entre essas duas religiões. Em 1900 Foi fundado um Partido Nacionalista conhecido como Sinn Fein (nós mesmos), querendo reivindicar a autonomia perdida para os protestantes.

Em 1921 foi assinado um acordo que dividia a Irlanda em Irlanda do Norte ou Ulster, que era uma província britânica, e Republica da Irlanda ou Eire, ao sul, que era o Estado Livre Irlandês. No final da década de 60, orginou-se o IRA, uma facção militar do Sinn Fein, que passou a praticar operações de guerrilha contra os ingleses e protestantes. Seu objetivo principal é unificar o Ulster e o Eire, e livrá-lo do domínio estrangeiro, como era antes.

Durante vários anos o IRA provocou atentados na Irlanda do Norte, principalmente na capital, Belfast, causando muitas mortes. Os protestantes até criaram grupos de paramilitares para se defender, e suas atividades foram acobertadas pelo governo inglês durante muito tempo, também atuante na repressão da minoria católica. Os protestantes nunca concordaram em ceder para o IRA

Em 1994 houve um cessar-fogo, e as conversações sobre a possibilidade de um governo conjunto começou, fazendo surgir a esperança de paz. Em 1997, o IRA, influenciado pelo Sinn Fein, renunciou oficialmente à violência, no ano seguinte foi assinado o Acordo da Sexta-Feira Santa, que deu certa autonomia á Irlanda do norte, dividindo o poder entre protestantes e católicos. E em 2005 houve o abandono definitivo de suas táticas violentas.

Mas será que o IRA realmente acabou? Será que finalmente conseguiram entrar em um acordo? E o ETA? Será que dessa vez o cessar-fogo é permanente? Ou é só uma questão e tempo para que o ETA cause outro atentado?

 

Imagens:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Euskadi_Ta_Askatasuna.svg – ETA

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/images/mapa-pais_basco.gif – ETA

http://www.integral.br/zoom/imgs/334/image010.jpg – IRA

 

 

 

AL-QAED Inc :  O que é e como surgiu a organização terrorista afegã. E para onde ela está se espalhando e instalando suas filiais para além do seu país de origem.

Por Sarah Melo

 

Origens

No final da década de 70, a Rússia enviou tropas ao Afeganistão, país que estava enfrentando na época problemas com rebeldes contrários ao sistema de governo socialista que havia sido implantado no país. Os EUA, para fazer frente ao domínio soviético, apoiaram os revoltosos fornecendo cerca de 6 bilhões de dólares no Afeganistão, com a ajuda do Paquistão. Nesse contexto, um muçulmano membro de uma rica família da Arábia-Saudita e favorável à causa dos rebeldes, organizou um grupo de resistência que recrutou milhares opositores do regime soviético. Esse indivíduo era ninguém menos que Osama Bin Laden, e seu grupo, a Al Qaeda.

Estremecimento das relações com os Estados Unidos

O rompimento começou em 1990, quando o governo estadunidense optou por interferir militarmente na ocupação iraquiana na Arábia-Saudita, após a invasão do Iraque no Kuwait. A Al-Quaeda também interferiu no conflito, oferecendo ajuda militar à Arábia-Saudita, pois a organização era uma forte opositora do governo de Saddan Hussein, a quem acusavam de ter transformado o Iraque num estado laico. Apesar dos Estados Unidos estarem, teoricamente, do mesmo lado que eles, o grupo considerou uma ofensa a interferência de tropas americanas, que eram classificadas como “infiéis”, numa guerra entre islâmicos. Diante disso, a Al Qaeda tomou uma posição avessa aos EUA e a todos os países que fossem seus aliados.

O grupo taxou os Estados Unidos de opressivos em relação aos muçulmanos, tomando como bases para tal afirmação fatos como o apoio dispensado aos Israelitas, e a ocupação norte-americana no Iraque, iniciada em 2003.

Atentados

Torres Gêmeas minutos após a colisão do segundo avião.

11 de setembro de 2001. Experimente perguntar a qualquer pessoa o que essa data a lembra. A resposta provavelmente será algo sobre o atentado ao World Trade Center em Nova York, EUA. Quase 3 mil vítimas de diversas nacionalidades, 6 mil feridos e o medo de novos ataques propagado pelo mundo todo: apenas alguns resultados dos ataques, que também envolveram um avião caído no Pentágono, e outro na Pensilvânia.

Foram esses eventos que concederam à Al-Qaeda, suposta responsável pelos atentados, fama mundial. Mas antes mesmo do 11 de setembro, a organização já tinha sido a articuladora de outros ataques, e continua a planejar e executar . A lista é grande, e envolve países dos mais diversos, mas outros que tiveram também grande repercussão aconteceram na Espanha, em 2004, e na Inglaterra, em 2005. Outros ataques ocorreram também na costa do Iêmen em 2000, além de atentados nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.

Atrocidades à parte, supostos membros do grupo afirmam que os ataques são necessários e justos, principalmente contra os Estados Unidos.

Ramificações

Assim como outros grupos responsáveis por ataques terroristas como IRA e ETA, a Al-Qaeda possui subgrupos, sendo um mais extremista, ou outro menos conservador. Mas o fato principal é que, o grupo tem também não só se dividido, mas tem gerado alguns “filhotes” no Magreb africano, na Somália e em outros países do Oriente Médio.

Algumas das ramificações da Al-Qaeda

 

Uma solução agora, com uma disputa tão antiga e tão enraizada em cada sociedade, é muito difícil de ser alcançada, principalmente em função da situação atual, onde nenhuma das partes se habilita a começar uma negociação a fim de promover um acordo. Possibilidades existem, como os pactos entre governo e grupo (ETA e IRA, por exemplo), o que falta é a disposição dos opostos a uma resolução ao menos satisfatória para cada lado.

 

 

Links Relacionados:

http://www.youtube.com/watch?v=KflUSoIxZc8

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,grupo-da-al-qaeda-diz-que-vai-manter-pequenos-ataques,643219,0.htm

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4803627-EI308,00-Al+Qaeda+diz+que+gastou+US+mil+com+pacotesbomba.html

http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/1551100.stm

 


OS ATENTADOS DE TERRORISMO QUE MARCARAM O MUNDO

Você sabe o que é terrorismo?

Por Emmanuely Galvão

 

De acordo com o dicionário Houaiss, terrorismo é a maneira de impor suas vontades para com quem não participa de suas convicçõesutilizando o terror, violência e etc, seja para fins políticos, governamentais, religiosos (que são os extremistas religiosos que se usam como ferramenta de guerra) ou quaisquer outras ideologias. E assim, a expressão terrorismo vem sido bastante utilizada principalmente após o ataque de 11 de setembro. O termo “terrorismo” foi originado por volta do fim do século XVIII por um francês. Ao falar de terrorismo, a primeira coisa que se acha é o ataque às torres gêmeas, porém veremos que não se resume apenas a isso, e muito menos ao terrorismo islâmico, pois claro que não podemos ignorar que ele existe, porém não devemos generalizá-lo e dizer que é algo difundido pela religião, e sim algumas exceções que praticam esses atos, como homem-bomba, carro-bomba e etc, mas não podemos esquecer que isso ocorre em várias religiões, como cristão, judeus e mulçumanos. Quando esses atos ocorrem no islamismo há uma divulgação desses atentados muito maior, as vezes até fugindo um pouco a realidade, mas de qualquer modo acaba fazendo com que pareça que há terrorismo apenas na religião islâmica, muitas vezes a verdade é escondida, o que ocorre é posto um ‘pano’ por cima de tudo, e poucos ficam sabendo, ocorrendo bastante com a religião cristã. Consequência muitas vezes da mistura de religião com política.

No Brasil também, ocorreram muitos atentados terroristas, desde explosão de bombas em cinemas, teatros, jornais… até assassinatos. Há uma lista maior de vários ataques como esses, para quem estiver interessado no link: http://www.varican.xpg.com.br/varican/Diversos/Terrornob.HTM

Foi inclusive publicado um documento chamado o “Livro Negro do Terrorismo no Brasil”, documento esse que foi elaborado por oficiais que tinham acesso aos documentos secretos do exército.

Entre os maiores terroristas da história, temos Abimael Guzmán do Peru, Andreas Baader da Alemanha, Carlos Chacal que iniciou sua história terrorista na Venezuela e acabou se tornando um dos mais conhecidos do século XX. E claro que não podemos esquecer do, sem dúvidas polêmico: Osama Bin Laden, radical mulçumano que teve como seu ataque principal, os Estados Unidos, que lançou os dois aviões que foram roubados e jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center, um grande símbolo norte-americano, entre outras ‘feitorias’.

“Trata-se de grupos organizados que agem sob uma bandeira qualquer, sempre com o objetivo de destruir. Todos os membros desses grupos estão absolutamente convencidos da nobreza de suas causas e da justeza de suas ações”, ou seja terrorismo é algo sempre violento e que sempre favorecerá apenas quem achar que está certo, independente da real verdade. Tudo isso, vem se tornando comum pra muitas pessoas que se acostumaram com essa realidade, sem questionar.

“Os extremistas muçulmanos que praticam atentados suicidas acreditam que suas ações lhes garantem o direito de  ingressar no Paraíso, onde terão dezenas de virgens à sua disposição para satisfazê-los sexualmente. Também lhes é assegurado que suas famílias farão jus a vagas reservadas no Paraíso… Talvez seja por isso que a família de um terrorista suicida colocou na entrada da casa, para recepcionar as pessoas que foram oferecer condolências, pequenos cartazes com os dizeres: “Não aceitamos pêsames, e sim congratulações.” Se isso é totalmente verdade ou não, ainda não tenho total certeza, mas que ainda há fanáticos não só muçulmanos que acreditam nisso, ou em coisas similares, há. E se parássemos pra pensar um pouco, não faz nenhum sentido isso, mas é questão de respeito às crenças dos outros, pelo menos até que isso não atinja ninguém, principalmente que não tem nada a ver com isso.

 

Fontes:

http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=141&doc=10543&mid=2

http://www.library.com.br/Filosofia/terroris.htm

http://www.brasilescola.com/historia/terroristas-da-historia.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_Negro_do_Terrorismo_no_Brasil

http://www.brasilescola.com/historia/terrorismo.htm

http://www.espacoacademico.com.br/051/51carvalho.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Terrorismo

 

 

O dia em que o terrorismo atingiu ‘’ Os jogos da paz’’

Por Maria Luiza Beltrão

Munique é a terceira maior cidade da Alemanha, capital da Baviera, ela ostenta um estilo de vida que se diferencia do resto do país, apresenta paisagens deslumbrantes ao pé dos Alpes, e é considerada por muitos a cidade mais bonita da Alemanha. No decorrer de sua história porém, aconteceram fatos que não foram tão deslumbrantes assim. No ano de 1966 a cidade foi escolhida como sede dos Jogos de Verão de 1972. E durante seis anos as pessoas assistiram á construção de uma impressionante estrutura de esportes e de lazer com um objetivo de fazer com que 7.000 participantes de mais de 120 países se sentissem nas melhores condições para competição.

A cerimônia de abertura foi um verdadeiro momento de emoção, o estádio inteiro bateu palmas para a delegação de Israel, atletas judeus pisavam em solo alemão e vale lembrar que há trinta anos atrás a Alemanha de Hitler tinha comandado o extermínio em massa dos Judeus na Segunda Guerra. A Olimpíada estava sendo chamada de Jogos da Paz. E durante dez dias gloriosos, os Jogos atenderam as expectativas.

Mas o  que parecia ‘’impossível’’ aconteceu. Diante dos olhos de todo o mundo um ataque de oito terroristas palestinos à Vila Olímpica, muda o rumo da história. Nascia no dia 5 de setembro de 1972 o terrorismo internacional.

Um grupo terrorista denominado Setembro Negro, que exigia a libertação  de mais de 200 árabes de prisões de Israel, invade a Vila Olímpica e toma como reféns atletas israelenses. Na incursão os terroristas matam dois esportistas e fazem de reféns 12 atletas israelenses.

O desfecho da incursão palestina foi uma catástrofe. Os palestinos não tiveram suas exigências aceitas, o exercito da Alemanha não teve êxito em capturar os terroristas, sua ações foram questionadas e erros graves aconteceram, podemos citar o fato dos helicópteros que não pousaram na posição planejada, deixando os atiradores em posições difíceis, os soldados que não tinham armas de precisão, coletes a prova de balas, e tiveram que agir sem equipamentos de visão noturna, e o mais grave: todos os reféns morreram.

A princípio, nenhuma declaração oficial foi feita no local da tragédia em Fürstenfeldbruck, porque as comunicações via rádio foram interrompidas. Isso levou a um trágico mal-entendido: ‘Todos os reféns estão livres e ilesos!” foi a informação que o porta-voz do governo, divulgou. E a agência de notícias Reuters espalhou pelo mundo a manchete: “Todos os reféns israelenses foram libertados”. As bancas de jornais mostrava em suas  manchetes uma coisa completamente contraditória, já que a trágica verdade não havia sido anunciada até as 3 da manhã.

Os Jogos Olímpicos foram interrompidos por um dia, com as bandeiras hasteadas a meio mastro.  E no dia 6 de setembro, o Presidente do Comitê Olímpico declarou durante a cerimônia fúnebre:  “Os Jogos devem continuar”.  Mas depois do ataque, ninguém era capaz de  voltar ao clima dos “Jogos Felizes”.

No dia seguinte todos assistiram a equipe israelense partindo com os caixões de seus companheiros. Cena esta será lembrada para sempre. Já os corpos dos terroristas foram transferidos para Tripoli  no dia 11 de setembro de 1972, onde receberam um funeral de heróis, a pedido do revolucionário da Líbia, Colonel Gaddafi.

Esse trágico fato trouxe mais uma vez a tona o conflito entre os povos de Israel e da Palestina.

 

A seguir segue um vídeo bem interessante e ao mesmo tempo simples, que facilita a compreensão após ter lido a reportagem.

http://www.youtube.com/watch?v=G_YNetxsa80&feature=fvsr

 

Fontes:

 

http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_112944.shtml

 

http://esporte.uol.com.br/olimpiadas/todasolimpiadas/munique_historia.jhtm

 

11 DE SETEMBRO: O MAIOR ATENTADO TERRORISTA DA HISTÓRIA.

Por Marília Barbosa.

 

Faz nove anos desde o atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, coordenado pela Al-Qaeda contra dois importantes prédios americanos. Os terroristas seqüestraram vôos comerciais com passageiros e direcionaram os aviões para símbolos dos EUA.

Os dois primeiros foram direcionados as Torres Gêmeas do Word Trade Center em Nova Iorque, um importante centro econômico do país. Muitos civis morreram, e os prédios ao redor também foram danificados. O terceiro avião foi direcionado para o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no estado da Virgínia. O quarto avião caiu num campo na Pensilvânia, mas tinha o objetivo de atingir o Capitólio, no entanto os passageiros conseguiram mudar a rota do vôo.

A população americana se viu em pleno caos, muitas pessoas se jogaram das Torres Gêmeas desesperadas, e vários vôos internacionais foram proibidos de aterrissar em solo norte-americano até o fim da semana. O governo atribui a responsabilidade do atentado a Al-Qaeda e a Osama Bin Laden, que é um dos principais procurados da CIA e se encontra foragido até hoje; sua declaração de guerra santa contra os Estados Unidos e um vídeo em que ele diz que é para matar civis norte-americanos em 1998 são considerados por muitas pessoas evidências de sua participação nos atos.

Após o atentado terrorista os EUA invadiram o Iraque e o Afeganistão, iniciando a “Guerra ao Terror”, que

o então presidente Bush disse ser uma estratégia global para combater o terrorismo. As guerras se seguiram foram horríveis, o mundo ficou mais inseguro e o terrorismo voltou ganhar um atenção que já não conhecia desde os anos setenta.

 

Desde então os árabes tem sofrido preconceitos toda vez que vão embarcar em vôos internacionais, e cerca de 1200 estrangeiros tem sido preso e investigados pelos Estados Unidos, porém os métodos utilizados pelo Estado vêem sendo duramente criticado pelas organizações de direitos humanos.

 

Dias após o atentado o prefeito de Nova Iorque declarou que os prédios seriam reconstruídos. Em 2006 foi concluído o 7 World Trade Center, e é previsto para 2011 a conclusão da obra de reconstrução do 1 World Trade Center, que quando estiver pronto será um dos prédios mais altos do mundo com 541 metros. Era esperada a construção de mais três torres entre 2007 e 2012 no local, porém após a crise econômica de 2009 os proprietários declararam que a construção pode ser adiada até 2036. A parte danificada do Pentágono foi reconstruída e ocupada um ano após o atentado.

 

Muitos memoriais foram construídos em homenagem as vítimas que morreram no dia 11 de Setembro de 2001, no local onde ficava as torres foram colocadas um par de espelhos d’água, e ao redor tem uma  lista com os nomes das vítimas. Foi suspensa a construção de um museu no local, em vista das denúncias das famílias das vítimas. O memorial do Pentágono foi concluído e aberto ao público em 2008.

 

Até hoje as pessoas se chocam quando se fala nos atentados terroristas de 2001, o fato comoveu pessoas em diversas partes do mundo, e quando se é visto os vídeos do momento das colisões gera um sentimento de tristeza, pois milhares de pessoas inocentes morreram por causa da intolerância religiosa dos seres humanos. Fica no ar a pergunta: Quantas pessoas a mais precisarão morrer, quantos atentados cruéis como este precisarão acontecer para as pessoas aprenderem a convier em harmonia umas com as outras respeitando a diferença entre elas?

 

A seguir tem um vídeo que mostra a reportagem realizada pelo jornal nacional no dia dos atentados terroristas, vale à pena assistir: http://www.youtube.com/watch?v=KflUSoIxZc8

 

http://www.mundoportugues.org/content/1/5604/setembro-atentado-terrorista-que-mudou-mundo

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataques_de_11_de_setembro_de_2001#Memoriais

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_ao_Terror

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Afeganist%C3%A3o_(2001%E2%80%93presente)

 


 


A CRISE DO NEOLIBERALISMO

O neoliberalismo brasileiro falho

Por Amanda Lima

 

O neoliberalismo é uma doutrina surgida mais ou menos na metade do século passado, com a queda do muro de Berlim, onde o empreendedor tem liberdade de fazer seus cálculos e determinar o preço do seu produto sem a rígida intervenção do Estado. No Brasil, pode considerar que exista uma política neoliberal, já que não existe regulação eficiente para a formação de monopólios e concentração de mercado.

Quando se fala em neoliberalismo no Brasil, lembra-se logo de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, que nos seus governos, privatizaram diversas empresas que antes eram estatais. O governo passou a incentivar investimentos externos, e com a abertura para esses investimentos, muitas empresas brasileiras não se adaptaram ao mercado externo indo à falência. Muitas dessas empresas fecharam suas portas, e outras ainda foram vendidas ou associadas a multinacionais, que em apenas uma década dobraram suas participações na economia brasileira.

Quando se instalou a ideologia neoliberalista no Brasil, o país tinha acabado de passar pela Ditadura Militar, onde os trabalhadores conquistaram diversos direitos e foi um fato que marcou a história brasileira. Assim, com o governo neoliberal, as responsabilidades sociais federais foram passadas para os municípios sem o repasse de verba, trazendo a intensificação de organizações não-governamentais. Com empresas privadas, muitos trabalhadores perderam direitos que levaram anos de luta para serem conquistados. Com o neoliberalismo, países latino-americanos, nos quais o Brasil se inclui, passar por uma crise onde muitas pessoas passaram a viver na pobreza.

 

“ Nos países onde as desigualdades não apresentam um caráter estrutural,

também se verifica um distanciamento com o surgimento do que foi chamado

de “novas situações de pobreza”, levando a uma “terceiro-mundialização” do

Primeiro Mundo. Aqui (no Brasil) o impacto das políticas neoliberais se

manifesta de modo mais intenso no chamado mundo do trabalho, por

intermédio do desemprego e da precarização das condições de trabalho, o que

gera uma “exclusão” de setores antes incluídos.” (Soares, 2003, p.23).

 

Daí o aumento e a manutenção dos programas sociais de combate à pobreza. Desempregados e pobres, os trabalhadores brasileiros precisavam de assistência. E eles tinham esse direito.

Num livro chamado “Flat World, Big Gaps”, os autores dizem que  “A ‘globalização’ e ‘liberalização’, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas”. Pelo contrário: a desigualdade social aumentou durante as décadas em que se utiliza esse modelo na economia. E as desigualdades aumentaram pelo motivo do capital ficar concentrado no poder de poucos por causa da regulamentação do mercado. A idéia era que com essa liberação os países ricos ficassem extremamente mais ricos e pudessem ajudar os pobres. Mas não foi o que aconteceu. O que houve foi uma crise, não só no Brasil, mas no mundo neoliberalista inteiro, onde uma onda de pobreza atingiu vários países.

Nós ainda podemos ver que o governo brasileiro não mudou muito suas práticas em relação à economia. Sabemos que quem controla o dinheiro do Brasil, em sua maioria, são empresas privadas, muitas vezes estrangeiras, concentrando o capital do país poucas mãos e deixando milhares de pessoas dependendo do Bolsa Família.

 

Fontes:

http://www.betoveiga.com/log/index.php/2009/11/neoliberalismo-o-que-e-um-resumo-da-definicao/

 

http://educacao.uol.com.br/geografia/neoliberalismo-brasil.jhtm

 

http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0510670_07_cap_02.pdf

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u104540.shtml

 

 

Greve dos petroleiros

Por  André Filippe.

Os petroleiros e os trabalhadores de empresas estatais entraram em greve, num movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) que era contra o arrocho salarial e as reformas constitucionais neoliberais, que foram impostas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Essa insatisfação se deu início da década de 1990 quando Collor estava no poder, e ele anunciou que tinha a intenção de demitir cerca de 16 mil petroleiros e apresentou o PEC – 56, que era um projeto de lei que tinha por proposta a quebra do monopólio estatal do petróleo. Os petroleiros proveram greve e conseguiram inicialmente reverter às demissões, mas mesmo com tanta luta contra essas atitudes do governo Collor eles não evitaram mudanças no interior das Petrobrás.

Após vários debates, e pela insatisfação que os petroleiros vinham tendo decidiram iniciar uma greve e foram com a adesão dos petroleiros, eletricitários, marítimos e previdenciários, mas os eletricitários, marítimos e previdenciários retornam ao trabalho depois de uma semana de greve. Ontem ocorreu o julgamento do Tribunal Superior de Justiça (TST), que devido à saída às outras categorias dos setores públicos e estatais somente os petroleiros foram julgados, e mesmo a Petrobrás não ter assinado um acordo que tinha prometido, a greve foi considerada ilegal.

O TST determinou que além de determinar o desconto dos dias parados e fixar multa diária de R$ 100 mil reais, caso a categoria não retornasse às atividades no dia seguinte, e eles não retornaram o que deu uma nova dimensão a greve. Os petroleiros foram reprimidos, até que depois de 30 dias de greve sem o apoio do sindicalismo eles voltaram ao trabalho.

Isso só mostrou em cenário nacional que a política econômica neoliberalista do governo de Fernando Henrique foi responsável por reduzir a exploração petrolífera, desmembrar a área de refino, inibir investimentos e deixar o custo para a empresa e o lucro para o setor privado. Assim ele mostrou indiretamente que havia a possibilidade de assim como em outras empresas brasileiras, tinha a possibilidade de privatização da Petrobrás, que felizmente até hoje ainda não ocorreu.

Nos governos de Collor, Itamar e Fernando Henrique promoveram as privatizações que tinham como fundamento a política econômica do neoliberalismo, que vem se expandindo pelo mundo. A partir do governo de Collor, o neoliberalismo veio conquistando seu “espaço” na economia brasileira e com ela vieram os produtos importados passaram a invadir o mercado brasileiro e a redução dos impostos para os produtos importados.

O governo brasileiro teve a iniciativa de incentivar os investimentos externos no Brasil mediante incentivos fiscais e privatização das empresas estatais, e incentivando o país a produzir produtos para a exportação, já que as empresas nacionais eram obrigadas a competir com produtos de outras nações que tinham um preço menor, fazendo com que as empresas chegassem à falência. Com a política neoliberal o Brasil teve várias conseqüências negativas como desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais, e além dessas a dependência da capital internacional.

 

 

 


A ANTIGLOBALIZAÇÃO NO MUNDO ATUAL

O que são os movimentos antiglobalização?

Maria Eduarda Nascimento

Primeiramente, globalização é um processo de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global, ou seja, ela interliga o mundo em relaçao aos aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos, porém a mesma estimula a competição, e por isso os países não se ajudam, é cada um por se, consequentemente o mais forte consegue vantagens sobre os outros. Além disso, esta, tem acabado com os recursos naturais e impoem o capitalismo como uma única visão de mundo correto. E por causa desses pontos negativos da globalizaçao, surge o movimento antiglobalização, o qual afirma que: “O capitalismo é autodestrutivo! O culto ao dinheiro, ao individualismo, caminha rumo à própria destruição”. O mesmo abriga: sindicatos, intelectuais, ecologistas e grupos desfavorecidos pelo capitalismo. Os seus integrantes vem estudando há anos os malefícios da globalização, assim   mostrando as face desta, e alegando que a mesma é o fator principal da exclusão social existente, também se reúnem continuamente para organizar campanhas e para debater e discutir sobre um mundo novo que tem como base a solidariedade, o respeito às culturas, e principalmente a justiça e igualdade social. Além de tudo esse movimento uni várias pessoas diferentes, assim estimulando a interação entre os povos e interligando culturas distintas, fazendo com que haja respeito mútuo.
.         Esse movimento engloba diversos grupos antiglobalização, dentre eles se destacam os “Black Bloc “ (tática utilizada por grupos anarquista que tem como objetivo protestar contra o capitalismo, por meio de manifestações antiglobalização) e a “Ação Global dos Povos (criada em Genebra em 1998 para coordenar a resistência contra a Organização Mundial do Comércio e o livre comércio), ambos atualmente vem causando bastante repercussão, principalmente os Black Bloc, por serem violentos.

O movimento antiglobalização não possui líderes, porem pode-se destacar os integrantes mais conhecidos, cuja atitudes são referências para o movimento: Susane George (norte-americana naturalizada francesa, diretora associada do Instituto  Transnacional de Amsterdã e vice-presidenta  da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos); Hazel Henderson (especialista em desenvolvimento humano, brilhante escritora que possui livros traduzidos para vários idiomas); Subcomandante Marcos (líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional e do movimento indígena de Chiapas no México); Aminata Traoré (pesquisadora e escritora); Oder Grajev (Coordenador da Associação Brasileira de Empresários pela cidadania); Trevor Wanek (de Soweto, Johannesburgo, é membro do Centro de desenvolvimento e informação alternativa pelo perdão da dívida); Sandra Cabral (diretora da Central Única dos Trabalhadores no Brasil); Hebe de Bonafini (presidenta das Madres de Plaza de Mayo); Fred Azcárate (diretor executivo de Trabalho com Justiça nos EUA), entre outros.

Certamente, ao longo do texto, observamos que o movimento antiglobalização luta por um mundo mais justo, com o respeito às culturas, justiça e igualdade social, ou seja, por um mundo ideal, porém, alguns manifestantes desse movimento se utilizam da violência para conseguir conquistar esse mundo, assim podemos perceber que qualquer sistema político tem seus pontos negativos e positivos, por isso devemos sempre analisar criticamente todas as faces de cada sugestão proposta.

 

Tática antiglobalização

Por Amanda Machado

O Black Bloc é uma tática utilizada por grupos anarquista que tem como objetivo protestar contra o capitalismo, por meio de manifestações antiglobalização. A tática se refere à utilização de roupas e máscaras pretas por integrantes de grupos anarquistas distintos, para dificultar a indentificaçao de algum membro destes pelas autoridades.

Apesar de surgir em 1980, após a violenta repressão do governo alemão contra os squats (jovens que participavam de movimentos populares de transformação social e contracultura) e se espalhar pela Europa na mesma década, os Black Blocs vem ganhando popularidade recentemente, pois atualmente estão provocando muita repercussão, estando nos últimos anos, principalmente em: Seattle, Praga, Quebec, e Gênova. Em Seattle, os Black Blocs bloquearam o acesso as ruas nos arredores do centro de convenções e tomaram o controle dos principais entroncamentos durante uma grande parte do dia, assim desencadeando grandes perturbações, e recebendo uma significativa cobertura jornalística e a partir de então o nível de segurança em relação aos protestos aumentou. Já em Praga, por causa das linhas de policia que estavam em volta do congresso, os manifestantes se dividiram em zonas de protesto, sendo elas: o grupo rosa, que marchou em volta do centro de conferências; o grupo dos amarelos, que tomaram medidas simbólicas e o grupo azul que optou por tentar atravessar as linhas da polícia para chegar ao congresso. Em In Quebec, the level of security increased again, and again the situation changed.Quebec, além dos manifestantes se dividirem em zonas de protesto, também enfrentaram a policia para chegar ao congresso. E em Genova, que teve uma grande presença policial, cada grupo de manifestante utilizou táticas distintas em diferentes áreas, porem, por causa da atuação policial, os manifestantes que objetivavam invadir o congresso, acabaram destruindo bancas e lojas das ruas de Genova.

Apesar de tudo o Black Bloc ficou marcado pela morte de um de seus integrantes, Carlo Giuliani, um genoviano de vinte e tres anos, que morreu em 2001 com um tiro na cabeça e artropelado, pois ao retirar da rua um isntintor de incendio, para ajudar um amigo, os policiais pensaram que o mesmo estava com um instintor na mão para dar continuidade ao protesto e por esse motivo atiraram nele, cuja bala ultrapassou a sua cabeça e em seguida foi atropelado.

As pessoas pertencentes ao Black Bloc possuem um único objetivo: mostrar para o mundo que o capitalismo é algo ruim, que não proporciona igualdade entre as pessoas e que as mesmas são “controladas” por alguém que é “superior” a elas, além disso, também são unidos e possuem coragem para enfrentar as autoridades, assim demonstrando que pelo seu objetivo vale à pena lutar, como evidencia a frase a seguir, elaborada por um dos Black Bloc:

“Aqueles que possuem autoridade, temem a máscara pelo seu poder em identificar, rotular e catalogar comprometido: em saber quem você é… nossas máscaras não servem para esconder ou ocultar a nossa identidade, mas para revelá-la… hoje nós devemos dar um rosto a essa resistência; colocando nossas máscaras mostramos a nossa união; e levantando as nossas vozes nas ruas, nós botamos pra fora toda a raiva contra os poderosos sem rosto…”

 

 

AGP, importante movimento antiglobalização

Por Monique Fernandes

Ação global dos povos (AGP), é um dos principais movimentos antiglobalização, também considerada como um movimnto radical e social. Promove campanhas populares e ações diretas em resistência ao capitalismo.    Surgiu em fevereiro de 1998, quando, em Genebra, diversos movimentos mundiais se encontraram, desencadeando a origem de uma cordenação mundial de resistência contra a globalização, a AGP, caracterizada por ser um novo grupo de ajuda mútua, com o objetivo de resistir ao capitalismo. Isso representou uma nova forma de instrumento de comunicação de todos que são contra os malefícios causados pelo capitalismo, e que lutam contra o mesmo.

Em maio de 1998, ocorreu a primeira reunião da AGP, também em Genebra e ao mesmo tempo, ocorria uma coferência ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio). Essa reunião foi um sucesso, pois aconteceram várias manifestações distintas, nos cinco continentes. A segunda Conferência Internacional da AGP foi realizada em 1999, na Índia, onde foram analisados os cinco princípios que definem a AGP, e também foi inserido um segundo princípio novo. Em setembro de 2001, na Bolívia, foi realizada a terceira Coferência Internacional da AGP, na qual todos os documentos da mesma foram revistos e ficaram de acordo com a realidade da época e a quarta Conferência Internacional da AGP, ocorreu em 2005. Essas conferências são convocadas pelo “Comitê de Convocadores” formado por movimentos e organizações representativas, e a cada conferência da AGP, outro comitê é eleito, sendo o antigo trocado totalmente, além disso este escolhe um pequeno grupo de assessores do novo comitê, que se encarrega das seguintes funções:

  • Determinar o programa da conferência;
  • Decidir quais organizações podem enviar delegados para a conferência;
  • Decidir sobre o uso de recursos, especialmente decidir quais organizações receberão ajuda para pagar despesas de viajem para participar da conferência;
  • Assessorar os organizadores locais em questões técnicas e organizacionais;
  • Interpretar o manifesto se for necessário, decidindo quais publicações podem ser impressas sob o nome da AGP;
  • O comitê não pode falar em nome da AGP.

Os princípios que definem a AGP, são os seguintes:

  • rejeição a todo acordo comercial, instituições e governos que promovem uma globalização destrutiva;
  • Rejeição a todas as formas e sistemas de dominação e de discriminação. Pois abraçamos a plena dignidade de todos os seres humanos;
  • atitude de confronto, pois não acreditamos que o diálogo possa ter algum efeito em organizações tão profundamente antidemocráticas e tendenciosas;
  • Um chamado à ação direta, à desobediência civil e ao apoio às lutas dos movimentos sociais, propondo formas de resistência que maximizem o respeito à vida e os direitos dos povos oprimidos, assim como, a construção de alternativas locais ao capitalismo global;
  • filosofia organizacional baseada na descentralização e na autonomia.

Os principais objetivos desse grupo antiglobalização são:

  • Convencer a população e as organizações a serem contra ao domínio corporativo. Através de ações construtivas e negligências não-violentas.
  • Resgatar os meios de produção do capital nacional e internacional para criar um novo modo de vida: vidas livres, sustentáveis e com o controle da comunidade solidária, não na cobiça e exploração.

 

 

Referências

http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2009/11/30/pequeno-manual-do-movimento-anti-globalizacao/

http://geografiaetal.blogspot.com/2009/08/carlo-guiliani-uma-vitima-da.html#uds-search-results

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o

http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_Global_dos_Povos

http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/363853

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-br&sl=en&u=http://flag.blackened.net/revolt/rbr/rbr6/black.html&ei=sibsTPKSAsfJnAfM4bzaAQ&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=18&ved=0CJgBEO4BMBE&prev=/search%3Fq%3Dblack%2Bbloc%26hl%3Dpt-br%26biw%3D1003%26bih%3D567%26prmd%3Dniv

http://www.midiaindependente.org/en/red/2001/07/3247.shtml

http://www.nadir.org/nadir/initiativ/agp/pt/manifesto.htm

http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/agp/02manifestoagp.htm

http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/agp/03principiosagp.htm

http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/agp/04orgagp.htm

http://ww.youtube.com/watch?v=9t3VJKuyeSA&feature=fvst

http://www.youtube.com/watch?v=DEhVP–zFfY&feature=related

 

 

 

 


CRISE DO NEOLIBERALISMO E A ASCENSÃO DOS GOVERNOS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA

Crise leva à crise: a ligação entre o liberalismo econômico e o imperialismo capitalista

Por Tácio Barreto

 

A crise do neoliberalismo é um fato que vem ocorrendo na sociedade atual, não tem como negá-la, pois seus sinais estão por toda a parte. A crise se torna cada vez mais evidente, aparecendo em jornais, noticiários, internet e meios de comunicação em geral. A política neoliberal, que começou a ganhar espaço no século no século XX, com a idéia de grande para dinamização da economia e manter o governo afastado da economia, foi um dos grandes ideais do século, e que ajudaram as grandes potências de hoje a emergirem, porém hoje em dia a situação vêm se invertendo. A mesma política neoliberal que levou os grandes governos do mundo atual a este patamar hoje torna-se a maior ameaça da sua queda. A verdade é que quando a voz da minoria começou a ser escutada, o neoliberalismo viu pela primeira vez uma ameaça,a idéia de uma economia forte,sustentada por empresas privadas com o enriquecimento de poucos não era a vontade do povo, e com a manifestação minoritária, o mundo começou a ver esta situação com um olhar de preocupação,o que levou a ascensão dos governos de esquerda. O neoliberalismo é quase que um irmão da globalização,suas épocas áureas coincidem,o neoliberalismo,assim como a globalização se espalhou rapidamente pelo mundo, levando para outros países a influência capitalista e do “american way of life”, que levava para as pessoas de países subdesenvolvidos que ao aceitarem o regime capitalista logo se tornariam ricos,os homens poderiam ter carros e se divertir no fim de semana, e a mulher teria cosméticos e seria escrava da ditadura da beleza,além de conquistar a tão sonhada liberdade.Embora para muitos habitantes de países subdesenvolvidos algumas destas coisas sejam verdade,a maioria das pessoas do mundo passa fome,enquanto outras mais favorecidas queimam mendigos sem nenhum motivo, agridem aqueles com opiniões diferentes(tanto verbal quanto fisicamente),estragam comida e usam drogas.Os governos socialistas, tanto os ligados a extinta URSS, sempre foram contra as idéias neoliberalistas que se alastravam nos potências capitalistas e suas áreas de influência.O neoliberalismo levou a muitos países a riqueza, com fortalecimento da economia,mas para as “colônias capitalistas” as privatizações trouxeram demissão e desvalorização do trabalhador de empresas públicas.O neoliberalismo vem perdendo espaço para os governos de esquerda,que vem ascendendo nos países com economias crescentes.As maiores críticas ao neoliberalismo é que se ele está relacionado com a construção de uma economia forte porque as crises periódicos vem se tornando cada vez mais constantes. O neoliberalismo vem ainda hoje, mesmo que enfraquecido, dominando a economia mundial, com a criação de impérios empresarias em todos os ramos, desde tecnologia de ponta até a fabricação de papel higiênico. Desprestigiado pela mídia internacional o neoliberalismo ainda hoje, ao lado da globalização, vem monopolizando o mercado, com seus produtos multiuso. A economia é aquecida pelo mercado consumidor, que fica simplesmente enlouquecido com as facilidades e ofertas das transnacionais que rapidamente se misturam na cultura local, tornando-se uma empresa quase que local, além disso, o neoliberalismo esquenta tanto o mercado local quanto o das exportações, pois com empresas estrangeiras instaladas é muito mais fácil exportar. Porém hoje em dia a ascensão dos partidos de esquerda e dos líderes anti-liberalistas vem transformando o já não tão forte neoliberalismo em algo ainda mais escasso.


 

Hugo Chávez, um exemplo de superação

Por Guilherme Bayma

Quatro de Fevereiro de 1992, o tenente-coronel Hugo Rafael Chávez Frías protagoniza um golpe de Estado contra o então presidente venezuelano Carlos Andrés Pérez. Assim, apesar de sua tentativa fracassada, Hugo Chávez passou de um mero figurante nacional, naquele momento ele conquistou a popularidade, mas isso não saiu barato, lhe custaram dois anos de prisão. Hugo Chávez recebeu permissão para ceder entrevista em rede nacional para controlar os revoltosos (imagem ao lado), e então discursou: “Companheiros: infelizmente, neste momento, os objetivos que determinamos para nós mesmos não foram alcançados na capital. Isto é para dizer que nós em Caracas não fomos capazes de tomar o poder. Onde quer que vocês estejam, vocês desempenharam bem seus papéis, mas agora é tempo para repensar; novas possibilidades surgirão novamente e o país será capaz de ter definitivamente um futuro melhor.” . Os principais seguidores que Hugo Chávez recebeu, foram revoltosos que desde 1989, quando Pérez assumiu o poder, fizeram grandes revoltas diante do pacote de medidas econômicas neoliberais impostas por Pérez. O maior movimento foi o Caracazo, onde ônibus eram apedrejados e queimados; supermercados, shoppings, lojas eram saqueados e ainda tinham os vândalos que só queriam confusão e violência.

Com os fracassos do governo de Pérez e depois de Rafael Caldera, e com a popularidade que Hugo Chávez conquistou, em dezembro de 1998 a frente do Movimento V República e apoiado por coligações de esquerda, Hugo Chávez é eleito presidente da Venezuela, com a promessa de promover “uma revolutión pacífica y democrática”. Em fevereiro de 1999, Hugo Chávez assume a presidência e convoca um referendo para designar uma nova Assembléia Nacional Constituinte. Em dezembro de 1999 a nova Constituição é aprovada com 70% dos votos. Em julho de 2000 devido às exigências da Constituição houve uma nova eleição e Hugo Chávez é reeleito presidente da Venezuela com 59,7% dos votos.  No final do ano de 2000, a Assembléia Nacional aprovou a Ley Habilitante, que dava ao presidente direito de governar por decreto durante um ano. Essa medida recebeu muitas críticas, dizendo na maioria das vezes que foi uma medida ditatorial. Nesse período de um ano que ele não necessitava da aprovação da Assembléia Nacional, decretou quarenta e nove leis. No meio dessas quarenta e nove leis, estavam a Lei dos Hidrocarbonetos, que dava ao Estado 51% de participação no setor petrolífero, e a Lei de Terras e Desenvolvimento Agrário, que retirou legalmente as terras dos latifundiários. Essas novas leis foram criticadas pela Igreja, empresários, sindicatos e televisões privadas que acusavam Hugo Chávez de estar tornando a Venezuela um país socialista. No final de 2001, e durante 2002, o governo de Hugo Chávez teve fortes greves, inclusive sofreu uma tentativa de golpe de estado, porém não foi bem sucedida. A oposição pediu para que se realizasse uma consulta popular, onde os venezuelanos escolheriam se Hugo Chávez permaneceria no poder ou não. 55% votaram a favor de ele permanecer até o fim do seu mandato.

Em 2006, Hugo Chávez é reeleito com 62% dos votos. Em 2007, Chávez consegue nacionalizar empresas de telecomunicações e eletricidade, e também ocorreram os problemas com a rede de televisão mais antiga da Venezuela, Radio Caracas Telévision, que encerrou suas atividades após problemas com o governo. Em 2008, Hugo Chávez expulsa embaixadores de Israel e Estados Unidos da Venezuela e declara total discordância com Israel em relação a sua intervenção militar na Faixa de Gaza. No ano de 2009, o país sofreu uma grande crise, então nacionalizou os bancos que se recusaram a oferecer maiores créditos aos correntistas. Chávez também conseguiu que a Emenda constitucional que propusera a reeleição ilimitada do presidente e outros cargos públicos da Venezuela fosse aprovada. Sendo assim, Chávez terá chances de em 2012 concorrer novamente a presidência venezuelana e continuar sua incrível carreira política.

 

Lula, quando a esperança vence o medo.

Por Germano Wallerstein

Quando a União Soviética foi dissolvida, e os Estados Unidos saíram vencedores da Guerra Fria, ficou claro, a partir dali, que a nova ordem mundial seria o capitalismo, porém, com a crise do neoliberalismo, ascenderam vários governos de esquerda e com um pensamento mais socialista na América Latina, e também no Brasil. O Brasil teve sua história marcada por regimes ditatoriais, marcados pela concentração de renda e exclusão de uma parcela da população. Desde o Primeiro Reinado de Dom Pedro I o Brasil vem sofrendo com a ausência da democracia. Quando a Corte Portuguesa esteve no Brasil, por exemplo, eram cobrados pesados impostos sobre províncias como Pernambuco, que tinha uma boa renda provinda da cana de açúcar para poder sustentar a Corte no Rio de Janeiro, com forte repressão a qualquer um que se prostrasse contra essa centralização autoritária. Quando, finalmente, chegou a República, ela foi marcada pelo controle das oligarquias estaduais e da grande concentração de renda, onde os grandes latifundiários comandavam um estado centralizador e elitista. Em 1964, com o Golpe Militar, foi tirada a liberdade do povo, e, quando em 1985 ele chegou ao fim e, em 1989, foi eleito o primeiro presidente por voto direto após o Golpe Militar parecia que o povo tinha recuperado a confiança. Porém, com o Impeachment de Collor e o aumento da concentração de renda em algumas regiões do país no governo de Fernando Henrique Cardoso, Lula, migrante nordestino, sindicalista, que ajudou a derrubar a ditadura, assume o poder, com a grande responsabilidade de reviver as esperanças de grande parte da população, que foi excluída do poder por tanto tempo, que via seus direitos básicos sendo negados, e que agora sonha com dias melhores. A ascensão de Lula se deu, em grande parte, por um fenômeno que vem ocorrendo em toda a América Latina, com a ascensão de governos de esquerda por toda parte com Hugo Chávez na Venezuela, Tabaré Vázquez no Uruguai, Fernando Lugo no Paraguai, Evo Morales na Bolívia e outros, que se deve graças à falha da política neoliberalista, que vinha aumentando a desigualdade social nesses países. A política de diálogo com os movimentos sociais do governo Lula é um dos fatores que mais mostram esse lado social dos governos de esquerda. As negociações com militantes de grupos em como os dos sem-terra, os sindicatos, os ambientalistas, e vários outros movimentos. O governo Lula também sempre estimulou o fim do preconceito contra os negros, homossexuais, índios, além do preconceito e exclusão social dos pobres, que foi o grande grupo que ajudou Lula a se eleger. Os programas de inclusão social, como o Bolsa Família, também tem sido uma marca do governo, que vem estimulando a melhor divisão de renda e vem fazendo com que milhões de brasileiros ultrapassem a linha da pobreza. Essa nova ordem que vem se estabelecendo no Brasil vem provando ser um modelo muito mais eficiente de administração de um estado, e que tem como prova o alto de índice de crescimento econômico e social, além de uma economia mais sólida, capaz de superar crises como a de 2008 sem sofrer maiores danos, e os altos índices de aprovação do governo Lula, inclusive com a reeleição de Dilma são uma prova da volta da esperança ao povo brasileiro. Quando, no dia 27 de outubro de 2002 Lula foi eleito presidente, os povos historicamente excluídos mostraram sua vontade de mudar, a esperança venceu o medo.

 

 

México e a Crise do neoliberalismo

Por Adilson Ângelo

No segundo dia de julho do ano 2000, Vicente Fox Quesada, da oposição, assume o controle do México ao se tornar o primeiro presidente pelo seu partido (Partido da Ação Nacional) depois de 70 anos sob o controle do Partido Revolucionário Institucional (PRI). Fox assume o governo mexicano com um dos mais altos índices de popularidade já vistos na história mexicana, um fator que pode-se perceber quando se vê os governos latino-americanos nesta mesma época, Chávez em 1999, Fox em 2000, Lula e Morales em 2002, todos eram populares e oposicionistas, prometendo realizar os desejos da população implantando ideais de esquerda.

O que aconteceu com Quesada foi uma exceção, sua popularidade caiu drasticamente pelas mudanças tomadas pelo seu governo. Então promove uma reforma fiscal congelando os valores dos impostos sobre bens de consumo, saúde, educação, etc., porém a reforma não foi aceita pelo congresso. Quesada também esquentou as relações com os EUA, manifestando-se contra a Guerra do Iraque em plena tentativa de acordos a respeito da imigração México-EUA. Assim, Quesada caminhava para um fim de governo mais amargo que o seu doce começo na popularidade. Vicente Fox Quesada saiu do cargo presidencial no ano de 2006, dando lugar à Felipe Calderón.

Um dos fatores que contribuíram, assim como aqui no Brasil, para a entrada de um novo governo esquerdista no poder foi o passado do governo anterior. Com Ernesto Zedillo no poder, o México enfrentou enormes crises como a de 1990, ou A Crise Mexicana, chamada também de O Efeito Tequila levando à falência milhares de empresas, gerando desempregos e deixando milhões de pessoas afundadas em dívidas. Apesar de tudo isso o governo do México conseguiu se “recuperar” do fracasso da década de 90, mas isso não impediu que um monopólio de 70 anos acabasse. São de oportunidades como estas que os opositores se aproveitam para ganhar vantagem do partido adversário, a exemplo do que ocorreu no Brasil, FHC não fez um bom governo, Lula conseguiu realizar uma reforma de esquerda e está no poder até hoje e ainda conseguiu colocar a sua sucessora no poder, mas cada caso é um caso.

A transição de governos do México na crise neoliberal foi mais pacífica do que em outros países latinos-americanos como é o exemplo da Venezuela de Chávez, com várias revoltas em busca de uma mudança de modelo de governo. A decadência do neoliberalismo no México foi mais “democrática”, apesar de o PAN acusar o PRI de que todos os 70 anos no poder foram através de uma chamada “ditadura” manipuladora, mas o PAN, com Quesada, venceu as eleições de 2000 com 43% dos votos (no México não há segundo turno).

A hitória do PAN e dos esquerdistas prosseguiu no México posteriormente com Felipe de Jesús Calderón Hinojosa (à esquerda), sucessor de Vicente Fox Quesada na presidência do México, assumindo o posto no dia 1º de dezembro de 2006. Assim, a oposição ao liberalismo ou neoliberalismo consolidou-se, tanto no México, quanto na América Latina.

 

Fontes: http://www.un.int/mexico/biography_fox.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9xico

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vicente_Fox

http://pt.wikipedia.org/wiki/PRI

http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_A%C3%A7%C3%A3o_Nacional

http://pt.wikipedia.org/wiki/Felipe_Calderón

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernesto_Zedillo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hugo_Ch%C3%A1vez

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chavismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_Estado_de_1992_na_Venezuela

http://pt.wikipedia.org/wiki/Caraca%C3%A7o

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Caldera_Rodr%C3%ADguez

http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Lula#Caracter.C3.ADsticas

 

 

 


ANTI-GLOBALIZAÇÃO!

Antiglobalização: uma luta sem fim

Por Mariana Seidel

 

A globalização é de caráter altamente excluente, de forma que a desigualdade social, econômica e política só fazem crescer dia após dia. O processo ocorrido no globo gerou diversas problemáticas para, principalmente, os países desenvolvidos. O surgimento de novas questões socioeconômicas, a formação de blocos como o NAFTA, os novos acordos comercias e outras questões ligadas à política, geraram um descontentamento de parte da população mundial, os antiglobalistas. Isso acabou resultando em diferentes organizações da sociedade civil, como movimentos ambientalistas, ONGs e sindicatos.

O livro “Flat World, Big Gaps” (“Um Mundo Plano, Grandes Disparidades”), que foi editado por Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e por Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização, analisa essas questões, e diz o seguinte: “A ‘globalização’ e ‘liberalização’, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas”. É justamente isso que a maioria desses movimentos articula, a intenção é impedir a desigualdade mundial e a submissão dos países do terceiro mundo em relação às potências mundiais. Há uma grande insatisfação com o comércio global e com a falta de igualdade, já que as transnacionais estão deixando o mundo de acordo com suas necessidades econômicas e seus interesses. É uma “denúncia” da globalização.

A primeira grande manifestação antiglobalização ocorreu em 1999, durante um evento organizado pela Organização Mundial do Comércio, que reuniu representantes de mais de 100 países, nos EUA, com o objetivo de discutir as perspectivas do comércio internacional para o século XXI. Em Portugal também houve algo parecido: uma manifestação de Lisboa do Dia Global da Ação contra o Sistema Capitalista. A partir daí, portanto, os movimentos só se intensificaram, com uma grande capacidade de organização e mobilização.

Outro evento de extrema importância é o Fórum Social Mundial, que tem como objetivo unir pessoas que são contra as políticas neoliberais do Fórum Econômico Mundial. Para se ter idéia, na primeira edição do Fórum, mais de 20 mil pessoas compareceram ao evento, ocorrido em Porto Alegre. Atualmente é considerado o principal movimento antiglobalização, como será mostrado adiante.

O Banco Mundial, a União Européia, o FMI, a Organização Mundial do Comércio e o G-8 têm encontrado dificuldades em suas reuniões, devido às ações dos revolucionários, que batem de frente. Em pouco tempo, esse movimento conseguiu se espalhar e transmitir suas mensagens ao mundo, sendo considerado o primeiro movimento revolucionário do século XXI.

Um aspecto interessante dessas manifestações é que a internet é bastante utilizada como meio de divulgação e organização do movimento. Isso acaba também se tornando algo irônico, já que essa ferramenta é o principal símbolo do processo de globalização, pois proporciona a comunicação entre pessoas de todo o mundo.

Os grandes países, como os Estados Unidos, por exemplo, têm grande controle e poder sobre nós, menos desenvolvidos. Eles ditam o que devemos fazer, ouvir, vestir. O que esse movimento propõe é a igualdade de todos, um mundo justo, com liberdade, com menos ganância e egoísmo; um mundo solidário, com respeito às culturas.

 

Fontes:

http://www.brasilescola.com/geografia/movimentos-antiglobalizacao.html

http://geografiaetal.blogspot.com/2009/07/movimento-antiglobalizacao.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.fflch.usp.br/dh/lemad/?p=443

 

 

Seattle: um manifesto mais que explosivo

Por Marcela Souza

Depois de abordado o assunto Antiglobalização de forma detalhada, abordarei agora o manifesto que foi uma explosão e que ocorreu em 1999. Esse manifesto aconteceu no dia 30 de Novembro, na cidade de Seattle, situada nos Estados Unidos.  Isso não aconteceu do nada, mas já que era nessa cidade estadunidense que estava a ocorrer à reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC), aproveitando-se dessa oportunidade, milhares de pessoas, na maioria jovens, estavam ali, reunidos, dispostos a colocar pressão sobre os representantes dos governos que estavam ali se reunindo, para que estes, aprovassem certas mudanças que trariam um maior equilíbrio entre os países e os manifestantes também queriam que alguns pontos fossem revistos, pontos que tornam a economia um mar de desigualdades entre as tantas classes sociais. Unidos em torno desse protesto estavam pessoas diversificadas, que reconheciam em sua estrutura de onde todos os problemas que surgiam, ali, diante de seus olhos, mas que muitos fingiam não ver, para não terem que se esforçar para mudar o que estava a ocorrer.

A repressão ao movimento foi imediata. Todos tentavam oprimir o movimento que em pouco tempo já impressionava pela sua grandiosidade, da mesma maneira que a repressão policial impressionava pela quantidade de oficiais ali presentes e pela grande violência na qual esses se utilizavam.

A resistência foi um ponto muito importante nesse manifesto.Existiram nesse protesto, os “Black Blocs” que eram pessoas que passaram dias lutando contra a polícia local, mesmo que muitos já tenham desistido, eles continuavam ali, firmes e fortes, na luta contra a globalização. A diversidade desses protestos é lembrado pelo uso de diversas táticas que tiveram por objetivo enfrentar os policiais “furiosos”.

Os manifestantes conseguiram se organizar de tal forma que impressionou tanto que fez com que muitos abaixassem o chapéu para eles. Os manifestantes já estavam se organizando a meses, por via dos meios de comunicação. Sendo assim, os protestantes agiram de forma coletiva, onde nenhum sobressaia diante os outros. Mesmo diante da rede de cobertura dizer que essa era uma manifestação violenta, essa nova forma de organização em manifestos fez com que o mundo todo parasse. Mesmo com toda segurança que os EUA possuem, não foi o bastante para fazer com que o manifesto fosse oprimido de forma rápida, tanto que se pode perceber que essa “explosão” foi tanta, que fez com que muitos países pudessem parar e pensar no movimento de globalização.

Nos anos que se seguiram ocorreram diversas manifestações em cidades européias que se assemelhavam a esta. Foi deste manifesto que o Centro de Mídia Independente (Indymedia) nasceu, centro que tem o objetivo de repassar total cobertura de notícias sobre movimentos sociais e denúncias contra os abusos e agressões que aqueles que são desfavorecidos em todo mundo.

Foi também deste manifesto que foi criado o Fórum Social Mundial na cidade de Porto Alegre, Brasil. O fórum acontece anualmente e objetiva mostrar os problemas de desigualdade no mundo. Pretende-se então, a partir da mostra das notícias, que os integrantes do fórum possam debate sobre o assunto de forma ampliada e sem serem julgados ou oprimidos. Graças a isso, ocorreram, em diversas cidades, manifestações contra os efeitos da economia capitalista e da lógica do mercado na vida das pessoas.

Nestes movimentos, os jovens se jogam mesmo e tentam, com todas as suas forças, recriar o mundo para que o este se torne um lugar em que todos possam conviver plenamente, sem serem ofendidos pelo resto da população que se diz “diferente” e superior a estes, que só por não serem iguais ao resto sofrem exclusão e etc. Mesmo com toda segurança que os EUA possuem, não foi o bastante para fazer com que o manifesto fosse oprimido de forma ligeira, tanto que pode-se perceber que essa explosão foi tanta, que fez com que muitos países pudessem parar e pensar no movimento de globalização.

O manifesto foi tão intenso, que fizeram até um filme que se passa no dia 30 de novembro de 1999, e mostra tudo o que aconteceu nesse dia, quando a cidade se torna um campo de batalha.


Fontes:

http://www.fflch.usp.br/dh/lemad/?p=443

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.brasilescola.com/geografia/movimentos-antiglobalizacao.htm

 

Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=JbPufXnFOh8

 

 

FSM: uma luta democrática

Por Ygor Leonardo

Já que o assunto é sobre os movimentos de antiglobalização, não se poderia deixar de falar no Fórum Social Mundial (FSM), que é um evento antiglobalização de muita importância, onde seu principal objetivo é fazer um encontro mundial de pessoas e movimentos sociais contrários às políticas neoliberais do FEM (Fórum Econômico Mundial). Eles lutam principalmente contra o FEM, pelo simples fato de desde 1971, ter cumprido um papel estratégico na formulação do pensamento dos que promovem e defendem as políticas neoliberais no mundo todo.

Sua base organizacional é uma fundação suíça que funciona como consultora da ONU e é financiada por mais de 1.000 empresas multinacionais. Logo, se manifestando contra esse fórum, ela também estará mexendo com todos os envolvidos do mesmo. O Fórum Social Mundial ganhou força e representatividade e, atualmente, é o principal movimento antiglobalização. Onde eles não têm vergonha de mostrar sua insatisfação em relação ao mundo. Acredito que as pessoas que participam do fórum, tenham realmente coragem, pois é um ato de responsabilidade e coragem, pra que você enfrente órgãos mundiais e multinacionais que tem grande poder pelo mundo, além de pessoas ignorantes que são totalmente contra a qualquer tipo de manifestação. O FSM luta pelos direitos dos cidadãos.

O FSM se reuniu pela primeira vez na cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, entre 25 e 30 de janeiro de 2001. Para se ter uma idéia de como já existia pessoas integradas ao fórum, 20.000 pessoas, das quais cerca de 4.700 eram delegadas de diversas entidades abrangendo 117 diferentes países. A imprensa também esteve bastante presente com 1.870 credenciados.

Em 2001 o Comitê Organizador contou com a participação de oito entidades brasileiras: Abong, Attac, CBJP, Cives, CUT, Ibase, MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Logo foi criado um escritório, para melhor acessibilidade, em São Paulo, e que até os dias de hoje, apóia e dá suporte ao processo FSM, ao Conselho Internacional (CI) do FSM e suas comissões aos comitês organizadores dos eventos anuais do FSM. Os quatros temas abordados no fórum em sua primeira edição foram: A Produção de Riquezas e a Reprodução Social; – O acesso às Riquezas e a Sustentabilidade; – A Afirmação da Sociedade Civil e dos Espaços Públicos; – Poder Político e Ética na Nova Sociedade.

Em 2002 aconteceu em Porto Alegre, entre os dias 31 de janeiro e 05 de fevereiro, onde já se percebe o aumento das pessoas que estão participando do fórum. Em 2003 também aconteceu em Porto Alegre, e já se tinha muitos estrangeiros participando. Em 2004, foi realizado pela primeira vez fora do Brasil O local escolhido foi Mumbai, na Índia e a data: de 16 a 21 de janeiro de 2004. Em 2005 voltou pra Porto Alegre. A edição do FSM em 2006 foi policêntrica, ou seja, ocorreu de forma descentralizada, em diferentes lugares do mundo. Três cidades sediaram o FSM 2006: Bamako (Mali – África), Caracas (Venezuela – América) e Karachi (Paquistão – Ásia). O primeiro FSM mundial no continente africano foi realizado entre os dias 20 e 25 de janeiro de 2007, em Nairóbi, Quênia. Em 2008, não aconteceu o fórum, por motivos não claramente estabelecidos, o evento não aconteceu, mas se acredita que tenha sido pela desorganização e pela força que o evento estaria a perder. Em 2009, durante seis dias no final de janeiro, cidadãos, movimentos e organizações de 142 países se encontraram na cidade de Belém.

Não se pode falar de forma ampla cada edição do FSM, só se pode dizer que cada um teve sua devida importância, onde eles procuram mostrar suas insatisfações em relação ao mundo, sem medo e se unindo, pois a união faz a força. Onde indígenas, negros, brancos, homossexuais, todos unidos por um só objetivo, querer mudar o mundo onde se encontram e querendo que aceitem eles como são, e não sendo comandados por quaisquer.

 

Fontes:

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=338
http://www.brasilescola.com/geografia/movimentos-antiglobalizacao.htm
http://depositomaia.blogspot.com/2008/01/crise-do-frum-social-mundial-igncio.html

Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=QuDde6TQORQ



O NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA

O Neoliberalismo Pós Regimes Militares Na América Latina

Por: Tibério Araújo

Durante as ditaduras que aconteceram na América Latina, algumas de suas principais características foram: a proibição de greves; o arrocho salarial; facilidade de instalação das empresas multinacionais, investimento em obras faraônicas, etc.

Houve também fatores que prejudicaram as ditaduras, como o aumento da dívida externa; a crise mundial de 1970, que ocorreu a superprodução do petróleo que abalou tremendamente a América Latina. Muito desses fatores além de ter nos prejudicado, foram importantes para a construção de nossa história.

Com as crises, os regimes militares começam a se enfraquecer, assim sendo praticamente forçadas a abrirem sua economia. Se deparando com tal situação, na década de 1990 principalmente, muitos países da América Latina começam a abrir sua economia e inicia uma política que coloca um fim na participação do Estado em privatização de empresas, desestruturação dos sindicatos e informalidade dos trabalhos, etc.

Tais foram as medidas tomadas pelos governos do Brasil, Argentina, México após as ditaduras militares com a finalidade de se inserirem no mundo globalizado. Em resumo, o ajuste Neoliberal ocorreu por medidas tomadas por países com a finalidade de extinguir a dívida externa e para reintegrar o continente na economia mundial, tendo como líder os Estados Unidos e sem ter medo de serem ameaçados pela URSS.

O Neoliberalismo foi altamente incentivado pelo FMI e pelo Banco Mundial, empresas criadas durante a Segunda Guerra Mundial para equilibrar as economias em dificuldades. Elas têm como finalidade controlar as economias da América Latina para em seguida subordiná-las às economias de Primeiro Mundo. Como ajuda, essas empresas aconselham esses países a tomar providências como corte nos gastos sociais, congelamento de salários, guardar dinheiro para pagar a dívida externa e as multinacionais.

No Brasil, isso também acontece com Sarney e Collor e atinge seu ponto máximo com FHC com a imposição do Plano Real. Já na Argentina iniciou-se com Raul Alfonsín, um liberal que cria uma nova moeda (o Austral), com a finalidade de congelar preços e salários. Depois ele consolida com Carlos Menem e seu ministro Carvalho que privatiza as empresas, assim faz com que a moeda Argentina acompanhe o dólar e em seguida permitindo importações.

Já no México, essa imagem não se alterou muito comparado às dos países anteriores. O presidente quando percebeu estar diante da situação e considerando as consequências se não houvesse tomado a decisão, adota o Neoliberalismo, começando com a privatização das empresas públicas.

No Chile, foi um pouco diferente, ele adota o neoliberalismo na ditadura de Pinochet e é o primeiro da América Latina a adotar o sistema, assim se destacando entre os outros países da América Latina. No Peru, há uma reforma agrária, mas que é contido pelo general Bermudez que termina submetendo o país ao FMI. Após ele, Fujimori assume o poder, atrapalhando mais a situação do país privatizando empresas e abrindo o mercado para empresas estrangeiras.

Assim, podemos concluir que a situação em que os países subdesenvolvidos se encontram é difícil e que dificilmente sairão da sua situação atual, pois sustentam a economia dos países do Primeiro Mundo.

Referências:

Livro de História Geral (por telefone)

Bolívia

Por: Lucas Maggi

A Bolívia é um país com um passado similar ao de diversos países na América Latina. A maioria se tornou colônia de exploração. Seus colonos levaram suas riquezas naturais, madeira, minérios, e usaram seu solo fértil. No entanto vou me concentrar no período posterior ao domínio militar na Bolívia, e claro explicando como estava a situação difícil da Bolívia antes, e durante o período militar.

A economia boliviana sofreu com a queda do preço do estanho no mercado mundial entre as décadas de 1950 e 1960 e com altos índices de inflação. Os esforços do governo para reduzir o número de trabalhadores empregados – além de restringir os salários -, ficaram de frente com a forte resistência dos sindicatos, sem contar que as minas de estanho não eram mais tão rentáveis.

Após a reeleição de René Barrientos em julho de 1966 houve uma disputa interna pelo poder do país, e com a revolução inflamada por Ernesto Guevara (Che Guevara), Barrientos ficou conhecido pelo apoio conquistado da elite de seu país e principalmente da CIA para executar o plano de assassinar Che Guevara, que tentou estabelecer uma base guerrilheira para lutar pela unificação dos países da América Latina. Nisso a Bolívia deixou de lado grande parte da população, que era de baixa renda e viviam em sua maioria da mineração de estanho e outros minérios, para satisfazer o investimento privado estrangeiro realizando uma política de reformas econômicas conservadoras. Em 1969, Barrientos morre em um estranho acidente de helicóptero.

Hoje em dia a Bolívia é uma republicana democrática, possui áreas da Bacia Amazônica, e uma mata considerável ainda preservada da devastação progressista. É um dos países mais influentes do ponto de vista energético na América do Sul, já que possui grandes reservas de petróleo sendo administradas por empresas de grande porte. Enquanto isso 60% da população é considerada pobre, mesmo com um IDH considerado médio 0,643(2010), e sendo a maior fornecedora de estanho da América.

Mesmo depois de vários golpes de estado cometidos por militares a Bolívia tem uma democracia neoliberalista de fachada com o atual presidente Evo Morales, o que lembra o caso da Venezuela com o Hugo Chávez. A diferença principal entre os dois governos é que a Venezuela possui mais armamentos, diferentemente da Bolívia, o que não faz dele uma ameaça político-militar.

A maioria dos regimes militares na América Latina foi de caráter elitista, e não atendia a maioria da população que era pobre, enquanto combatiam contra guerrilheiros com intenções de instalar um sistema comunista de governo, muitos deles aliados da Rússia. E o fato de ter sido após a Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria estes países, que eram em sua maioria subordinados aos Estados Unidos, e receberam apoio completo do mesmo para sufocar qualquer movimento pró-socialista ou pró-comunista, que não o seria liberalista.

Porém com o passar do tempo a força deles só aumentou, pois aqueles que ficaram vivos voltaram ainda mais fortes e a maioria com o apoio da população, já que agora o voto era direto e um direito de todos, favorecendo-os pelo fato de que muitos que trabalhavam nas minas e nos campos não tinham uma instrução política e iam de acordo com o que eles – populistas – aparentam para a grande maioria da população. Estes, que antes não eram a favor do sistema capitalista tiveram de adotar o conceito neoliberalista (absoluta liberdade de mercado, e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, e somente poderá intervir em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo), que são normalmente adotadas por governos neoconservadores, que se enquadra bem no caso da Bolívia e da Venezuela, pois originalmente os neoconservadores se colocavam em uma perspectiva mais à esquerda.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolívia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara

http://pt.wikipedia.org/wiki/René_Barrientos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoconservadorismo

 

México: mais um país iludido pelo neoliberalismo

Por: Olavo Rocha

Após a Segunda Grande Guerra, o México passou por um grande crescimento em sua economia, que ficou conhecido como o Desarollo Estabilizador, ou Milagre Econômico aqui no Brasil, onde a política econômica do México foi finalmente trocada por um modelo baseado nas importações, já que se estava tentando substituir os produtos externos para ser ter uma maior independência. Mesmo com um crescimento na economia, as diferenças sociais ainda eram notadas e era claro que não agradava a população, e para piorar a situação, o então governo dominado pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), se mostrava muito repressivo contra as reivindicações da população.

Na década de 80 houve uma alta no preço do petróleo, mas o governo não soube controlar bem sua economia, o que levou á uma grande crise em 1982, desde então o PRI começou a perder a sua credibilidade, principalmente com a fraude nas eleições de 1988 que trouxe a vitória ao Carlos Salinas de Gortari. A população protestou contra a sua vitória, mas ele conseguiu estabilizar a inflação causada pelas altas do petróleo e contribuiu para a formação do NAFTA.

O NAFTA (que no português significa Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) foi em acordo feito entre os países do atlântico norte (Canadá, Estados Unidos e México), que traria benefícios parecidos com os da União Européia, mas até hoje, o México está aguardando quieto por esses benefícios: Mais da metade de sua população vive na pobreza e aproximadamente 20% são indigentes. É claro que o acordo trouxe alguns créditos, como por exemplo, os salários cresceram mais de 130%, mas em compensação as cestas básicas tiveram seus valores multiplicados por cinco. Houve um aumento nos salários, mas só para aqueles que conseguiram continuar em seus empregos: Ocorreu um aumento na taxa de desemprego, principalmente no que se refere á exportação, setor da economia que deveria ser o mais beneficiado pelo NAFTA, chegando a perder o título de maior exportador para os EUA, deixando a China em primeiro lugar no hank. A situação não foi melhor para os agricultores mexicanos: Os Estados Unidos estavam barrando a entrada dos produtos agropecuários mexicanos, mas por ironia o mercado do México estava sendo bombardeado pela agricultura Norte Americana, como por exemplo, a batata que é um dos principais produtos mexicanos, ou o arroz, que invadiu metade de seu comércio.

Em meados da década de 90, grupos anti-liberalistas realizaram protestos contra o governo federal, e no mesmo ano o presidente foi substituído por Ernesto Zedilo. Depois disso a economia mexicana voltou a entrar em decadência, mas o presidente Clinton dos Estados Unidos lançou um “Pacote de Resgate” para o México e a economia voltou a se estabilizar, com o seu PIB chegando a crescer 7% ao ano.

Por mais de meio século o México esteve sob o controle do Partido Revolucionário Institucional, fato que mudou em no último ano do século XX, com a vitória de Vicente Fox, que pertence ao Partido da Ação Nacional (PAN), opositor ao PRI.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/México

http://geografiaeconjuntura.sites.uol.com.br/america/america01.htm

 


O NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA

Uma pequena introdução

Por Pedro Alves de Farias    9º Ano “A”

Para falar sobre o neoliberalismo na América Latina, precisamos primeiro saber o que é o neoliberalismo. O neoliberalismo é um conjunto de idéias políticas e econômicas que não aceita a participação do estado na economia, e de acordo com essa idéia, deve haver uma total liberdade de comércio porque esse princípio garante um desenvolvimento econômico e social. Algumas das características do neoliberalismo são a pouca participação do governo no mercado de trabalho, a política de privatização das empresas estatais, abertura da economia para a entrada de multinacionais, a diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente, posição contrária aos impostos e tributos excessivos e a abertura comercial, reduzindo ou eliminando as taxas alfandegárias sobre as importações. De acordo com os defensores do neoliberalismo, tal sistema torna a economia mais competitiva, assim impulsionando e consequentemente aumentando o desenvolvimento tecnológico de um país também.

Na América Latina, vários países adotaram o neoliberalismo pelo menos em um momento de sua história. Nesse grupo estão incluídos o Chile e o Brasil. No caso do Brasil, A adesão as idéias neoliberais se iniciam em 1990, com eleição de Fernando Collor à Presidência do país. Apesar de seu caráter messiânico e moralizador, Collor se constitui em um divisor de águas da agenda política brasileira. Ele representa essa ruptura da agenda no sentido da abertura comercial, das privatizações, da desregulamentação da economia brasileira e de políticas de controle fiscal, de gastos públicos, do arrocho no crédito e diminuição da liquidez do sistema financeiro. Graças ao seu temperamento egocêntrico e explosivo, faltou-lhe sustentação parlamentar, e tudo culminou como é sabido, num processo de impeachment e na ascensão ao posto de dirigente máximo do país do seu vice, Itamar Franco (PMDB).

A época mais acentuada do neoliberalismo, no Brasil,  foi durante o mandato de FHC, (Fernando Henrique Cardoso) onde empresas que não tinha conseguido se adaptar a nova economia de mercado faliram ou foram compradas por empresas multinacionais. Já outras empresas tiveram que vender seus patrimônios e se associaram com empresas multinacionais.

Em Pernambuco, o maior representante das idéias neoliberais foi o ex-governador Jarbas Vasconcelos (1998). Jarbas, ao lado de Roseana Sarney, no Maranhão, copiaram do Governo Federal as suas “medidas modernizadoras”, tais como o plano de privatização da Previdência dos governos estaduais, o controle dos gastos públicos, arrocho salarial dos servidores, tentativa de ajuste fiscal, entre outras.

Já no Chile, o neoliberalismo começou após a vitória de Pinochet em 1973, sendo criado um plano de ação chamado O Ladrilho, e esse documento possuía fundamentos que depois vieram a ser chamados de neoliberalismo. Os defensores do neoliberalismo apelidaram então esse período de “Milagre Chileno”, porém, durante o regime de Pinochet o PNB (Produto Nacional Bruto) do Chile caiu bastante, fazendo com que apenas cinco países da América Latina tivessem um PNB per capita pior que o do Chile. Esse Milagre Chileno foi dividido em duas partes: O Primeiro Milagre (1973 – 1982) e O Segundo Milagre Chileno (1985 – 1989). Quando ocorreu a democratização em 1990, os erros de dosagem nas medidas recomendadas pelo modelo neoliberal do Chile já havia criado um grande problema na economia do país, já que o PIB caiu cerca de 30% e 38,6% da população chilena se encontrava abaixo da linha da pobreza. Por causa disso, até hoje 39% da população não dispõe de nenhum tipo de seguridade social.

 

Referências:

http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=391&textCode=4562

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo_chileno

http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm

http://www.infoescola.com/historia/neoliberalismo/

 

A raiz e o caule do neoliberalismo no Brasil.

Por Lucas Monteiro, 9º ano A.

Sem dúvida o neoliberalismo no Brasil começou de fato na década de 90, durante o governo do ex-presidente Collor de Mello, em apenas incríveis dois anos de mandato. Nele, ouve grande abertura da economia, como é característico do neoliberalismo, porém não correu da maneira mais apropriada, e sim equivocada. Logo em uma de suas primeiras ações (o plano Collor) a população sofreu com o confisco das poupanças, congelamento de preços e salários, fim de incentivos fiscais, etc. Além disso, o governo realizou a privatização de diversas empresas, como Instituto do Açúcar e do Álcool, Instituto Brasileiro do Café, Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste e o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), mais uma vez como diz o neoliberalismo; abriu a comercialização as importações, e muito mais. Com isso, muitas empresas brasileiras acabaram sofrendo muito, tendo um verdadeiro choque, sem falar no grande desemprego e queda brusca no PIB.

Diante desta situação delicada que o governo Collor colocou o Brasil, trabalhadores e até empresários se viam em situações bastante complicadas e passando por serias dificuldades. Com isso acabou ocorrendo um inevitável impeachment de Collor, que foi conquistado, sobretudo graças aos mais afetados: a própria população.

Com a saída precoce do presidente Collor, quem assumiu foi o seu vice, Itamar Franco. Em seu governo, Fernando Henrique Cardoso assumiu o ministério da Fazenda e defendeu integralmente que o Brasil continuasse a privatizar empresas estatais, como Companhia Siderúrgica Paulista (CSN), a Aço Minas Gerais (AÇOMINAS) e a Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), sob a justificativa de que precisávamos de mais dinheiro para os cofres públicos federais. Além disso, foi graças ao Plano Real aí criado, que FHC conseguiu a base da confiança popular para a sua eleição em 1994.

Em seu governo, FHC seguiu com as medidas neoliberalistas dos governos anteriores, porém definitivamente não tão desastrosas como as de Collor. No seu mandato, buscou diminuir a participação estatal na economia, e aumentar a estrangeira. Para isso realizou reformas como:

• O fim da discriminação constitucional em relação a empresas de capital estrangeiro;
• A transferência para a União do monopólio da exploração, refino e transporte de petróleo e gás, antes detido pela Petrobrás, que se tornou concessionária do Estado;
• A autorização para o Estado conceder o direito de exploração de todos os serviços de telecomunicações às empresas privadas; entre outras.
Com isso, importantes empresas estatais foram privatizadas, como a Compania do Vale do Rio Doce (empresa de minério de ferro e pelotas, que se tornaria uma das maiores multinacionais do mundo), que muitos dizem inclusive que foram vendidos a um preço baixissímo, a Telebrás, monopólio estatal de telecomunicações e a Eletropaulo.

Outro grande problema foi o desemprego que, dentre outros vários motivos foi causado pelo impacto da globalização e emprego de novas tecnologias
Para concluir é importante ressaltar que esse neoliberalismo também trouxe vários pontos positivos, como a modernização de industrias, investimentos estrangeiros, etc. Entretanto eles não foram superiores aos diversos erros cometidos.

 

Fontes:

linkhttp://educacao.uol.com.br/geografia/neoliberalismo-brasil.jhtm

http://www.infoescola.com/historia/neoliberalismo/

Livro didático História em projetos, p.244-246.

Revista Guia do estudante, p. 152-153.

 

O neoliberalismo no Chile

Por Clarissa Santiago     9º ano “A”

 

Neoliberalismo segundo o Moraes é uma corrente de pensamento e uma ideologia, isto é, uma forma de ver e julgar o mundo social.

Podemos assim defenir o que houve no Chile entre 1973 e 1989 como um sistema de governo neoliberal .O neoliberalismo chileno teve seu começo após a vitória de Pinochet  no ano de 1973 .Após a sua vitória em 1973 ele adotou um plano de ação que teria sido feito por estudantes da Universidade de Chicago  plano esse que continha fundamentos do que era chamado de neoliberalismo

.Para estudar efetivamente o caso do Chile precisamos remeter a situação mundial no ano de 1973.A crise do pós guerra ,a alta taxa de inflação e baixa taxa de crescimento fez com que no ano de 1973 o neoliberalismo fosse ganhando cada vez mai “terreno” no cenário mundial ,isto porque acreditava qe a raízes desse mal seria a liberdade dada a população e para que esta situação melhorase seria necessário que o Estado tivesse todo o controle para reprimir qualquer tipo de manifestação popular .

No Chile não foi diferente ,o Estado deteve todo o poder e o período em que isso ocorreu foi apelidado de “milagre chileno”,todavia não houve um milagre de fato pois a situação  se apresentou ainda pior que antes. Por exemplo o   PIB per capita diminuiu de 3.600 para 3.170 dólares .

Assim como muitos históriadores fazem vamos dividir agora o “milagre chileno” em digamos dois tipos de milagre .O primeiro milagre que vai de 1973 à 1982 período este que não foi tão “milagroso” assim e o segundo milagre  que data de 1985 à 1989 com a presença de uma figura muito importante politicamente nesta época no Chile :Hernán Büchi .

Falaremos agora  do primeiro milagre.Como jádito anteriormente este “milagre” não foi tão milagroso isso ,porque  o Chile passou por várias crises entre os anos de 1973 e 1982 crises essas que afetavam todo o mundo . A primeira crise enfrentada pelo Chile foi em 1973 aa crise do petróleo ,em 1975 o Chile viria a enfrentar outra crise graças a queda no preço do cobre e alta do petróleo.Em 1981 uma nova crise viria a abalr o Chile desta vez devido a medida de adoção da política keynesiana esta crise espalhou pãnico pelo setor industrial , fez com que o Pib caísse e as taxas de desemprego aumentasem, além de sérios prejuizos no sistema bancário chileno

O segundo milagre se refere ao milagre de Hernán Büchi . Depois de várias trocas de ministro da fazenda Pinochet finalmente acertou com Hernán Büchi .Foi Hernán Büchi quem finalmente conseguiu colocar o Chile no caminho do desenvolvimento e resolver os problemas deixados pelas várias crises pelas quais o Chile passou .Entre as medidas adotadas por Büchi para reverter a situação chilena estão:a reversão de parte das medidas keynesianas ,a privatização das minas de cobre embora isso não siga o modelo neoliberal.Büchi tinha uma medida mais liberal ,mas ainda assim bastante controladora.

Podemos perceber que as medidas neoliberais adotadas pelo Chile não foram muito boas para o país ,que apenas a Büchi conseguiu se estabilizar e encontrar o”caminho para o desenvolvimento”.Mas esse período que o Chile passou deixou conseqüências até hoje ,como por exemplo parcela da população não dispor até hoje de um sistema de seguridade social .

Fonte : pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo_chileno

 

 


AMÉRICA LATINA RUMO À GLOBALIZAÇÃO?

O que é globalização??

Por Juliana Galvão

 

Surgido desde o início da História, a globalização é um fenômeno capitalista que começou a ganhar destaque na ‘era dos descobrimentos’ e que se desenvolveu a partir dos processos de Revoluções Industriais (entre o fim do século XX e o inicio do XXI). Impulsionada pela diminuição dos preços dos meios de transporte e da comunicação em todo o mundo, é um processo de integração política, econômica, social e cultural. Ela é gerada em função da necessidade criada pelo sistema capitalista de integrar mercados consumidores de diferentes países, de forma a criar um verdadeiro Mercado Consumidor Mundial, isso quando o mercado do país já se encontra totalmente esgotado.

É através da globalização que o sistema capitalista se expande cada vez mais. Esse fenômeno está ligado à forma como o mundo se interliga com o intuito, cada vez maior, de expandir seus mercados consumidores. Com a tecnologia tão avançada hoje em dia, não é necessariamente preciso ter-se um alto capital para se investir em algum negócio, o que de certa forma é bom. Entretanto com isso mais pessoas podem criar negócios, aumentando, assim, a concorrência.

Ou seja, basicamente, a globalização é um processo de interligação do mundo. Para Eliene Percília, “esse processo atual de globalização nada mais é do que a mais recente fase da expansão capitalista. Tal expansão visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros, que é o que de fato move os capitais [...], na arena do mercado. As guerras que sempre foram de caráter bélico, na idade contemporânea é cada vez mais econômica e o campo de batalha é o mercado mundial [...]. A invasão atual muitas vezes se dá instantaneamente, on-line, via redes mundiais de computadores”.

É importante ressaltar que esse fenômeno mundial não está restrito a países pobres ou ricos, desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Ele abrange a todos, seja a pessoa rica ou pobre, bonita ou feia e por isso se torna um tanto quanto exigente. Pra se estar ‘por dentro’ da globalização é preciso ser aberto(a) a diferenciada do mundo e aceitar as imposições que esse novo mundo vai lhe fazer.

Um dos maiores precursores desse processo foi a Internet, um veículo que faz com que a pessoa ‘viagem pelo mundo sem sair do lugar’.  É através da Internet que as pessoas conhecem pessoas, são apresentadas a novas culturas, a novas descobertas. Nela ainda é possível se trabalhar e ler noticia sobre coisas que estão acontecendo nesse momento.

Um exemplo dessa integração tão rápida é que, após a Segunda Guerra Mundial, o número de investimentos estrangeiros aumentou drasticamente e o seu crescimento é um dos melhores ‘símbolos’ da globalização. Atualmente, os países procuram cada vez mais atrair investimentos estrangeiros, pois isso significa uma movimentação no sistema econômica que gera riquezas.

E foram criados por todo o mundo blocos econômicos, que o resultado da integração de alguns países com o mesmo objetivo em comum: gerar riquezas. Alguns exemplos desses blocos são: o NAFTA, Tigres Asiáticos e etc.

Ao mesmo tempo em que esse processo traz benefícios, por exemplo, a pessoa pode adquirir produtos estrangeiros facilmente hoje em dia, e antigamente isso era praticamente impossível, ele também traz malefícios: com a concorrência acirrada é precisa que o seu produto seja o melhor, e que ele seja ‘construído’ da forma mais barata possível. Resultado: as empresas passam a trocar a mão-de-obra humana pela máquina, e com isso passam a produzir mais com menos gente o que gera um dos maiores problemas do processo de globalização, o desemprego.

 

Globalização e periferia: o que queremos

Por Maria Carolina Aguiar

 

Globalização e periferia, dois conceitos quase totalmente distintos. Ao falar em globalização, falamos de um só mundo, este que se tornaria cada vez mais homogêneo, é a integração das economias e das sociedades dos vários países, no que toca à produção de mercadorias e serviços, aos mercados financeiros, e à difusão de informações, ou seja, a globalização está também ligada com as políticas neoliberais, além de contar com as novas tecnologias de comunicação e de processamento de dados, que foram de grande importância. Quando tratamos da Periferia, já implicitamente reconhecemos a existência de um centro, o conjunto dos países subdesenvolvidos, em oposição aos desenvolvidos, estes vistos como o centro do sistema econômico mundial.

Para compreendermos a atual situação da América Latina, teremos que dar uma breve olhada em seu passado e no de outros países. No século XIX, a África, o Oriente Médio e a Ásia, passaram pelo processo de colonização de extrema violência, diferente da América Latina, que foi a única região periférica que conseguiu manter sua independência política.

Apesar disso, nesse período alcançamos a condição periférica. Vemos isso fazendo uma comparação pelo que se passava no centro do nosso sistema, e o Estado Brasileiro. No Brasil, ainda no século XIX, duas questões tomaram a atenção do governo: Em 1850, a atenção estava voltada para a manutenção do território do Estado recém-constituído; até 1888, se sobressaia a questão dos impasses do prolongamento da escravidão.

Os países do centro do sistema capitalista tomaram medidas diferentes, delas, três indispensáveis: a democratização das terras, através de reformas agrárias; as revoluções educacionais, o que gerou a primeira rede pública de educação em massa; e se dedicaram à industrialização pesada. Já no Brasil durante esse mesmo período, observamos que nessas medidas houve uma postura negativa: foi realizada uma contra-reforma agrária com a Lei de Terras de 1850; no reinado de Pedro II, que durou  60 anos, não foi inaugurada nenhuma escola pública; além da falta de investimento em qualquer área industrial, o que gerou um ‘atraso’ na industrialização brasileira.

Com a Revolução de 1930, o Brasil deixou de ser apenas uma ‘fazenda de café’, e criou sua própria identidade, uma identidade positiva, construída pelos grandes das ciências sociais como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, Caio Prado, e também das artes, como Villa-Lobos na música, Portinari na pintura, entre muitos outros. Em 1980 o país se tornou a oitava maior economia industrial do mundo, acompanhada por grandes mutações estruturais, na urbanização e na integração do território

No final do século XX, as forças conservadoras tiveram mais força, destacando-se para o período que teve o fim da Guerra Fria, e o vencimento do bloco capitalista no mundo. Dentro das ditaduras militares foi posto políticas neoliberais, em muitos países essa política é implantado depois, o que tornou uma herança do passado no continente.

No contexto dos países que integram a América Latina tem-se a Argentina que se desarticulou; a Venezuela que está passando por uma intensa desestabilização; a Bolívia, o Peru, o Paraguai e o Uruguai  que vivem um momento de crise; o Brasil que possui uma situação social crítica; e o Equador que  já desistiu de uma moeda própria.

Os processos passados, que envolviam o surgimento de uma identidade cultural, deram lugar a outros processos, cobertos de injustiças e deficiências. Esses novos projetos não buscam mais induzir ao desenvolvimento e organizar as sociedades; simplesmente as estruturas governamentais estão desmoralizadas.  Para isso falta a manifestação popular. A não expressão do descontentamento do povo faz com que esse nosso sistema problemático se prolongue mais e mais. Temos que discutir o que queremos para nossa América Latina, que cada vez, mais, vai deixando de nos pertencer. Iniciativas como discutir o desenvolvimento, e consequentemente soluções para o fim dessa crise e para a sustentabilidade fazem toda a diferença.

 

 

Europa e América Latina, Rumo à Globalização

Por Hannah Medeiros

O livro “Um diálogo Ibérico no Contexto Europeu e Mundial” escrito por e foi escrito, segundo os próprios autores, para que Espanha e Portugal mostrem aos seus sócios da União Européia a importância da América Latina na questão da Globalização. “portugueses e espanhóis, com longa relação com a América Latina, devem ter uma estratégia convergente para conduzir a UE a se ocupar dessa região e ser solidária com ela” afirmaram eles.

Segundo Zaragoza a Europa deveria retomar seus  princípios democráticos do passado, pois isso a ajudaria a ser um grande avalista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ou ODM, que foram adotados pela comunidade internacional em 2000 e tem o objetivo de acabar com a fome, a pobreza, a desigualdade no mundo, melhorar a saúde infantil e materna e a educação e conseguir o comprometimento mundial com o desenvolvimento sustentável e o comércio justo.

Soares afirma que instituições como o Banco Mundial e o FMI estão à favor de países mais prósperos e que paraísos fiscais dão base ao tráfico de armas, drogas e pessoas. Ele afirma também que apenas a denúncia de coisas ruins não levará a resultados, é preciso “indicar caminhos” para que esse ‘mal’ seja combatido.

Zaragoza acusa o neoliberalismo de ser o responsável pelas sociedades egoístas, tendentes à violência e que só pensam em dinheiro de hoje em dia. E afirma que a sociedade civil, que enxerga cada vez mais que a situação atual é insustentável, e um efetivo sistema das Nações Unidas estão se tornando cada vez mais as soluções mais adequadas e prováveis que se pode ter para que sejam estabelecidas “regras éticas capazes de regulamentar a globalização”. Ele afirma também que países que hoje são líderes mundiais em qualquer que seja a dimensão estarão recorrendo, muito mais cedo do que se imagina, a essa resolução.

O gasto absurdo com armas é destacado no livro e Soares diz que a prosperidade desse comércio ilegal se deve às perspectivas sobre o ‘futuro coletivo’. Soares e Zaragoza concordam que haverá uma revolução mundial para que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sejam cumpridos.Soares reforça que se deve investir no combate aos paraísos fiscais, pois estes são frutos da corrupção e apenas arrastam o desenvolvimento para trás. Ele também acrescenta que a Política Agrícola Comum da União Européia deveria ter fim, pois também atrasa a globalização, já que evita a competição de mercado com os países da América Latina. Outro ponto destacado pelos autores é o fato de que, por representar cerca de 20% da população do mundo e desfrutar de 80% dos recursos mundiais de todos os tipos, inclusive o conhecimento, significando que os restantes 80% da população desfrutam de apenas 20% dos recursos mundiais, a Europa é quem mais deve investir e incentivar para que o quadro de desigualdade mundial seja invertido.

Por fim, Zaragoza afirma que “Graças aos ibéricos foi possível o grande encontro com a América. Agora, os ibéricos devem, graças à sua relação histórica, e, sobretudo à mesma maneira de olhar para o amanhã, facilitar os encontros que levem a um mundo novo”.

 

Referências Bibliográficas

http://www.ips.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=2419

http://alainet.org/active/2975&lang=es

http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.alunosonline.com.br/geografia/globalizacao/

http://www.infoescola.com/geografia/globalizacao/

 


GLOBALIZAÇÃO LATINA, UM AVANÇO POLÍTICO-INDUSTRIAL OU UM ESGOTAMENTO DOS RECURSOS?

Globalização Na América Latina: Causas e Conseqüências

Por: Pedro Buril

Antes de começarmos a dissertar sobre a globalização na América Latina devemos saber o quê isso significa, o quê causa na população latina americana e nos países latinos americanos, a globalização é o aprofundamento das relações econômica, social, cultural e política. É um fenômeno observado na necessidade de formar uma Aldeia Global que permita maiores ganhos para os mercados internos já saturados. A Globalização na América Latina vem crescendo nas três últimas décadas e esse aumento vem causando grandes impactos (bons e ruins) nos países subdesenvolvidos.  A América do Sul está se movendo gradualmente na direção de um posicionamento mais independente na condução das suas política econômicas e internacionais. As mudanças foram muito mais significativas na Argentina do que no Brasil e isso se tornou fonte de alguma tensão entre os dois principais países sul-americanos. Não obstante, uma aliança estratégica entre Argentina e Brasil continua sendo a pedra angular da integração da América do Sul.

Em minha opinião a globalização trouxe muitas coisas boas para o Brasil, desenvolvimento foi uma das principais, hoje o Brasil está totalmente ligado com o mundo todo, posso me comunicar com uma pessoa do outro lado do mundo em questão de segundos, além que a industrialização de uma forma bem aplicada é muito boa para combater o desemprego e não sendo prejudicial ao meio ambiente.

Podemos ver a globalização crescer em todos os países da América latina, alguns instalando internet mais velozes, outro instalando mais indústrias norte americanas e européias e alguns outros dando o controle de meios de transportes muito importante par transporte de produtos, como é o caso do Canal do Panamá, que corta o istmo do Panamá, ligando o Oceano Pacífico ao Oceano Atlântico e é controlado pelos Estados Unidos.

Porém, a globalização trouxe muitos problemas ruins para muitos outros países, o desemprego na Argentina, da ordem de 20% da força de trabalho, a informalidade do mercado de trabalho no Brasil, de cerca de 50% da PEA (população economicamente ativa), e o brutal arrocho dos salários que se seguiu à crise mexicana ilustram dramaticamente o preço que os trabalhadores latino-americanos estão pagando em nome da pretensa modernização econômica da região. Com isso, podemos ver que a Globalização da América Latina trouxe prós e contras e nós nos devemos no posicionar com um pensamento crítico sobre a globalização na América latina, em minha opinião, não devemos crucificar esses problemas, pois não podemos esquecer que essa mesma globalização aumentou à economia, a indústria, a educação, a saúde e nos deixou em posição de quase potências mundiais como é o caso do Brasil, México e Argentina, volto a dizer que a globalização de uma forma bem aplicada e não só pensando no capital final, pode e deve ser utilizada para o desenvolvimento bem feito dos países da América latina, sem rupturas na educação, saúde e na sociedade.

No nosso artigo iremos mostrar alguns acontecimentos marcante na economia das duas potencias latino americanas e esperamos que todos tenham total compreensão sobre o assunto.

 

A globalização no Brasil

Por: Leandro Santiago

Há muito tempo o Brasil vem tentando se adequar a um mundo globalizado, porém teve um serie de obstáculos como a dificuldade na melhoria da infra-estrutura, déficit público elevado, falta de financiamento para as atividades produtivas e a inflação, pois houve uma década em que a inflação estava muito alta, fazendo com que os preços dos produtos subissem diariamente. Entretanto, o Brasil vem buscando o desenvolvimento, pois por ser um país subdesenvolvido que se diferencia que muitos outros, por causa de toda sua capacidade de produção, fazem com que seja atraído o investimento do exterior. E a idéia principal era essa, pois a partir da década de 90, o Brasil toma uma série de medidas tais como: adotar idéias neoliberais, abrindo o seu mercado interno, para que houvesse a entrada de mercadorias e de investimento externo, ou seja, o foco era ter o capital estrangeiro como um benefício para garantir o desenvolvimento econômico.

Nessa década de 90, os produtos importados passaram a entrar de forma mais ampla no mercado, fazendo assim com que a oferta de produtos crescesse e os preços ficavam no mesmo valor ou diminuíam, o que já era um grande avanço. O governo também ajudou, fazendo incentivos fiscais e privatizações das empresas estatais.

Toda essa grande abertura no mercado brasileiro fez com que muitas empresas nacionais fechassem e a oferta de produtos importados começasse a crescer com um preço bem mais resumido.  Em apenas uma década as multinacionais dobraram sua participação na economia brasileira, e muitas empresas nacionais não se adaptaram, e começaram a falir. A privatização de empresas nacionais afetou muito a economia brasileira, pois esta aconteceu em vários pontos estratégicos do Brasil, entretanto isso não ajudou a aumentar as taxas do crescimento econômico, apenas houve a troca do capital estrangeiro pelas empresas nacionais.  Porem havia um grande problema, pois mesmo com toda essa abertura de trabalho, todos esses setores que mostravam avanço como a publicidade, telefonia, etc., não conseguiam compensar os que foram fechados.

Poucos países adotaram esse sistema de idéias neoliberais como o Brasil, e ingressaram de forma fácil no processo de globalização. Isso não ocorreu só em alguns países da América Latina, como por exemplo, o Brasil. Os outros países, como a Índia e a China, preferiam se influenciar em idéias mais restritas e graduais, instalando indústrias nos pontos estratégicos da região e fazendo uma coisa que o Brasil não fez que foi se associando com empresas nacionais.

As mudanças ocorridas no Brasil foram muito grandes e demoraram um pouco para serem acostumadas pelas empresas e pela população. Uma das mudanças mais intensas era a privatização das empresas, como eu já citei suas conseqüências. Porém havia outras mudanças marcantes que ocorreram no Brasil, como o fim do monopólio da Petrobrás para a exploração de petróleo, o fim da proibição da participação de empresas estrangeiras nos setores de comunicação e a concessão para explorar os sistemas de transporte. Por isso houve a demora para a adaptação, e essa privatização foi muito criticada porque teve muitos fatores como: o aumento das tarifas de telefonia e energia para pagar as dividas das empresas, etc.


Fome Na Globalização Argentina

Por: Ayrton de Araújo

Há um pouco de tempo atrás, era vista como um terreno de investimentos, e por sinal bastante atrativo para o mundo exterior, tinha tudo para ter um processo de globalização tranquilo, perfeito. As empresas foram se instalando, de acordo com o FMI, para pagar as dívidas da década perdida. Porém foi aberto muito espaço e em poucos anos, a Argentina se viu sem seu porto, sem seu petróleo, sem seu gás natural, as empresas de eletrônicos e de comunicação, etc. Ou seja, seu comércio exterior esteve rastejando, pois suas empresas estatais estavam acabando, e consequentemente os empregos e o sorriso na população argentina. A fome batia nas portas das pessoas e a única coisa que se tinha a fazer era lembrar dos tempos em que se podia ter um bom lugar para viver. Por consequência, a Argentina saiu da posição de oitava maior economia do mundo e passou a ter uma legítima economia de terceiro mundo. Porém os representantes argentinos, acreditavam que era só uma fase ruim da transição de economia e durmiam com esse sentimento. Porém quando acordaram, a situação já era deplorável, ocorreu disparo de assaltos e de vandalizações, sem falar dos protestos feitos pela população em geral, que não se via nada satisfeita com o fato de não poderem mais se sentir bem fixados em sua própria nação, ou seja, o que era pra ser um acontecimento bastante aproveitador, se tornou o maior pesadelo na vida dos argentinos.
Apesar desses pontos negativos, ainda é seguro fazer investimentos em solo argentino,  pois ela ainda possui imensa capacidade de aceitar indústrias vindas de outros países, de outras localidades. A Argentina atualmente é um dos melhores países da américa latina, e só não foi ele que apresentou más respostas a essa globalização, vinda de países principalmente europeus, além dele, tiveram todos os outros países da américa latina, que sonhavam com uma melhor qualidade de vida, que viria dessa tal globalização, que era bastante almejada, porém como vimos não foi o ocorrido. Acredito que quando os problemas internos, a ditadura, que assolou o país por bastante tempo e que ainda deixou vestígios,  a corrupção , da Argentina estiverem solucionados, não só corrigido, mas também aperfeiçoado, seria o tempo de reinvestir no território argentino, que é principalmente explorado pela Espanha. Acredito que indútrias que não explorem as pessoas não deveriam ser aceitos, pois muitas indústrias entram e não devolvem um desenvolvimento esperado pela população, todo o “desenvolvimento”, é devolvido ao Estado originário da empresa.  Acredito também que os causadores dessa doença, que infectou a Argentina, deveriam ser devidamente punidos. Acho que o correto é primeiramente corrigir os erros, que boas notícias chegarão num futuro que acredito que não é distante.


 

 


O FIM DA GUERRA FRIA

Muro de Berlim – O símbolo da Guerra Fria.

Por Alan Victor

 

A partir do final da década de 1980, o socialismo implantado da União Soviética, começou a apresentar sinais de fracasso. Manifestações populares se espalharam por vários países pertencentes à União Soviética. Eram os primeiros sinais de fracasso do sistema socialista. As pessoas estavam insatisfeitas com a falta de liberdade de expressão, e com o domínio político dos Partidos Comunistas de cada país, além de vários outros fatores que levaram a protestos e, posteriormente,  a abertura econômica da União Soviética.

Na antiga Alemanha Socialista, ocorreu um dos mais famosos feitos da Guerra Fria e da quebra do sistema socialista implantado pela União Soviética. As manifestações ocorridas no lado socialista da Alemanha ajudaram a mostrar ao mundo a crise do sistema socialista, e de certa forma, ajudou a fortalecer a economia de mercado.

O muro de Berlim foi construído, durante após a Segunda Guerra Mundial, durante o período da Guerra Fria. O objetivo que levou a sua construção foi separar a então dividida Alemanha, entre os dois distintos sistemas econômicos, político, social e cultural: o socialismo idealizado pela potencia União Soviética e o capitalismo, onde os Estados Unidos da América era a maior potencia.

Logo no início da construção do muro, a população alemã não dava muita atenção ao muro.  Essa população não acreditava que o muro de fato fosse existir, acreditavam que todos os transeuntes poderiam ultrapassar livremente para o outro lado do muro. Quando a sua construção foi concluída, todos ficaram assustados, pois não poderiam mais passar para o outro lado da cidade, diferentemente do que todos imaginavam.

Inicialmente, o muro foi bastante reforçado, possuía cercas elétricas, cerca de 300 torres de vigilância, soldados armados preparados para atirar, com permissão para matar qualquer um que tentasse passar de lado. O maior símbolo da guerra fria foi o muro de Berlim. Este muro era a guerra construída: assim como Berlim estava dividida pelo muro, o mundo estava divido por ameaças. E, conseqüentemente, o fim da guerra também foi o fim do muro, que deixou de existir em oito de novembro de 1989.

O fim da guerra, como metáfora, teve dois desmoronamentos: o do muro de Berlim e o da ideologia socialista. Quando o muro foi derrubado, os cidadãos da Alemanha foram comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubá-lo.

A data que ocorreu a demolição do muro representa, ainda hoje, para os berlinenses, uma vitória, é ela é comemorada todo ano. De fato, a liberdade é algo que ninguém pode tirar das pessoas, e nenhuma barreira vai impedir que o povo lute por suas conquistas.

No ano passado, o mundo comemorou os 20 anos da queda do muro de Berlim. Houve na cidade inteira uma comoção geral vai ir as ruas celebrar o aniversário da queda do muro, que separou a Alemanha em duas partes durante vinte e oito anos.

Ainda hoje é possível notar várias diferenças entre as duas Alemanha, seja em algumas tradições culturais, na arquitetura dos edifícios ou até mesmo na economia, já que o lado que não viveu o regime socialista em mais desenvolvido do que o demais.

 

O governo de Gorbachev – o início de uma Rússia capitalista.

Por Bernardo Pereira Salazar

 

Durante as décadas de 1980 e 1990, aumentou de forma significativa, o número de manifestações pedindo a implantação de uma sociedade liberal, com direito a liberdade de expressão, à economia de mercado, e ao fim do domínio absoluto do Partido Comunista. A União Soviética passava por um período delicado de uma grande crise em sua economia.

Na Rússia, havia falta de alimento nos mercados, a produção no campo era insuficiente para abastecer o país. Alguns trabalhadores tinham condições sociais e econômicas melhores do que outros, as pessoas não tinham acesso a eletrodomésticos, os sindicatos eram subordinados ao governo central e não cumpriam mais as suas funções.

Durante o governo de Mikhail Gorbachev (1985 – 1993), foram traçados dois importantes planos políticos e econômicos visando amenizar a insatisfação popular naquele país. Um dos planos se chamava Glasnost e o outro Perestroika. De certa forma esses dois planos de governo, ajudaram a aproximar a União Soviética do sistema liberal capitalista.

A Glasnost tinha o objetivo de oferecer ao país uma maior liberdade de expressão e a realização de uma abertura política. Após a implantação da Glasnost, os meios de comunicação, os meios artísticos e toda a população soviética em geral tiveram o direito de se expressar mais livremente, com menor controle e censura do governo e do partido comunista. Embora ainda existissem restrições, o plano foi um grande feito para a liberdade de se expressar de todos, se comparado a censura que existia antes. A Glasnost também introduziu o multipartidarismo e uma maior facilidade para que as pessoas saíssem da União Soviética, já que antes do plano era proibido a sair do país sem autorização.

A Perestroika visou à melhoria da situação econômica do país. As principais mudanças na política econômica ocorridas depois da Perestroika, foi a maior autonomia à empresas estatais, introdução de alguns princípios do sistema capitalista, planejamento econômico descentralizada entre estados membros da União Soviética, aumento do quantitativo das industrias de produção de bens de consumo, diminuição dos empréstimos feitos para outros países socialistas, e diminuição dos gastos em defesa e militares.

O objetivo de diminuição de gastos militares, fez com que o governo soviético entrasse em um acordo com os Estados Unidos para que os dois países diminuíssem o arsenal de suas forças armadas. A medida foi aceita porque os Estados Unidos também estava gastando demais com suas forças armadas e queria cortar gastos no setor.

Os dois planos citados acima, implantados no governo de Mikhail Gorbachev, visavam diminuir a euforia popular que queriam a abertura da economia russa, porém com uma maior liberdade de expressão dentro do território soviético, as pessoas se sentiram mais a vontade para ir às ruas protestarem assim, a partir do final da década de 1980, através de revoltas populares, teve início a desagregação soviética e a transformação dos ex países membros em economia de mercado. Isso fez com que posteriormente não existisse sentido para a guerra fria, que fez acarretar o seu fim.

 

O fim da Guerra Fria

Por Bruna Fernandes

Em 1991, com o acordo já realizado acordo de diminuição e controle das armas nucleares entre União Soviética e Estados Unidos da América, foi dado o passo primordial para por um fim no conflito da Guerra Fria.

Com a desagregação da URSS (sigla para União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), e a transição econômica dos seus aliados da Ásia Central e Leste Europeu, onde antes foi instalada a cortina de ferro, para a economia de mercado, não fazia mais sentido a guerra, já que agora o modelo político que “imperava” era o capitalismo.

As rebeliões, como as ocorridas na Polônia e na Hungria, foram tão fortes que obrigaram aos Partidos Comunistas de seus respectivos países, realizassem a transição econômica para o mundo capitalista.

Países que ainda tinham em seus territórios armamentos de guerra, enviaram esses equipamentos para a Rússia, para a destruição desses. Como no caso do Cazaquistão, que tinha em seu um grande número de armamentos utilizados peãs forças militares soviéticas.

A transição econômica, para o capitalismo foi complicada para alguns países do leste europeu. A mudança econômica levou ao aumento do desemprego, aumento da carga horária de trabalho e, em alguns casos, à diminuição dos salários. Para tentar reverter a situação, foi criada a CEI (Comunidade dos Estados Independentes).

Como o objetivo de fortalecer a economia e as relações comerciais ex-membros da União Soviética, a CEI foi, e ainda é, um importante incentivo para os países ex-socialista ampliarem sua economia e a qualidade de vida de suas respectivas populações. Países como Letônia, Estônia e Lituânia, mesmo tendo passado pela experiência socialista, não aderiram à CEI, e sim a União Européia, como também a OTAN.

Atualmente a situação dos países da Ásia central e leste europeu (os ex-membros da União Soviética) vêm de modo geral melhorando. A maioria dos ex-membros mantém relações comerciais com países pertencentes à União Européia.

A Rússia, desde meados da década de 80, vem estreitando suas relações políticas e econômicas com os Estados Unidos, quando o Gorbatchev, realizou mudanças políticas na União Soviética. A boa relação mantida entre Gorbachev e o então presidente dos Estados Unidos, Reagan, foram essenciais para formulações de acordos entre as duas grandes potencias mundiais da época. Gorbachev chegou a viajar aos Estados Unidos para participar de eventos políticos, assim com Reagan foi à União Soviética também participar de eventos políticos. Fazia bastante tempo que líderes das duas nações não mantinham boas relações.

Hoje a Rússia, país mais importante do antigo bloco socialista soviético, é uma das economias mais importantes do mundo, e mantém uma posição de total capitalismo.

Atualmente a situação dos países da Ásia central e leste europeu (os ex-membros da União Soviética) vêm de modo geral melhorando. A maioria dos ex-membros mantém relações comerciais com países pertencentes à União Européia.

Os países ex-socialistas da Ásia Central, atualmente apresentam índices sociais ruins, mais alguns deles, como o Cazaquistão, estão com a economia prosperando. Na parte leste da Europa, a situação social é menos crítica do que na Ásia Central, mas mesmo assim a uma grande diferença nos índices sociais se comparados aos outros países europeus que nunca foram socialistas.

 

 


O NEOLIBERALISMO. O QUE É? E QUAL FOI SUA INFLUÊNCIA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO?

O neoliberalismo

Por Filipe Brito

O neoliberalismo é uma política econômica que idealiza a não participação do estado na economia, a criação do estado mínimo e torna mais eficiente manter e ampliar o bem estar social. Os princípios básicos do neoliberalismo são:

  • “Mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
  • Pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
  • Política de privatização de empresas estatais;
  • Livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
  • Abertura da economia para a entrada de multinacionais;
    adoção de medidas contra o protecionismo econômico;
  • Desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas;
  • Diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;
  • Posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
  • Aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico;
  • Contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
  • A base da economia deve ser formada por empresas privadas;
  • Defesa dos princípios econômicos do capitalismo. ”(fonte: http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm)

O liberalismo clássico teve uma queda lenta que começou no século XIX que terminou com uma parada brusca na crise mundial de 1929 com a queda da bolsas de valores de nova York a parti dessa crise o modelo liberal clássico perdeu o seu valor dentre os países do mundo para superar a crise potencias como o dos Estados Unidos da America e o governo Nacional Socialista da Alemanha de Hitler adotaram políticas econômicas intervencionistas(A política econômica dos estados unidos do governo de Roosevelt era o New Deal).

A política econômica intervencionista usada pelo governo dos Estados unidos e da Alemanha foi racionalizada e teorizada por John Maynard Keynes que ficou conhecida por Keynesianismo os paises desenvolvidos criaram o acordo de Bretton Wood que teve como base no keynesianismo essa epoca foi considerada a era de ouro para o capitalism segundo alguns economistas pelo rapido crescimento dos países europeus e do japão.

O neoliberalismo surgiu na década de 70. Com o fim da União das Republicas Socialistas Soviéticas que mostrou ao mundo a derrota dos governos centralizadores isso acabou dando espaço para volta das teorias liberais política e econômica que foram criadas a parti do pensamento iluminista discorrido da revolução industrial feita no século XVIII.

O maior idealizador do neoliberalismo foi Milton Friedman ele foi um matemático economista que nasceu em 1912 no Brookyn morreu em são Francisco em 2006 ele mostrou suas idéias neoliberais através do livro “capitalismo e liberdade” através desse livro ele ganhou o premio Nobel em 1976.

Milton Friedman  influenciou diretamente o primeiro governo neoliberal que foi o governo ditatorial do Chile, pois ele foi para o Chile em 1970 alguns de seus alunos chilenos da universidade de Chicago ganharam cargos importantes no governo ditatorial do Chile esse economista foi bastante criticado por ter influenciado um governo ditatorial do general Pinochet que tomou o governo do país tirando do cargo de presidente de Salvador Allende.

“Em 1976, Letelier escreveu: “É curioso que o autor do livro Capitalismo e Liberdade, escrito para argumentar que o liberalismo econômico pode suportar uma democracia política, possa agora facilmente desvincular economia de política quando as teorias econômicas que ele defende coincidam com a restrição absoluta de qualquer tipo de liberdade democrática”.”(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Friedman)

O primeiro governo ocidental democratico a adotar o neoliberalismo  foi o de Margaret Thatcher. Em seguida vieram os governos de Ronald Reagan, nos Estados Unidos da America, e Helmut Kohl, na Alemanha.

Foram feitas varias criticas sobre o neoliberalismo ele é acusado de não cumprir o prometido, pois quando as empresas publicas foram privatizadas  o emprego dos trabalhadores públicos ficam ameaçados pois existiram vários cortes de empregos visando o lucro e a necessidade de modernização e mecanização, também acabou com vários empregos e os países subdesenvolvidos acusaram o sistema de beneficiar os países desenvolvidos e as empresas multinacionais e esses países também apontam como conseqüência desse sistema: aumento das diferenças sociais, dependência do capital internacional., desemprego e baixos salários.

Os que apóiam esse sistema dizem que ele gera desenvolvimento social e econômico dos países que o utilizam e ainda dizem que o neoliberalismo através da livre concorrência causa a queda dos preços e diminuía a inflação e deixa a economia mais competitiva.

Fontes:

http://www.suapesquisa.com/geografia/neoliberalismo.htm

http://www.brasilescola.com/historiag/neoliberalismo.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

http://www.coladaweb.com/historia/neoliberalismo

http://www.editoraferreira.com.br/publique/media/edson_toque12.pdf

http://educacao.uol.com.br/geografia/neoliberalismo.jhtm

 

 

Neoliberalismo no Chile

(primeiro país consideravelmente a ter um sistema econômico neoliberal)

Por Flávio Lins da Mota Nascimento

A construção de uma economia estabilizada no Chile não foi muito fácil, e durante esta construção houve várias tentativas e erros, já que é preciso tentar muito para conseguir acertar em cheio. Em 1973, quando Pinochet assumiu o poder tornando-se presidente do Chile, adotou o “Ladrilho”, que era um plano de ação, preparado pelo candidato da direita e um grupo de especialistas em economia, que continha alguns fundamentos que eram do neoliberalismo. Os defensores do neoliberalismo chamavam isso de “milagre chileno”, pois achavam que essa fórmula ajudaria o país para sempre, mas, esse plano não trouxe tantos benefícios quanto era esperado, e trouxe alguns prejuízos. Um dos prejuízos foi o PIB per capita que desceu 6,4%. Vários analistas acreditam que esse período seria dividido em dois, o “primeiro milagre”, e o “segundo milagre”.

O chamado “Primeiro Milagre” começou no ano de 1973 e terminou na grande depressão no ano de 1982. A primeira crise começou logo quando Pinochet assumiu o poder, que foi a crise de petróleo de 73. Em 1975, com os altos preços de petróleo e a queda do preço do cobre (que é uma das riquezas minerais, mais abundantes e bastante presente no solo do Chile), iniciou-se a segunda crise. Em 1981, foi adotada a política keynesiana de cambio fixo, que não era recomendada pelo neoliberalismo, o que fez com que ocorresse um dos seus mais graves abalos na economia do país. A refinaria de açúcar fechou, e o setor empresarial entrou em um grande pânico. A partir desse gigante problema na economia, Pinochet decidiu não valorizar o peso de 39 para 45 por dólar. Assim o PIB sofreu uma desvalorização caindo 13,4% e a taxa de desemprego subiu para 19,6%.  O sistema bancário entrou em colapso, houve uma corrida entre os bancos, a fazenda teve que elevar a tarifa de importação de 9% para 20%. Durante esse período, a economia do Chile não cresceu, e acabou com muitos prejuízos.

Já o “Segundo Milagre” o presidente trocou algumas vezes de ministro da fazenda para depois conseguir permanecer com Hernán Büchi. Ele fez com que o país tivesse uma grande onda de privatizações e conseguiu, definitivamente, colocar a economia do Chile em um caminho de desenvolvimento na economia. Então, Hernán Büchi ficou muito querido e conhecido como o responsável pelo “Segundo Milagre” do Chile. Hernán Büchi falava que, o feito dele foi principalmente reverter a maioria das medidas econômicas keynesiana, porém não todas. E o Chile nunca quis seguir exatamente o que o neoliberalismo recomendava, pois o país teve privatizado apenas metade de suas minas de cobre, deixando o seu principal produtor e exportador de cobre ainda como uma empresa estatal.

No final, todas essas mudanças erradas nos planos neoliberais do Chile fizeram o país sofrer com a queda de 30% do seu PIB, até chegar Hernán Büchi e mudar toda a economia para um rumo correto. Ao ocorrer a democratização, no ano de 1990, 38,6% do povo do Chile se encontrava abaixo da linha da pobreza. Por isso o presidente fez uma privatização na previdência social, e até hoje quase da metade da população chilena não tem acesso a nenhum tipo de seguridade social. Então, em 2001, para dar início à correção dos problemas chilenos, foi tomada uma nova lei “superavit estrutural”, que é considerada a chave para a estabilidade do país na atualidade.

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo_chileno

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo#Teorias_econ.C3.B4micas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chile

http://blog.zequinhabarreto.org.br/2008/10/24/fracasso-do-neoliberalismo-gera-crise-mundial/

 

Iron Maiden: a dama de ferro da Grã Bretanha.

Por Lucas Gondim

O primeiro governo democrático a utilizar princípios neoliberalistas no mundo contemporâneo foi no governo de Margaret Thatcher no início da década de 80 (no início da década de 70 também existiam modelos neoliberalistas no Chile, de Pinochet e no Brasil, no período da ditadura).

Margaret Thatcher assumiu o cargo de primeira-ministra da Grã-Bretanha no ano de 1979 e permaneceu no cargo até o ano de 1990. Seu governo destacou-se por ser uma grande defensora do liberalismo econômico. Ao longo do sua gestão ocorreram diversas privatizações, servindo de modelo para os países subdesnvolvildos que precisavam de dinheiro para pagar suas dívidas atrasadas com FMI, ficando sujeito as exigências do FMI na época, uma delas foi esse modelo privatizatório no governo Thatcher.

As principais características de seu governo foram: forte estímulo para o livre mercado, pouca intervenção por parte do governo em relação a economia. Margaret sempre foi grande admiradora da política econômica monetarista, onde eram valorizados uma forte economia de mercado, privatizações de empresas estatais, redução de impostos para compra de imóveis e imposto de renda e aumento de impostos sobre os produtos de consumo. Essas medidas econômicas também são vistas com bons olhos pela elites que governaram o país durante a ditadura até o ano de 2002. No Brasil essa política de privatizações fez com que nossas empresas fossem vendidas a preço de banana para um bando de gringos que jamais pisaram no país.

Voltando ao governo de Thatcher, a suas medidas econômicas sofreram diversas crítica por parte de toda a imprensa global porque seus projetos econônicos apenas aconteceram as custas da população inglesa (a população de baixa renda como sempre sofreu mais do que a burguesia). Na sua gestão a produção industrial caiu drasticamente, gerando um desemprego alarmante no país: cerca de três milhões de pessoas ficaram desmpregadas triplicando o nível de desemprego do país. No seu governo foi introduzido o injusto imposto regressivo, conhecido como poll tax. Nesse tal imposto, a população de baixa renda paga mais impostos do que as pessoas de classes mais abastadas. Em sua “belíssima” gestão, cerca de 1/3 das crianças britânicas estavam abaixo da linha de pobreza. Os estadunidenses podem falar o que quiserem sobre Cuba, que lá não existe de liberdade de expressão, imprensa e filiação, mas hoje no mundo milhões de crianças irão dormir nas ruas (inclusive na Grã-Bretanha), nenhuma delas é cubana. Apesar de ter conseguido reativar a economia da Grã-Bretanha, Margaret Hilda Thatcher, foi responsável pela duplicação da pobreza no país, a pobreza das crianças britânicas era a mais pobre de toda a Europa, a desigualdade social aumentou cerca de 1/3. Por causa disso o coeficiente de Gini (é uma medida de desigualdade social realizada todos anos, seu índice consiste entre 0 e 1, quanto mais próximo do zero, mais igualdade social o país tem) caiu de 0,25 para 0,34; esse nível de desigualdade ainda não foi solucionado pelos seus sucessores. Fica o questionamento: Valeu a pena tanto sofrimento por parte da população britânica para a realização dessas reformas econômicas?.

Conhecida por ser linha dura (não é a toa que ela inspirou o nome da banda Iron Maiden) e conservadora, Margaret Thatcher era considarada pelo amissíssimo Ronaldo Reagan como “O homem forte do Reino Unido” (Dilma???). Iron Maiden, ou melhor Thatcher segurou muitos problemas da Grã-Bretanha como a independência da irlanda (por pouco não morreu por causa de um atentado do grupo terrorista IRA), Guerra das Malvinas, etc. No seu lugar assumiu o conservador John Major. Após a saída do governo, Margaret deixou a câmara comum e adentrou na Câmara dos Lordes, onde está até hoje, aos 85 anos.

Referências Bibliográficas:

GARFINKEL, Bernard, 1929-.. Margaret Thatcher. São Paulo: Nova Cultural, 1987

http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher

NOVAES, Carlos Eduardo,; RODRIGUES, Vilmar. Capitalismo para iniciantes. 11.ed. -. São Paulo: Ática, 1985

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

 


O NOVO LIBERAL PELO MUNDO

Mas o que é esse novo liberal, e onde você o vê?

Por Ricarth Ruan

O neoliberalismo é uma política econômica que tem o objetivo de tirar a participação do Estado da economia. Isso garantiria liberdade total de comércio, o livre comércio do capitalismo, o que estimula a competitividade e assim fazendo a economia crescer.  Essa idéia surgiu na década de 1970, na Escola Monetarista do economista Milton Friedman. Surgiu quando ele estava tentando encontrar uma solução para a crise mundial que teve no ano de 1973, que foi a crise ocasionada pelo aumento do preço do petróleo.

 

Seguinte, as idéias eram tirar o estado da economia, sendo assim o estado não influenciava no mercado de trabalho, começava uma onda de privatização das estatais (Serra dançou). No caso tinha livre circulação de capital estrangeiro, tentação para a globalização. Abertura para a entrada das multinacionais e transnacionais, ou seja, as empresas de outras nações vinham se instalar aqui. Conseqüência? As medidas protecionistas (as políticas econômicas que defendiam as empresas nacionais) iam por água abaixo. Mas tecnicamente tinha o aumento constante da produção, o que era bom para a economia nacional.  Resumindo, a base da economia se torna de empresas privatizadas, fortificando as idéias capitalistas.

Quem critica o neoliberalismo, afirma que é uma política que só favorece as potencias econômicas e as multinacionais poderosas (o que é verdade). Isso faz com que o neoliberalismo prejudique os países pobres e em desenvolvimentos, como nós (O Brasil teve o FHC, que foi um grande neoliberalista). Foi visto que aqui, o neoliberalismo causou desempregos em massa, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional, as instituições ficaram de pior qualidade e o valor ficou muito mais caras, um exemplo bem próximo é a Celpe.

Mas tem quem defenda, dizendo que o neoliberalismo dizendo que ele faz da economia mais competitiva, além de proporcionar o desenvolvimento econômico. Mas a pura verdade é que a idéia do neoliberalismo é foi uma falha idéia já teoria (assim como o socialismo), mas mesmo na sua estrutura básica é possível achar lacunas que delas já podemos prever o que não vai dar certo na prática. Essas políticas podiam ser menos devastadoras nos países já desenvolvidos, mas seria lógico que ao aplicar uma política que volta a comprometer as idéias de democracia (visivelmente se você tira uma empresa pública, que teoricamente é de todos, e põe uma empresa privada que pertence a “um só”, você esta concentrando o poder nas mãos poucos, o que é uma afronta grave a democracia),  o que vem a ser péssimo para o país e tão quão e principalmente aqueles eu vive e dependem dele (o povo). Outro fator é o risco de monopolização. Pegarei exemplos básicos daqui do Brasil (mas não ache que isso só aconteceu aqui, lembre-se é mais fácil você compreender se estiver próximo), se você pega uma empresa de telefonia móvel, e privatiza chamando várias multis e transnacionais você vai criar a concorrência e isso vai ficar acessível ao povo (Depois que a Oi, TIM, Vivo, Claro entraram no ramo como concorrentes a telefonia móvel ficou extremamente mais acessível, antes celular era artigo de luxo, agora já existe mais celulares que habitantes em uso aqui no Brasil). Mas caso você pegue um serviço público que todos precisam e privatiza para só um dono, você cria a monopolização e o preço vai lá pra cima, veja a Celpe, depois de sua privatização os preços subiram muito, apesar da qualidade dos serviços tenha melhorado.

Os meus dois primeiros vídeos auxiliares são aulas do Telecurso, e são extremamente produtivos e explicam o assunto perfeitamente, e por isso esse vídeo não se aplica somente a mim, mas também aos meus colegas de reportagem. Já meu segundo  vídeo auxiliar pode não parecer muito sério,  e tudo mais, mas ele me ajudou um pouco a entender um pouco mais sobre o neoliberalismo, ele é muito crítico, mas produtivo.

Vídeo auxiliar:

 

Fonte:

 

Quando essa política econômica chegou ao Brasil e como foi o processo de privatização empresaria.

Por Nícolas Roberto

O neoliberalismo chegou ao Brasil por volta da década de 90, no governo de Collor. Logo começou a reduzir as taxas alfandegárias, ou seja os impostos de importação. Conseqüência disso foi os produtos estrangeiros começarem a invadir o mercado brasileiro e começaram a competir com nossos produtos trazendo mais competitividade. A inserção de produtos estrangeiros ao mercado brasileiro fez a oferta de produtos aumentar e conseqüentemente fez os  preços diminuírem e a competitividade faz a qualidade dos produtos aumentassem, e tudo isto fez a atual inflação (que estava alta) diminuir.

Porém o processo de inserção do neoliberalismo no Brasil não acabou em Collor; Fernando Henrique Cardoso continuou com essa política econômica, mas o processo acelerado de inserção fez com que empresas não adaptada com as regras de mercado neoliberais acabassem falindo.

É nesse momento que várias multinacionais começaram a comprar essas empresas ou trazer as suas filias para aqui.

O processo de privatização das empresas estatais no Brasil foi diferente de outros países como Índia e China (países que estai tendo um grande sucesso econômico nas ultimas décadas, com destaque para essa ultima década) que fizeram, principalmente, parcerias com empresas estrangeiras, e não privatizações e eles também fizeram isso de forma gradual e restrita; Já o Brasil foi justamente o contrário, foram feitas mais privatizações do que negociações e parcerias, e ainda por cima este processo foi feito de forma muito rápida.

Alguns exemplos são a liberação para empresas estrangeiras participarem da exploração do sistema de transporte público e privado, o fim da proibição da participação estrangeira nos setores de comunicação e telecomunicação, terminar com o monopólio da Petrobrás na exploração de petróleo (ou seja, deixar outras empresas explorarem também) e privatizar alguns setores ligados a energia e mineração. Todas essas medidas foram feitas em pouco tempo.

Um dos argumentos usados para incentivar essas privatizações é que as empresas estatais não eram produtivas, davam prejuízo, que elas estavam endividadas,  eram um canal propício a corrupção e que tais empresas apenas continuavam existindo porque o governo dava dinheiro (subsídios) para elas continuassem trabalhando. E empresas privatizadas como a companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) e da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) eram empresas que davam lucro e eram bem competitivas.

Uma das funções da privatização empresarial é arrecadar dinheiro para o pagamento de dívidas, e normalmente a privatização é feita com o preço dos juros um pouco elevado para que se obtenha mais dinheiro ainda. Porém acabou que as privatizações das empresas brasileiras foram feitas com juros baixos e por isso o dinheiro arrecadado com a privatização das empresas foi bem menor do que a dívida que o Brasil acumulava, então acabou que as privatizações das empresas brasileiras não foram muito bem sucedidas.

O neoliberalismo não foi só adotado onde seria as sedes dessas filiais (Brasil e etc), mas também nos países das matrizes das empresas (superpotências). O neoliberalismo começou a ser adotado nos países industrializados em 1979 na Inglaterra (Margaret Thatcher), em 1980 nos EUA (Ronald Reagan), em 1982 na Alemanha (H. Kohl) e em 1983 na Dinamarca (Schluter). Foi introduzido no Chile e na Bolívia, em meados da década de 1990. Vários países também adotaram nessa onda, como a Argentina e o Brasil, impulsionados pelo chamado Consenso de Washington.

Fonte:

 

O real neoliberalismo.

Por Gilmar Júnior

Para entendermos o que foi o Neoliberalismo, que ocorreu dos anos 80 aos 90, é necessário que primeiro saibamos o que é o Liberalismo Econômico, cujo é bem participante na Segunda Fase do Capitalismo Industrial (Séc. XVIII a XIX). O Instituto Liberal se originou na Inglaterra, a partir do Séc. XVII.

No Liberalismo, o homem é livre para produzir e negociar, onde o estado não deve interferir em seus interesses econômicos. Ele também possui três princípios básicos, sendo eles:

 

1º Existe, na vida econômica, uma ordem natural que se estabelece na sociedade de forma espontânea, desde que os homens sejam livres para agir e defender seus interesses.

2º A ordem natural é a mais favorável para a prosperidade dos homens e das nações; está acima de qualquer intervenção que o Estado possa realizar na vida econômica.

3º Não há antagonismo, mas harmonia entre os interesses individuais e o interesse geral da sociedade. A harmonia econômica é a própria essência da ordem natural.

(Adaptado de Henri Guittonn, Economia política, Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1959, v.1, p.47).

 

Como mostrado, na teoria, o Liberalismo é uma grande idéia que realmente tem grandes contribuições para a melhoração da economia. Contudo, na prática, ele não funcionara e não funciona como esses três princípios básicos abordam. Com base no 3º princípio, analisemos: O que se vê é uma real desarmonia entre os interesses gerais referentes à sociedade e aos interesses individuais, dando prioridade às empresas e não a trabalhadores. O que cria miséria e fome, resultando em mortes e tragédias.

Neoliberalismo

 

Tem mais de dez anos que a humanidade viveu mais uma tragédia: a hegemonia ideológica e política do Neoliberalismo. Atualmente, algumas poucas regiões no mundo estão se vendo livres das conseqüências desastrosas do Neoliberalismo. No Mundo Desenvolvido, dois são os objetivos básicos do moderno Liberalismo. O primeiro deles é a fragilização do Estado Econômico, e o segundo é a desinclusão dos sindicatos.

Nos países desenvolvidos, os objetivos são praticamente os mesmos, contudo, são bem distintas as conseqüências e as possibilidades de implementação do projeto Neoliberal: com uma classe trabalhadora com certo nível de organização, e proteção por um efetivo Estado de Bem-Estar, os limites do Liberalismo aparecem mais rapidamente. De todas as formas, seja no campo das idéias, seja no das políticas econômicas, as políticas neoliberais constituem a tragédia do nosso tempo. Onde for que elas se instaurem, surge ou cresce a miséria, a degradação econômica, a desesperança, a apatia e o desespero. E não podemos deixar de marcar o que chamamos de consequências: o individualismo e o egoísmo exacerbados. Fenômenos perversos que dominam pessoas de todas as idades, se espalhando e se reproduzindo por um tipo de mecanismo automático um tipo de inércia geracional. Mas de que jeito complementa as políticas liberais?

Resposta: “Através da indução a passividade, à segurança dos lares e à indiferença. Na medida em que assim procede, este problema de caráter colabora na manutenção do fosso social que separam integrados e marginais, os que lucram e os que perdem e os que perdem com as atuais regras do jogo. Assim fazendo, torna mais fácil subjugar os rebeldes, conter as manifestações conscientes de repúdio, enfraquecer a sociedade civil e o tecido social, privatizar o público (que é ou era de todos) etc. no mais, o individualismo liberal (egoísta) já teve a sua chance.”

Contudo, esquecemos tanto as suas conseqüências tradicionais quanto o fato de que a aplicação liberal nos conduziu às duas guerras mundiais e à maior crise estrutural da história do Capitalismo (1929).

Fonte:

 

 

 


GLOBALIZAÇÃO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO

A era da globalização contemporânea

Por Marina Mergulhão

Muitos economistas avaliam que o processo de globalização se desenvolveu a partir do período da Revolução Industrial e o fim da Segunda Guerra mundial é considerado como o início da globalização moderna. A mesma, é um fenômeno de integração econômica, social, política e cultural, que consiste em atender a dinâmica do capitalismo, permitindo que expandisse os mercados para os países desenvolvidos, cujos já tinham os mercados internos saturados e tiveram participação efetiva neste processo.

Esta integração para o processo de globalização foi proveniente de dois fatores: inovações tecnológicas e o incremento no fluxo comercial mundial. Também havia a vontade de impedir que uma catástrofe como a Segunda Guerra Mundial ocorresse de novo mais tarde e desta forma, as nações que saíram vencedoras da guerra e as devastadas potências do eixo determinaram que tivesse uma enorme importância para o futuro da humanidade, a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais, com o objetivo de aproximar cada vez mais as nações uma das outras. E foi a partir disso que nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço. A necessidade de expandir seus mercados também levou as nações que aos poucos começaram a comercializar produtos com outros países, marcando o crescimento da ideologia econômica do liberalismo.

Este processo também fez com que as relações comerciais entre os países e as empresas tornassem-se mais viáveis e as multinacionais, já que exerciam atividades econômicas em diferentes territórios, foram cruciais para a efetivação do processo de globalização. A formação de blocos econômicos também foi comum neste período, buscando se fortalecer no mercado que está cada vez mais competitivo, a partir do momento em que existem inúmeras empresas de um mesmo produto e diversas facilidades, possibilitando também a realização de transações financeiras e a expansão dos negócios que eram restritos ao mercado de atuação para mercados distantes.

Hoje em dia, os países emergentes se destacam especialmente o BRIC, com grandes economias de exportação, grande mercado interno e cada vez maior presença mundial.  E até antes mesmo do BRIC, alguns outros países realizaram uso da globalização e economias voltadas à exportação para obter rápido crescimento e chegar ao primeiro mundo, assim como os tigres asiáticos na década de 1980 e o Japão na década de 1970.

A globalização vem afetando todas as áreas da sociedade, destacando-se na área de comunicação, principalmente com a internet, esta rede mundial de computadores que permite e facilita o fluxo de troca de idéias e informações. O aumento da universalização do acesso a meios de comunicação também decorre da globalização, devido ao barateamento dos aparelhos e os de infra-estrutura para as operadoras de celulares que vem ficando mais baratos e viáveis cada vez mais rápidos, com aumento da cobertura e da qualidade graças a inovações tecnológicas. Os novos medicamentos, novos equipamentos cirúrgicos e técnicas, o aumento na produção de alimentos e o barateamento no custo dos mesmos, tem refletido em um aumento generalizado da longevidade dos países emergentes e desenvolvidos, nas últimas décadas.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.brasilescola.com/geografia/globalizacao.htm

 

Conseqüência da globalização no mundo contemporâneo

Por Renata Vaz

A globalização trouxe coisas boas e ruins para a sociedade. Entre as boas estão a facilidade na circulação de pessoas, mercadorias, informações etc., onde a tecnologia encurtou muitos caminhos, por exemplo com a internet. Com esse benefício, a população que antes demorava muito para receber informações passou a receber quase instantaneamente, antes para fazer contato interpessoal a longa distância tinha que ser através de cartas e hoje pode ser através de sites de relacionamentos com as mensagens instantâneas e alguns até com áudio vídeo, entre outras melhorias. Dentre as coisas ruins, está a exclusão social, o crescente aumento da taxa de desemprego, além da desigualdade entre a população que acaba por gerar as disparidades entre as classes sociais.

Uma das ações da globalização é uniformizar e ao tempo diferenciar. A intenção de muitos analistas e ideólogos é contrariar os processos uniformizadores, como se fosse suficiente para criar riqueza e igualdade. Entretanto, a globalização acaba alimentando os problemas sociais, dificultando ainda mais a sua finalização.  Essas dificuldades estão presentes não só internamente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas também num plano internacional.Vale ressaltar que há uma contradição neste contexto, pois foi nesse mesmo período de crescimento das dificuldades sociais que os países socialistas começaram a dar  abertura ao exterior dos regimes socialistas mais rígidos, indo para uma uniformização institucional e uma tendência universal de valores.

Os benefícios da globalização anteriormente citados, não conseguem atender toda a população dos países, pois há regiões que são excluídas, está a margem desse sistema, onde não tem acesso a certos tipos de meios de transmissões de informações, agravando o quesito do escanteamento social, até por conta de estarem à margem dos grandes fluxos de pessoas e capitais, que pode se tornar um ciclo vicioso. Não precisa necessariamente está em uma região excluída, há pessoas que têm essa mesma dificuldade, mas é em vista da sua situação financeira. Esse fenômeno beneficente fez com que a economia de certas regiões fosse dinamizadas, enquanto a das outras regiões estagnaram, e assim as possibilidades de inserção e ascensão profissional passou a ser maior para quem vivia em cidades com o capital fortemente instalado, ao contrário de quem vivia em cidades rurais, assim, muitas pessoas passaram a ir para a área urbana pensando que esta não tinha problemas com desemprego e subemprego.

Outro problema que também atinge a sociedade é o desemprego, novamente alimentando a disparidade social. Pode-se verificar que a população enfrenta o problema do “desemprego estrutural”, conseqüente da perda de competitividade de certos setores das economias que antes eram protegidos por barreiras tarifárias. Há também o fenômeno da terceirização econômica que tem ajudado para a transformação da natureza do trabalho em escala mundial. Os países desenvolvidos não estão isentos do problema “desemprego”, inclusive isto iniciou com as imigrações para seus territórios onde o mercado de trabalho só estava preparado para atender aos trabalhadores nativos, e não contavam com os imigrantes. Com esse problema, surgiu um medo dos países nortistas, alimentando as tentativas contra a globalização.

Todos essas problemáticas, são vistas nas relações interpessoais como sendo um resultado das diferenças qualitativas do trabalho, das competências e das habilidades, e nas relações interestaduais são vista como uma incompetência na adaptação aos novos padrões econômicos. O que não se percebe também é a participação de fenômenos histórico, político, econômico ou cultural, ou até mesmo da exploração feita pelo capitalismo.

A desigualdades passou a ser vista então, como parte de um processo natural na distinção de indivíduos, e as indefinições geram indiferença e intolerância com as classes baixas alegando que estes são os próprios responsáveis pelo seu próprio “atraso”. Com esse pensamento da naturalidade do problema, perde-se o pensamento solidário para com os mais fracos. Percebe-se assim, as contradições da globalização.

Referências:

http://www.planalto.gov.br/publi_04/COLECAO/GLOBA3.HTM

http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/as-faces-da-globalizacao-393645.html

http://bloglobalizado.blogspot.com/2009/04/charge_9446.html

http://mundodasdesigualdades.blogspot.com/2010/05/desigualdade-social-no-brasil.html

A internet, o preconceito e as redes sociais.

Por Larissa Wanderley

 

A globalização trouxe consigo, a comunicação, como peça fundamental desse “quebra-cabeça”. A internet, sendo uma das conseqüência do mundo globalizado.

As redes sociais fazem parte, ultimamente, da internet, essa “febre” que atinge principalmente o público jovem, e tem como proposta fundamental a integração de opiniões, além de congregar culturas. Porém, a rede social, apesar de ter seus benefícios, ela pode ser usada de forma incorreta, através das mais diversas formas de preconceito e abusos, ou seja, crimes praticados por pessoas que acessam esse meio de comunicação, como forma de prejudicar outras pessoas.

O Orkut, myspace, facebook, twitter, os blogs, são os mais conhecidos meios de troca de informações, e a partir dessas redes, dessas “brechas” da comunicação, que os agressores se aproveitam das pessoas sem formação o suficiente para perceber que estão sendo, de alguma forma, aliciadas, persuadidas, e muitas vezes enganadas, por pessoas que não possuem aquela personalidade e imagem, que estão sendo retratadas. Como por exemplo, a clássica história, do velho que se passa por jovem tentando convencer o menor a se envolver sexualmente com o emissor, porém na maioria das vezes essa triste história termina em conseqüências drásticas; o trauma psicológico, o abuso sexual, o medo de envolvimentos amorosos, a dificuldade de reintegração na comunidade, entre outros fatores.

As mais variadas formas de preconceitos também vieram com os blogs, a partir de blogs feitos por pessoas racistas, homofóbicas, nazistas, xenofóbicas, que conseguem dominar, de certa forma, as idéias e os seus pensamentos, ou seja, elas possuem um poder de persuasão muito grande como forma de atingir as pessoas de senso comum. A homofobia é uma das formas de preconceito mais debatidas na atualidade, pois essa vertente da segregação abrange a religião, a questão política, a opção sexual e o âmbito social. Recentemente houve a “parada da diversidade”, onde o policial atingiu um jovem de 19 anos alegando que o tiro disparado tinha sido acidental, versão não confirmada pela perícia, que constatou que o tiro foi doloso. Esse é mais um exemplo, de como a população não esta pronta para aceitar novas opiniões sexuais, e apesar da internet ter a congregação de pessoas, também através disso desperta em certas pessoas e junção para a depreciação de um terceiro, que não faça parte daquele determinado grupo.

Além dos blogs utilizarem a via do preconceito, algumas vezes, eles dão informações distorcidas e muitas vezes equivocadas, a respeito de vários assuntos. Um exemplo claro é uma enciclopédia que utiliza a edição de textos para sua formulação, medida teoricamente erronia, porque a enciclopédia é um meio de conhecimento utilizado como forma de consulta através de fontes confiáveis.

Essa fonte de conhecimento, a internet, nos trás benefícios e malefícios, porém o interlocutor precisa ter o seu próprio senso crítico para discernir o confiável do ocioso, o agressor, o amigo, um texto com tendências discriminativas de textos coerentes e concisos. Além disso, precisa-se de diretrizes de apoio a sociedade que de alguma forma incentivem-na a formar cada vez mais formar os seus cidadãos individualizados, e não segregados. Dessa forma, o coletivo vai ser composto de seres únicos que criticam construtivamente o todo.

 

Referencias:

http://www.blogbrasil.com.br/a-revolucao-da-internet-na-era-da-globalizacao/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social

http://www.portalaz.com.br/noticia/policia/197769_militar_suspeito_de_atirar_contra_jovem_apos_parada_gay_depoe_no_rio.html

 


A GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

A globalização

Por Ana Beatriz Soares de Melo.

A globalização é um processo capitalista que consiste no aprofundamento da interligação do mundo, a partir de aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos, ou seja, é o crescimento da interdependência entre os países do globo.

Ela é oriunda de evoluções ocorridas, principalmente, nos meios de transportes e nas telecomunicações, fazendo com que o mundo “encurtasse” as distâncias, por isso Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está ficando menor e todos se conhecem (já que a partir da TV e da internet podemos saber o que acontece no mundo inteiro).

O processo de globalização desenvolveu-se para atender ao capitalismo (sistema que se tornou predominante no mundo e iniciou a era da globalização), com destaque aos países desenvolvidos; de modo que os mesmos pudessem sair em busca de novos mercados, já que o consumo interno se encontrava carregado.

Ao contrário do que muitos pensam esse processo não é de hoje, ele existe desde a época dos descobrimentos, mas só começou a desenvolver-se a partir da Revolução Industrial e passou despercebido por muito tempo. Já a globalização moderna tem como ponto inicial, o fim da Segunda Guerra Mundial, onde os países começaram a unir-se com o objetivo de impedir o início de outras guerras como aquela e as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo chegaram à conclusão que era de grande importância para o futuro da humanidade a criação de mecanismos comerciais para aproximar cada vez mais as nações uma das outras. Deste consenso nasceu as Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço – CECA que posteriormente viria a se tornar a União Européia.

Não podemos negar que a globalização facilita a vida das pessoas em relação a fatores econômicos, como por exemplo, o beneficio do consumidor, já que ele pode contar com produtos importados mais baratos e de melhor qualidade, porém ela também pode dificultar. Uma das grandes desvantagens da globalização é o desemprego. Muitas empresas aprenderam a produzir mais com menos mão de obra, e para tal feito elas usam novas tecnologias fazendo com que o trabalhador perdesse espaço.

As inovações tecnológicas, principalmente nas telecomunicações e na informática, promoveram o processo de globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a distribuição de informações entre as empresas e instituições financeiras, ligando os mercados do mundo.

O acréscimo no fluxo comercial mundial tem como principal fator a modernização dos transportes, especialmente o marítimo, pelo qual ocorre grande parte dos acordos comerciais (importação e exportação). Esse tipo de transporte possui uma elevada capacidade de carga, que permite também a globalização das mercadorias, ou seja, um mesmo produto é encontrado em diferentes pontos do planeta.

O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a realização do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o

http://www.brasilescola.com/geografia/globalizacao.htm

http://orbita.starmedia.com/achouhp/geografia/globalizacao.htm

http://www.infoescola.com/geografia/globalizacao/

Referências das imagens:

http://www.guiadicas.com/a-notavel-globalizacao-no-brasil/

http://www.alunosonline.com.br/geografia/globalizacao/

Links de vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=afNPIbOBsqY

 

 

Como a internet influencia a globalização?

Por Ariel Barbosa da Luz.

Não podemos negar que a internet é muito importante para o mundo atual, a maioria das pessoas tem hoje internet, atualmente são milhões de pessoas no mundo todo, mas como ela pode influenciar na globalização do mundo contemporâneo?

Como já citei, a internet tem hoje mais de milhões de usuários que usam a internet como meio de comunicação todos os dias,e só com essas informação podemos justificar porque ela é a chave da globalização do mundo atual,se olharmos em qualquer dicionário a palavra globalização veremos o que ela significa:”processo mundial de integração ou partilha de informações,de culturas e de mercados” e se formos pesquisar internet  iremos encontrar”rede de informática largamente utilizada para interligar computadores através de modem,à qual possibilita a toda  espécie de informação”ou seja  o conceito de internet  e globalização não estão apenas ligados,um conceito esta dentro do outro,a internet  faz com que a gente saiba o que esta acontecendo em qualquer quanto do mundo se resumimos globalização é isso.

Quando a internet surgiu em meados da guerra fria com o objetivo de se manter a comunicação com as bases militares de outro lugar, ela acabou se firmando com a história da globalização, se procuramos em alguns livros veremos que a história da globalização teve inicio em meados após a segunda guerra mundial, eles dizem também que esse processo começou com a revolução tecnológica.

Pode-se considerar que o avanço e história da globalização se deu  com o avanço e história da internet,o meio de comunicação da globalização é a internet,enquanto a internet cresce a globalização aumenta,as informações aumentam também o que se sabia apenas pelo jornal e pela TV se soma com a internet.

Esse processo de globalização também pode ser visto como uma coisa ruim, hoje somos escravos da internet ou das informações que ela traz, não conseguimos ficar sem saber o que acontece em qualquer canto, em qualquer vilarejo, rua, país qualquer quanto, ganhamos mais informações, mas cada vez mais perdemos a privacidade, somos muito cobrados hoje pelo que recebemos precisamos de mais e mais, se por um lado o processo de globalização através da internet é bom por estar ligado a conhecer outras pessoas de culturas diferentes e conseguir informações que são úteis para nossa vida, mas por outro lado pode ser considerado ruim quando usamos de outras maneiras e acabamos escravos dependentes da internet.

Quando comecei a elaborar esse artigo não imaginava que á história da internet e da globalização estivessem historicamente tão perto, mas já imaginava que uma dependia da outra: a internet depende do que é globalização e a globalização depende da internet como meio de comunicação para se propagar e se expandir, tentei mostrar os dois lados desse acontecimento que teve como ajuda a internet, um lado bom e um lado ruim alguns podem até discordar.

Mas espero que eu tenha conseguido associar bem como o processo histórico da globalização teve um impulso grande da internet e porque é importante tratar desse assunto quando se trata de globalização.

Fontes:

http://www.priberam.pt/dlpo/Default.asphttp://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o#Hist.C3.B3riax

http://www.kplus.com.br/materia.asp?co=11&rv=Vivencia

HTTP://www.google.com

http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o#Hist.C3.B3ria

 

 

A crise da globalização: 2008-2009

Por Luciana Bezerra Soares.

As pessoas depositam dinheiro nos bancos acreditando que terão seu dinheiro de volta, mas eles não podem realmente prometer que isso irá ocorrer; não depende apenas da vontade deles. Dólares vão e dólares vêm, circulando pelas mãos dos bancos e seus clientes; negociações são feitas, manipulando o dinheiro depositado pelos investidores para financiamentos diversos, emprestando o dinheiro dos mesmos sem absoluta garantia de retorno dele. Essa falta de garantia foi o que aconteceu no ano de 2008, gerando uma crise econômica em território norte-americano e, posteriormente, ganhou dimensões mundiais.

Quando fora divulgado que estourara uma crise e a esta se originou nos Estados Unidos, todos rapidamente previram que, sem dúvida, a crise (que iniciada pelos investimentos nos bancos, começara a provocar seus estragos na bolsa de valores e mercadorias) atingiria o mundo todo. Logo, as pessoas começaram a comparar a crise que surgia com a grande depressão de 1929, considerada a mais grave e o mais extenso período de recessão econômica do século XX; momento em que os Estados Unidos, cuja economia foi para no fundo do poço, ficaram arruinados. Uma crise de tal porte, afetando de tal maneira os Estados Unidos, deixava claro que país algum estaria imune aos efeitos da mesma. O motivo? A globalização.

Devido a essa atual globalização, tudo o que acontece nas grandes potências reflete em todo o mundo em um piscar de olhos, principalmente nos Estados Unidos, o cerne da economia capitalista que move o mundo. O que ocorre na economia estadunidense conduz o resto do mundo e a economia deste.

Examinemos o Brasil e modo de como ele é afetado por tal força nesse período de crise. O Brasil tem uma economia equilibrada, mas isso não impede a influência da crise estadunidense sobre ele. Com a diminuição do dólar, por exemplo, as exportações feitas pelo Brasil ficam prejudicadas, importação é aumentada conseqüentemente e isso prejudica a indústria brasileira.

A crise atingiu não somente o Brasil, mas todo o mundo; gerando, por exemplo, altas taxas de desemprego. Nos Estados Unidos, os pedidos nacionais de auxílio-desemprego sofreram um aumento considerável, atingindo o assustador número de 497 mil pedidos. É um novo recorde, não há registros de tantos pedidos desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Quanto ao desemprego, estimava-se que 100 mil trabalhadores ficassem desempregados mensalmente. Na Europa, os mais o principais afetados foram Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. Estimava-se que 10 mil trabalhadores fossem demitidos a cada dia na Europa. Na Inglaterra, o desemprego já atinge cerca de 2 milhões de pessoas. No mundo todo, a crise gerou aproximadamente 220 milhões de desempregados. A crise também gerou muita miséria, uma deplorável situação social dos trabalhadores. Cerca de 100 milhões de pessoas passaram a viver em condições miseráveis. Outro fator que a crise desencadeou foi o aumento da desigualdade de renda entre a população que já avançava desde a década de 1980. O aumento dos preços dos alimentos também foi gerado pela crise, acompanhado pelo aumento dos preços dos combustíveis. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a inflação dos alimentos atingiu 52% entre 2007 e 2008.

Como é possível observar, o mundo inteiro foi atingido e isso é devido ao modo em que tudo está conectado economicamente, a globalização. Esta última resulta da diminuição das distâncias entre os povos, nas estreitas relações comerciais entre os países. O mundo atualmente encontra-se em uma situação caótica, onde todos podem ser afetados caso uma crise venha ocorrer no solo de alguma potência e a certeza do envolvimento de todos os países é absoluta. É isso o que a globalização causa.

Fontes:

Edição do 1º semestre do Guia do Estudante Atualidades Vestibular – ENEM, Editora Abril.

http://www.miniweb.com.br/historia/artigos/i_contemporanea/crise_29.html

http://www.socialismo.org.br/portal/questoes-sociais/113-artigo/639-a-crise-de-2008-e-seus-impactos-na-questao-social

http://adesalpastorisrael.blogspot.com/2008/04/crise-economica-e-globalizao.html

Imagem:

http://img171.imageshack.us/i/pib2009.png/


Capitalismo x Socialismo: o que são, o colapso e o mundo atual

Capitalismo e Socialismo? Quando surgiram e quais seus princípios?

Por João Victor do Nascimento Silva Bandeira

P

rovavelmente você leitor já ouviu falar, leu algo ou viu alguma reportagem que abordava sobre o capitalismo ou socialismo. E provavelmente você também já deve ter se perguntado: “Mas quando eles surgiram?” , “Quais são na verdade os seus princípios?”.  Isso é o que você vai descobrir agora.

Na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, surge na Europa uma nova classe social, a burguesia. Essa classe social (que era rica) tinham como interesses obter lucro através do comércio. Assim, a burguesia foi uma das principais responsáveis pelo surgimento do comercio na Europa. No século XV o comercio havia se tornado a principal atividade econômica no continente europeu.

A partir do século XVI , começam as grandes navegações e a expansão marítima européia, assim, os europeus saíram em busca de novas fontes de riqueza e matéria – prima chegando as Américas. Lá começa uma grande exploração das riquezas dessas terras com o objetivo de enriquecimento e acumulo de capital. Além disso, o comércio foi intensificado com o descobrimento de novas rotas comerciais para a Ásia.

Com o grande comércio a necessidade de aumento da produção fez com que surgissem os trabalhadores assalariados que crescia mais e mais.

Essa fase onde o principal objetivo era o acumulo de capital por meio do comércio é denominada de capitalismo comercial.

Porém no século XVIII o sistema de produção é totalmente alterado com a Revolução Industrial. É nesse período que surgem as industrias e que a máquina passa a substituir o trabalho do homem, assim acelerando a produção e aumentando o lucro das fábricas. Apesar do grande lucro do empresário, a classe trabalhadora sofreu com o desemprego, pois as máquinas substituíam o trabalho de muitos homens, além das grandes jornadas de trabalho e do baixo salário.

A Revolução Industrial, que primeiramente foi realizada na Inglaterra e depois em outros países do mundo, fez com que os países industrializados passassem a ampliar o mercado para seus produtos e conquistar outras áreas para o fornecimento de matéria – prima, possibilitando a colonização e exploração das populações na Ásia e na África (neocolonialismo). A América Latina ficou como principal fornecedora de matéria-prima para esses países.

Essa fase ficou conhecida com capitalismo Industrial, marcado pela forte presença européia na África e na Ásia, com a dominação de seus povos e a exploração dos recursos naturais desses locais, e pelo surgimento da industria, onde a máquina passou a substituir o trabalho do homem, aumentando o desemprego da classe trabalhadora.

A nova fase do capitalismo é o Capitalismo-Financeiro. Nesse sistema “o grande comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e outras instituições financeiras. O surgimento do Capitalismo Financeiro no Séc. XIX está diretamente ligado com o forte crescimento econômico que se registrava neste período de plena expansão da Revolução Industrial. A aplicação prática das invenções técnicas à indústria e aos transportes (em especial a máquina a vapor e as novas técnicas de fundição) associados aos ideais do Liberalismo Econômico proporcionou uma espetacular expansão econômica e o alargamento dos mercados à escala mundial. Neste contexto de crescente liberalismo e de mundialização das economias, as empresas sentem cada vez mais a necessidade de se expandirem investindo em máquinas e instalações e recorrendo a processos de concentração empresária

(http://www.knoow.net/cienceconempr/economia/capitalismofinanceiro.htm#vermais)

Assim o capitalismo se caracteriza basicamente por ser um sistema econômico onde “os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo)

Já o socialismo ganha impulso a partir da segunda metade do século XIX. Os principais teóricos desses sistema socialista foram Marx (daí a expressão marxismo para se referir a teoria socialista) e Engels. A teoria marxista influenciou a formação da maioria dos partidos políticos socialistas da época. Na Rússia, os socialistas conseguiram conquistar o poder, com a liderança de Lênin, por uma revolução, conhecida Por Revolução de 1917. Após a revolução houve um período de guerra civil que durou até 1920, sendo declarada a URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas) em 1922, a primeira república socialista no mundo. No decorrer do tempo a URSS conseguiu expandir seus ideais implantando o socialismo em outros países.

O sistema socialista se caracteriza basicamente por uma economia planificada, onde todo o sistema de produção é controlado e pertence ao Estado, ou seja, não há empresas estrangeiras. O estado também deve fornecer educação, saúde, moradia e uma renda única que faça com que toda a população tenha um mesmo padrão de vida.  Porém o socialismo real, ou seja , o que realmente foi implantado apresenta problemas como falta de liberdade de pensamento e expressão e a formação de um grupo político altamente privilegiado.

Logo abaixo você pode ver um vídeo que fala as principais características dos dois sistemas políticos e quais as

suas principais diferenças:

http://www.youtube.com/watch?v=NgB2LrEqKXc&feature=related

O Poder da Superpotência Atual

Por Leonardo Henrique de Lira Costa


I

nteligência, Sagacidade e Astúcia; Essas eram as características de Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos entre os anos de 1933 e 1945. Ele foi o primeiro presidente a conseguir mais de 2 mandatos, já que conseguiu quatro, infelizmente morrendo no quarto mandato.

Na segunda guerra mundial, a participação dos Estados Unidos na mesma foi intensa, já que participou em várias frentes ao mesmo tempo. Os Estados Unidos estabeleciam uma política rígida se isolando e permanecendo neutro, até que em 1940, navios americanos foram atacados no atlântico por submarinos alemães. Isso desencadeou em protestos por parte dos americanos que, revoltados, queriam a participação dos Estados Unidos na guerra contra os Alemães. Em 1941 houve um ataque a Pearl Harbor, no Havaí, feito pela marinha japonesa, acredita-se que o ataque destruiu 11 navios, 188 aviões e matou 2400 militares americanos. A partir daí houve vários ataques americanos contra o Japão, já que fazia parte do Eixo ( Alemanha, Itália e Japão ), ataques do Japão contra os Estados Unidos, até que em 1942 os Estados Unidos bombardearam Tóquio, capital japonesa.

O Japão desde ai passou a ser bombardeado intensamente por cerca de 2 anos, enquanto Roosevelt encontrava-se firme e forte no comando dos Estados Unidos. O presidente americano autorizou a fabricação da bomba atômica e desenvolveu um trabalho diplomático na preparação do pós-guerra, para evitar enfrentamentos com os países aliados. Mas gravemente doente morreu na cidade americana de Warm Springs, Georgia, em 12 de abril de 1945. Em seu lugar assumiu Harry Truman.

Truman apesar de também ter ótimas qualidades, agiu muito errado na segunda guerra mundial, pois resistência do Japão já estava se esgotando quando o mesmo autorizou o lançamento de duas bombas nucleares ao país oriental em agosto de 1945, esse ato funesto gerou a morte de milhares de pessoas inocentes, pessoas que não tinham nada ver com a guerra. Acredita-se que o motivo pelo qual ele autorizou o lançamento das bombas foi tentar intimidar a União Soviética numa futura Guerra Fria. Ele pode ter criado a Doutrina Truman pode ter desenvolvido os Estados Unidos, mas não consigo entender que ele lançou as bombas simplesmente para intimidar.

As estimativas para o total de vítimas da guerra variam, mas a maioria sugere que cerca de 72 milhões de pessoas morreram durante a guerra, incluindo cerca de 26 milhões de soldados e 46 milhões de civis, grande parte pelos alemães, que acreditavam melhorar o mundo assassinando as pessoas que para eles fosse indesejáveis, como judeus, homossexuais, etc.

Contudo a guerra não é a solução dos problemas, pois no final todos acabam perdendo, tanto na economia, quanto na infra-estrutura do país.

Mas voltando à como a Alemanha perdeu a guerra, com  exceção à luta de Ohama, os alemães não fizeram nenhum contra ataque rigoroso. Com isso os invasores estabeleceram uma firme união, e, juntos, reuniram mais de um milhão de homens. Todos juntos: americanos, ingleses e canadenses foram, estrategicamente, para a capital Berlim. Os aliados avançaram para a Alemanha, e a ultima barreira caiu em abril de 1945 quando o exército aliado atingiu o Elba, rio bastante próximo de Berlim. Em 25 de abril, Berlim estava cercada, e teve que se render, assinando sua rendição, e teve que assumir a responsabilidade por tudo que havia ocorrido na guerra.

Fontes:

E

m 1989 foi destruído um dos principais símbolos da ordem mundial bipolarizada: o muro de Berlim. E a partir da década de 1990, o mundo segue seu rumo sem um “segundo mundo” (países socialistas), com poucas exceções, e com outros países aparecendo como pólos econômicos, como a Alemanha. E surge uma nova ordem mundial: a multipolarizada, sendo este termo usado pela primeira vez na Conferência de Malta (1989), pelo presidente americano George Bush, e sendo adequado até hoje.

O mundo se tornou quase que completamente capitalista, e com uma grande potência: os Estados Unidos da América. O país que saiu vitorioso da Guerra Fria, e que a partir de agora seria uma referência incomparável no mundo. Porém, belicamente, os EUA comandam o mundo sem nenhum país a sua altura nesse aspecto. Graças a isso, a corrida armamentista perdeu bastante força, e táticas para ganhar mercados se tornou muito importante para todo o planeta.

Surge então a denominada globalização, uma fase do capitalismo financeiro onde o mundo está conectado a todo o momento, e há um compartilhamento muito grande de informações, serviços, capital, etc. Com a globalização crescem as transnacionais, que são empresas privadas que ultrapassam as fronteiras de seus países, e vão para outros que sejam atrativos, sendo considerados vários aspectos, como custo de mão-de-obra, se esta é qualificada ou não, facilidades por parte dos respectivos governos, etc.

Como o mundo se torna dividido apenas entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, se tornam visíveis alguns problemas desta regionalização,   sendo o principal destes, a classificação de países com situações muito diferentes num mesmo grupo, por exemplo: tanto o Brasil como Serra Leoa estão o grupo de países subdesenvolvidos, porém o Brasil tem taxas muito superiores ao da Serra Leoa em quase todos os aspectos, com uma disparidade impressionante. Estes países como o Brasil, que são subdesenvolvidos, mas se destacam entre os outros subdesenvolvidos, são bastante procurados por transnacionais, por terem certa estrutura para as empresas, como sistemas de transporte, mão-de-obra, etc. Além de que, com o mundo globalizado, os investimentos em tecnologia também aumentam de forma considerável, e a informática invadiu todos os ambientes do mundo: bancos, hospitais, e até sua casa.

E, se torna cada vez mais importante num mundo onde empresas têm filiais no mundo todo, a fim de diminuir o custo de seus produtos para conseguir mais lucro, fazer parte de um “bloco econômico”, onde há uma maior facilidade não só na troca de mercadorias, mas também do ponto de vista político, como decisões diplomáticas a serem tomadas. Temos como principais exemplos de blocos econômicos: a União Européia, o MERCOSUL, etc.

Porém, a globalização que trouxe facilidades e conforto para todo o mundo também trouxe prejuízos. A disparidade entre os países está se acentuando, enquanto potências como os EUA crescem, países africanos como Serra Leoa não se desenvolvem ou até recuam tanto econômica quanto socialmente.

E fora este aspecto, o crime também se desenvolveu “junto à globalização”, como o mundo está todo conectado, e a todo o momento, o tráfico de drogas, por exemplo, é facilitado, as drogas podem ser muito mais facilmente enviadas de um local do globo a outro, além de que, o  contato entre criminosos é muito mais fácil, entre outros fatores.

Daqui pra frente, deverão acontecer muitas mudanças no planeta, países devem crescer bastante economicamente, a posição de potência mundial não deve permanecer por mais muito tempo aos Estados Unidos, devido ao crescimento absurdo de outros países, temos como exemplo a China. Como essas mudanças afetarão o planeta? Como a sociedade vai se comportar diante dessas situações? Estas são perguntas das quais só obteremos respostas com o tempo.

Logo abaixo você pode ver um vídeo muito interessante que fala sobre o mundo pós guerra fria?

http://www.youtube.com/watch?v=HJ0Evk2nG1I&feature=fvst

Fontes:

www.suapesquisa.com/guerrafria/fim_guerra_fria.htm

http://www.coladaweb.com/geografia/o-mundo-pos-guerra-fria

http://www.youtube.com/watch?v=HJ0Evk2nG1I&feature=fvst


A Hegemonia do Capitalismo e a Queda do Socialismo

Estados Unidos e URSS: os “colonizadores” do mundo

Por Vitor Amaral

Pense em um país poderoso, com grande influência no mundo e o qual muitos o temem. Provavelmente você pensou nos Estados Unidos, mas nem sempre foi assim. O mundo já foi divido em 2 vertentes poderosas: o Capitalismo, liderado pelos EUA, e o Socialismo, liderado pela antiga União Soviética. Quem é jovem pode não saber o que foi a URSS, mas quem vivenciou a segunda metade do século XX sabe que ela já foi uma força que se equiparava aos EUA e era temida por todos no mundo capitalista (socialista também na realidade). Mas o que veio a tornar os EUA o que são hoje e a queda de uma força tão grandiosa como a da URSS? Os dois fatos se relacionam, pois os EUA só se consagrou como líder da ordem mundial por causa da queda de seu único opositor, a URSS.

A queda da URSS foi devido a diversas crises que o governo enfrentava, chegando ao ponto de não suportar mais e culminando na sua fragmentação.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial o mundo se dividiu em um sistema bipolar, um lado sob influência do capitalismo com os EUA e o outro sob influência do socialismo com a URSS. Se iniciava então as disputas ideológicas, em que cada um buscava ao máximo ampliar sua rede de influência. A URSS se utilizou em grande parte de meios na base da “força” para conseguir “adeptos” ao seu clube, como por exemplo o leste europeu.

Os embates entre essas duas potências teve seu ápice no final do século XX durante a chamada “Guerra Fria”, na qual as duas nações realizaram investimentos maciços na indústria bélica, mas não havendo um confronto direto, apenas ameaças ou por meio de outros países, como é o caso da Guerra do Vietnã, em que cada lado era chefiado por uma potência.

As disputas entre os dois polos colocava o mundo em apreenção, qualquer ataque dos dois países poderia por o mundo em risco de uma Terceira Guerra Mundial. Porém com o passar do tempo a URSS não conseguiu mais aguentar a crise que sua população vivia e acabou cedendo. Um dos símbolos do início da queda do socialismo foi a queda do Muro de Berlim, um ato que representou a quebra das estruturas socialistas. Terminava assim uma potência militar que se equiparava aos EUA, firmando sua hegemonia no mundo.

Atualmente o sistema capitalista domina o mundo inteiro, com exceções como Cuba e China. Apesar de ainda haver países socialistas, a economia desses países se vê forçada a ter que ceder aos modelos capitalistas, como é o caso da China, um país com política comunista, mas que tem uma economia praticamente capitalista, adotando meios de produção para atingir o máximo, tanto que é hoje uma das potências econômicas emergentes no mundo.

A hegemonia dos EUA veio perdendo um pouco sua força devido as crises que vem enfrentando, mas ainda é a maior potência e é o país mais “popular” do mundo. Os países em desenvolvimento os vêem como um deus e quem os enfrenta luta apenas pela resistência. Com o fim da URSS os investimentos bélicos dos EUA diminuiram bastante, porém as tensões em países menores vieram à tona, tendo um novo “inimigo” a frente.

Por quê o socialismo não funcionou?

Por Mateus Souza

Bem, para iniciar e narrar o conflito, primeiro precisamos mostrar as duas partes do mesmo, com suas idéias, teorias e o que foi colocado em prática. Vamos começar mostrando as idéias e no que insistia o Socialismo e veremos que o que foi idealizado foi completamente diferente do que foi colocado em prática.

O socialismo é um sistema político-econômico que surgiu no século XIX com o objetivo de confrontar o liberalismo e o capitalismo. Tinha sido desenvolvida principalmente por causa da exploração do trabalhador por parte das grandes empresas, pois o mesmo dependia de salários baixos para a sobrevivência além de ter que trabalhar horas e mais horas. Com isso, surge a idéia do socialismo que propõe o fim da propriedade privada, com absoluto controle do Estado e dando maior poder e mais condições ao ploletariado, como menos tempo de trabalho e salários igualitários. Este que acabamos de citar, foi o socialismo utópico, o que foi sonhado pelos filósofos tais como Karl Marx e François-Marie-Charles Fourier. No entanto, na prática as coisas não ocorreram como o planejado pelos filósofos. A primeira tentativa de colocar o socialismo em prática, foi feita por Lênin, filósofo socialista russo, que após a sua chegada no poder imprimiu aquilo que ficou conhecido como “A ditadura do proletariado”.

Foi a partir da Revolução Russa (1917), quando Lênin impôs o socialismo, que ficou marcada a diferença entre socialismo e comunismo. Nas escrituras dos filósofos idealizadores do sistema político e social, alguns deles colocavam o socialismo como a mesma coisa do comunismo, mas após a imposição da política por Lênin foi mostrado a diferença entre socialismo e comunismo. O comunismo seria o socialismo implantado de uma maneira mais sutil, era uma primeira fase do socialismo que buscava melhor adaptação já que se vivia em um mundo completamente capitalista e a adaptação precisava ser feita de uma forma lenta. O socialismo foi o que foi implantado por Lênin e por todos os outros países do mundo, por isso, o socialismo saiu vencido da disputa com o capitalismo.

Pois bem, depois de implantado na Rússia de Lênin, o socialismo só começou a se expandir depois que Stállin assume o comando no país russo, pois Lênin acreditava que seria mais útil consolidar o socialismo antes e depois espalhar para o mundo. Já Stállin começou a expandir o socialismo e suas idéias para os outros Estados políticos. Com o tempo, o socialismo foi ganhando força e suas idéias e confrontando o capitalismo. Mas, o socialismo com o tempo foi tornando-se cada vez mais ditatorial e diferente do idealizado, é o que chamam de socialismo real. O socialismo real foi a política implantada, que parecia mais uma ditadura com pobreza do que com o idealizado pelos filósofos. O que foi idealizado não se sustentou e o que se viu na maioria dos países foi uma ditadura, sustentada pela pobreza e falta de liberdade. As pessoas não conseguiam ter alimentos na mesa e para obtê-los precisavam enfrentar enormes filas, era uma situação precária.

Após alguns anos, o socialismo não agüentou e o capitalismo reinou quase que exclusivamente até os dias de hoje, sendo o principal sistema político. O socialismo foi uma furada, enquanto prática. Na teoria, até parece ser bom, agora o difícil é conseguir colocá-lo em prática.

Um sistema dominante

Por Fernando Henrique

Bom, o capitalismo é pela ideologia, um sistema social e econômico de mercado, em que atingir o lucro é o principal objetivo, nem que para isso tenha que morrer alguém.

Daí você se pergunta: pra quê saber disso? Para quê isso vai servir para a minha vida? Mas você tem que saber como “funciona” o mundo hoje em dia, pois o planeta é capitalista.

Daí você se pergunta novamente: ser capitalista é bom ou ruim? Eu explico! Na minha humilde opinião, o sistema capitalista é bom para as empresas que se desenvolvem, pois a economia de mercado favorece a livre concorrência, o que provoca um desenvolvimento e investimento maior e mais rápido.

Mas o que você deve saber é que esse desenvolvimento nas empresas em um país não atinge todo mundo. A maioria da população (pobres), não ganham nada, enquanto a minoria da população, que é a burguesia, ficam com tudo ou quase tudo. Ou seja, no sistema capitalista, não se defende a razão de que todo mundo mereça usufruir do lucro, mas sim, a obtenção do capital para as empresas a todo o custo, mesmo que para isso precise matar alguém, como já expliquei anteriormente. Isso nos faz refletir sobre como o mundo é desigual, pois quando uns ganham tudo, outros perdem tudo. Quem tem dinheiro é quem consegue sobreviver aqui; bom, mas quem não tem, só resta paciência.

Outro fato que não posso deixar de mencionar, é que o sistema capitalista fez surgir a sociedade de consumo, ou seja, fez com que a sociedade adotasse o ato de consumir incontrolavelmente, fazendo dessa um povo alienado pelas “tentações” que aparecem em todo canto do mundo, e isso fez surgir uma nova tendência capitalista: o individualismo. Bom, o individualismo é, nada mais nada menos, do que um “sistema” em que todos os produtos, coisas; enfim, qualquer coisa seja individual (ah vá! É mermo?). Com isso os pronomes possessivos “meu” e “minha” passaram a ser intensamente utilizados no dia a dia, enquanto pronomes como “nosso” e “nossa” passaram a ser escutados uma vez ou outra, mas não escutados todo dia e nem por todo mundo. Entretanto, desses problemas surge um à nível maior: o imperialismo.

O imperialismo acontece quando empresas de um país mais desenvolvido exerce influência em países subdesenvolvidos. Daí você pode até se pensar “ ué, grande coisa”, mas isso vai muito além do conceito. O fato é que, o imperialismo é exercido com toda força em um país influenciável (subdesenvolvido), não que seja uma coisa forçada , o que estou tentando dizer é que o poder de influência é tanto que os habitantes ( que são procurados pelas empresas que procuram exercer influência, como compradores de seus produtos), deixam sua própria cultura de lado, para praticar a cultura capitalista.

Um exemplo de um meio imperialista é a mídia, que divulga e dita o que é da moda, as músicas que você tem que escutar; isso acaba lhe influenciando, mesmo que você não queira, pois quem não gosta de algum artista estrangeiro de sucesso hoje em dia? Existir alguém que não goste é muito difícil.

Portanto, na minha opinião, o sistema capitalista é ruim, porque nesse mundo, quem trabalha é quem paga tudo para os satisfazerem os desejos dos ricos, exatamente, enquanto os ricos tem privilégios, o pobre que sofre pagando o que não pode pagar para sustentá-los. Outra coisa é a influência exercida, em que, por exemplo: todo mundo tem que ser magro, seguir a modinha que “tá pegando”, e isso aliena uma sociedade já alienada.


Referências:

pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo

http://www.suapesquisa.com/capitalismo/

orbita.starmedia.com/achouhp/…/capitali.htm

http://www.renascebrasil.com.br/a_socialismo2.htm

http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u11.jhtm

http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/o-socialismo.htm

http://www.brasilescola.com/historiag/socialismo.htm

http://www.espacoacademico.com.br/012/12rattner.htm

http://5dias.net/2009/10/28/a-queda-do-socialismo-real/

http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-br&tab=wi (Google Images)

Hegemonia e Imperialismo: Caracterizações da Ordem Mundial Capitalista após a Segunda Guerra Mundial, Ana Saggioro Garcia


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 172 outros seguidores