Atualizando o passado para o presente…

Fins do século XX e início do XXI

Milgram, Zimbardo e o Homem (Nazismo, Ditaduras e Guantánamo)

Pessoas comuns em atos atrozes: experimento de Milgram faz 50 anos

Um dos primeiros voluntários do experimento de obediência utilizando a máquina de choques. Foto: Yale University Library/DivulgaçãoUm dos primeiros voluntários do experimento de obediência utilizando a “máquina de choques”
Foto: Yale University Library/Divulgação

No segundo semestre de 1961, 40 pessoas aceitaram participar de uma pesquisa e aplicaram choques quase mortais em completos desconhecidos tão somente porque um professor – outro completo desconhecido para eles – deu ordens para que continuassem. A aparente sessão de tortura era, na verdade, um experimento científico, e os choques, encenação de atores. Os experimentos de obediência de Stanley Milgram completam 50 anos em 2011 e continuam relevantes no estudo da natureza humana.

Na universidade de Yale, nos Estados Unidos, Milgram conduziu testes psicológicos para investigar como pessoas comuns e sem traços violentos podiam ser capazes de atos atrozes. Sua maior inspiração era tentar entender como pessoas que, até então, pareciam decentes e de bom caráter, podiam ter colaborado com os horrores do holocausto na Alemanha nazista. Milgram acreditava que qualquer pessoa, se submetida à pressão da autoridade, tem tendência a simplesmente obedecer.

O primeiro experimento reuniu 40 voluntários homens que assumiam o papel de um “professor” que deveria fazer perguntas a um “aluno” e lhe dar choques quando ele errasse a resposta. O “aluno” era, na verdade, um ator contratado por Milgram que fingia levar choques cada vez mais potentes. Conforme o voluntário hesitava em seguir com as punições, um cientista que supostamente coordenava o estudo incentivava o “professor” a seguir com o processo.

Dos 40 participantes, 65% chegou a dar choques de 450 volts enquanto os “alunos” imploravam para que eles parassem. Em testes posteriores, a média de 65% sempre se manteve, inclusive em testes com mulheres e em outros países. Uma busca por “Experimento Milgram” no site YouTube retorna diversos vídeos de recriações da experiência.

Submissão à autoridade
Nunca houve um voluntário que tenha interrompido o experimento para ajudar o “aluno”. Uma pequena porcentagem de participantes se recusou a continuar e deixou a sala, mas sem prestar auxílio ou denunciar os pesquisadores que supostamente eletrocutavam pessoas.

De acordo com um artigo escrito pelo professor Thomas Blass, professor de psicologia da universidade de Maryland, nos EUA, Milgram recebeu fortes críticas de colegas logo após a publicação dos resultados. Eles julgavam o experimento excessivamente impactante para os voluntários, já que, mesmo sem ter dado choques verdadeiros, ele se sentiam culpados e assombrados por suas próprias atitudes.

Stanley Milgram
Apesar de reconhecido mundialmente como um dos mais notáveis psicólogos de seu tempo, Milgram se graduou em ciências políticas. Apenas após a formatura, ele quis trocar de carreira e se candidatou a uma vaga de doutorado em psicologia na universidade de Harvard. Rejeitado na primeira tentativa, ele só foi aceito após completar seis cursos de psicologia em outras instituições de Nova York.

Seu experimento de obediência quase lhe custou a licença de psicólogo. Por um ano, ele foi investigado pela Associação Americana de Psicologia devido a questionamentos éticos sobre sua pesquisa. Apenas quando seus colegas consideraram seu experimento válido, ele pôde entrar na associação. Milgram morreu em dezembro de 1984, aos 51 anos.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5321334-EI8147,00-Pessoas+comuns+em+atos+atrozes+experimento+de+Milgram+faz+anos.html

A Experiência de Stanford

Antecedentes

O experimento de aprisionamento da Universidade de Stanford foi um marco no estudo psicológico das reações humanas ao cativeiro, em particular, nas circunstâncias reais da vida na prisão. Foi conduzido em 1971, por um time de pesquisadores liderados por Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford. Voluntários faziam os papéis de guardas e prisioneiros, e viviam em uma prisão “simulada”. Contudo, o experimento rapidamente ficou fora de controle e foi abortado. Problemas éticos cercando o experimento de aprisionamento da Universidade de Stanford geram comparações com a Experiência de Milgram, que foi conduzido em 1963, na Universidade de Yale, por Stanley Milgram – amigo de Zimbardo nos tempos do ensino médio. O experimento foi patrocinado pela Marinha Americana, para explicar os conflitos no sistema prisional da Corporação. Zimbardo e seu grupo procuravam testar a hipótese que guardas prisionais e seus cativos fossem auto-seletivos, com uma certa disposição que naturalmente levaria a péssimas condições em tal situação.

A Seleção

Os participantes foram recrutados através de um anúncio de jornal e receberiam US$ 15,00 por dia (US$ 76,00 em valores atualizados – 2006), para participar de um “experimento simulado de aprisionamento”. Dos 70 inscritos, Zimbardo e seu time selecionaram 24, que foram julgados como sendo mais estáveis psicológicamente e possuindo boa saúde.

Estes participantes eram, na sua maioria, brancos, de classe média, do sexo masculino. Foram formados dois grupos de igual número de “prisioneiros” e “guardas”. Uma vez que este experimento se tomou na época da guerra do Vietnan a maioria dos jovens desejava ser prisioneiros se opondo a guerra, originando assim a necessidade da seleção. É interessante notar que o grupo dos prisioneiros, após terminado o experimento, pensavam que os “guardas” haviam sido escolhidos devido sua forma física e tamanho, mas na realidade eles foram escolhidos jogando cara-ou-coroa e não havia diferença objetiva de estatura entre os dois grupos.

A Prisão

A prisão, em si, localizava-se no subsolo do Departamento de Psicologia de Stanford, que fora convertido para esse propósito. Um estudante assistente de pesquisa era o “Diretor” e Zimbardo o “Superintendente”. Zimbardo criou uma série de condições específicas na esperança de que os participantes ficassem desorientados, despersonalizados e desindividualizados.

Os Guardas

Aos guardas eram entregues bastões de madeira e uniformes de estilo militar de cor bege, que foram escolhidos pelos próprios “guardas” em uma loja local. Eles também receberam óculos de sol espelhados para evitar o contato visual (Zimbardo teve essa idéia a partir de um filme). Diferentemente dos prisioneiros, os guardas trabalhariam em turnos e poderiam voltar para suas casas nas horas livres, porém alguns preferiam voluntariar-se para fazer horas-extras sem pagamento.

Os Prisioneiros

Os prisioneiros deveriam vestir apenas roupões ao estilo do oriente-médio, sem roupa de baixo e chinelos de borracha, tais medidas fariam com que eles adotassem posturas corporais estranhas – segundo Zimbardo – visando aumentar o desconforto e a desorientação. Eles receberam números ao invés de nomes. Estes números eram costurados aos seus uniformes e os prisioneiros tinham de usar meias-calças apertadas feitas de nylon em suas cabeças para simular que seus cabelos estivessem rapados, similarmente aos cortes utilizados na recruta militar. Além disso, eles eram obrigados a utilizar correntes amarradas em seus tornozelos como um “lembrete permanente” de seu aprisionamento e subjugação.

As Instruções

No dia anterior ao aprisionamento, os guardas foram convocados a uma reunião de orientação, mas não receberam nenhuma instrução formal. Apenas a violência física não seria permitida. Lhes foi dito que seria sua responsabilidade o funcionamento da prisão e que para tanto eles poderiam recorrer a qualquer meio que julgassem necessário. Zimbardo fez o seguinte discurso aos guardas durante a reunião: “Vocês podem gerar nos prisioneiros sentimentos de tédio, de medo até certo ponto, transmitir-lhes uma noção de arbitrariedade e de que suas vidas são totalmente controladas por nós, pelo sistema, por vocês e por mim, e não terão privacidade alguma… Nós vamos privá-los de sua individualidade de diversas maneiras. De um modo geral, isso fará com que eles se sintam impotentes. Isto é, nesta situação nós vamos ter todo o poder e eles nenhum. – do vídeo “The Stanford Prison Study“, citado em Haslam & Reicher, 2003. Aos participantes que seriam os prisioneiros, apenas foi dito para que eles esperassem em suas casas até serem “convocados” no dia que o experimento começaria. Sem qualquer outro aviso, eles foram “acusados” de roubo armado e presos pela verdadeiro departamento de polícia local de Palo Alto, que cooperou nesta parte do experimento. Os prisioneiros passaram pelo processo de identificação regular da polícia, incluindo a tomada de impressões digitais e fotografias, e foram informados de seus direitos. Depois disso foram levados até a “prisão simulada” onde foram revistados, “higienizados” e receberam suas novas identidades (números).

A Crise

O experimento ficou rapidamente fora de controle. Os prisioneiros sofriam – e aceitavam – tratamentos humilhantes e sádicos por parte dos guardas e, como resultado, começaram a apresentar severos distúrbios emocionais. Após um primeiro dia relativamente sem incidentes, no segundo dia eclodiu uma rebelião. Guardas voluntariaram-se para fazer horas extras e trabalhar em conjunto para resolver o problema, atacando os prisioneiros com extintores de incêndio e sem a supervisão do grupo de pesquisa. Seguidamente, os guardas tentaram dividir os prisioneiros e gerar inimizade entre eles, criando um bloco de celas para “bons” e um bloco de celas para”ruins”.

Dividir para reinar

Ao dividirem os prisioneiros desta forma, os guardas pretendiam que eles pensassem que havia “informadores” entre eles. Estas medidas foram altamente eficazes e motins em grande escala cessaram. De acordo com os consultores de Zimbardo, a tática é similar à utilizada, com sucesso, nas prisões americanas reais.

Humilhações como punição

A “contagem” dos prisioneiros, que havia sido inicialmente instituida para os ajudar a se acostumarem com seus números de identificação, transformaram-se em cenas de humilhação, que duravam horas. Os guardas maltratavam os prisioneiros e impunham-lhes castigos físicos, como por exemplo exercícios que obrigavam a esforços pesados. Muito rapidamente, a prisão tornou-se um local insalubre e sem condições de higiene e com um ambiente hostil e sinistro. O direito de utilizar o banheiro tornou-se um privilégio que poderia ser – e freqüêntemente era – negado. Alguns prisioneiros foram obrigados a limpar os banheiros sem qualquer proteção nas mãos. Os colchonetes foram removidos para o bloco de celas dos “bons” e os demais prisioneiros eram obrigados a dormir no concreto, sem roupa alguma. A comida era frequentemente negada, sendo usada como meio de punição. Alguns prisioneiros foram obrigados a despir-se e chegou a haver atos de humilhação sexual.

O envolvimento do pesquisador

Zimbardo descreveu que ele mesmo estava se sentindo cada vez mais envolvido na experiência, que dirigiu e na qual foi igualmente participante ativo. No quarto dia, ele e os guardas, ao ouvirem um rumor sobre um plano de fuga, tentaram, alegando necessidade de maior “segurança”, transferir o experimento inteiro para um bloco prisional verdadeiro, pertencente ao departamento da polícia local e fora de uso. Felizmente a polícia local não acatou a idéia, e Zimbardo relatou ter-se sentido irritado e revoltado pelo que ele via como “falta de cooperação” das autoridades locais. À medida que o experimento prosseguia os guardas iam dando mostras de um crescente sadismo, especialmente à noite, quando eles pensavam que as câmeras estavam desligadas. Os investigadores afirmaram que aproximadamente um terço dos guardas apresentou tendências sádicas “genuínas”. Muitos dos guardas ficaram bastante desapontados quando a experiência foi terminada antes do previsto. Um dos pontos que Zimbardo ressaltou como prova de que os participantes haviam internalizado seus papéis é que, ao ser-lhes oferecida a “liberdade condicional” em troca do pagamento dos dias que faltavam para a experiência terminar, a maioria dos “prisioneiros” aceitou o acordo. Eles receberiam apenas pelos dias em que haviam participado. Porém, ao ser-lhes comunicado que a “liberdade condicional” havia sido rejeitada e que se eles fossem embora não receberiam nada, os prisioneiros permaneceram no experimento. Zimbardo alega que eles não tinham quaisquer razões para continuarem participando se estavam dispostos a prescindir do pagamento para abandonarem a prisão.

Um prisioneiro chegou a desenvolver rash cutâneo de origem psicossomática por todo o corpo, ao descobrir que não poderia deixar o experimento ou não receberia nenhum dinheiro. Zimbardo ignorou alegando que ele apenas estava “fingindo” estar doente para poder escapar. Choro incontrolável e pensamento desorganizado também foram sintomas comuns entre os prisioneiros. Dois deles sofreram tal trauma que tiveram de ser removidos e substituídos.

O horror e a greve

Um dos prisioneiros substitutos, com o número 416, ficou tão horrorizado com o tratamento que os guardas estavam dando que resolveu iniciar uma greve de fome. Ele foi trancado em um compatimento exíguo, que servia como “solitária”, durante três horas, enquanto os guardas o obrigaram a segurar as salsichas que tinha recusado comer. Os demais prisioneiros consideravam-no um “causador de problemas”. Para explorar esse sentimento, os guardas fizeram uma oferta: os prisioneiros poderiam abrir mão das suas mantas para que o substituto fosse libertado da solitária, ou ele seria mantido lá durante a noite toda. Os prisioneiros escolheram ficar com as suas mantas. Zimbardo interveio e o substituto pôde voltar para sua cela.

O final

Quando Zimbardo resolveu abortar o experimento, foi chamada uma pesquisadora que nada sabia do que havia sido feito para conduzir as entrevistas com os participantes. A pesquisadora em questão estava tendo um “relacionamento” com Zimbardo na época do experimento, e atualmente é casada com ele. Dentre todas as 50 pessoas que visitaram a “prisão”, a única pessoa que questionou a ética de tal experimento foi ela. O experimento, que havia sido planejado para durar duas semanas durou apenas seis dias.

Ligações externas

Há dois filmes que foram baseados neste polêmico experimento de Zimbardo. O primeiro trata-se do “A Experiência”, cujo Título Original em alemão é : “Das Experiment“. Está no gênero suspense. Foi lançado em 2001 e dura 119 minutos. O diretor é Oliver Hirschbiegel. Mais informações em: http://www.interfilmes.com/filme_13312_A.Experiencia-(Das.Experiment).html O segundo é um refilmagem do primeiro e chama-se “Detenção”, cujo título original em inglês é “The Experiment”. Também é do gênero suspense e foi lançado em 2010 e dura 95 minutos. Mais informações em: http://www.interfilmes.com/filme_13312_a.experiencia.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_aprisionamento_de_Stanford

The Experiment (O Experimento) – Detenção – O Filme

 ATENÇÃO: Este post contém Spoillers.
O filme The Experiment (O Experimento), traduzido para o português como Detenção, conta a história de  um grupo de homens que se ofereceu para participar de um experimento científico, a fim de ganhar 100 mil dólares caso ficassem por 12 dias em um ambiente que, posteriormente, descobririam simular uma prisão. Lá dentro eles foram divididos em 2 subgrupos: os guardas e os presos. O dever dos guardas era fazer com que os presos cumprissem as 5 regras descritas abaixo:

1) Falar apenas quando interpelado;
2) Comer toda a comida do prato;
3) Não tocar, sob nenhuma circunstância, nenhum dos guardas;
4) Cumprir diariamente 30 minutos de recreação;
5) Ser punido de maneira equivalente à regra que deixasse de cumprir;
Para que estas regras fossem cumpridas, a equipe de guardas poderia lançar mão de qualquer recurso, e a punição para o desrespeito de qualquer uma delas deveria vir em no máximo 30 minutos; caso contrário, o experimento seria interrompido e todos perderiam a chance de ganhar a recompensa. Os presos não tinham conhecimento destas regras, de modo que foram orientados apenas a permanecer 12 dias lá dentro.
O que ninguém esperava é que, logo na primeira refeição servida aos detentos, os problemas começariam. O feijão oferecido ao grupo tinha uma aparência aversiva e alguns deles se recusaram a comê-lo, desrespeitando a regra número 2. Diante da insistência do guarda que servia a comida, um dos detentos jogou o prato no lixo e alguns outros jogaram no próprio guarda. A punição veio logo em seguida: o primeiro que se manifestou contra a comida foi punido com 10 flexões, mas recusou-se a fazê-las e por isto, esta punição foi estendida a todos os outros detentos, gerando insatisfação em todo o grupo.
No decorrer do filme, várias outras situações parecidas aconteceram: guardas tentando fazer com que os presos seguissem as regras – o que sempre produzia algum tipo de estimulação aversiva e, em função dela, respostas de contra controle – e os punindo quando não seguiam, gerando ainda mais estimulação aversiva e tentativas de contra controle. Deste modo, instalou-se o círculo vicioso que levou o experimento ao completo caos em menos da metade do tempo que deveria durar. Quem tiver interesse em conhecer o desfecho da estória, pode alugá-lo na locadora mais próxima de casa. Vale a pena.
O filme é baseado no famoso Experimento de Zimbardo e é um excelente material para ilustrar discussões a respeito das consequências da falta de clareza sobre as regras impostas a um grupo de pessoas, efeitos da punição sobre o comportamento, “construção” de líderes grupais, conflito entre valores pessoais/morais e situações adversas, entre outros temas.

Filme A Onda: pedagogia para uma autocracia ditatorial e fascista

24 de maio de 2012 | Categoria:: Cultura |
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Filme A Onda (Die Welle)“Hoje a gente não tem contra o que se revoltar. O que precisamos é de um objetivo comum para unir a geração.” Essa é a frase que resume o filme “A onda”, um longa-metragem alemão que discute a possibilidade do nascimento de um novo regime ditatorial, como ele é formado e o que é necessário para transformar um povo unido em apoiadores de um sistema opressor e fascista.

O filme – que é baseado em uma história real ocorrida em 1967 na Flórida (EUA) – conta a história do professor Rainer Wenger, um professor de formação libertária que perde a oportunidade de coordenar uma semana de projetos sobre anarquia em uma escola alemã. Devido a um atraso ele fica responsável por ensinar sobre autocracia.

Muitos alunos se inscrevem no projeto devido a presença do professor. Wenger então decide por um plano pedagógico onde estabelece uma autocracia na prática. Através das ideias dos alunos ele vai desenvolvendo os pilares de uma autocracia ditatorial e fascista: presença de um líder – personificada no professor; disciplina – todos os alunos precisam de autorização para falar, e, unidade – os estudantes criam um uniforme, um símbolo e um nome para o grupo – “A onda”.

Alguns estudantes com ideais mais justos e com visões diferentes deixam o grupo por achar a experiência pedagógica uma loucura.Outros estudantes se animam e em alguns dias “a onda” se torna um movimento que abrange a grande maioria dos jovens da cidade. Quem não adere “a onda” acaba sendo discriminado pelo grupo que toma atitudes irracionais pichando o símbolo pela cidade chegando até o prédio da prefeitura e rivalizando com outros grupos como os anarquistas, numa clara alusão ao nazi-fascismo.

Quando o professor percebe que a situação está perdendo o controle, ele convoca os alunos para o auditório da escola, onde começa um discurso em que fala da unidade do grupo. Um dos alunos – namorado de uma estudante que criticava “a onda” – tenta se opor ao plano de ampliar o grupo e é considerado traidor. O professor pede que outros alunos o levem até o palco e decidam o que fazer com ele. Nenhum deles sabe o que fazer, demonstrando que todos estavam psicologicamente controlados pela figura de liderança do professor.

Então o professor decide acabar com a experiência e pedir para os alunos refletirem sobre a ditadura que eles haviam criado, mas um aluno com problemas pessoais e psicológicos ameaça à todos com uma arma, obrigando que se continue com “a onda”. Ele acaba atirando em um aluno e se suicidando.

O filme, muito bem produzido, tem como maior destaque a capacidade de levantar um debate sobre a possibilidade de surgirem novos governos opressores na sociedade atual, inclusive em um país que muito sofreu com o nazismo. Os principais pontos para estruturação desse governo são expostos e acabam por mostrar que, mesmo com a denúncia constante dos crimes cometidos por governos autoritários como a ditadura militar brasileira e o 3° Reich alemão (nazismo), a população ainda está suscetível a uma manipulação por parte da mídia, de um líder ou de um grupo, que com ideias falsas de igualdade e determinação de um povo pode vir a organizar um novo regime de atrocidades e genocídios como muitas vezes a humanidade teve que combater.

http://averdade.org.br/2012/05/filme-a-onda-pedagogia-para-uma-autocracia-ditatorial-e-fascista/


200 países, 200 anos, 4 minutos

Esse vídeo é uma indicação da Drª Maria Idalina Pires, professora do Colégio de Aplicação da UFPE a quem eu possuo eterno respeito e admiração.

 

O médico Hans Rosling mostra a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos, transformando estatísticas em animação gráfica interactiva.


“Criminoso nazi mais procurado do mundo” começou a ser julgado na Hungria

Sandor Kepiro tem 97 anos e é acusado de crimes de guerra
“Criminoso nazi mais procurado do mundo” começou a ser julgado na Hungria
05.05.2011 – 13h25 PÚBLICO
Começou, nesta quinta-feira, o julgamento de um dos “últimos criminosos nazis ainda vivo” em Budapeste, na Hungria.
Sandor Kepiro, de 97 anos, está acusado de crimes de guerra na Sérvia em 1942, nomeadamente contra judeus, e foi considerado pelo Centro Simon Wiesenthal – organização internacional de direitos humanos, focada no tema do holocausto – o “suspeito nazi de crimes de guerra mais procurado do mundo”.O tribunal húngaro alega que Kepiro foi “cúmplice de actos de crimes de guerra” no massacre que ocorreu entre 21 e 23 de Janeiro, em Novi Sad, território actualmente sérvio. Pelo menos 1200 civis, entre os quais se contam judeus e sérvios, morreram durante esses dias e Kepiro é acusado directamente da morte de 36 dessas pessoas, podendo vir a enfrentar uma pena de prisão perpétua.

Em Janeiro de 1942, centenas de famílias foram raptadas e mortas por húngaros, aliados dos alemães nazis. Um sobrevivente dos ataques contou à BBC que as pessoas “eram atiradas para o rio em gelo” e que outras “eram retiradas de casa e mortas na rua”.

O antigo capitão da polícia diz-se inocente – apesar de admitir ter estado presente durante o massacre, assegura que não matou ninguém – e afirmou aos jornalistas que rodeavam o tribunal que todo aquele processo era um “circo”.

A idade avançada do arguido trouxe-lhe algumas complicações em tribunal, tendo-se queixado de problemas auditivos no início da audiência, eventualmente causados pelo aparelho que utilizava e que o fazia ouvir “zumbidos”. Kepiro disse nada ter compreendido da introdução que foi feita pelo Presidente do tribunal e, durante toda a audiência, a sua irmã repetiu-lhe as perguntas feitas pelo juiz ao ouvido. Ainda assim, o arguido disse sentir-se apto para participar na sessão de julgamento.

“Espero que seja finalmente condenado e punido”, declarou à AFP Efraim Zuroff, dirigente do Centro Simon Wiesenthal. “Trata-se do primeiro processo de um criminoso de guerra húngaro e como a Hungria colaborou com a Alemanha nazi, é muito importante que aconteça”, acrescentou Zuroff, responsável pela localização de Kepiro que se encontrava fugido.

Zuroff sublinhou que o “racismo e a xenofobia levam sempre à morte” e que a “melhor maneira de tratar esse fenómeno é pôr os culpados perante a justiça”. Ainda que isso aconteça “décadas depois”, acrescentou. “Não pode haver nem clemência, nem simpatia, não se pode ignorar os factos.”

À porta do tribunal, dezenas de estudantes empunhavam cartazes onde se podia ler “Como consegue dormir sr. Kapiro?” ou “O assassínio não tem idade”. Sandor Kepiro, por sua vez, levava um papel para o tribunal onde se lia: “Assassinos de um velho de 97 anos”, mas foi obrigado a guardá-lo.

Kepiro fora já condenado em 1946 a 14 anos de prisão por crimes de guerra mas nunca chegou a cumprir a pena, tendo conseguido fugir para a Argentina onde viveu durante vários anos.

Na próxima semana, deverá ser conhecido o veredicto de John Demjanjuk, também acusado de crimes de guerra relacionados com o holocausto e que começou a ser julgado em 2009.

http://static.publico.clix.pt/pesoemedida/noticia.aspx?id=1492828&idCanal=16


“Não há razão para comemorar um assassinato”, diz historiadora após morte de Bin Laden

A primeira reação de grande parte da população americana diante da notícia da morte de Osama bin Laden, o rosto mais famoso do terrorismo internacional, foi sair às ruas para comemorar a derrota de seu inimigo. No entanto, a operação contra o terrorista saudita foi um assassinato sumário e como tal não deveria ser comemorado, de acordo com a análise da historiadora Maria Aparecida de Aquino.

“Há meses vem sendo preparada, junto com o governo do Paquistão, toda uma operação para chegar à casa de Osama Bin Laden. A ordem que se tinha era metralhar, a ordem era atirar. Fica difícil pensar em motivo para comemoração”, pondera Aquino, professora em História Social da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisadora também questiona os precendentes abertos pela ação americana. “Isso não significa defender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, que foi um ato terrível e ofendeu a humanidade. Não significa negar o direito da população americana de buscar os culpados. Mas defender a forma como isso foi feito será dar aos Estados Unidos a possibilidade de amanhã entrar em qualquer uma de nossas casas e dizer: ‘olha, imaginei que aqui houvesse um terrorista e andei metralhando’. É muito grave o que aconteceu”.

Reação à morte de Osama Bin Laden

Foto 9 de 64 – Americanos comemoram em Nova York, EUA, após o presidente Barack Obama anunciar a morte do terrorista Osama bin Laden Mais Michael Appleton/The New York Times

UOL Notícias: Os americanos reagiram à notícia da morte de Bin Laden com festa e era possível ver cenas de comemoração e euforia nas ruas. Existe razão para comemorar? Essa euforia é justificável?

Maria Aparecida Aquino: Não. Se a gente admitir que existe razão para comemorações neste momento, então estaríamos admitindo que existe razão para comemorar um assassinato. Uma coisa que normalmente não se comenta é que os Estados Unidos gostam de jogar na cara de todos os outros países que eles são os guardiões da democracia do mundo, e sempre interferem nos outros países para assegurar a democracia. Entretanto, o que eles fizeram nesse caso é simplesmente um assassinato. Se houve um crime e você está atrás de uma pessoa que é teoricamente uma das responsáveis por esse crime, você tem o direito de pegar essa pessoa e submetê-la a um julgamento. Mas o que aconteceu foi simplesmente um assassinato.

Há meses vem sendo preparada, junto com o governo do Paquistão, toda uma operação para chegar à casa de Osama Bin Laden. A ordem que se tinha era metralhar, a ordem era atirar. Fica difícil pensar em motivo para comemoração.

O que podemos observar é que toda a euforia inicial nos Estados Unidos já baixou um pouco, porque eles têm um temor muito grande – e devem mesmo; pensar que a Al Qaeda se restringe a um homem só, Osama bin Laden, é uma tolice. A Al Qaeda é uma imensa organização. E é muito possível que haja retaliações. Então, em circunstância alguma teríamos motivos para comemorar, mesmo pertencendo à população americana, mesmo sendo o presidente dos Estados Unidos.

Se pessoas como nós, pessoas comuns, simplesmente coadunássemos com a ideia de comemoração, estaríamos coadunando contra todos os princípios que os próprios Estados Unidos dizem defender com tanta força.

UOL Notícias: Então é possível imaginar que os Estados Unidos poderiam ter feito uma captura sem recorrer a assassinato?

Aquino: Lógico. Eles tinham noção da localização. Planejaram a ação muito cuidadosamente. Chegaram até a casa e uma vez lá não havia condições de reação. Eles simplesmente metralharam quem estava pela frente.

UOL Notícias: Com relação ao corpo, como a senhora interpreta essa decisão dos Estados Unidos jogá-lo ao mar?

Aquino: A notícia de que eles teriam jogado o corpo ao mar é mais grave ainda, porque você não só submete o inimigo a um assassinato, como você também impede o ritual da morte.

Mesmo que não haja uma retaliação imediata, em breve essa ficha acaba caindo, mesmo entre a população, de que nem mesmo o direito à morte foi dado. Um dos maiores pilares da democracia é o habeas corpus, que em uma tradução muito simples do latim quer dizer: que se tenha direito ao corpo. Então foi negado um elemento característico do estado de Direito.

Os americanos têm direito de estar muito zangados com o que aconteceu no 11 de setembro? Sim. Têm direito de investigar quem seriam os responsáveis? Sim. Mas a forma como se faz isso pode acabar por retirar todos os direitos que nos restam.

UOL Notícias: É possível imaginar que os Estados Unidos enxerguem a morte de Bin Laden como a morte do “mal”?

Aquino: É o que eles defendem. No fundo, eles pretendem impor ao mundo inteiro uma ideia: de que estão cobertos de razão, de que a humanidade pode respirar aliviada e de que agora estamos livres do mal, já que o mal estava condensado em uma pessoa. Mas isso é uma ilusão de ótica. É como os mágicos fazem: você olha para o outro lado, não presta atenção na prestidigitação que ele está fazendo com as mãos. Não podemos cair nesta história.

Isso não significa defender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, que foi um ato terrível e ofendeu a humanidade. Não significa negar o direito da população americana de buscar os culpados. Mas defender a forma como isso foi feito será dar aos Estados Unidos a possibilidade de amanhã entrar em qualquer uma de nossas casas e dizer: ‘olha, imaginei que aqui houvesse um terrorista e andei metralhando’. É muito grave o que aconteceu. Ou seja, não há motivo para comemoração.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/05/02/nao-deveriamos-comemorar-um-assassinato-analisa-historiadora.jhtm


REPORTAGENS!!!

Pessoal,

seguem no F5 as reportagens feitas por vocês! Leiam! Comentem! E nas próximas aulas falaremos de algumas.

Um abraço,

Luiz Paulo Ferraz


A “TERCEIRA GUERRA MUNDIAL” E AS PERSPECTIVAS DA PAZ

Introdução para as reportagens

Caro leitor, tivemos disponibilidade de quatro repórteres, e cada um ficou encarregado de fazer uma reportagem, você ao ler as reportagens irá perceber que são falados de 4 conflitos diferentes e em locais também distintos, mas na realidade eles tem coisa em comum sim, como por exemplo as questões das terras, em todas as 4 reportagens existe problemáticas relacionadas com áreas, no caso dos judeus israelenses eles estão lá brigando pelas suas terras prometidas, o curdos por uma área para a sua etnia, os católicos na Irlanda lutam pela volta do território pego pelos protestantes britânicos e Kosovo é uma área que teve lutas por independência. Então é isto que nós desejamos mostrar, que há uma causa para tudo, inclusive para cada um desses quatro conflitos retratados, e também que mesmo em locais distintos, a luta por terras sempre foi algo que esteve muito forte a ponto de causar vários conflitos como alguns destes quatro e vários outros não citados aqui.

 

 

OS VERDADEIROS DONOS DA TERRA

A história do conflito árabe-israelense

Esse é um dos mais marcantes conflitos da atualidade.

É difícil escolher quem está certo e quem está errado, mas o que podemos afirmar é que esta guerra de terror não pode continuar

Por Danielle Patrícia

Em um passado remoto, os judeus deixaram o território Palestino quando os romanos apossaram-se da região, espalhando-se por distintas regiões da Europa.

Séculos depois, no ano de 635, durante a expansão Islâmica,  o povo árabe ocupa a Palestina e, no começo da idade moderna, a área foi conquistada pelos turcos e incorporada ao império Otomano.

Após a Primeira Guerra Mundial(1914-1918), o império Turco-Otomano foi separado e  a região do Oriente Médio foi repartida em regiões de influência da França e da Inglaterra.

Em paralelo, os Judeus(semitas) espalhados pela Europa, eram vítimas de perseguições  religiosas, políticas, raciais e econômicas.

O conflito árabe-israelense está extremamente ligados á disputa pelo território dessa região.

Desde meados do final do século XIX, muitos Judeus passaram á adquirir terras na região, tendo como principal objetivo o estabelecimento de um Estado judeu independente. Esta migração agrava-se ainda mais durante a Segunda guerra mundial, quando milhares de judeus vão á Palestina como modo de fuga do terror nazista.

Depois da guerra, com a opinião pública mundial afetada com a morte de mais de 5 milhões de Judeus, pelas mãos criminosas nazistas, a ONU consente a criação do  estado judeu na Palestina, em 29 de novembro de 1947(proclamada em maio de 1948). Também estabelece a criação de  um estado árabe-palestino na região- O que nunca chegou á acontecer.  Vários Judeus, vindos de todo o mundo, foram viver em Israel, provocando o atrito com a população árabe que morava na região e que discordava com a criação do estado para os  Judeus. Teve início, deste modo, os conflitos, que se estendem até os dias de hoje.

Os líderes de  Israel apoiadas pelos governos dos Estados Unidos da América, tiraram proveito desses conflitos armados para expandir o território Israelense, expulsando  os  árabes da região.  Tirados de seu território, os Palestinos distribuem-se pelos países árabes vizinhos  e passam á pedir o direito á uma pátria.

O confronto entre árabes e Israelenses teve momentos dramáticos destacados  pelo extremo ódio de organizações guerrilheiras palestinas, como o assassinato dos atletas judeus nas olimpíadas de Munique(Em 1972). Por sua vez, os israelenses também cometeram atrocidades contra seus opositores, como o massacre em campos de refugiados de Sabra e Chatila(No sul do Líbano).

No ano de  1964, os Palestinos criam a OLP(Organização para a Libertação da Palestina), que desde a criação tem Yasser Arafat como uma das suas principais lideranças.  Á partir do ano de 1974,quando foi á ONU como presidente da OLP, Arafat inicia a busca pelo apoio da comunidade  internacional para a fundação de um estado Palestino.

No dia 13 de Setembro de 1993, Arafar e o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin assinam um primeiro acordo de paz, sob a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, este representa o início das negociações entre os dois povos.

Em 4 de novembro de 1995, Yitzhak Rabin é assassinado por um extremista Judeu que era contra a firmação de acordos de paz com os Palestinos.

A partir deste momento, a luta dos Palestinos vem sendo combatida pelos Israelenses. O processo é marcado por avanços e recuos, acordos planejados e não cumpridos,massacres civis e ataques suicidas, adentrou o século XXI, persistindo até os dias atuais e sem uma perspectiva de encerramento.

Depois da morte de Arafat em novembro de 2004, Mahmoud Abbas é escolhido como presidente da Autoridade Nacional Palestina(ANP).

Alguns especialistas afirmam que foram abertas novas possibilidades de negociação de paz na localidade.

DESABAFO DA ESCRITORA….

Tentativas não são o bastante, é preciso tomar uma iniciativa já, algo que estabeleça a  paz entre os povos. Meu Deus! Existem pessoas sendo dizimadas, entre elas crianças e idosos. É uma barbaridade, um absurdo. Onde está o estabelecimento da paz que a ONU tanto prometera? Para mim esta é uma farsa, e só piorou o confronto e a rivalidade entre os povos. Que eu me lembre foi ela quem dividiu o território de maneira injusta.

São necessários protestos pela paz, mobilizações mundiais.

Olá? Nós fazemos parte do mundo, e quem está morrendo? Pessoas como nós…

Alguns países de bastante influência até financiam um dos lados(prefiro não citar nomes)… Poxa! Se não quer ajudar, tudo bem, não atrapalhe.

E se cada um fizesse a sua parte para acabar com o conflito? E se buscássemos tentativas de acordo? Viva a diplomacia! Ela existe para isso.

Matar não resolve o problema, apenas adia a sua resolução.

Vocês, árabes e Israelenses, não esperem que o mundo resolva o problema de vocês sozinhos, nada vai adiantar se vocês não consentirem com o acordo selado. A paz só existirá se vocês realmente desejarem isto.

Alguns reclamam da visão dos terroristas que nós temos de vocês, os esteriótipos, mas vocês fazem por onde… Por que não chamar a atenção do mundo com algo não violento, ei? Mostrem que vocês não são apenas ridículos terroristas que matam o adversário de maneiras tão cruéis, o JN  estava certo…

Bem, é isso.

Espero que isto que acabo de falar tenha de algum modo tocado em vocês.

Você pode estar orgulhoso por estar lendo um texto de uma garota de 13 anos de idade, estudante, mas tudo isso é verdade.

 

Fontes.:

VICENTINO, Cláudio. História Integrada  8ª série O século XX. Ano de publicação:1997.

 

IMAGENS:

Fig. 1.0

Charge que ilustra a matança de árabes pelos Israelenses.

Vemos que ao lado do soldado de israel está o Tio sam,

o símbolo dos EUA, sendo ele utilizado para relembrar da ajuda vinda

Do governo do mesmo para os soldados de Israel

 

Fonte da imagem.:

:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/05/conflito-arabe-israelense-temos-de.html

Figura 1.1

Pessoas correndo, buscando abrigo, em meio ao terror do conflito.

Fonte da imagem.:

http://www.grupoescolar.com/materia/conflito_arabe-israel.html

Figura 1.2

Várias imagens que ilustram o contexto de terror que estende-se sobre a disputa da região.

Fonte da imagem.:

http://contextopolitico.blogspot.com/2009/09/o-conflito-arabe-israelense-historia.html

 

 

Figura 1.3

“Até quando? Meu Deus.”

Fonte da imagem.:

http://blogdomensageiro.blogspot.com/2010/06/o-conflito-arabe-israelense-sob.html

 

Figura 1.4

Promessas de um novo mundo(Promises).

É um documentário exibido pela primeira vez em 2001.

Ele mostra relatos da vida de jovens em meio ao cenário

de terror em que vivem, o seu cotidiano, e o que eles pensam sobre

o assunto.

Fonte da imagem.:

http://liviamartramos.blogspot.com/2009/11/nomes-de-alguns-filmes-que-ajudam-na.html

 

Figura 1.5

Representação das duas partes do conflito.

Á direita, os Israelense e á esquerda, os Palestinos.

Fonte da imagem.:

http://antigasternuras.blogspot.com/2009/01/terra-santa.html

Figura 1.6

Conflito árabe-israelense.

Fonte da imagem.:

http://antigasternuras.blogspot.com/2009/01/terra-santa.html

 

Link de Vídeo.:

http://www.youtube.com/watch?v=foaPOycd1WE&feature=related

 


Cristãos ao invés de lutarem por Deus lutam por terras


Mesma crença, mas lados opostos. Católicos x Protestantes.

Por Danilo Luna

 

Senhoras e senhores, os cristãos ingleses, escoceses e irlandeses não parecem mais tão devotos, pois enquanto os protestantes da Inglaterra e Escócia cometeram o pecado da avareza ao tomarem 90% das terras ocupadas pelos católicos nas ilhas da Irlanda e Grã-Bretanha para si mesmos, e no caso dos irlandeses, aqueles que participaram da morte de cerca de 1800 pessoas quando estavam no grupo IRA já são pecadores ao tirarem a vida de outros seres-humanos. Para vocês leitores entenderem melhor o que eu estou a falar irei voltar alguns anos e contar o que aconteceu lá na Europa.

No século XVII o governo britânico resolveu pegar cerca de 90% das áreas ocupadas pelos católicos nas ilhas Irlandesas e da Grã-Bretanha e dar para os britânicos protestantes. É claro que e os católicos que habitavam nas áreas pegas não aceitaram isto facilmente, logo em 1921 criaram o partido Nacionalista para reivindicar a perda dessas terras. Em 1949 foi dividida a Irlanda em Irlanda do Norte e Irlanda do Sul, a parte de cima seria dos protestantes e a parte de baixo seria dos católicos, mas mesmo com essa divisão bem melhor do que a dos 90% os católicos não se contentaram com perder um parte das suas terras e por fim o partido Nacionalista acabou originando uma facção militar, o IRA (Exército Republicano Irlandês). Esta organização acabou sendo bem violenta a ponto de matar cerca de 1800 pessoas lutando pela volta das posses das terras. Os protestantes também organizarem grupos paramilitares contra o IRA,na realidade nunca passou pela cabeça deles a idéia de devolver as terras para os católicos, na realidade eles até os reprimiam enquanto simultaneamente a Inglaterra acobertava isto. Em 1994, houve um cessar-fogo entre as duas partes conflituosas, nesta época os protestantes decidiram fazer um acordo pela paz, chegando ao ponto de dizer que se o IRA não fosse mais um grupo armado aceitariam que a Irlanda tivesse um governo conjunto (ao invés de apenas católico, ou apenas protestantes com se pensava antigamente), o IRA acabou aceitando este acordo mesmo que não tenha se desarmado. Em 1998 foi feito o Acordo da Sexta-Feira Santa, ele dava mais autonomia a Irlanda do Norte e dividiu o poder desta parte para os católicos e também para os protestantes, mas o IRA não estava cumprindo seu acordo de se desarmar. Cada vez mais, os Estados Ocidentais começaram a pensar mais na problemática do terrorismo, e a organização do IRA era meio terrorista mesmo, e com a idéia de várias pessoas serem contra o que este grupo fazia, então ele disse que renunciou oficialmente suas lutas armadas. Realmente o IRA começou a desativar seus aparelhos paramilitares da organização, mas não o suficiente, a ponto de em 2006 a Comissão Internacional de Monitoramento afirmar que a organização ainda estava atuando em atividades paramilitares e criminosas.

Agora que o tema foi aprofundado você caro leitor deve ter entendido que há uma problemática na Irlanda que é religiosa e política, mas ela não é de hoje, pelo contrario, começou faz mais de um século, porém estes conflitos existem até hoje, de um lado o protestantes que já estão errados em tomar terras dos outros, do outro o IRA que é um grupo realmente agressivo que já deu fim a vida de várias pessoas, certo nenhum lado esta, mas para você, qual é o menos pior?

 

Fontes:

Adas, Melhem / Geografia – O mundo desenvolvido; comunicação cartográfica Marcello Martinelli. – 5. Ed. – São Paulo : Moderna, 2006

Imagens:

http://o7cinema.files.wordpress.com/2008/09/ira-e-menina.jpg

http://jpn.icicom.up.pt/imagens/mundo/IRA.jpg

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=vq-AshejGE4 (vídeo que mostra a atividade agressiva do IRA)

 

 

 

Minoria Curda em busca pela paz.

Por Marcelo Simões

Vítimas de preconceito e xenofobia, a minoria curda defende um Estado independente para os Curdos,

numa região que a eles já pertencia.

 

Os curdos são o maior grupo étnico sem nação do mundo, atualmente lutam por um lar. Sua história pode ser comparada à de Israel, que lutaram por uma nação, porém temos que ter em vista que a nação pela qual os Curdos lutam sempre foi deles, que estão na região há cerca de oito mil anos, ou seja, os países que delimitam esse espaço estão tomando terras Curdas.

A história desse povo começou na região da antiga Mesopotâmia, quando já abitavam a região e imigrantes vindos da Europa chegaram à essas regiões; A partir de então ouve uma miscigenação de povos, dando origem aos Curdos, que são portanto descendentes de indo-europeus.

A região habitada pelos curdos é denominada de Curdistão, e abrange a área da Turquia, Iraque, Irã, Síria, Armênia e Azerbaijão; Sendo pois o Curdistão, palco dos conflitos atuais, que tiveram inicio no começo do século XX.

Em 1919 o Xeque  Mahmoud Barzanji, ou seja, o líder Curdo se autoproclama rei do Estado Independente Curdo; E um ano depois, em 1920 é assinado o tratado de Sèvres, na França, que delimitava o Estado Curdo e o tornava independente. Mas para a infelicidade dos Curdos, esse tratado não foi posto em prática. E no começo da década de 1920 é assinado um novo acordo na Suíça, que divide o Estado Curdo entre outros países, que vão desde a Turquia à Síria. Essa divisão é um dos fatores que dificulta a situação Curda, pois o território que daria origem à um Estado independente Curdo está fragmentado, de forma que seja preciso a aceitação de todos os países que possuem uma parte desse fragmento do Curdistão, para que seja criada uma nação Curda. A partir de então os Curdos lutam por uma nação independente.

A luta dos Curdos por uma nação acabou causando outros conflitos, como por exemplo, com o Iraque, que começaram a criar medidas anti-curdas a partir de 1968, e se tornaram oficiais em 1986, quando Saddam Hussein estava no poder; Essas medidas tinham como um objetivo, impedir a criação de um Estado Curdo. Essas medidas começaram com a expulsão de Curdos das fronteiras Iraquianas e foram até prisões dessas minorias, sob o pretexto de estarem realizando atividades oposicionistas. No período em que Hussein governou, os Curdos foram perseguidos de forma muito intensa: eram alvos de armas químicas, suas cidades e vila eram destruídas e chegavam até a ser envenenados. Outros países de minorias curdas também tomaram medidas anti-curdas, porém de formas menos violentas que o Iraque, como a Turquia, que proibiu a língua Curda em seu país.

Atualmente os Curdos lutam por um Estado independente, assim como lutaram durante sua história, e a questão dos Curdos ganhou importância para o mundo em 2003, desde então procura-se melhores formas de resolver o conflito. Mas a situação se agrava ainda mais pois os Curdos são vítimas de uma especie de xenofobia, na qual países como Turquia e Iraque não aceitam as minoria étnicas, consequentemente não aceitam a criação de uma nação Curda.

 

Fontes:

 

Kosovo: um conflito em busca de paz

Por Maria Eduarda Alves

Em 1990 foi promulgada a nova constituição iugoslava, que retirou a autonomia da província de Kosovo. Isto gerou muitos protestos entre os habitantes da província, em maioria muçulmana de origem albanesa. A partir de então, a população se rebelou e começou uma luta por independência. Com o fim de 1997 as guerrilhas lideradas pelo Exército de Libertação de Kosovo entraram em ação para acirrar ainda mais a luta por independência.

Em 1998 Slobodan invadiu o Kosovo para estimular os sérvios e para conter as reivindicações de emancipação. Para garantir sucesso em Kosovo, Slobodan promoveu as mesmas barbáries que cometeu na bósnia, assassinatos em massa, estupros, espancamentos e expulsões. Em julho de 1998 milhares de pessoas já haviam saído de suas casas.

Com o agravamento das repressões sérvias, as lideranças européias e os Estados Unidos começaram a mudar lentamente de posições. Este fato se deu mesmo com a Sérvia sendo parceira no tratado de Dayton.

Os países membros do grupo de contato (com exceção da Rússia.) aplicaram sanções contra a Iugoslávia como forma de repreender a política adotada com o Kosovo. Em outubro de 1998 o Conselho da OTAN permitiu o uso da força contra a Iugoslávia e deu uma ultima chance para que Slobodan aceitasse um cessar-fogo. O acordo foi confirmado no mesmo mês junto ás forças sérvias.

O ultimato da OTAN teve duas faces, a situação humanitária em Kosovo melhorou e em contrapartida, em dezembro as hostilidades recomeçaram. Um assassinato em massa que ficou conhecido como massacre de Racak, com típicas características de limpeza étnica.

O massacre de Racak fez com que houvesse uma mudança muito expressiva no posicionamento dos países ocidentais, a partir disto o Exército de Libertação do Kosovo passou a ser o representante legal destes países, e também aumentaram as pressões, Slobodan não declarou autonomia ao Kosovo. No inicio de 1999 as forças sérvias continuaram intensificando a repressão contra o Kosovo.

Diante disto, o conflito do Kosovo deixou de ser uma guerra civil para se transformar em uma crise de caráter internacional. Por fim, a OTAN iniciou a operação “Força Aliada” em março de 1999 e escolheu por intervir em determinados alvos, utilizando bombardeios aéreos, quem comandou a operação foi o comando Supremo Aliado na Europa, sob direção dos USA e até as armas adotadas foram escolhidas pelo pentágono.

A ONU teve que fornecer força internacional de manutenção da paz.

Com esta última intervenção, as tropas sérvias se retiraram do Kosovo logo após os bombardeios da OTAN. A força internacional de paz da ONU assumiu o controle militar do Kosovo.

O que leva as pessoas a lutar tanto e no final olhar para trás e deixar um rastro de morte, refugiados e dor? Que paz é essa tanto defendida? Não vejo motivo para tanto, se tudo pode ser resolvido de um modo pacifico. Se formos analisar a história atual, todas as guerras são em busca da tão sonhada paz, e assim como a questão do Kosovo ainda em aberto até os dias de hoje, outros conflitos sucederam-na ainda na Iugoslávia.

Fontes:

Adas, Melhem / Geografia – O mundo desenvolvido; comunicação cartográfica Marcello Martinelli. – 5. Ed. – São Paulo : Moderna, 2006

 

 

 


CONFLITOS CONTEMPORÂNEOS E A BUSCA PELA PAZ

A robotização da humanidade

Por Bárbara Santana

Conflitos: existiu algum momento na história em que não houvesse conflitos?

Nós, cidadãos contemporâneos, temos a sorte de vivermos no século XXI, onde os avanços científicos e tecnológicos tornam o mundo pequeno e as tecnologias atuais desafiam a natureza, possibilitando-nos a fazer coisas que nossos avós nem sonhavam serem possíveis. Mas será que o mundo é capaz de suportar a força da mente humana? Ou, melhor ainda, será que os humanos em si suportarão a ausência de limites em si mesmo? A tecnologia acaba atingindo nossas mentes e às vezes pensamos que tudo podemos pelo simples fato de sermos mais poderosos. Isso ocorre tanto em escala individual quanto coletiva, e acabamos nos esquecemos do fato de que somos humanos e que todas as outras pessoas também são e nos transformamos em robôs programados para a ambição desenfreada, terminando por perder o autocontrole, que deveria ser uma das nossas maiores virtudes.

O exemplo atual que melhor ilustra a situação acima é o caso dos Estados Unidos. Potência mundial tanto bélica quanto econômica, os Estados Unidos se aproveitam de sua situação privilegiada para realizar políticas externas que só procuram beneficiar o seu país e arruínam, se preciso, os obstáculos que se impuserem à sua frente. Atualmente, os Estados Unidos têm uma capacidade de intervenção militar em conflitos bem maior, pois se vê sem rivais à sua altura.

Os conflitos não são e nunca serão apenas contemporâneos. Desde que o mundo se entende por mundo, conflitos entre humanos são freqüentes. É da natureza humana lutar por justiça, mas muitas vezes esta é apenas utilizada como pretexto para interesses bem maiores que, em vez de serem de natureza humana, são de natureza selvagem, pois são capazes de destruir seus semelhantes (muitos deles inocentes) apenas para satisfazer seus interesses.

Os conflitos atuais, embora muitos tenham a mão dos Estados Unidos, não só são relacionados a esse país. Os conflitos internos aumentaram. As rivalidades étnicas e religiosas nos países ex-socialistas são um exemplo disso, como as na ex-União Soviética e na ex-Iusgolávia, que são heranças do passado.

Também houve conflitos na América do Sul. A Bolívia, desde que esteve nas mãos de Evo Morales, tem se submetido ao seu governo centralizador. Por causa disso, alguns estados de maior poder econômico reivindicaram a autonomia, e embora uma nova constituição tenha sido aprovada no país, ele continua com grandes divisões internas.

Além da Bolívia, há também o caso da Colômbia e das FARC, as Forças Armadas da Colômbia, um grupo de âmbito socialista que se utiliza da guerrilha para lutar pela implantação do socialismo na Colômbia e controla a maior parte da plantação de coca e do refino da cocaína.

Já no Oriente Médio, o conflito entre Israel e Palestina perdurou, sem prazo de término. Em 2008, após seis meses de trégua, Israel bombardeou a Faixa de Gaza como uma alternativa de acabar com a capacidade do grupo Hamas de conquistar os territórios da fronteira de Israel.

A paz, que é um dos maiores desejos da população mundial, principalmente da parcela afetada pelos conflitos, ainda é vista como uma perspectiva distante na maioria dos conflitos. Apesar disso, há alguns avanços. As duas coréias, por exemplo, aproximam-se mais da unificação, e o Timor Leste é agora um país independente de Portugal, onde a população vota para escolher seus governantes.

 

Referências:

ADAS, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. 5ª ed., São Paulo: Moderna, 2006.

 

Ruanda: Mais que um genocídio, uma catástrofe mundial

Por Davi Galindo

 

Não há dúvidas de que o fantasma do genocídio perseguirá os ruandenses por muito tempo.

Hoje em dia, em pleno século XXI, as pessoas estão cada vez mais acostumadas com as monstruosidades que ocorrem em torno delas, conflitos que muitas vezes passam ignorados. A maior parte dos conflitos é consequência de problemas do passado, como favorecimento de determinada etnia ou mesmo dominação. Não existe nenhum continente que não tenha passado por algum conflito, e em geral, ainda existem problemas nesses continentes, mas em sua maioria são abafados pela mídia, que parece focar em apenas um conflito por vez. Quem liga para as manifestações que estão ocorrendo nesse momento na Europa quando temos um prato cheio de conflitos no Oriente Médio? Quem sequer ligou para Ruanda no século XX?

O genocídio que varreu Ruanda em 1994 manchou a história da África com o recorde de quase um milhão de mortos e dois milhões de refugiados em menos de três meses. Cerca de metade da população do país da época. Os tutsis e hutus, as etnias que protagonizaram a tragédia, partilham um passado de rivalidades que vem antes da época colonial. O começo das hostilidades colide com a imigração dos tutsis à região de Ruanda, mais ou menos no século XV. Os tutsis eram um povo de tradição guerreira proveniente da Etiópia, e dominaram os hutus autóctones sob um regime monárquico, apesar de estarem em menor número. Podemos ter uma ideia da gravidade disso quando verificamos que os hutus, hoje em dia, representam 90% da população de Ruanda, enquanto os tutsis não passam de 10%.

A hegemonia tutsi continuou durante o período colonial, primeiramente com o suporte alemão e depois com um suporte belga (a Bélgica passou a controlar as possessões alemãs na África após a Primeira Guerra Mundial). Porém, em 1959, os belgas acabaram apoiando a revolução hutu contra o domínio tutsi. Após três anos, em 1962, o país ficou independente sob um governo hutu. Em 1973, o general Juvenal Habyarimana impôs a ditadura e apertou cerco aos tutsis. Os tutsis ficaram marginalizados, e muitos fugiram para países fronteiriços, como Uganda.

Depois de um exílio longo, alguns tutsis reunidos na Frente Patriótica Ruandesa (FPR) invadiram o norte de Ruanda em 1990, exigindo direito de retorno e representação política. Até a assinatura dos acordos de Arusha (Tanzânia) em 1993, Ruanda vivenciou uma guerra civil intermitente, que em pouco tempo foi reacesa com a insistência de Habyarimana de não cumprir as determinações previstas no tratado de paz.

Ruanda colapsou em abril de 1994, após o ataque com mísseis ao avião do general Habyarimana, que morreu no atentado. Mesmo sem provas, indivíduos hutus atribuíram a culpa à etnia tutsi, e trataram de exterminar não só os inimigos tutsis, mas também os hutus que não partilhavam o mesmo desejo de “justiça com as próprias mãos”. A FPR, então, se lançou na contraofensiva apoiada por Uganda e então derrotou os grupos genocidas hutus.

A comunidade internacional demorou muito para enviar missões humanitárias ao país. Quando isso finalmente ocorreu, não havia muito que fazer. A Organização das Nações Unidas não foi de grande serventia no conflito, pois evitava que suas ações tivessem a mesma repercussão das ações em outros países da África.

Segundo Nelson, apesar de, tecnicamente, o conflito já ter acabado, vez ou outra surgem notícias de novos e menores atentados. É impossível apagar uma cicatriz gigantesca em alguns anos, e Ruanda sabe disso. A ferida causada pelo genocídio ainda arde no coração de ambas as etnias, tutsi e hutu.

 

Referências:

OLIC, Nelson Bacic; CANEPA, Beatriz. África: Terra, sociedades e conflitos. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2008. (Coleção Polêmica)

WIKIPÉDIA. Genocídio em Ruanda. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Genocídio_em-Ruanda&gt;. Brasil e Portugal. Acessado em: 23 de dezembro de 2010.

 

 

Chechênia: a coragem de um povo submetida a severas penas

Por Hamandda Interaminense

 

Após a Guerra Fria notou-se a multiplicação de conflitos nacionalistas armados localizados, principalmente, em países periféricos e em alguns países ex-socialistas. Esses conflitos surpreenderam o mundo pela violência gerada por eles. Um dos países ex-socialistas pertencente a este grupo é a Chechênia.

Os chechenos se opuseram muito a conquista do Cáucaso pelos russos. Essa oposição já existia a muitos anos atrás, mas foi em setembro de 1991 que ela aprofundou-se, acompanhada do fim da URSS e do surgimento de uma Chechênia  independente, graças a ajuda do seu então presidente, Djokar Dudaiev.

Os ingushes, outra etnia que como a chechena pertencia a Checheno-Inguchétia (uma ex-república da URSS) formaram sua própria república, mas aderiram à Federação Russa, ao contrário da Chechênia.

Em dezembro de 1994, tropas russas invadiram a Chechênia para controlarem-na, mas os russos foram derrotados nessa primeira guerra que durou até agosto de 1996, porém a capital da Chechênia ficou arrasada.

Depois do ano 2000 acordos de paz seriam travados entre a Chechênia e a Federação Russa, porém tropas chechenas invadiram o Daguestão, uma república russa. A Chechênia queria criar um Estado islâmico, assim essa região entrou numa guerra que contou com o apoio da opinião pública russa contra a Chechênia.

Além disso, Moscou estava sendo vítima de vários atentados que foram atribuídos a terroristas chechenos, apesar de nada ter sido comprovado. O presidente russo Vladimir Putin se aproveitou desses boatos para travar uma segunda guerra contra a Chechênia.

Em outubro de 1999, o exército russo voltou a atacar a Chechênia, que ainda se mostrou resistente. Moscou declarou que havia finalizado suas operações militares na Chechênia em 2000, mas os atentados contra as forças militares russas instaladas neste país não cessaram e o principal alvo dos militares russos passou a ser a população Chechena.

Cidades e aldeias foram bombardeadas, inúmeras pessoas foram torturadas e presas acusadas de apoiar rebeldes chechenos. A ação do governo russo na Chechênia foi tão devastadora que organizações internacionais e russas de Direitos Humanos acusaram-no de cometer crimes de guerra. Após tanta luta, a Rússia venceu e a Chechênia voltou para as suas mãos.

Dez anos após o início da Segunda Guerra da Chechênia (16 de abril de 2009, dia da Língua Chechena), foi declarada a paz na Chechênia pelo Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia (NKA). A Chechênia deve isto ao seu presidente Ramzan Kadyrov que acabou com os incentivos recebidos pelos separatistas por grupos terroristas exteriores.

A partir de hoje o combate o terrorismo na Chechênia, se for necessário, será realizado de acordo com as mesmas regras que regem e compõem a Federação da Rússia’, diz o comunicado da NKA, emitido pelo diretor Alexander Bortniko, sob ordens diretas do presidente Dimitri Medvedev.

Concordo com a citação de Milton Santos “As tentativas de construção de um mundo só sempre conduziram a conflitos, porque se tem buscado unificar e não unir”. Esta frase se aplica muito bem a Chechênia, que sofreu pela ambição da Federação Russa. A Rússia tem interesses políticos e econômicos na região do Cáucaso; ela tem medo que caso a Chechênia se torne novamente independente, outros territórios também se separem dela e isso resultaria em grandes perdas territoriais para Moscou. Nessa área a Rússia obtém recursos energéticos, como petróleo e gás natural e na Chechênia há dois óleos-dutos que são essenciais para a Rússia.

Os conflitos na Chechênia chegaram ao conhecimento do mundo todo, mas como é a vida dos chechenos hoje em dia, os que mais sofreram com a sua existência? Desemprego, falta de esperança de vida ao nascer, precariedade nos serviços públicos são estas as palavras que logo surgem na boca de quem se depara com a situação dos Chechenos. Palavras até irônicas para um país europeu.

As crianças chechenas são as pessoas que mais sofrem com a situação deplorável do país. Sem esperança de um futuro digno, com serviços públicos precários, elas ainda têm que agüentar todo o sofrimento que seus familiares descontam nelas. Alguns desses casos são: o do garoto Timur que era chicoteado com um fio de metal com ponta em brasa. Sua irmã, Liana, foi violentada aos 8 anos pelo tio, que manteve a rotina de estupros por mais de seis anos até ser preso em flagrante. Adlan, outro garoto, perdeu a fala desde que sua mãe começou a espancá-lo todos os dias.

 

Entrevista com a jornalista norueguesa Asne Seierstad

Asne mudou-se para a Chechênia com o intuito de estudar a situação atual dos chechenos e escrever livros a partir destes estudos, livros que reportarão a situação de vida dos chechenos para o resto do mundo. (esta entrevista foi retirada da revista Aventuras na História de julho de 2008).

 

História – A Chechênia tem alguma chance de se tornar independente?

Asne Seierstad – Não acredito nisso. A Chechênia foi a primeira nação conquistada pelas forças de czar, em 1859, e a primeira a tentar abandonar a Rússia depois do fim da União Soviética. Acontece que, se a Rússia não quer a independência é impossível. Estamos falando de uma nação de 1 milhão de pessoas lutando contra um estado de 150 milhões de habitantes. Além disso, a partir de 1996, a Chechênia até alcançou alguma independência, mas aí começou a tropeçar nos próprios conflitos internos. Depois do segundo conflito, em 1999, a população chechena se cansou de guerra. Hoje eles preferem uma vida estável à própria independência.

 

História - Mas, no plano religioso, a religião não tem autonomia?

Asne Seiesrstad – Sim, tem. Quando se trata de religião, Ramzan Kadyrov, o presidente checheno, faz o que bem entende. Ele chega ao ponto de colocar guardas armados em frente à universidade de Grozni, a capital, para impedir a entrada de estudantes que não estejam com o rosto inteiramente coberto por véus. Além disso, a censura à imprensa e as perseguições aos adversários do presidente são muito sérias, e o governo da Rússia faz vista grossa para o problema. Mesmo que se tornasse um estado totalmente independente, a Chechênia de hoje não seria uma democracia.

 

Referências:

FABIURY. Após 10 anos de paz na República da Chechênia. http://blogs.abril.com.br/falandorusso/2009/04/apos-10-anos-paz-na-republica-chechenia.html Acesso em: 20 de novembro de 2010.

VARSANO, Fábio. Infância roubada. Aventuras na História. Jun.2010.

ADAS, Melhem. Geografia: O mundo subdesenvolvido. 5ª ed., São Paulo: Moderna, 2006.

 

Conflitos contemporâneos envolvendo o Irã

Por Pedro Melcop

O conflito Irã-Iraque é caracterizado por um grande rastro de destruição

O Irã, ou Irão, oficialmente República Islâmica do Irã, também conhecido como Pérsia, é um país localizado entre a Ásia Central e o Oriente Médio, com uma população de cerca de setenta e cinco milhões de habitantes e de área. Sua principal etnia e língua é o persa, mas outros povos também habitam o país.

Sob a influência das potências ocidentais, principalmente a Rússia czarista e do Reinol Unido, acendeu-se um desejo de modernizar o país, o que levou à Revolução Constitucional Persa de 1905-1921 e à derrubada da dinastia Qadjar, subindo ao poder o general Reza Pahlavi, que tomou o título de Xáe e começou a ocidentalização do Irã.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido e a União Soviética invadiram o Irã, para conseguir recursos petrolíferos. Os Aliados forçaram o xá a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, em quem enxergavam um governante que lhes seria mais favorável. Em 1953, após a nacionalização da Anglo-American Oil Company, um conflito entre o Xá e o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh levou à deposição e prisão deste último.

O reinado do Xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos 1970. Com apoio americano e britânico, Reza Pahlavi continuou a modernizar o país, mas insistia em esmagar a oposição do clero xiita e dos defensores da democracia. Então a população se revoltou e instalou-se um governo teocrático islâmico xiita, que tem como líder e chefe de Estrado um aiatolá.

Conflitos contemporâneos

O programa nuclear iraniano começou na década de 50, sob o domínio do Xá, com o apoio do Estados Unidos da América, no contexto do programa Átomos para a paz. Após a Revolução Iraniana de 1979 e a subsequente Revolução Islâmica, o programa foi interrompido, mas foi retomado pela década de 2000. O governo anunciou a construção de quatorze usinas nucleares, o que preocupa os Estados Unidos e principalmente Israel, já que o Irã é um de seus principais inimigos. O governo iraniano rejeita categoricamente as acusações de fabricação de bombas nucleares.

Curdos

Os Curdos são uma etnia que habita as montanhas no noroeste do Irã, sudeste da Turquia e norte do Iraque. Eles são aproximadamente trinta milhões de pessoas e querem formar um país chamado Curdistão. São perseguidos pelo governo da Turquia e do Irã, e não podem usar a língua curda. Os que se atrevem a protestar podem até ser presos e espancados, e mesmo mortos.

Busca pela Paz – Soluções

Os EUA deveriam arranjar mais provas para dizer que o Irã esteja fazendo armas nucleares, e em vez de usar tantas sanções econômicas, deveria usar meios diplomáticos para fazer negociações com o Irã.

Quanto aos Direitos Humanos e a fraude nas eleições, os habitantes poderiam se conscientizar e fazer protestos e a comunidade internacional deveria pressionar diplomaticamente o Irã.

Quanto aos Curdos, talvez se pudesse criar um Estado nacional para este povo, tal como Israel.

 

Referências:

WIKIPÉDIA. Irão. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Irão&gt;. Brasil e Portugal. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

FREITAS, Eduardo de. Irã. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/ira.htm&gt;. Brasil. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Veja Larousse. 3ª ed. São Paulo: Positivo, 2004. (Veja Larousse, vol. 1)

GOOGLE. Google Notícias. Disponível em: <http://news.google.com.br/news/search?pz=1&cf=all&ned=pt-BR_br&hl=pt-BR&q=ir%C3%A3&gt;. Brasil. Acessado em: 23 de novembro de 2010.

 

 


TERRORISMO: UMA PRAGA ATUAL E MUNDIAL

O TERRORISMO NA HISTÓRIA

Por Amanda Vitória Cerqueira Vieira

 

Crimes e guerras sempre existiram no mundo, mas o terrorismo é uma “praga” que surgiu no século passado, quando os dicionários ainda traziam para o termo “terrorismo” uma definição “boa”: “Pessoa que espalha boatos assustadores; que prendiz catástrofes ou acontecimentos funestos, pessimista”. Atualmente, a definição desse termo está um pouco diferente: “Terrorismo é o uso sistemático do terror ou da violência imprevisível contra regimes políticos, povos ou pessoas para alcançar um fim político, ideológico ou religioso”, segundo o site www.brasilescola.com/historia/terrorismo.htm.

O termo “terrorismo” apareceu pela primeira vez em 1798, no Suplemento do Dicionário da Academia Francesa e referia-se ao período de 1973 e 1974, quando a França passou por um regime de terror. Já o primeiro ato terrorista com características semelhantes aos atuais ocorreu em 1912, quando um grupo de macedônios, hostis à Turquia, começou a colocar bombas em trens internacionais. Na década de 1960 o financiamento estrangeiro ao terrorismo aumentou bastante, enquanto que na década seguinte ocorreu o apogeu das grandes organizações terroristas que tratavam de assuntos relacionados com a política e que tinham como marca registrada grandes atentados à bomba e seqüestros. Nas décadas de 1980 e 1990 o terrorismo se disseminou em inúmeras organizações espalhadas pelo mundo, que passaram a usar, principalmente, os carros-bombas e os suicidas, que tinham como objetivo o maior número possível de mortes e destruição, por isso eles escolhiam locais com muito movimento como a saída de escolas, ônibus lotados, grandes lojas, etc. Para tentar amenizar a situação em que o mundo estava por causa dos ataques terroristas, ocorreu em 1996 no Egito a “Conferência Internacional dos Pacificadores”, que reuniu 27 países. O resultado dessa conferência foram algumas “normas” que os países teriam que seguir, como “apoio às iniciativas de paz”, “repúdio ao terrorismo”, e “criação de uma comissão para preparar recomendações sobre a melhor maneira de por em prática as decisões tomadas”. Mas essas resoluções não deram muito resultado, pois continuaram a acontecer e até se intensificaram atos terroristas por todo o mundo. Atualmente ainda ocorrem muitos ataques terroristas, a maioria praticados por fanáticos religiosos, que chegam a matar centenas de pessoas de uma só vez. Mas o maior problema que enfrentamos hoje é que as pessoas estão começando a se acostumar com esses atos. Acham que dezenas de pessoas morreram por causa de um terremoto é a mesma de coisa de dezenas morreram por causa de um ataque suicida, e não é. Precisamos mudar essa ideia agora, porque senão mais tarde o mundo pode sofrer graves problemas. Outro problema é que as pessoas dão mais “valor” a um atentado dependendo de onde ele ocorreu, e não de quantas pessoas morreram por sua causa. Um exemplo disso é que a desativação de três bombas colocadas por terroristas argelinos em Paris teve muito mais espaço na mídia do que a notícia do que a explosão de um caminhão-bomba que matou 500 pessoas no Sri Lanka.

O terrorismo pode ser classificado em dois grupos: o terrorismo aleatório e o terrorismo seletivo. O aleatório está relacionado aos atentados que acontecem sem um alvo definido e sem nenhuma ligação com grupos terroristas, enquanto que o seletivo tem alvos estabelecidos, é ligado a facções terroristas e visa fins específicos. Cada grupo terrorista tem uma causa diferente para cometer atos terroristas, entre elas está a xenofobia e o racismo, desagrado com um governo, questões religiosas e conflitos por território. Atualmente, a causa que mais leva grupos terroristas a praticar ataques são as questões religiosas, que os levam a acreditar que eles estão participando de uma “guerra santa” e que precisam matar todos os que não acreditam na mesma religião que eles.

Nessa reportagem iremos observar três exemplos de grupos terroristas que atuam hoje em algumas partes do mundo.

 

 

Imagens:

http://becosertanejo.blogspot.com/2010/09/11-de-setembro-de-2001-o-dia-em-que-o.html – 11 de setembro

http://umteconaideia.blogspot.com/2010/09/11-de-setembro.html – 11 de setembro

http://noti.hebreos.net/enlinea/2006/09/11/1083/ – Munique 1972

http://blogs.chron.com/bajolalupa/2008/02/ – Munique 1972

 

 

ETA E IRA: Quando esses horrores vão terminar?

Por Alice Arruda de Almeida

 

Dois dos maiores grupos terroristas existentes são o ETA e o IRA. Ambos são localizados na Europa, mas lutam por coisas diferentes. Ambas as organizações causaram muito terror e destruição. Quando será que isso irá parar?

Na Espanha há uma região denominada Pais Basco, perto da fronteira com a França. Os bascos têm origem desconhecida, língua e cultura própria. Em 1959, foi fundada a organização ETA (Euzkadi Ta Askatasuna, que significa Pátria Basca e Liberdade) que luta pela independência do País Basco. O grupo é liderado por Gilmar Antonio, e seu símbolo é uma cobra enrolada num machado. Seus principais alvos são os membros da guerra civil e do governo espanhol.

Em 1952 um grupo chamado Ekin (empreender euskera) de universitários foi criado, e através do Partido Nacionalista Basco, ou PNB, se fundiu com o grupo de jovens PNB. Mas dois anos mais tarde esses dois grupos se separam, e o Ekin formou o grupo terrorista ETA. O primeiro atentado assumido desse grupo foi a morte de um guarda civil em 1968, embora possa ter tido outros atentados antes, só que não assumidos.

Nos últimos anos, o governo espanhol tentou fazer vários acordos com o ETA, para que possa atender parcialmente seus pedidos, sem comprometer a unidade territorial, e até a população basca é favorável a esses acordos e preferem não ter uma luta armada, mas mesmo assim o ETA não aceita negociações, só aceita a independência do País Basco.

Em março de 2006 houve um cessar-fogo permanente declarado pela organização, mas foi rompido em dezembro do mesmo ano, com a explosão de um carro bomba no Terminal 4 do Aeroporto de Madrid-Barajas, provocando desmoronamento do prédio, várias pessoas feridas e duas mortes. Em setembro de 2010 foi anunciado outro cessar-fogo, dizendo também que a organização agora irá assumir um processo democrático.

Nas ilhas britânicas (Grã-Bretanha e da Irlanda), antes habitavam católicos, mas no século XVII, o governo inglês pegou 90% das terras e deu aos protestantes da Inglaterra e da Escócia. Foi daí que surgiu a rivalidade entre essas duas religiões. Em 1900 Foi fundado um Partido Nacionalista conhecido como Sinn Fein (nós mesmos), querendo reivindicar a autonomia perdida para os protestantes.

Em 1921 foi assinado um acordo que dividia a Irlanda em Irlanda do Norte ou Ulster, que era uma província britânica, e Republica da Irlanda ou Eire, ao sul, que era o Estado Livre Irlandês. No final da década de 60, orginou-se o IRA, uma facção militar do Sinn Fein, que passou a praticar operações de guerrilha contra os ingleses e protestantes. Seu objetivo principal é unificar o Ulster e o Eire, e livrá-lo do domínio estrangeiro, como era antes.

Durante vários anos o IRA provocou atentados na Irlanda do Norte, principalmente na capital, Belfast, causando muitas mortes. Os protestantes até criaram grupos de paramilitares para se defender, e suas atividades foram acobertadas pelo governo inglês durante muito tempo, também atuante na repressão da minoria católica. Os protestantes nunca concordaram em ceder para o IRA

Em 1994 houve um cessar-fogo, e as conversações sobre a possibilidade de um governo conjunto começou, fazendo surgir a esperança de paz. Em 1997, o IRA, influenciado pelo Sinn Fein, renunciou oficialmente à violência, no ano seguinte foi assinado o Acordo da Sexta-Feira Santa, que deu certa autonomia á Irlanda do norte, dividindo o poder entre protestantes e católicos. E em 2005 houve o abandono definitivo de suas táticas violentas.

Mas será que o IRA realmente acabou? Será que finalmente conseguiram entrar em um acordo? E o ETA? Será que dessa vez o cessar-fogo é permanente? Ou é só uma questão e tempo para que o ETA cause outro atentado?

 

Imagens:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Euskadi_Ta_Askatasuna.svg – ETA

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/images/mapa-pais_basco.gif – ETA

http://www.integral.br/zoom/imgs/334/image010.jpg – IRA

 

 

 

AL-QAED Inc :  O que é e como surgiu a organização terrorista afegã. E para onde ela está se espalhando e instalando suas filiais para além do seu país de origem.

Por Sarah Melo

 

Origens

No final da década de 70, a Rússia enviou tropas ao Afeganistão, país que estava enfrentando na época problemas com rebeldes contrários ao sistema de governo socialista que havia sido implantado no país. Os EUA, para fazer frente ao domínio soviético, apoiaram os revoltosos fornecendo cerca de 6 bilhões de dólares no Afeganistão, com a ajuda do Paquistão. Nesse contexto, um muçulmano membro de uma rica família da Arábia-Saudita e favorável à causa dos rebeldes, organizou um grupo de resistência que recrutou milhares opositores do regime soviético. Esse indivíduo era ninguém menos que Osama Bin Laden, e seu grupo, a Al Qaeda.

Estremecimento das relações com os Estados Unidos

O rompimento começou em 1990, quando o governo estadunidense optou por interferir militarmente na ocupação iraquiana na Arábia-Saudita, após a invasão do Iraque no Kuwait. A Al-Quaeda também interferiu no conflito, oferecendo ajuda militar à Arábia-Saudita, pois a organização era uma forte opositora do governo de Saddan Hussein, a quem acusavam de ter transformado o Iraque num estado laico. Apesar dos Estados Unidos estarem, teoricamente, do mesmo lado que eles, o grupo considerou uma ofensa a interferência de tropas americanas, que eram classificadas como “infiéis”, numa guerra entre islâmicos. Diante disso, a Al Qaeda tomou uma posição avessa aos EUA e a todos os países que fossem seus aliados.

O grupo taxou os Estados Unidos de opressivos em relação aos muçulmanos, tomando como bases para tal afirmação fatos como o apoio dispensado aos Israelitas, e a ocupação norte-americana no Iraque, iniciada em 2003.

Atentados

Torres Gêmeas minutos após a colisão do segundo avião.

11 de setembro de 2001. Experimente perguntar a qualquer pessoa o que essa data a lembra. A resposta provavelmente será algo sobre o atentado ao World Trade Center em Nova York, EUA. Quase 3 mil vítimas de diversas nacionalidades, 6 mil feridos e o medo de novos ataques propagado pelo mundo todo: apenas alguns resultados dos ataques, que também envolveram um avião caído no Pentágono, e outro na Pensilvânia.

Foram esses eventos que concederam à Al-Qaeda, suposta responsável pelos atentados, fama mundial. Mas antes mesmo do 11 de setembro, a organização já tinha sido a articuladora de outros ataques, e continua a planejar e executar . A lista é grande, e envolve países dos mais diversos, mas outros que tiveram também grande repercussão aconteceram na Espanha, em 2004, e na Inglaterra, em 2005. Outros ataques ocorreram também na costa do Iêmen em 2000, além de atentados nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.

Atrocidades à parte, supostos membros do grupo afirmam que os ataques são necessários e justos, principalmente contra os Estados Unidos.

Ramificações

Assim como outros grupos responsáveis por ataques terroristas como IRA e ETA, a Al-Qaeda possui subgrupos, sendo um mais extremista, ou outro menos conservador. Mas o fato principal é que, o grupo tem também não só se dividido, mas tem gerado alguns “filhotes” no Magreb africano, na Somália e em outros países do Oriente Médio.

Algumas das ramificações da Al-Qaeda

 

Uma solução agora, com uma disputa tão antiga e tão enraizada em cada sociedade, é muito difícil de ser alcançada, principalmente em função da situação atual, onde nenhuma das partes se habilita a começar uma negociação a fim de promover um acordo. Possibilidades existem, como os pactos entre governo e grupo (ETA e IRA, por exemplo), o que falta é a disposição dos opostos a uma resolução ao menos satisfatória para cada lado.

 

 

Links Relacionados:

http://www.youtube.com/watch?v=KflUSoIxZc8

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,grupo-da-al-qaeda-diz-que-vai-manter-pequenos-ataques,643219,0.htm

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4803627-EI308,00-Al+Qaeda+diz+que+gastou+US+mil+com+pacotesbomba.html

http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/1551100.stm

 


OS ATENTADOS DE TERRORISMO QUE MARCARAM O MUNDO

Você sabe o que é terrorismo?

Por Emmanuely Galvão

 

De acordo com o dicionário Houaiss, terrorismo é a maneira de impor suas vontades para com quem não participa de suas convicçõesutilizando o terror, violência e etc, seja para fins políticos, governamentais, religiosos (que são os extremistas religiosos que se usam como ferramenta de guerra) ou quaisquer outras ideologias. E assim, a expressão terrorismo vem sido bastante utilizada principalmente após o ataque de 11 de setembro. O termo “terrorismo” foi originado por volta do fim do século XVIII por um francês. Ao falar de terrorismo, a primeira coisa que se acha é o ataque às torres gêmeas, porém veremos que não se resume apenas a isso, e muito menos ao terrorismo islâmico, pois claro que não podemos ignorar que ele existe, porém não devemos generalizá-lo e dizer que é algo difundido pela religião, e sim algumas exceções que praticam esses atos, como homem-bomba, carro-bomba e etc, mas não podemos esquecer que isso ocorre em várias religiões, como cristão, judeus e mulçumanos. Quando esses atos ocorrem no islamismo há uma divulgação desses atentados muito maior, as vezes até fugindo um pouco a realidade, mas de qualquer modo acaba fazendo com que pareça que há terrorismo apenas na religião islâmica, muitas vezes a verdade é escondida, o que ocorre é posto um ‘pano’ por cima de tudo, e poucos ficam sabendo, ocorrendo bastante com a religião cristã. Consequência muitas vezes da mistura de religião com política.

No Brasil também, ocorreram muitos atentados terroristas, desde explosão de bombas em cinemas, teatros, jornais… até assassinatos. Há uma lista maior de vários ataques como esses, para quem estiver interessado no link: http://www.varican.xpg.com.br/varican/Diversos/Terrornob.HTM

Foi inclusive publicado um documento chamado o “Livro Negro do Terrorismo no Brasil”, documento esse que foi elaborado por oficiais que tinham acesso aos documentos secretos do exército.

Entre os maiores terroristas da história, temos Abimael Guzmán do Peru, Andreas Baader da Alemanha, Carlos Chacal que iniciou sua história terrorista na Venezuela e acabou se tornando um dos mais conhecidos do século XX. E claro que não podemos esquecer do, sem dúvidas polêmico: Osama Bin Laden, radical mulçumano que teve como seu ataque principal, os Estados Unidos, que lançou os dois aviões que foram roubados e jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center, um grande símbolo norte-americano, entre outras ‘feitorias’.

“Trata-se de grupos organizados que agem sob uma bandeira qualquer, sempre com o objetivo de destruir. Todos os membros desses grupos estão absolutamente convencidos da nobreza de suas causas e da justeza de suas ações”, ou seja terrorismo é algo sempre violento e que sempre favorecerá apenas quem achar que está certo, independente da real verdade. Tudo isso, vem se tornando comum pra muitas pessoas que se acostumaram com essa realidade, sem questionar.

“Os extremistas muçulmanos que praticam atentados suicidas acreditam que suas ações lhes garantem o direito de  ingressar no Paraíso, onde terão dezenas de virgens à sua disposição para satisfazê-los sexualmente. Também lhes é assegurado que suas famílias farão jus a vagas reservadas no Paraíso… Talvez seja por isso que a família de um terrorista suicida colocou na entrada da casa, para recepcionar as pessoas que foram oferecer condolências, pequenos cartazes com os dizeres: “Não aceitamos pêsames, e sim congratulações.” Se isso é totalmente verdade ou não, ainda não tenho total certeza, mas que ainda há fanáticos não só muçulmanos que acreditam nisso, ou em coisas similares, há. E se parássemos pra pensar um pouco, não faz nenhum sentido isso, mas é questão de respeito às crenças dos outros, pelo menos até que isso não atinja ninguém, principalmente que não tem nada a ver com isso.

 

Fontes:

http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=141&doc=10543&mid=2

http://www.library.com.br/Filosofia/terroris.htm

http://www.brasilescola.com/historia/terroristas-da-historia.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_Negro_do_Terrorismo_no_Brasil

http://www.brasilescola.com/historia/terrorismo.htm

http://www.espacoacademico.com.br/051/51carvalho.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Terrorismo

 

 

O dia em que o terrorismo atingiu ‘’ Os jogos da paz’’

Por Maria Luiza Beltrão

Munique é a terceira maior cidade da Alemanha, capital da Baviera, ela ostenta um estilo de vida que se diferencia do resto do país, apresenta paisagens deslumbrantes ao pé dos Alpes, e é considerada por muitos a cidade mais bonita da Alemanha. No decorrer de sua história porém, aconteceram fatos que não foram tão deslumbrantes assim. No ano de 1966 a cidade foi escolhida como sede dos Jogos de Verão de 1972. E durante seis anos as pessoas assistiram á construção de uma impressionante estrutura de esportes e de lazer com um objetivo de fazer com que 7.000 participantes de mais de 120 países se sentissem nas melhores condições para competição.

A cerimônia de abertura foi um verdadeiro momento de emoção, o estádio inteiro bateu palmas para a delegação de Israel, atletas judeus pisavam em solo alemão e vale lembrar que há trinta anos atrás a Alemanha de Hitler tinha comandado o extermínio em massa dos Judeus na Segunda Guerra. A Olimpíada estava sendo chamada de Jogos da Paz. E durante dez dias gloriosos, os Jogos atenderam as expectativas.

Mas o  que parecia ‘’impossível’’ aconteceu. Diante dos olhos de todo o mundo um ataque de oito terroristas palestinos à Vila Olímpica, muda o rumo da história. Nascia no dia 5 de setembro de 1972 o terrorismo internacional.

Um grupo terrorista denominado Setembro Negro, que exigia a libertação  de mais de 200 árabes de prisões de Israel, invade a Vila Olímpica e toma como reféns atletas israelenses. Na incursão os terroristas matam dois esportistas e fazem de reféns 12 atletas israelenses.

O desfecho da incursão palestina foi uma catástrofe. Os palestinos não tiveram suas exigências aceitas, o exercito da Alemanha não teve êxito em capturar os terroristas, sua ações foram questionadas e erros graves aconteceram, podemos citar o fato dos helicópteros que não pousaram na posição planejada, deixando os atiradores em posições difíceis, os soldados que não tinham armas de precisão, coletes a prova de balas, e tiveram que agir sem equipamentos de visão noturna, e o mais grave: todos os reféns morreram.

A princípio, nenhuma declaração oficial foi feita no local da tragédia em Fürstenfeldbruck, porque as comunicações via rádio foram interrompidas. Isso levou a um trágico mal-entendido: ‘Todos os reféns estão livres e ilesos!” foi a informação que o porta-voz do governo, divulgou. E a agência de notícias Reuters espalhou pelo mundo a manchete: “Todos os reféns israelenses foram libertados”. As bancas de jornais mostrava em suas  manchetes uma coisa completamente contraditória, já que a trágica verdade não havia sido anunciada até as 3 da manhã.

Os Jogos Olímpicos foram interrompidos por um dia, com as bandeiras hasteadas a meio mastro.  E no dia 6 de setembro, o Presidente do Comitê Olímpico declarou durante a cerimônia fúnebre:  “Os Jogos devem continuar”.  Mas depois do ataque, ninguém era capaz de  voltar ao clima dos “Jogos Felizes”.

No dia seguinte todos assistiram a equipe israelense partindo com os caixões de seus companheiros. Cena esta será lembrada para sempre. Já os corpos dos terroristas foram transferidos para Tripoli  no dia 11 de setembro de 1972, onde receberam um funeral de heróis, a pedido do revolucionário da Líbia, Colonel Gaddafi.

Esse trágico fato trouxe mais uma vez a tona o conflito entre os povos de Israel e da Palestina.

 

A seguir segue um vídeo bem interessante e ao mesmo tempo simples, que facilita a compreensão após ter lido a reportagem.

http://www.youtube.com/watch?v=G_YNetxsa80&feature=fvsr

 

Fontes:

 

http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_112944.shtml

 

http://esporte.uol.com.br/olimpiadas/todasolimpiadas/munique_historia.jhtm

 

11 DE SETEMBRO: O MAIOR ATENTADO TERRORISTA DA HISTÓRIA.

Por Marília Barbosa.

 

Faz nove anos desde o atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, coordenado pela Al-Qaeda contra dois importantes prédios americanos. Os terroristas seqüestraram vôos comerciais com passageiros e direcionaram os aviões para símbolos dos EUA.

Os dois primeiros foram direcionados as Torres Gêmeas do Word Trade Center em Nova Iorque, um importante centro econômico do país. Muitos civis morreram, e os prédios ao redor também foram danificados. O terceiro avião foi direcionado para o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no estado da Virgínia. O quarto avião caiu num campo na Pensilvânia, mas tinha o objetivo de atingir o Capitólio, no entanto os passageiros conseguiram mudar a rota do vôo.

A população americana se viu em pleno caos, muitas pessoas se jogaram das Torres Gêmeas desesperadas, e vários vôos internacionais foram proibidos de aterrissar em solo norte-americano até o fim da semana. O governo atribui a responsabilidade do atentado a Al-Qaeda e a Osama Bin Laden, que é um dos principais procurados da CIA e se encontra foragido até hoje; sua declaração de guerra santa contra os Estados Unidos e um vídeo em que ele diz que é para matar civis norte-americanos em 1998 são considerados por muitas pessoas evidências de sua participação nos atos.

Após o atentado terrorista os EUA invadiram o Iraque e o Afeganistão, iniciando a “Guerra ao Terror”, que

o então presidente Bush disse ser uma estratégia global para combater o terrorismo. As guerras se seguiram foram horríveis, o mundo ficou mais inseguro e o terrorismo voltou ganhar um atenção que já não conhecia desde os anos setenta.

 

Desde então os árabes tem sofrido preconceitos toda vez que vão embarcar em vôos internacionais, e cerca de 1200 estrangeiros tem sido preso e investigados pelos Estados Unidos, porém os métodos utilizados pelo Estado vêem sendo duramente criticado pelas organizações de direitos humanos.

 

Dias após o atentado o prefeito de Nova Iorque declarou que os prédios seriam reconstruídos. Em 2006 foi concluído o 7 World Trade Center, e é previsto para 2011 a conclusão da obra de reconstrução do 1 World Trade Center, que quando estiver pronto será um dos prédios mais altos do mundo com 541 metros. Era esperada a construção de mais três torres entre 2007 e 2012 no local, porém após a crise econômica de 2009 os proprietários declararam que a construção pode ser adiada até 2036. A parte danificada do Pentágono foi reconstruída e ocupada um ano após o atentado.

 

Muitos memoriais foram construídos em homenagem as vítimas que morreram no dia 11 de Setembro de 2001, no local onde ficava as torres foram colocadas um par de espelhos d’água, e ao redor tem uma  lista com os nomes das vítimas. Foi suspensa a construção de um museu no local, em vista das denúncias das famílias das vítimas. O memorial do Pentágono foi concluído e aberto ao público em 2008.

 

Até hoje as pessoas se chocam quando se fala nos atentados terroristas de 2001, o fato comoveu pessoas em diversas partes do mundo, e quando se é visto os vídeos do momento das colisões gera um sentimento de tristeza, pois milhares de pessoas inocentes morreram por causa da intolerância religiosa dos seres humanos. Fica no ar a pergunta: Quantas pessoas a mais precisarão morrer, quantos atentados cruéis como este precisarão acontecer para as pessoas aprenderem a convier em harmonia umas com as outras respeitando a diferença entre elas?

 

A seguir tem um vídeo que mostra a reportagem realizada pelo jornal nacional no dia dos atentados terroristas, vale à pena assistir: http://www.youtube.com/watch?v=KflUSoIxZc8

 

http://www.mundoportugues.org/content/1/5604/setembro-atentado-terrorista-que-mudou-mundo

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataques_de_11_de_setembro_de_2001#Memoriais

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_ao_Terror

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Afeganist%C3%A3o_(2001%E2%80%93presente)

 


 


A CRISE DO NEOLIBERALISMO

O neoliberalismo brasileiro falho

Por Amanda Lima

 

O neoliberalismo é uma doutrina surgida mais ou menos na metade do século passado, com a queda do muro de Berlim, onde o empreendedor tem liberdade de fazer seus cálculos e determinar o preço do seu produto sem a rígida intervenção do Estado. No Brasil, pode considerar que exista uma política neoliberal, já que não existe regulação eficiente para a formação de monopólios e concentração de mercado.

Quando se fala em neoliberalismo no Brasil, lembra-se logo de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, que nos seus governos, privatizaram diversas empresas que antes eram estatais. O governo passou a incentivar investimentos externos, e com a abertura para esses investimentos, muitas empresas brasileiras não se adaptaram ao mercado externo indo à falência. Muitas dessas empresas fecharam suas portas, e outras ainda foram vendidas ou associadas a multinacionais, que em apenas uma década dobraram suas participações na economia brasileira.

Quando se instalou a ideologia neoliberalista no Brasil, o país tinha acabado de passar pela Ditadura Militar, onde os trabalhadores conquistaram diversos direitos e foi um fato que marcou a história brasileira. Assim, com o governo neoliberal, as responsabilidades sociais federais foram passadas para os municípios sem o repasse de verba, trazendo a intensificação de organizações não-governamentais. Com empresas privadas, muitos trabalhadores perderam direitos que levaram anos de luta para serem conquistados. Com o neoliberalismo, países latino-americanos, nos quais o Brasil se inclui, passar por uma crise onde muitas pessoas passaram a viver na pobreza.

 

“ Nos países onde as desigualdades não apresentam um caráter estrutural,

também se verifica um distanciamento com o surgimento do que foi chamado

de “novas situações de pobreza”, levando a uma “terceiro-mundialização” do

Primeiro Mundo. Aqui (no Brasil) o impacto das políticas neoliberais se

manifesta de modo mais intenso no chamado mundo do trabalho, por

intermédio do desemprego e da precarização das condições de trabalho, o que

gera uma “exclusão” de setores antes incluídos.” (Soares, 2003, p.23).

 

Daí o aumento e a manutenção dos programas sociais de combate à pobreza. Desempregados e pobres, os trabalhadores brasileiros precisavam de assistência. E eles tinham esse direito.

Num livro chamado “Flat World, Big Gaps”, os autores dizem que  “A ‘globalização’ e ‘liberalização’, como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas”. Pelo contrário: a desigualdade social aumentou durante as décadas em que se utiliza esse modelo na economia. E as desigualdades aumentaram pelo motivo do capital ficar concentrado no poder de poucos por causa da regulamentação do mercado. A idéia era que com essa liberação os países ricos ficassem extremamente mais ricos e pudessem ajudar os pobres. Mas não foi o que aconteceu. O que houve foi uma crise, não só no Brasil, mas no mundo neoliberalista inteiro, onde uma onda de pobreza atingiu vários países.

Nós ainda podemos ver que o governo brasileiro não mudou muito suas práticas em relação à economia. Sabemos que quem controla o dinheiro do Brasil, em sua maioria, são empresas privadas, muitas vezes estrangeiras, concentrando o capital do país poucas mãos e deixando milhares de pessoas dependendo do Bolsa Família.

 

Fontes:

http://www.betoveiga.com/log/index.php/2009/11/neoliberalismo-o-que-e-um-resumo-da-definicao/

 

http://educacao.uol.com.br/geografia/neoliberalismo-brasil.jhtm

 

http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0510670_07_cap_02.pdf

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u104540.shtml

 

 

Greve dos petroleiros

Por  André Filippe.

Os petroleiros e os trabalhadores de empresas estatais entraram em greve, num movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) que era contra o arrocho salarial e as reformas constitucionais neoliberais, que foram impostas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Essa insatisfação se deu início da década de 1990 quando Collor estava no poder, e ele anunciou que tinha a intenção de demitir cerca de 16 mil petroleiros e apresentou o PEC – 56, que era um projeto de lei que tinha por proposta a quebra do monopólio estatal do petróleo. Os petroleiros proveram greve e conseguiram inicialmente reverter às demissões, mas mesmo com tanta luta contra essas atitudes do governo Collor eles não evitaram mudanças no interior das Petrobrás.

Após vários debates, e pela insatisfação que os petroleiros vinham tendo decidiram iniciar uma greve e foram com a adesão dos petroleiros, eletricitários, marítimos e previdenciários, mas os eletricitários, marítimos e previdenciários retornam ao trabalho depois de uma semana de greve. Ontem ocorreu o julgamento do Tribunal Superior de Justiça (TST), que devido à saída às outras categorias dos setores públicos e estatais somente os petroleiros foram julgados, e mesmo a Petrobrás não ter assinado um acordo que tinha prometido, a greve foi considerada ilegal.

O TST determinou que além de determinar o desconto dos dias parados e fixar multa diária de R$ 100 mil reais, caso a categoria não retornasse às atividades no dia seguinte, e eles não retornaram o que deu uma nova dimensão a greve. Os petroleiros foram reprimidos, até que depois de 30 dias de greve sem o apoio do sindicalismo eles voltaram ao trabalho.

Isso só mostrou em cenário nacional que a política econômica neoliberalista do governo de Fernando Henrique foi responsável por reduzir a exploração petrolífera, desmembrar a área de refino, inibir investimentos e deixar o custo para a empresa e o lucro para o setor privado. Assim ele mostrou indiretamente que havia a possibilidade de assim como em outras empresas brasileiras, tinha a possibilidade de privatização da Petrobrás, que felizmente até hoje ainda não ocorreu.

Nos governos de Collor, Itamar e Fernando Henrique promoveram as privatizações que tinham como fundamento a política econômica do neoliberalismo, que vem se expandindo pelo mundo. A partir do governo de Collor, o neoliberalismo veio conquistando seu “espaço” na economia brasileira e com ela vieram os produtos importados passaram a invadir o mercado brasileiro e a redução dos impostos para os produtos importados.

O governo brasileiro teve a iniciativa de incentivar os investimentos externos no Brasil mediante incentivos fiscais e privatização das empresas estatais, e incentivando o país a produzir produtos para a exportação, já que as empresas nacionais eram obrigadas a competir com produtos de outras nações que tinham um preço menor, fazendo com que as empresas chegassem à falência. Com a política neoliberal o Brasil teve várias conseqüências negativas como desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais, e além dessas a dependência da capital internacional.

 

 

 


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