Atualizando o passado para o presente…

O NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA

O Neoliberalismo Pós Regimes Militares Na América Latina

Por: Tibério Araújo

Durante as ditaduras que aconteceram na América Latina, algumas de suas principais características foram: a proibição de greves; o arrocho salarial; facilidade de instalação das empresas multinacionais, investimento em obras faraônicas, etc.

Houve também fatores que prejudicaram as ditaduras, como o aumento da dívida externa; a crise mundial de 1970, que ocorreu a superprodução do petróleo que abalou tremendamente a América Latina. Muito desses fatores além de ter nos prejudicado, foram importantes para a construção de nossa história.

Com as crises, os regimes militares começam a se enfraquecer, assim sendo praticamente forçadas a abrirem sua economia. Se deparando com tal situação, na década de 1990 principalmente, muitos países da América Latina começam a abrir sua economia e inicia uma política que coloca um fim na participação do Estado em privatização de empresas, desestruturação dos sindicatos e informalidade dos trabalhos, etc.

Tais foram as medidas tomadas pelos governos do Brasil, Argentina, México após as ditaduras militares com a finalidade de se inserirem no mundo globalizado. Em resumo, o ajuste Neoliberal ocorreu por medidas tomadas por países com a finalidade de extinguir a dívida externa e para reintegrar o continente na economia mundial, tendo como líder os Estados Unidos e sem ter medo de serem ameaçados pela URSS.

O Neoliberalismo foi altamente incentivado pelo FMI e pelo Banco Mundial, empresas criadas durante a Segunda Guerra Mundial para equilibrar as economias em dificuldades. Elas têm como finalidade controlar as economias da América Latina para em seguida subordiná-las às economias de Primeiro Mundo. Como ajuda, essas empresas aconselham esses países a tomar providências como corte nos gastos sociais, congelamento de salários, guardar dinheiro para pagar a dívida externa e as multinacionais.

No Brasil, isso também acontece com Sarney e Collor e atinge seu ponto máximo com FHC com a imposição do Plano Real. Já na Argentina iniciou-se com Raul Alfonsín, um liberal que cria uma nova moeda (o Austral), com a finalidade de congelar preços e salários. Depois ele consolida com Carlos Menem e seu ministro Carvalho que privatiza as empresas, assim faz com que a moeda Argentina acompanhe o dólar e em seguida permitindo importações.

Já no México, essa imagem não se alterou muito comparado às dos países anteriores. O presidente quando percebeu estar diante da situação e considerando as consequências se não houvesse tomado a decisão, adota o Neoliberalismo, começando com a privatização das empresas públicas.

No Chile, foi um pouco diferente, ele adota o neoliberalismo na ditadura de Pinochet e é o primeiro da América Latina a adotar o sistema, assim se destacando entre os outros países da América Latina. No Peru, há uma reforma agrária, mas que é contido pelo general Bermudez que termina submetendo o país ao FMI. Após ele, Fujimori assume o poder, atrapalhando mais a situação do país privatizando empresas e abrindo o mercado para empresas estrangeiras.

Assim, podemos concluir que a situação em que os países subdesenvolvidos se encontram é difícil e que dificilmente sairão da sua situação atual, pois sustentam a economia dos países do Primeiro Mundo.

Referências:

Livro de História Geral (por telefone)

Bolívia

Por: Lucas Maggi

A Bolívia é um país com um passado similar ao de diversos países na América Latina. A maioria se tornou colônia de exploração. Seus colonos levaram suas riquezas naturais, madeira, minérios, e usaram seu solo fértil. No entanto vou me concentrar no período posterior ao domínio militar na Bolívia, e claro explicando como estava a situação difícil da Bolívia antes, e durante o período militar.

A economia boliviana sofreu com a queda do preço do estanho no mercado mundial entre as décadas de 1950 e 1960 e com altos índices de inflação. Os esforços do governo para reduzir o número de trabalhadores empregados – além de restringir os salários -, ficaram de frente com a forte resistência dos sindicatos, sem contar que as minas de estanho não eram mais tão rentáveis.

Após a reeleição de René Barrientos em julho de 1966 houve uma disputa interna pelo poder do país, e com a revolução inflamada por Ernesto Guevara (Che Guevara), Barrientos ficou conhecido pelo apoio conquistado da elite de seu país e principalmente da CIA para executar o plano de assassinar Che Guevara, que tentou estabelecer uma base guerrilheira para lutar pela unificação dos países da América Latina. Nisso a Bolívia deixou de lado grande parte da população, que era de baixa renda e viviam em sua maioria da mineração de estanho e outros minérios, para satisfazer o investimento privado estrangeiro realizando uma política de reformas econômicas conservadoras. Em 1969, Barrientos morre em um estranho acidente de helicóptero.

Hoje em dia a Bolívia é uma republicana democrática, possui áreas da Bacia Amazônica, e uma mata considerável ainda preservada da devastação progressista. É um dos países mais influentes do ponto de vista energético na América do Sul, já que possui grandes reservas de petróleo sendo administradas por empresas de grande porte. Enquanto isso 60% da população é considerada pobre, mesmo com um IDH considerado médio 0,643(2010), e sendo a maior fornecedora de estanho da América.

Mesmo depois de vários golpes de estado cometidos por militares a Bolívia tem uma democracia neoliberalista de fachada com o atual presidente Evo Morales, o que lembra o caso da Venezuela com o Hugo Chávez. A diferença principal entre os dois governos é que a Venezuela possui mais armamentos, diferentemente da Bolívia, o que não faz dele uma ameaça político-militar.

A maioria dos regimes militares na América Latina foi de caráter elitista, e não atendia a maioria da população que era pobre, enquanto combatiam contra guerrilheiros com intenções de instalar um sistema comunista de governo, muitos deles aliados da Rússia. E o fato de ter sido após a Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria estes países, que eram em sua maioria subordinados aos Estados Unidos, e receberam apoio completo do mesmo para sufocar qualquer movimento pró-socialista ou pró-comunista, que não o seria liberalista.

Porém com o passar do tempo a força deles só aumentou, pois aqueles que ficaram vivos voltaram ainda mais fortes e a maioria com o apoio da população, já que agora o voto era direto e um direito de todos, favorecendo-os pelo fato de que muitos que trabalhavam nas minas e nos campos não tinham uma instrução política e iam de acordo com o que eles – populistas – aparentam para a grande maioria da população. Estes, que antes não eram a favor do sistema capitalista tiveram de adotar o conceito neoliberalista (absoluta liberdade de mercado, e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, e somente poderá intervir em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo), que são normalmente adotadas por governos neoconservadores, que se enquadra bem no caso da Bolívia e da Venezuela, pois originalmente os neoconservadores se colocavam em uma perspectiva mais à esquerda.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolívia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara

http://pt.wikipedia.org/wiki/René_Barrientos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoconservadorismo

 

México: mais um país iludido pelo neoliberalismo

Por: Olavo Rocha

Após a Segunda Grande Guerra, o México passou por um grande crescimento em sua economia, que ficou conhecido como o Desarollo Estabilizador, ou Milagre Econômico aqui no Brasil, onde a política econômica do México foi finalmente trocada por um modelo baseado nas importações, já que se estava tentando substituir os produtos externos para ser ter uma maior independência. Mesmo com um crescimento na economia, as diferenças sociais ainda eram notadas e era claro que não agradava a população, e para piorar a situação, o então governo dominado pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), se mostrava muito repressivo contra as reivindicações da população.

Na década de 80 houve uma alta no preço do petróleo, mas o governo não soube controlar bem sua economia, o que levou á uma grande crise em 1982, desde então o PRI começou a perder a sua credibilidade, principalmente com a fraude nas eleições de 1988 que trouxe a vitória ao Carlos Salinas de Gortari. A população protestou contra a sua vitória, mas ele conseguiu estabilizar a inflação causada pelas altas do petróleo e contribuiu para a formação do NAFTA.

O NAFTA (que no português significa Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) foi em acordo feito entre os países do atlântico norte (Canadá, Estados Unidos e México), que traria benefícios parecidos com os da União Européia, mas até hoje, o México está aguardando quieto por esses benefícios: Mais da metade de sua população vive na pobreza e aproximadamente 20% são indigentes. É claro que o acordo trouxe alguns créditos, como por exemplo, os salários cresceram mais de 130%, mas em compensação as cestas básicas tiveram seus valores multiplicados por cinco. Houve um aumento nos salários, mas só para aqueles que conseguiram continuar em seus empregos: Ocorreu um aumento na taxa de desemprego, principalmente no que se refere á exportação, setor da economia que deveria ser o mais beneficiado pelo NAFTA, chegando a perder o título de maior exportador para os EUA, deixando a China em primeiro lugar no hank. A situação não foi melhor para os agricultores mexicanos: Os Estados Unidos estavam barrando a entrada dos produtos agropecuários mexicanos, mas por ironia o mercado do México estava sendo bombardeado pela agricultura Norte Americana, como por exemplo, a batata que é um dos principais produtos mexicanos, ou o arroz, que invadiu metade de seu comércio.

Em meados da década de 90, grupos anti-liberalistas realizaram protestos contra o governo federal, e no mesmo ano o presidente foi substituído por Ernesto Zedilo. Depois disso a economia mexicana voltou a entrar em decadência, mas o presidente Clinton dos Estados Unidos lançou um “Pacote de Resgate” para o México e a economia voltou a se estabilizar, com o seu PIB chegando a crescer 7% ao ano.

Por mais de meio século o México esteve sob o controle do Partido Revolucionário Institucional, fato que mudou em no último ano do século XX, com a vitória de Vicente Fox, que pertence ao Partido da Ação Nacional (PAN), opositor ao PRI.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/México

http://geografiaeconjuntura.sites.uol.com.br/america/america01.htm

 

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